CEO CAMINHOS CRUZADOS
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Capítulo 8 7

Capítulo 7

Adriele narrando

Eu não estou acreditando que eu ainda estou sendo falada por todo lugar, ainda bem que a máscara que eu usei escondia bem o meu rosto e que era difícil alguém me reconhecer nessas fotos e em nenhum momento eu circulei sem máscara por aquela festa.

Eu desço do Uber e encaro o prédio da empresa, eu respiro fundo e tomo coragem para entrar, eu olho para todas aquelas mulheres que entravam e saiam todas arrumadas e no salto 15 e me sinto inferior á elas. Quando eu era mais nova eu me arrumava muito para ir até na padaria ao lado de casa, minha mãe me cobrava tanto que eu deveria ser vaidosa, cuidar de mim e quando eu tinha 18 anos e tive uma rejeição por parte do meu pai, eu me senti mal, me senti inferior e senti que não era capaz de ser amada, então eu me fechei em um mundo só meu. Durante quatro anos eu nunca mais sai de casa para festas ou algo do tipo, era de casa para o trabalho e do trabalho para casa, foi quando eu tive á oportunidade de vir para Alemanha, conheci Jamaique ainda na Alemanha e ela começou á ser a minha terapeuta, depois ela foi embora para Nova York mas por mais que fosse da ética dela não criar amizades com pacientes, a gente sempre teve uma relação boa, quando ela veio embora para cá, continuei fazendo as terapias on line, quando surgiu a oportunidade de vir para cá, ela me ofereceu vir ficar com ela em seu apartamento por algum tempo, mas ao mesmo tempo eu tive que parar de fazer terapia com ela. Mas também ganhei uma grande amiga, ela era muito mais que uma amiga, ela era a minha parceira.

Jamaique me ajudou muito, me ajudou á superar todos os meus traumas, primeiro com meu pai, com a minha mãe e depois comigo mesmo, ela foi me ensinando aos poucos a me amar mais e aquelas pessoas que um dia me conheceram mal-humorada, que dava patadas em todo mundo, hoje ver outra Adriele e no fundo elas deveriam saber que eu não era realmente aquilo e sim o mundo me fez da aquela forma. Era dolorido dizer isso, mas eu fui julgada, humilhada e até mesmo passei por abuso profissional por causa da minha aparência, do meu peso, do meu jeito de ser. Antigamente eu ia trabalhar no escritório na Alemanha de leg., tênis e uma blusa, quando frio um abrigo bem quente e uma touca, meus cabelos desarrumados, eu tinha perdido á vontade de me arrumar, porque eu achava na minha cabeça que de qualquer forma ás pessoas iriam me julgar. E na verdade quando a Jamaique me mostrou que na verdade eu tinha que se arrumar para mim, porque eu era o amor da minha vida, eu me tornei outra pessoa, aos poucos. Eu ainda era insegura em alguns momentos, mas eu tento todos os dias melhor á minha relação comigo mesmo.

E eu sempre iria dar essa dica para as pessoas que parar para escutar á minha história, seja o mulherão da porra, mas seja para você e não para os outros.

E por isso que depois de tudo que eu passei eu não consigo acreditar que Amarildo tenha tanto interesse em descobrir quem eu sou.

-Bom dia – eu falo saindo entrando e parando na primeira recepção – eu sou a – sou interrompida por Vitor Hugo.

-Bom dia – ele fala me olhando – você deve ser Adriele Rodrigues? A secretaria que veio da Alemanha.

-Sou eu mesmo, prazer – falo sorrindo e estendendo a mão;

- Prazer, Vitor Hugo – ele fala - Estava aqui esperando você. Vamos subir?

- Claro – eu falo para ele.

Assim que liberam a minha entrada e eu passo a roleta, eu começo a perceber que tinha muitas conversas aleatórias pelos corredores, ele aperta o botão do elevador e entramos.

- É sempre animado por aqui às segundas feiras? Alemanha não era assim, não – eu falo para ele.

- Aqui também não – ele diz – mas hoje tem um motivo especial.

- Acredito que não seja a minha chegada – eu falo sorrindo.

- Você tem bom humor, gostei – ele diz sorrindo – Mas não é, meu irmão, Amarildo – ele fala – está atrás de uma suposta mascarada da festa – eu o encaro.

-Máscara da festa? – eu pergunto para ele que assente com a cabeça.

- Não encontramos o nome dela na lista de convidados, então ele acredita que algum funcionário a levou – ele fala e eu encaro a porta do elevador – Então ele está oferecendo dois mil dólares para quem encontrar ou saber de alguma pista que leve ela até a garota da máscara dourada – ele pega seu celular e mostra a mensagem enviada para todos os funcionários – você não recebeu? – ele pergunta e eu nego com a cabeça.

Eu fico em choque com á notícia que Vitor Hugo me dar. Ele não tinha me esquecido e estava querendo me encontrar de toda forma.

E se ele me reconhecer?

-Vem – ele fala – Amarildo quero te apresentar á sua nova secretaria – Vitor Hugo fala entrando na sala dele, ele está com a cadeira virada para janela falando no celular.

Meu coração para e acelera ao mesmo tempo, e se ele me olhar e me reconhecer? O que eu iria falar para ele? o que as pessoas iriam falar de mim por aí? Eu fecho os olhos e tento não deixar o nervosismo tomar conta de mim. Ele se vira com á cadeira e já prevejo o meu desmaio nessa sala.

-Ok, eu ligo para você mais tarde Paola – ele fala desligando o celular e levando seu olhar para mim.

-Essa é a Adriele á sua nova secretaria, ela veio da Alemanha da sede que fechou lá – Vitor Hugo fala para ele. Ele se levanta da cadeira e anda em minha direção, ele para na frente a gente se encara. O silencio toma conta.

-Bom dia senhor Amarildo, é um prazer conhecer o senhor e ter a oportunidade de trabalhar com você aqui na sede em nova York – eu estendo a mão para cumprimentar ele.

            
            

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