CEO CAMINHOS CRUZADOS
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Capítulo 10 9

CAPÍTULO 9

Adriele narrando

Eu respiro fundo e aliviada quando Vitor Hugo entra de volta no escritório dele, eu tenho certeza de que ele não tinha me reconhecido ou fingiu muito bem.

Eu olho para aquela sala e abro um sorriso, eu ainda não tinha entendido se eu gostava ou não de novos desafios porque eu me sentia desesperada e ao mesmo tempo ansiosa para começar uma nova etapa na minha vida.

- Adriele – Vitor Hugo fala saindo da sua sala – emita o comunicado de luto para todas as empresas.

- Em nome do tio de vocês? – eu pergunto.

- Isso mesmo – ele fala. – Amarildo pediu que você ligue para á casa dele e peça para providenciar um traje todo preto para o enterro que vai acontecer hoje á tarde.

- Claro, vou fazer isso agora mesmo. Quer que já faça a encomenda da coroa de flores em nome da empresa e da família? – eu pergunto.

- Seria ótimo – ele fala me olhando.

- Vou providenciar isso agora mesmo – eu respondo para ele.

A primeira coisa que eu faço é entrar no site da floricultura e emitir a compra da coroa de flores com o nome de Amarildo e família, compro outra menor com o nome da empresa, faço a camada para casa dele e faço o pedido para que envie um traje todo preto para ele ir até o velório.

Recebo uma mensagem de Jamaique em meu celular.

- E aí ele te reconheceu? – ela pergunta curiosa.

- Se reconheceu, não disse nada. – Eu escrevo para ela – mas, colocou todos á procura pela garota mascarada, em troca de uma recompensa.

-Está de brincadeira? - ela manda um áudio e eu escuto baixo – fala de uma vez quem você é, porque pode ser que ele ache ruim depois.

- Vamos deixar na mão de Deus – eu respondo em áudio – preciso voltar á trabalhar. – Eu desligo o celular e coloco dentro da gaveta.

A porta do seu escritório se abre e ele para na minha frente.

- Posso ajudar senhor Amarildo? – eu pergunto para ele.

- Sim – ele fala sorrindo – Me encontre meia hora no café na frente da empresa, precisamos conversar um pouco – suas palavras ecoam na minha cabeça e eu o encaro.

- Aconteceu algo? – Eu pergunto estranhando a sua atitude.

-Não – ele diz calmo e sorrindo – apenas gosto de conhecer um pouco mais dos meus funcionários, passar como é o dia a dia da empresa e acredito que em um local mais descontraído, fica melhor o clima, para não ficar aquela coisa chata e séria de escritório.

- Claro – eu respondo – eu gosto muito disso nas suas empresas.

-Então, eu te espero lá – ele fala e eu assinto com a cabeça.

Ele entra no elevador e eu solto a minha respiração, penso em ligar para Jamaique e pedir em uma voz alta e gritante – O que eu faço? – mas respiro fundo e repito para mim mesmo em alto bom som.

- Fica tranquila Adriele, é só uma conversa e você é uma mulher PORRETA – eu sorrio olhando para o espelho na frente da minha mesa.

Ele não descobriu quem eu era e nem desconfia disso, eu tenho certeza disso.

(..)

Desço pelo elevador e quando para no 4 andar entra uma mulher que sorri e eu sorrio fraco para ela. Eu era difícil de fazer amizade ou confiar nas pessoas, era a minha forma de agir e com o tempo eu tentava quebrar isso, mas eu já tinha me decepcionado tanto na vida.

- Oi, meu nome é Gabriela – ela diz sorrindo – eu sou assistente do Vitor Hugo, você é do Amarildo, não é? – eu encaro.

- Sim, meu nome é Adriele, prazer – sorrio. – Hoje é o meu primeiro dia.

- Seja bem-vinda – ela sorri – Vitor Hugo chegou elogiando você agora pouco, dizendo que você foi muito bem recomendada pelo escritório da Alemanha e que é bastante agilizada, isso ganha bastante pontos aqui na empresa.

- Fico feliz de escutar isso, eu gosto de fazer meu trabalho muito bem por mais que ás vezes sinto que faço tudo errado – eu comento.

- Eu também me sinto assim – ela fala.

- Eu já sofri muito em outros empregos e quando entrei para á empresa eu me senti muito acolhida – eu falo para ela. – Eu gosto da maneira que as coisas são por aqui, mas ainda assim ás vezes tenho medo de pegar intimidade.

- Eu entendo – ela fala.

- Agora estou indo tomar um café com Amarildo – eu falo. -é normal?

- É sim – ela responde – ele as vezes chama alguns funcionários para conversar, mas acho que ele está te chamando por causa da garota mascarada.

- Eu escutei sobre essa história – eu falo para ela.

- Você deve ter visto ela – ela fala – você não estava na festa? Parece que eu te vi no banheiro.

-Eu? – eu pergunto – eu até fui convidada, mas eu não fui, eu tinha um jantar com uns amigos do Brasil.

-Deve ter sido impressão – ela fala – eu não vi a garota assim de perto, as luzes eram muito escuras, muito barulho e muita gente, mas os dois se beijaram e ele ficou caído por ela.

- E será que ele acha que eu posso ajudar ele

como? – eu pergunto.

- Agora você é a secretaria, assistente – ela diz rindo – ele vai fazer você fazer o impossível para encontrar essa mulher, Vitor Hugo me disse que ele está completamente obcecado por essa história – saímos do elevador e ela para e me encara – você tem certeza de que não foi na festa?

- Não – eu falo – não eu não fui. Como disse tinha alguns amigos do Brasil conhecendo Nova York e eu estava jantando com eles, eu queria muito ter ido, mas acho que nem faz muito o meu tipo ir em festas assim. Mas eu vi todas as notícias depois e achei bem legal o marketing que ele fez.

- É foi bem elaborado mesmo – ela fala – agora que você é assistente do todo poderoso você vai pensar igual a mim – ela faz uma cara.

-Não entendi – eu olho para ela.

- Existe muitos segredos e mistério nessa empresa e principalmente na família, do nada o tempo fecha para eles e eles ficam bem loucos – ela fala – não é estranho eles não sofrerem pelo tio?

-Mas eles vão no enterro. - eu falo.

- É – ela diz me olhando – mas foi esse tio que morreu que jogou para todo mundo que a família tinha um grande segredo sendo protegido por Amarildo – ela fala – é estranho ele morrer dias depois disso e da festa, não é?

- Acho que você está me deixando confusa – eu falo para ela.

- É – ela diz – estou percebendo isso, eu gosto de falar demais mesmo, desculpa.

-Não tem problema – eu falo para ela.

- Vamos fazer assim – ela diz pegando na minha mão – quando a gente sair hoje da empresa, vamos sair mais cedo por causa do enterro – ela suspira – a gente pode ir tomar algo, comer um petisco e aí eu te conto como que funciona essa empresa aqui de Nova York, o que acha?

-Parece interessante – eu falo – acho que vou gostar de te encontrar.

- Vou te contar tudo, principalmente porque eu acho que existe um mistério e um segredo por trás de tudo – ela fala – Sério – ela me olha – você vai ficar de boca aberta – eu começo a rir.

- Combinado então – eu falo para ela.

-Até mais tarde então e se prepare te contarei todos os podres dos Ferraz – ela diz rindo.

                         

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