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Capítulo 4 No dia seguinte

Lilly

- Ele deixou, então? - minha melhor amiga pergunta.

- Quando você fala assim, Martina, eu me sinto com dois anos

de idade. Ethan não tinha que permitir ou não. Eu só precisava do

apoio dele.

- Lilly, caia na real. Eu tenho quatro irmãos e sou a caçula, ainda

por cima. Para eles, nós sempre seremos um bebê.

Estamos indo a uma festa de uma colega de turma que vou

considerar meio que de despedida, embora pouquíssimas pessoas

saibam que vou embora.

Na verdade, eu não tenho muitos amigos. Martina foi meio que

um "presente" que eu ganhei de Ethan.

- Não tem como comparar sua vida com a minha, né? Sua mãe

te deixou livre para experimentar. Dona Isabel[5] é a melhor mãe do

mundo, aliás. Tem noção do quão sortuda é?

- Tenho, sim. Ela é incrível mesmo, mas acredite quando eu

digo que todos os representantes masculinos da minha família me

espionam, além dos amigos deles também. Acha que foi à toa que

seu irmão Ethan e o meu irmão Rafe[6] nos uniram? Eles mataram

dois coelhos em uma cajadada só. Agora, quando nós duas

estamos juntas, gastam menos guarda-costas.

Eu começo a rir porque consigo imaginar os nossos irmãos

criando planos para fazer aquilo.

- Estou falando sério, Lilly. Hoje, por exemplo, tem gente nos

seguindo em um carro atrás, sabia? Ou é iludida ao ponto de achar

que só quem está nos vigiando é o motorista e o guarda-costas

sentados no banco da frente?

Olho para o espelho retrovisor e o senhor que é meu motorista

em Paris está me encarando. Ele parece sem jeito e acho que ela

tem razão. Nossos irmãos nos dão essa falsa sensação de

liberdade, mas nos cercam o tempo todo.

- Estou indo para Boston para dar meu grito de liberdade.

- Acho que no começo vai ser, no máximo, um sussurro.

- Você é doida, Martina Oviedo.

- Eu sou sincera, irmã - diz, batendo os cílios, debochada que

só ela.

- Doida e implicante, também. Sabe muito bem que nunca fui

freira.

- Por pouco, né? Quase morou naquele lugar a vida toda e além

do mais, ainda é virgem.

- Falou a experiente.

- Na imaginação, sou uma safada - ela diz e pode ser

impressão minha, mas ouço um bufo de riso do segurança ao lado

do motorista.

- Shh, sua maluca. Eles ouviram.

- Lilly, não é porque não fazemos sexo que não podemos falar a

respeito.

Eu e Martina nos olhamos, quase em um concurso silencioso de

sorriso amarelo, acho que ambas pensando a mesma coisa: como ir

embora dessa roubada sem chamar a atenção?

Todos parecem alcoolizados, excessivamente desinibidos e a

única coisa que eu consigo pensar é em me despedir da dona da

festa, que vem a ser a colega que me convidou, e sair correndo

daqui.

Quando nós chegamos, parecia um evento normal - tão normal

quanto os que se vê em filmes de fraternidades, ao menos, já que

eu nunca frequentei um.

Martina sim, e a princípio, até parecia estar se divertindo.

Meia hora depois, o que era engraçado começou a ficar chato,

com pessoas esbarrando em nós, rapazes com bafo de cerveja nos

chamando para dançar e para coroar a noite, decidiram iniciar um

jogo de responder perguntas ou receber punição.

Você era sorteado para responder ao que geralmente era uma

pergunta bem íntima e, se recusasse, teria que ser punido - podia

ser tomar um shot de bebida ou beijar alguém.

Para Martina foi mais fácil porque ela é noiva de um príncipe de

verdade e sendo comprometida, não poderia brincar.

Sobrou para mim, que dei a desculpa de nunca ter jogado aquilo e

então, ficaria algumas rodadas apenas observando.

Não nego que de início foi engraçado, mas de repente, eles

disseram que iam brincar de strip poker[7]

, o que selou nossa

decisão de ir embora.

- Eu preciso fazer xixi antes - ela diz, quando saímos

disfarçadamente da sala.

O corredor está cheio demais. Na verdade, o apartamento inteiro

fede a álcool.

Tudo bem que eu não gostei de passar minha adolescência inteira

em um colégio de freiras, mas isso aqui excede meu limite.

- Teria sido melhor irmos ao Cafe Constant[8] para jantar, Lilly.

No fim da noite estaríamos de barriga cheia, dado boas risadas e o

que é melhor: nada de bebuns por perto.

- Acho que nós já nascemos velhas, Martina.

- Bom, tudo tem um lado positivo. Em pouco tempo de festa

consegui plot para uns três romances.

Martina é escritora de romances, e das boas. Usa um pseudônimo

para que a família dela e a do noivo não saibam, já que seus livros

têm muitas cenas quentes.

- Plot de romance dark, né? Porque vimos de tudo um pouco

hoje, menos amor.

- Ah, mas eu consigo transformar limão em limonada. Já vou

criar uma série de universitários babacas com os exemplos que

vimos hoje.

- Babacas rendidos? - debocho.

- Tenho certeza de que seria um bom título para uma série -

diz, rindo.

- Quem vai usar o banheiro primeiro? - pergunto, quando

chegamos na porta do que parece um lavabo.

- Ai, Lilly, eu não aguento com essa sua vergonha de fazer xixi

na minha frente, mas já que de nós duas, a tímida é você, vai ter

que segurar mais um pouquinho.

Martina mal fecha a porta e um rapaz que mais parece um

armário duplex em altura e largura dos ombros, se aproxima. Coloco

outra vez meu sorriso amarelo quando, na verdade, estou com

vontade de voltar para a sala porque sei quem ele é: o irmão da

anfitriã, Bastien, um jogador de rugby mulherengo que com cinco

minutos de conversa hoje, me convidou para conhecer seu quarto.

- Oi, Lillyana - ele começa, se aproximando com um sotaque

francês que seria bem fofo se não fosse o bafo de uísque.

- Hey - falo e olho para trás, me perguntando por que Martina

ainda não saiu.

- Finalmente decidiu aceitar meu convite?

- O quê?

- De conhecer meu quarto. Por qual outro motivo viria nessa

direção?

- Minha amiga está usando o toalete.

- Ah, mas que desculpa bonitinha. Olha, não precisa ficar

envergonhada. Eu sei que você está a fim de mim também.

- Não estou mesmo. Sai para lá - falo, empurrando o peito

musculoso quando ele se abaixa e tenta me beijar.

Meu empurrão e nada daria no mesmo. Ele nem se move, pelo

contrário, passa um braço em volta da minha cintura.

- Solta minha amiga, gigante! - Martina aparece do nada,

gritando.

- Duas? Não tem problema, eu dou conta.

Eu sei que ele está muito bêbado, mas não justifica ser um idiota.

- Solte-me.

- Ouviu o que ela disse? Solte minha amiga ou vai se arrepender

- Martina ameaça e por um instante me questiono se ela não

bebeu também. Só assim para acreditar que conseguiríamos lutar

com um cara daquele tamanho.

- Martina, é melhor você chamar alguém - imploro, quando ele

começa a beijar o meu pescoço.

Ela desaparece por uns segundos e em seguida, diz:

- Não precisamos de ajuda. Abaixe-se, Lilly. Eu vou te salvar.

Eu não acredito, mas faço o que ela pede. Ouço um barulho de

aerosol e Bastien me solta, xingando palavrões cabeludos.

- Venha, vamos embora daqui.

- O que você fez? - pergunto, sem entender nada.

- Joguei creme de barbear na cara dele. Deve ter entrado até no

olho.

- Meu Deus do céu, você é doida?

- Não. Sou boa de improvisação.

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