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O CEO QUE NUNCA AMOU: AMOR À VENDA
img img O CEO QUE NUNCA AMOU: AMOR À VENDA img Capítulo 4 Todas são iguais
4 Capítulo
Capítulo 6 Até quando img
Capítulo 7 A minha razão de viver img
Capítulo 8 A entrevista img
Capítulo 9 Uma visão celestial img
Capítulo 10 Quem é ela img
Capítulo 11 A verdadeira entrevista img
Capítulo 12 Atraído por ela img
Capítulo 13 No escritório img
Capítulo 14 Amizade selada img
Capítulo 15 Paciência por ela img
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Capítulo 4 Todas são iguais

Horas depois...

No Escritório

- Nós só faremos negócios se eles ajustarem os prazos. Não vou esperar tanto tempo para ter essas mercadorias.

- Eles alegam que a matéria-prima está cara e precisam buscar em um lugar mais distante, e isso está aumentando os prazos.

- O que isso me importa? – Alfredo viu o patrão abrir os braços, pouco ligando para a situação. – Não me importa o que farão, se eles não conseguirem respeitar o prazo que pedi, eu arrumo quem faça. Agora vá, Alfredo, não quero mais falar desse assunto.

O funcionário bufou, mas não se atreveu a discutir com o patrão, sabia que seria uma batalha perdida, seu chefe não perderia seu tempo com gente incompetente.

Theodoro não precisava deles, então não tinha motivo para se preocupar com nada.

- Posso entrar, Theodoro? – Rodolfo apareceu em sua porta, querendo entrar.

- Claro que sim, aconteceu algo no jurídico?

- Não, fique tranquilo. – Rodolfo sentou-se na frente do patrão. – Quero avisar que o contrato com a cooperativa do Pará está certo, pode fechar o negócio.

- Que notícia maravilhosa. Estava ansioso para tê-los como fornecedores, o material deles é de excelente qualidade por um preço incrível.

- Sabe que tenho curiosidade de descobrir como você encontra essas coisas?

- Sou um homem atento, nada além disso.

- Atento não define nem a metade da sua esperteza.

- Obrigado! – O sorriso de Theodoro era de puro convencimento, e Rodolfo soltou uma risada descontraída para o patrão e amigo.

- Mudando de assunto, eu fiquei sabendo que um empresário de médio porte, aqui do Rio, deu o golpe na esposa. A Anália estava revoltada com essa situação, disse que se encontrasse a tal mulher, iria se oferecer para ser advogada dela de graça.

Theodoro se irritou com o assunto.

Será que as pessoas não conseguiam tomar conta da própria vida?

Ele odiava fofoca e gostava muito menos de entrar na vida alheia, para ele o que acontecesse com os outros não lhe interessava.

- Será que a Anália está com pouco trabalho? Acho que você poderia dobrar sua carga de processos, assim ela para de se preocupar com a vida dos outros.

Rodolfo ergueu as sobrancelhas, intrigado.

- Que bicho te mordeu? Você está mais azedo do que de costume.

A careta que Theodoro fez mostrou a Rodolfo que algo não ia bem, seu patrão não estava legal.

- É a segunda vez que ouço essa história hoje, não estou no clima de falar sobre uma mulher que nunca vi. Se ela foi idiota ao ponto de passar uma procuração para o marido, o problema é dela. Ninguém mandou ser burra. – Ele deu de ombros, pouco se importando, e lembrou que esse tipo de mulher só pensava no status e não se algo podia dar errado no futuro.

- Definitivamente tem algo acontecendo, você normalmente não seria tão desumano assim. Pelo o que ouvi falar, ela não sabe como ele conseguiu a procuração, a pobrezinha saiu apenas com as roupas.

- Pode ter certeza que essas roupas devem comprar uma casinha lá pelas bandas de Campo Grande. Com o tempo, ela arranja outro babaca para casar e recuperar o status.

Rodolfo arregalou os olhos e segurou ambos os braços da cadeira, de tanta surpresa do que ouviu.

- O que foi? Qual o motivo desse mau humor?

O suspiro de Theodoro saiu cansado quando ouviu a pergunta de Rodolfo.

- A Pâmela encontrou alguém, quer casar e me deu um pé na bunda. Você acredita nisso?

- Não! Mas ela parecia tão apaixonada.

- Ela estava apaixonada pela possibilidade de ser minha esposa, não por mim. - Theodoro sempre soube que a namorada era uma aproveitadora, mas, ainda assim, ficou chateado com a dispensa dela. - Quando ela percebeu que eu não iria casar, rapidamente arrumou um novo pretendente e conseguiu o seu casamento.

- Estou surpreso.

- Eu não, as mulheres são assim aproveitadoras e nada me surpreende.

- Nem todas são, a minha não é.

- Uma clara exceção à regra, você é um homem de sorte.

- Eu soube escolher, é diferente. – Rodolfo se levantou e fechou o seu terno. – Se você for mais seletivo, pode encontrar uma boa companheira, mas tente fugir desse seu padrão de modelo anoréxica e alienada que gosta. Busque uma mulher com conteúdo e belas curvas. Tenho certeza que você vai se surpreender.

- Vou lembrar disso.

Rodolfo sorriu e saiu da sala. Ele era um bom amigo, mas era um pouco retrógrado. Theodoro não queria uma mulher de conteúdo, não estava afim de ninguém falando no seu ouvido. Na verdade, ele gostava dessa superficialidade nos seus relacionamentos. Manter um namoro de verdade era cansativo, já que o seu tempo era corrido demais para isso. Ele não podia perder tempo com casos do coração. Isso era algo para um futuro distante, quando ele precisasse de um herdeiro. No momento, ainda tinha trinta e cinco anos e muito trabalho a fazer para perder tempo com distrações como mulheres e seus chiliques.

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