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Proibida para o Bilionário em Luto
img img Proibida para o Bilionário em Luto img Capítulo 1 Ayana Brooks
1 Capítulo
Capítulo 6 Nunca mais deixei ninguém entrar img
Capítulo 7 Noah segura o meu dedo img
Capítulo 8 Ela não é como as outras img
Capítulo 9 Quando a dúvida aperta o peito img
Capítulo 10 Luxo não compra afeto img
Capítulo 11 Regras existem por um motivo img
Capítulo 12 O primeiro sorriso dele img
Capítulo 13 A mulher que eu perdi img
Capítulo 14 Algo nessa casa dói img
Capítulo 15 Não entre naquele quarto img
Capítulo 16 O perfume do passado img
Capítulo 17 Ela me viu quebrar img
Capítulo 18 Noah chora a noite img
Capítulo 19 Dormimos no mesmo sofá img
Capítulo 20 O que aconteceu entre nós img
Capítulo 21 Começando a sentir algo img
Capítulo 22 O toque que passou do limite img
Capítulo 23 Não posso desejá-la img
Capítulo 24 Quase um erro img
Capítulo 25 Brooklyn ainda mora em mim img
Capítulo 26 Escolhendo confiar img
Capítulo 27 O passado na porta img
Capítulo 28 Cortando o mal pela raíz img
Capítulo 29 Será um milagre img
Capítulo 30 O sorriso dela fez tudo valer a pena img
Capítulo 31 Nova Tempestade img
Capítulo 32 A nossa verdade img
Capítulo 33 Medo de perder img
Capítulo 34 Se eu tiver que ir embora img
Capítulo 35 Entre o julgamento e o amor img
Capítulo 36 Eu não sou o problema img
Capítulo 37 O meu único desejo img
Capítulo 38 Eu não vou mandá-la embora img
Capítulo 39 Precisamos parar de fingir img
Capítulo 40 A proximidade vira tentação img
Capítulo 41 Eu me importo mais do que deveria img
Capítulo 42 Ciúme não faz sentido... Faz img
Capítulo 43 Fantasmas do passado img
Capítulo 44 Será que estamos preparados img
Capítulo 45 A ex dele ainda vive aqui img
Capítulo 46 O erro que me custou tudo img
Capítulo 47 Noah diz papai chorando img
Capítulo 48 Medo de perder mais alguém img
Capítulo 49 Confissão img
Capítulo 50 O beijo que sonhei img
Capítulo 51 Eu devia ir embora img
Capítulo 52 Eu devia pedir que ficasse img
Capítulo 53 O passado volta em forma de ameaça img
Capítulo 54 Alguém sabe demais img
Capítulo 55 Segredo que nunca contei img
Capítulo 56 Minha esposa não era perfeita img
Capítulo 57 O dia em que tudo mudou img
Capítulo 58 Culpa tem nome img
Capítulo 59 Noah me chama de mãe img
Capítulo 60 Isso ultrapassou limites img
Capítulo 61 A noite em que cedemos img
Capítulo 62 O arrependimento img
Capítulo 63 Ele se afasta img
Capítulo 64 Amar é trair a memória dela img
Capítulo 65 Eu não sou substituta img
Capítulo 66 Eu quero mais img
Capítulo 67 Descubro a verdade img
Capítulo 68 Ela sabe de tudo img
Capítulo 69 Não posso ficar img
Capítulo 70 Não posso perdê-la img
Capítulo 71 De volta pra casa img
Capítulo 72 Eu não vou te perder img
Capítulo 73 Noah não entende despedidas img
Capítulo 74 Assino os papéis errados img
Capítulo 75 Ele me encontrou img
Capítulo 76 Eu confesso tudo img
Capítulo 77 O amor assusta img
Capítulo 78 O passado cobra img
Capítulo 79 A imprensa destrói tudo img
Capítulo 80 Escolho lutar por nós img
Capítulo 81 Eu escolhi ficar img
Capítulo 82 O preço é alto img
Capítulo 83 O mundo nos julga img
Capítulo 84 Eu enfrento todos por ela img
Capítulo 85 Medo de repetir a história img
Capítulo 86 Promessas reais img
Capítulo 87 Segunda chance img
Capítulo 88 Eu não fui o único culpado img
Capítulo 89 Perdão não é esquecimento img
Capítulo 90 Escolho o presente ao seu lado img
Capítulo 91 O retorno img
Capítulo 92 Quero uma família img
Capítulo 93 Amor não é contrato img
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Proibida para o Bilionário em Luto

Autor: Fire Books
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Capítulo 1 Ayana Brooks

Brooklyn / Nova York

- Droga! - esbravejo, me jogando no sofá de dois lugares que tinha na pequena sala da nossa casa, desanimada depois de andar por horas e ouvir a mesma frase da boca de todas aquelas pessoas que me olhavam de cima abaixo como se eu tivesse uma doença contagiosa ou fosse uma marginal unicamente por ser moradora do Brooklyn

Eu sequer conseguia terminar de pronunciar as minhas qualificações, pois bastava eu dizer de onde eu vim para em seguida ouvir:

"Não há vagas!"

E o pior não era ouvir que não haviam vagas, e sim, o momento que fui obrigada a ouvir os absurdos de uma mulher arrogante e prepotente que se dizia gerente de uma boutique de alto nível. Ela teve a coragem e a ousadia de dizer em alto e bom tom:

"Não empregamos moradores do Brooklyn, querida. Não queremos assustar nossos clientes. Lá é terra de marginais. É melhor você procurar alguma gangue por lá. Com toda certeza você terá mais sorte, queridinha."

- Que ódio! - falo a mim mesma, ao relembrar essa humilhação.

A minha vontade era de voar no pescoço daquele girafa vesga de salto alto. Mas eu me contive, não por medo dela, mas por medo de mim mesma e do que eu seria capaz de fazer se desse o primeiro passo.

Abro a tela do celular,e começo a mexer sem prestar atenção em nada. A minha mente estava longe. Eu pensava nos problemas que tínhamos, nas dúvidas, no aluguel, nos remédios da minha avó, na sua recuperação e na comida que precisava pôr na mesa todos os dias, mas que a cada porta fechada, ficava mais difícil conseguir.

Eu estava aérea, e com o olhar distante, quando de repente a minha avó surge na porta da cozinha, me lança um olhar curioso e pergunta:

- O que aconteceu dessa vez, menina? Por que esse mal humor?

- O mesmo de sempre, momma. Nada de emprego. Só porta fechada com força na minha cara. Além de ouvir inverdades a respeito do bairro onde vivemos - falo ainda nervosa.

- Tenha paciência, minha filha. Em algum momento as coisas vão mudar e portas vão se abrir para você - minha avó diz se aproximando tentando me consolar e me lançando aquele olhar carinhoso que só ela tem.

Impaciente passo as mãos em meu rosto. E sinto um nó se formar na minha garganta. Quando isso acontece significa uma única coisa: vou chorar. Mas dessa vez eu não posso deixar o desespero me dominar. Primeiro porque chorando eu não vou conseguir resolver nenhum dos nossos problemas. E segundo, porque existem pessoas em situações mil vezes piores do que a minha. E a minha momma é uma delas. A pouco menos de dois meses ela sofreu uma queda no trabalho que a obrigou a usar moleta e a impossibilitou de continuar as suas atividades, e para piorar a situação, a maldita empresa Anderson Group não prestou os atendimentos e muito menos ofereceu alguma ajuda. Portanto, nossa situação financeira está no limite. Tenho algum dinheiro guardado da rescisão do meu último emprego numa fábrica de tecidos que infelizmente faliu e dispensou todo o quadro de funcionários, mas o que resta é muito pouco, e se eu não conseguir um trabalho o mais rápido possível tenho até medo do que possa vir a nos acontecer.

- É o que eu espero, momma... Porque a situação não está nada fácil - falo desanimada.

- Vai tomar um banho, trocar de roupa e descer pra almoçar. Isso vai te ajudar. Uma boa comida e uma roupa limpa sempre ajudam a aliviar o peso das lutas da vida - Minha avó disse. Beijou a minha testa e voltou para a cozinha.

Eu respiro fundo. Seguro a minha mochila e subo a escada. Entro no meu quarto, pego uma roupa leve e vou tomar um banho gelado, porque o aquecedor que tínhamos estava tão velho que deu curto circuito e por pouco não incendiou a casa inteira.

Já de banho tomado e roupa limpa, sento na minha cama. Respiro fundo e tento alinhar os pensamentos. Lembro da minha infância difícil, da perda dos meus pais, em seguida do meu avô, e da difícil situação que minha avó e eu estamos passando. Um filme passa em flashes na minha cabeça e tudo isso só serve para aumentar a minha vontade de chorar. Mas eu não tenho esse direito. Eu não posso me dar ao luxo de desistir. Não só por mim. Mas principalmente pela minha momma 'avó'. Ela é tudo o que me resta de importante nessa vida, e por ela, por nós, eu lutaria até o fim.

Deixo o meu celular carregando e desço a escada para almoçar. Mas quando chego no último degrau vejo uma cena que me dilacera.

A minha momma estava sentada no sofá, o mesmo que eu estava a poucos minutos. Em suas mãos trêmulas, ela segura uma folha de papel e seu olhar estava perdido.

Eu me aproximo. E percebi que ela estava tremendo muito e seus olhos ficaram encharcados de lágrimas. O meu coração aperta. Eu sabia que não havia nada nessa vida que fosse ruim que não pudesse piorar.

- O que houve, momma? Por que está nervosa? - falo, sentando na poltrona à sua frente.

Ele não me encara. Apenas me entrega o documento, se levanta e começa a caminhar pensativa pela casa.

Com o papel nas mãos descubro o motivo do seu silêncio e tristeza. Se tratava de uma ordem de despejo. O dono do imóvel estava vendendo a casa e tínhamos menos de um mês para desocupar o lugar onde resumia toda a nossa vida.

Sem saber o que fazer, continuo lendo aquele documento, inutilmente, tentando encontrar algo que nos favoreça. Mas as palavras eram curtas e diretas: "O imóvel será vendido. E os inquilinos têm vinte dias para oferecer uma oferta de compra ou deixar o imóvel." O meu peito fechou, o meu coração errou as batidas por algum tempo. Eu estava desolada, e o pior é que não havia nada que eu pudesse fazer para mudar a nossa situação.

Por que eu tinha que passar por tantas provações? Será que algum dia vai surgir uma luz no fim do túnel?

As perguntas martelam dentro da minha cabeça enquanto leio e releio aquele documento que mais se pareceu com uma sentença. Mas na verdade era isso que significava. Haviam nos sentenciados sem direito a julgamento, e o veredito não era favorável pra gente. Em seguida, dobrei o papel com cuidado, como se ele pudesse me machucar se eu fosse brusca e firme demais.

- A gente vai dar um jeito, momma - digo, mais para convencer a mim mesma do que para tranquilizar a minha avó.

Ela para de andar, me encara por alguns segundos e tenta sorrir. É um sorriso fraco, cansado, daqueles que carregam mais medo do que esperança. Eu sabia que ela estava sofrendo muito mais do que eu, porque nesta casa estava guardada todas as recordações boas e ruins da nossa família. E sair daqui significava uma perda imensamente maior do que todas as que já tivemos nessa vida.

- Eu sei, minha filha... você sempre dá um jeito - responde, voltando devagar para o sofá. - Só não queria ser mais um peso nas suas costas. Não é justo você carregar sozinha um fardo desse tamanho.

- Não fala isso, momma. A senhora nunca foi e nunca será um peso pra mim.

Ela segura minha mão com força, como se aquele toque fosse a única coisa firme num mundo que insiste em desabar. Ficamos assim por alguns segundos, em silêncio, ouvindo apenas o barulho distante da rua e o rangido antigo da casa. E em meio a tanta luta, eu não conseguia parar de me perguntar, o que fizemos de errado para está passando por tantas provações.

Quando as coisas vão mudar?

Como vou resolver esse problema se eu sequer consigo enxergar uma luz no fim do tú

            
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