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Capítulo 5 Boston

Amos

Boston

Na mesma noite

- Não.

- Ela é minha irmã.

- Ela é uma criança.

- Porra Amos, consegue ser menos cabeça-dura e me

ouvir? Qual parte de Lilly não tem para onde ir você não entendeu?

- Claro que ela tem para onde ir. Pode ficar com a sua mãe.

Seja razoável. Somos homens. Olhe a sua volta. Nossa casa parece

estar preparada para receber uma freira?

Eu sei que ela não é realmente uma freira, mas dá quase no

mesmo. A garota ficou trancada desde os doze anos em um dos

colégios internos mais prestigiados do planeta, apenas para

meninas e até onde sei, teve pouquíssimo contato com o mundo

exterior.

- Ela não é uma freira. Estudou em um colégio interno

católico. Não tem nada a ver uma coisa com a outra.

Eu me sinto um filho da puta por estar negando aquilo a ele,

por outro lado, só posso acreditar que bateu a cabeça ou qualquer

merda do tipo.

É a única coisa que justificaria querer trazer para a nossa

casa aquele anjo loiro.

Não, a pequena Lilly não é uma freira. Para mim, ela seria o

oposto.

Uma tentação. Meu desejo secreto.

Tento limpar minha mente da imagem da irmãzinha do meu

melhor amigo, mas não consigo e a lembrança daquela noite de

Natal há dois anos volta com força.

A sensação que eu tive ao ser apresentado a ela, foi de estar

diante de uma boneca viva.

Contida e sem personalidade.

Essa primeira impressão durou até o momento em que

ergueu os olhos do chão e me encarou.

Havia um brilho inquieto naquelas duas piscinas azuis que

em nada combinavam com a roupa recatada: um vestido claro com

um casaquinho cor-de-rosa e somente brincos de pérolas como

joias.

Seu cabelo, de um loiro quase branco, estava preso em um

coque baixo na nuca e tive que reprimir o desejo de tirar os grampos

que o prendia para senti-lo nas mãos.

Não, eu não quis senti-lo apenas e sim, agarrá-lo em volta do

meu punho enquanto a trazia até mim.

Não pense nesse tipo de merda sobre ela nem mesmo em

forma de lembrança - a consciência me avisa.

A verdade é que eu nunca experimentei uma atração tão forte

por uma mulher - o que piorou meu humor naquela noite que já

estava sendo uma merda.

A menina também não ajudou. Ela parecia meio hipnotizada

por mim. Todas as vezes em que eu a olhava, ela me encarava

fixamente e mesmo contra a vontade, a inquietude e o brilho em seu

olhar me prenderam o tempo todo em que estive na casa da mãe

deles.

Mesmo que o anjo doce não fosse a irmã caçula do meu

melhor amigo, ela nunca serviria para mim.

Não poderia existir mais contrastes entre nós ou melhor

comparação para escuridão e luz. Até mesmo no modo como nos

vestíamos naquela noite.

Como quase sempre, porque a cor combina com meu estado

de espírito, eu estava de preto.

A única coisa que talvez tenhamos em comum, é que reparei

que ela raramente interagiu durante a noite.

A garota, como eu, não pareceu muito comunicativa. Suas

palavras limitavam-se a por favor e muito obrigada.

Em meu mundo isso não é uma má coisa. Não suporto

pessoas que não param de falar, ainda que não tenham nada a

dizer.

Apesar disso, o desinteresse de Lilly por todos à sua volta,

não combinava com o temperamento de uma adolescente.

Ela não parecia muito confortável nem mesmo perto da mãe,

mas quem poderia culpá-la? Nora é insuportável.

É a mãe de Ethan, mas nem por isso eu consigo deixar de

desprezá-la.

Ela não tem qualquer conteúdo. É uma esnobe que passou a

vida inteira preocupando-se em manter a imagem de família

perfeita. Nunca deu a mínima para os filhos, já que ambos foram

criados por empregados e quando precisaram de mais do que

apenas babás, acabaram internados em colégios de elite, para que

pudessem ter uma educação digna da realeza.

Entretanto, não é a principal razão para eu detestá-la.

Na noite de Natal, quando Lilly nos flagrou dentro da

biblioteca, ela havia me convidado para visitar a adega da casa.

Sou um homem, não um garoto. Sei bem o que ela queria e

eu lhe disse de maneira direta que não estava interessado.

Primeiro, ela ficou sem fala, depois, bateu os cílios postiços

como se não acreditasse que eu estava lhe dizendo não.

Não estou procurando relacionamentos de qualquer tipo com

mulheres fora de um contexto sexual, mas escolho minhas parceiras

a dedo e jamais ficaria com uma casada.

O fato de ser mãe de Ethan só piora meu conceito sobre ela,

porque Nora sabe como somos amigos.

Eu não me importo com a maior parte da humanidade, sendo

a única exceção, o cara sentado agora ao meu lado. Precisaria

muito mais do que uma socialite entediada para me fazer arriscar

nossa amizade.

Como, Lilly, por exemplo? - uma voz pergunta em minha

mente.

- Amos, não é como se eu tivesse outra opção. Vou viajar e

sabe que não posso deixá-la sozinha - diz, me trazendo de volta à

conversa.

- Ethan, você só pode estar ficando louco. Nós sequer

cozinhamos. Não temos nem comida em casa.

Essa é a menor das minhas preocupações. Eu poderia

providenciar para que a empregada cuidasse das refeições da

menina. O que eu não quero é aquela delícia pequenina me

rondando.

- E daí? Há diversos aplicativos que entregam compras.

Além do mais, Lily esteve em um colégio interno boa parte da vida,

mas morou em Paris por dois anos e tenho certeza de que é capaz

de fazer coisas do dia a dia perfeitamente. Se ela precisar ir a um

supermercado, vai conseguir comprar o que deseja para comer ou

então pode fazer uma lista para que Ula - fala, se referindo à

nossa empregada - encomende o que ela quiser.

- Não estou duvidando da inteligência da sua irmã, mas

sabe que não tenho tempo e nem paciência para cuidar de uma

adolescente.

- Lilly não é mais uma adolescente. Já tem vinte anos. Ela

tem planos, Amos. Vai terminar a faculdade de moda e quer ter o

próprio lugar para morar, mas não vou permitir que entre no mundo

adulto sozinha depois de ter passado boa parte da vida trancada em

um colégio. Eu não vou deixar minha única irmã solta nessa cidade.

Eu sei que ele tem razão.

Não posso imaginar a menina linda e ingênua vivendo por

conta própria em Boston. Ela seria uma presa fácil, e eu sei o que

pode acontecer com jovens vulneráveis.

Pensar nisso me traz um gosto amargo na boca. Mesmo não

querendo, sinto-me protetor em relação a Lilly.

Porque ela é a irmã de Ethan. Somente por essa razão.

- Tudo bem.

- Tudo bem, o quê? Você concorda em manter um olho nela

para mim enquanto eu estiver viajando?

- Quando começam as aulas dela na faculdade?

- Disse-me que dentro de duas semanas.

- Certo. Se quer que eu faça isso, vou precisar de um

relatório completo. Onde vai estudar, horários. Tudo.

- Caralho, você é pior do que eu.

- Sabia disso e mesmo assim pediu minha ajuda. Se vou ter

que ser tutor dela por um mês, será nos meus termos. Tenha em

mente que não serei uma maldita babá e sim, o guardião. Talvez no

fim de um mês sua irmã vá querer voltar para Paris.

Ele ri, mesmo que saiba que não estou brincando.

Não faço nada pela metade e sou um maníaco por controle.

- Não precisa se preocupar. Minha abóbora é um bebê doce

e obediente. Além disso, ela não conhece ninguém aqui.

Abóbora... o apelido quase me faz rir.

Eu posso apostar todo o meu dinheiro que ela detestaria ser

chamada assim na frente de estranhos.

Como será a pequena Lilly zangada?

A intuição me diz que aqueles olhos inquietos acompanham

um sangue quente.

Talvez seja tímida, a julgar por seu comportamento na festa

na casa da mãe deles, mas acho que apesar do que mostra para o

mundo, mal pode esperar para viver.

Sim, não foi só ela quem me observou. Eu lhe devolvi o favor

também. Me julgue.

Eu estava entediado até a alma e o que me fez permanecer

firme a noite inteira foi ter ido para dar apoio moral ao meu amigo, já

que sei o quanto ele detesta passar um tempo com a mãe. A única

pessoa que ainda o faz frequentar esses eventos, além da irmã, é a

avó.

Foi isso. Eu fiquei a noite toda para cumprir minha promessa

- minto para mim mesmo.

- Preciso saber em que voo ela chega.

- Lilly disse que bastaria que eu mandasse um dos nossos

empregados buscarem-na no aeroporto.

- Sem chance, Ethan. Ela ficará sob as minhas regras. Vou

apanhá-la assim que desembarcar.

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