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Capítulo 9 9

LOGAN

Eu escapei de Thea tão rápido quanto possível, me apressando através da sua casa, apenas para pegar um ritmo assim que cheguei na calçada. Meus passos eram longos e rápidos, colocando o maior número de metros, árvores e casas quanto possível, entre Thea e eu.

Cristo, eu quase a beijei.

Eu não tinha tido uma vontade tão forte e urgente de beijar uma mulher desde... bem, desde Thea. Eu tinha esquecido como magnética ela era. O quão rápido ela me atraiu para ela naquele bar do hotel. Nem mesmo Emmeline tinha me despertado um desejo tão cru e primitivo.

Eu queria Thea. Eu queria saboreá-la novamente e sentir suas coxas envolvidas em torno de meus quadris enquanto minha mão puxava seu cabelo. Eu queria o seu calor e me perder em uma longa noite de sexo duro, suado e entorpecente.

Então foi uma maldita coisa boa, que ela se afastou quando ela fez, porque eu tinha estado a segundos de esmagar meus lábios nos dela. Eu quase beijei Thea quando eu deveria estar pensando em

Charlie.

Meu foco precisava estar com minha filha. Se eu me perdesse em Thea, eu tinha o potencial para machucar a todos nós.

E se nós causássemos dor a Charlie, nós dois íamos nos arrepender.

Talvez fosse porque a minha confiança foi abalada. Talvez tenha sido por causa do que tinha acontecido com Emmeline. Mas eu não tinha fé na minha capacidade de gerenciar um relacionamento de longa distância com a minha filha, que dirá com uma namorada.

Então, como eu tinha feito na noite passada, eu andava pelas ruas de Lark Cove sem prestar muita atenção. Eu estava muito ocupado castigando-me para notar sinais de rua ou pontos de referência.

Quando eu finalmente verifiquei ao meu entorno, eu ri.

Meus pés tinham me levado para a mesma estrada de terra que eu tinha estado na noite anterior. A única cercada por grandes casas de veraneio.

"Pelo menos eu sei onde estou neste momento", disse ao lago.

Atrás de mim ficava a casa que eu tinha admirado na noite passada. A grande com todas as janelas e telhas de cedro. As janelas estavam todas escuras, como estava ontem à noite. E não havia um carro na garagem.

Talvez eu devesse comprá-la.

Eu tinha idéias como essa dentro e fora da minha cabeça o tempo todo, mas esta ficou presa. Talvez eu deva comprá-la. Thea tinha deixado claro esta noite que se mudar para Nova York era um último recurso. Charlie não parecia muito entusiasmada com a idéia. O que significava que para eu ver a minha filha, eu estaria viajando para Montana.

Pelo menos, se eu comprar esta casa, eu teria um lugar para ficar diferente do Lark Cove Hotel.

"Aargh!" Meu grunhido frustrado ecoou pelas árvores.

Por que Thea é tão contra se mudar de volta para Nova York? Isso tornaria tudo mais fácil. Elas estariam perto para que eu pudesse ver Charlie com mais frequência. Isso era, se eu conseguisse passar do ponto de assustá-la até o completo silêncio.

Enfiei a mão pelo meu cabelo, puxando apertado nas raízes. Minha avó sempre disse que eu me preocupava demais. Bem... hoje, eu não tinha me preocupado o suficiente. Hora após hora eu tinha visualizado os piores cenários. Nada disso tinha me preparado para enfrentar a rejeição de Charlie.

Eu não quero mais um pai.

Isso. Fodidamente. Doeu.

Minha filha não gostava nada de mim.

E eu sinceramente não sabia o que fazer sobre isso. Eu não sabia como resolver este problema.

Eu tinha estado em Lark Cove por um dia e meu ânimo estava no nível mais baixo de todos os tempos.

O que eu ia fazer? Peguei meu telefone da minha calça jeans, fazendo a única coisa que eu conseguia pensar no momento.

Eu iria comprar esta casa.

Rapidamente, eu bati um par de fotos, tendo a certeza de obter os números ao lado da porta. Então eu tive que falar com meu assistente pessoal, dando instruções para descobrir quem eram os donos e oferecer-lhes tudo o que seria necessário pela casa, para tornála minha.

Isso poderia funcionar.

Eu poderia definir esta casa como um escritório remoto. Dessa forma, eu não ficaria muito afastado da empresa ou da fundação, quando eu estiver aqui. Talvez eu pudesse passar algumas semanas aqui no verão. Eu poderia voltar para os feriados, embora a mãe e o pai iriam ficar putos se eu perdesse o feriado anual da família Kendrick.

Eles teriam que se ajustar.

Nós todos iríamos nos ajustar.

Isso poderia funcionar.

Esta casa poderia funcionar.

Tanto quanto eu estava preocupado, Thea poderia ter o lugar. Se ela quisesse uma casa maior, ela e Charlie poderiam viver aqui. Charlie teria todo esse espaço para correr e criar seus fortes. Talvez eu mesmo teria uma casa na árvore especial, construído na floresta lá atrás. E a garagem individual iria funcionar muito melhor do que um galpão, como estúdio de arte de Thea.

Excitação subiu. Este poderia ser o início de um plano.

Eu sorri pela primeira vez em horas, em seguida, me virei voltando para onde eu tinha começado. Para Thea. Ela pode não querer ver o meu rosto de novo esta noite, mas eu estava indo voltar atrás.

Ela me pediu respostas.

Agora eu tinha algumas.

Meu telefone tocou e eu fiz uma careta, quando o nome de Alice brilhou. A última coisa que eu precisava, era ela ligando durante toda a semana, interrompendo o meu tempo com Charlie, com relutância eu atendi. "Alô."

"Oi, garanhão. Quer me encontrar hoje à noite?" Ela estava ronronando, algo que eu sempre odiei. Ela estava longe de ser sexy, era mais desesperada do que desejável.

"Não. Estou fora da cidade esta semana."

"Sem graça", ela lamentou. "Me ligue quando chegar em casa para que possamos ver um ao outro? Talvez ir em um encontro apropriado?"

Um encontro apropriado? "Eu não penso assim, Alice. Se nos esbarramos em um evento de angariação de fundos, por favor não se esqueça de dizer Olá. Mas eu acho que seria melhor para você parar de ligar."

"Desculpe-me?" Seu tom nasal rasgou o último dos meus nervos.

"Se cuide, Alice."

Ela estalou algo, mas eu desliguei antes que eu pudesse ouvir tudo.

Eu nunca deveria ter começado qualquer coisa com ela. Não só ela iria ligar de novo, mas eu também teria que afastar a minha irmã, Sofia.

De alguma forma, Alice tinha conseguido enfiar seu caminho nas boas graças da minha irmã mais nova. Elas não se largavam nos dias de hoje, sem dúvida, traçando um caminho para que Alice conseguisse obter o meu sobrenome. Amanhã, eu provavelmente iria ter um telefonema irado de Sofia, me dizendo o quanto fui tolo por não me casar com sua amiga.

Eu silenciei meu telefone e o empurrei de volta no bolso da calça jeans, em seguida, continuei a minha caminhada de volta para Thea, para podermos tentar ter a nossa conversa novamente. Desta vez, sem uma luta.

O sol estava se pondo quando cheguei na sua rua. Sua casa era a menor da estrada, imprensada entre casas que definitivamente não eram originais. Mas de alguma forma, entre duas casas que eram o dobro do tamanho e muito mais recente, seu chalé verde se encaixava. Era essa casa que pertencia ao local, enquanto as outras estavam fora de lugar.

Fui direto para a porta da frente, pronto para bater, mas parei quando ouvi um barulho do galpão de Thea.

Déjà vu. Eu tinha estado exatamente no mesmo lugar ontem à noite quando eu tinha ouvido um som na oficina de Thea. E como na noite passada, eu mudei de direção, abandonando a porta da frente para procurá-la no galpão. Quando eu estava a poucos passos de distância, ouvi-a xingar.

"Maldição!"

Aproximei-me da porta com cautela, para não assustá-la, então espiei dentro. Hoje à noite, as costas não estavam para mim. Ela estava de perfil, com a cabeça inclinada para o teto e uma garrafa em seus lábios. Ela tomou um longo gole, depois bateu a garrafa sobre a mesa manchada de tinta. Ela engoliu em seco, fazendo uma careta para a queimação da vodka.

Bati na porta aberta. "Então, qual é a sua regra para beber vodka pura?"

"Merda", Thea engasgou, apertando seu coração quando ela girou para a porta. "Você me assustou."

"Desculpe." Eu pisei dentro do galpão, passando os olhos pelo corpo dela.

Mais cedo, ela estava usando uma blusa de manga comprida fina e cinza, mas ela mudou depois que eu tinha deixado. Agora ela estava vestindo apenas uma curta regata rasgada com tiras finas entrelaçadas. A maneira como seu peito arfava enquanto ela respirava, fez seus seios espremerem contra o algodão.

E isso fez meu pau idiota ficar duro atrás do meu zíper.

Esta mulher, tudo sobre ela, era sensual. Seu cabelo estava para cima de novo, revelando a longa coluna de seu pescoço. Suas pernas eram tão lisas e tonificadas, nuas exceto por seus shorts verdes. Eles se abraçaram as curvas de seus quadris. Ela estava usando chinelos, mostrando unhas pintadas de vermelho-fogo.

Ela era deslumbrante.

Minha mãe e irmãs sempre pensaram que vestidos de estilistas e jóias extravagantes faziam uma mulher bela. Elas se mimavam semanalmente no spa, e nunca saíam de casa sem maquiagem. Será que elas pensariam de maneira diferente se eles vissem Thea como está hoje à noite? Crua e natural. Ela era tão linda que eu estava com dificuldades em não ficar duro.

"O que você está fazendo aqui, Logan?"

Minha cabeça se ergueu quando eu rasguei meu olhar de suas pernas. "Eu te devo desculpas."

Sua sobrancelha arqueou. "Por?"

"A briga." Eu andei mais para dentro do galpão, tomando meu lugar contra a parede oposta, e inclinando-me sobre o mesmo gabinete que eu tinha me encostado na noite passada.

"Oh," ela murmurou, deixando cair seu olhar e pegou a garrafa novamente. Em vez de pressioná-la aos lábios, ela a segurou entre nós. "Eu também."

Peguei a garrafa e trouxe-a para a minha boca, fazendo o meu melhor para não pensar que Thea tinha tido ela na boca, há 30 segundo atrás. A vodka queimava, mas tinha um sabor doce. O que é isso?

"Huckleberry", disse ela antes que eu pudesse inspecionar o rótulo. "É mais uma das minhas leis de bebidas. Vodka para as noites particularmente ruins."

Eu estremeci. "Eu mereci essa."

"Não", ela suspirou e pegou a garrafa de volta colocando-a de lado, "não é culpa sua. É apenas..."

Eu esperei que ela continuasse, mas ela permaneceu em silêncio. "Apenas o quê?"

Ela me deu um agradável, mas forçado, sorriso. "É apenas muito difícil. Nós precisamos descobrir isso pela Charlie."

Seus olhos estavam no chão. Seus ombros curvados para a frente. Era isso apenas sobre Charlie? Porque meu intestino estava me dizendo que havia algo mais. Algo que estava faltando. Eu abri minha boca para empurrá-la para uma explicação, mas parei antes de uma palavra sair.

Nenhuma pergunta que eu pudesse fazer, seria respondida. Thea queria que isso fosse sobre Charlie, então eu tinha que fazer disso sobre a Charlie. Talvez depois que ela tivesse algumas respostas para dar a nossa filha, Thea iria perceber que eu não era o inimigo. Ela perceberia que eu realmente me importo por seus sentimentos.

Ela confiaria em mim.

"Eu tive uma idéia que eu queria falar com você. Estou pensando em comprar uma casa aqui."

Ela se endireitou fora da mesa, seus olhos estavam cheios de esperança, quando os levantou para mim. "Mesmo? Você se mudaria para cá?"

"Ah, não. Desculpe." Merda. "Isso não foi o que eu quis dizer. Eu ainda moro em Nova York, mas teria uma casa aqui para ficar quando eu viesse visitar."

"Visitas. Certo." Ela foi para a garrafa novamente. "E quantas vezes você acha que você pode visitar?"

"Eu não sei. Eu não tinha ido tão longe. Mas eu pensei que se eu tivesse um lugar para ficar e trabalhar enquanto eu estiver aqui, eu poderia estender minhas viagens."

"Ótima idéia. Charlie vai adorar isso."

Só que ela não parecia achar uma ótima idéia. A excitação que eu tinha trinta minutos atrás tinha ido embora.

Thea me deu outro de seus agradáveis sorrisos. O sorriso falso.

Eu o conhecia bem, porque eu tinha um dos meus próprios. Era o mesmo sorriso que eu usava quando queria apaziguar um cliente difícil.

O que eu dava a minha mãe quando ela indagava sobre minha vida pessoal. O sorriso que eu usava para a arrecadação de fundos.

A maioria das pessoas comprava aquele sorriso agradável, sem dúvida. Eu tinha aperfeiçoado ao longo dos anos.

Thea era melhor.

Ela quase tinha me enganado.

Quase.

"Se você não acha que a compra de uma casa é uma boa idéia, então basta dizer isso. Não me alimente com elogios só porque você acha que é o que eu quero ouvir. Eu não sou um cliente no bar. Não me venha com besteiras."

Seu sorriso desapareceu. "O que você quer que eu diga? Estou feliz que você está vindo aqui para visitar. Se possuir uma casa tornar isso mais fácil, ótimo. Tenho certeza de que Charlie irá desfrutar disso, uma vez que vocês se conheçam melhor."

"Mas..."

"Mas eu estou preocupada. O que acontece quando uma visita for cancelada? Então, a próxima? Estou com medo de que você vai voltar para a sua vida em Nova York, e esquecer um pedaço dela que ainda estará aqui."

Esquecer? Eu nunca iria esquecer Charlie. "Eu vou fazer o meu melhor para comprometer-me a cada viagem, mas ambos sabemos que as coisas surgem. Eu não posso prometer que planos não vão mudar. Eu estou fazendo a única coisa que eu posso pensar, se você é tão contra mudar-se de volta para Nova York."

"De novo isso?", Perguntou ela. "Eu não pretendo me mudar."

"Então eu venho visitar." Eu pisei fora do gabinete, de pé mais perto de Thea para fazer o meu ponto. "Eu quero conhecer Charlie, mas eu vivo em Nova York. Isso não significa que eu não posso ser uma parte de sua vida."

Em vinte e quatro horas, Charlotte Faye Landry tornou-se uma das pessoas mais importantes da minha vida. Talvez a mais importante. Eu já tinha perdido cinco anos. Eu tinha perdido vê-la como um bebê e os primeiros anos. No início desta noite, quando eu estava com Thea na sala de estar, olhando para o retrato que ela tinha pintado de Charlie como um bebê, eu tinha feito um voto de não perder mais nada.

"Por favor, Thea. Me dê uma chance para provar que ela é importante, antes de me cortar completamente."

"Eu sinto muito." Thea colocou as mãos sobre as têmporas. "Eu nunca iria cortá-lo fora. Eu só não quero que Charlie se machuque. Eu não quero que ela se sinta rejeitada."

Rejeitada? Por que ela acha que eu iria rejeitar Charlie? "Eu nunca irei rejeitá-la. Eu prometo."

Seu olhar se estreita enquanto ela avalia minha sinceridade. Meu peito apertado, bem como ele tinha estado quando Charlie tinha me olhou de cima a baixo mais cedo esta noite. Eu não me lembro de uma época em que eu tinha passado por tal tormento intenso. Não na faculdade. Não na escola de direito. Meu pai, que era conhecido por sua crítica implacável, não havia me inspecionado tão atentamente enquanto eu praticava com ele meu discurso de orador oficial, para formatura do ensino médio.

Essas mulheres Landry estavam me despindo nu.

"Eu quero acreditar em você", ela disse calmamente. "Eu realmente quero. Mas nem eu não sei se você acredita em si mesmo agora."

Eu cambaleei para trás como se ela me desse um tapa. Ela viu através de mim, não é? Ela viu cada falha e insegurança. "Você está certa. Eu não tenho nenhuma ideia do que fazer com a Charlie. Mas eu vou descobrir isso ao longo do tempo."

"Tempo? Achei que você tinha apenas uma semana."

"Eu estarei voltando."

"É melhor mesmo. Se você fizer a minha filha se apaixonar por você, e então deixá-la para trás, eu vou te encontrar e sufocá-lo enquanto estiver dormindo."

Eu ri. Muitas pessoas não me desafiavam. Eu gostava que Thea não recuava. Ela me enfrentava com força total quando estávamos discutindo e quando fizemos sexo. Eu amei que ela era especialmente fragmentada quando se tratava da nossa filha. "Eu acho que é melhor você parar com a vodka. Você está ficando violenta."

Ela respondeu, agarrando a garrafa e engolindo outro shot. "Você deveria me ver quando eu bebo bourbon. A última vez que tive Jim

Beam, eu decidi cortar os arbustos ao longo da calçada em frente."

"Que arbustos?"

"Exatamente."

Eu ri, imaginando uma Thea bêbada indo para a cidade atrás de algumas hortaliças inofensivas. "Eu conheci Hazel hoje."

"Ela me disse." Thea entregou a garrafa, os nossos dedos roçando quando a tirei de sua mão, e meu pulso se acelerou.

Isso era perigoso, nós dois juntos em um galpão apertado, bebendo e deixando o constrangimento derreter. Eu deveria dizer boa noite. Eu deveria voltar para o hotel e passar um par de horas trabalhando. Eu deveria deixá-la aqui antes que eu fizesse algo imprudente.

Em vez disso, tomei um gole da vodka.

Thea tinha um jeito de me fazer ignorar o deveria. Ela me inspirava a jogar fora a lógica, a prudência e a obrigação.

"Então, o que vem depois?", Perguntei, entregando-lhe a garrafa. "Me diga o que fazer."

Ela encolheu os ombros. "Você tem uma semana. Eu acho que vamos começar por aí. Charlie tem um jogo de futebol amanhã à noite, e você está convidado a vir."

"Eu estarei lá. Apenas me mande quando e onde por texto."

Ela assentiu com a cabeça. "Nós geralmente saimos para jantar depois. Você está convidado a se juntar a nós."

"Feito."

"Não vamos mais falar sobre mudança." Ela apontou a garrafa para o meu nariz. "Não diga a Charlie que você está pensando em comprar uma casa aqui também. Pelo menos, não até que ela se aproxime de você. Ela está com medo que ela vai ter que viver em dois lugares."

Sim. Agora estávamos chegando a algum lugar. Bem como em uma aquisição difícil ou negociação de fusão tensa, eu sempre estudei meus adversários. Eu gostava de saber exatamente o que eu estava enfrentando em nome de meus clientes. Antes de me sentar em qualquer mesa de conferência, eu sabia tudo possível sobre o negócio que meu cliente estava tentando comprar, membros da equipe, quaisquer problemas legais anteriores. E eu sabia ainda mais sobre o conselho adversária. Não era incomum para mim, levá-los para um almoço para "conhecê-los" antes que se enfrentassem.

Era ridículo, comparar um jogo de futebol e jantar com uma menina de cinco anos de idade, com as minhas estratégias de negociação de contrato. Mas eu estava desesperado para conseguir me dar bem com a minha filha.

Acenei para Thea. "Continue falando..."

"Não faça a ela qualquer promessa que você não puder manter. Não deixe que o silêncio dela te assuste para longe. Ela escuta mais do que fala. Oh, e nós nunca podemos discutir na frente dela. Se ela sentir que nós não estamos nos dando bem, ela vai escolher um lado e não será o seu."

Eu sorri para a imagem mental de Charlie protegendo sua mãe. Eu poderia me relacionar com esse sentimento inteiramente. Algo sobre Thea me faz querer envolvê-la em meus braços e nunca deixar ir. "Algo mais?"

Ela balançou a cabeça. "Eu vou deixar você saber ao longo do tempo."

"Obrigado."

"Não tem de quê." Ela levou um gole, então me entregou a garrafa para fazer o mesmo.

Ficamos ali em silêncio por um tempo, passando a vodka. O tempo todo, eu estudei os profundos olhos castanhos de Thea. Eles eram tão arrojados e grandes, da cor de chocolate amargo. Na noite em que ficamos juntos, eu tinha passado horas me perdendo em seus olhos enquanto eu me movia para dentro dela.

Bêbado e incapaz de lutar contra a atração, me afastei do armário, segurando os seus olhos enquanto o espaço entre nós desapareceu. Eu andei diretamente em seu espaço, prendendo-a contra a mesa. O calor de seus seios arfando aquecia a frente da minha camisa.

"Logan", ela sussurrou quando eu pressionei ainda mais perto. "Isso é idiotice." Ainda assim, suas mãos vieram para minha cintura, segurando a minha camisa.

"Você provavelmente está certa. Mas eu vou te beijar de qualquer maneira."

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