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Capítulo 2 Decisão difícil

"Laura"

Eu estava trabalhando na loja de móveis do meu pai desde que voltei da faculdade. Assim que recebi a ligação, chamei meus pais pra contar. Eles ficaram tão felizes! Agora eu precisava contar para o Guto. Minha mãe nunca foi muito fã do jeito dele, então me deu a ideia de ir fazer a entrevista e dizer a ele que ia me consultar e se eu fosse realmente contratada, aí sim eu conversaria com ele.

Ele acreditou, afinal era um costume. Falei que ia ficar três dias fora e fui.

A entrevista foi bem rápida, me contrataram de imediato! O que me deixou extremamente feliz e orgulhosa, eu sempre me esforcei tanto na faculdade, eu queria ser uma excelente profissional! Apesar dos comentários do meu noivo.

Resolvi voltar para minha cidade antes do previsto e fazer uma surpresa pra ele. Depois contaria sobre a entrevista. Eu tinha a chave do apartamento dele, então fui direto para lá, nem passei em casa. Só não esperava que a surpreendida seria eu!

O encontrei na cama com a "melhor" amiga dele.

Não consegui pensar direito quando vi aquela cena. Senti dor, arrependimento e muita, muita raiva!

Virei as costas e corri, antes que eu fizesse alguma idiotice. Ouvi ele chamando meu nome mas não me virei e nem parei pra escutar qualquer merda que ele pudesse tentar dizer. Ele tinha o dom de me ludibriar, só que dessa vez eu não ia permitir.

Entrei no carro, e assim que eu arranquei ele saiu pela portaria, ainda assim não parei. As lágrimas queimavam meu rosto, escorrendo sem cessar. Meus sentimentos e pensamentos estavam uma bagunça.

Pensava no quanto me privei todos esses quase oito anos, em todas as amizades que abandonei. Todos os dias que passei fazendo tudo por esse relacionamento horrível!

Tudo desmoronou! Nosso casamento seria em alguns meses! Mas eu jamais o perdoaria!

Entrei na minha casa e meus pais estavam na sala, sentados assistindo um filme qualquer com um balde de pipoca entre eles, olhei para aquela cena, e senti tanto conforto!

Meus pais tinham me criado com muito amor! O casamento deles era feliz. Meu pai era carinhoso e romântico, minha mãe era dedicada à nossa família ! Eram um exemplo e tanto, não sei como eu entrei numa relação de merda, com eles pra eu me espelhar.

Olharam pra mim e se levantaram de imediato, preocupados.

- Filha, o que aconteceu? Por que você está nesse estado? - meu pai me perguntou receoso.

Eles sabiam o que eu realmente tinha ido fazer em Belo Horizonte. Tinham me apoiado muito.

Contei a eles o que tinha passado, contei sobre o quanto eu estava feliz com o resultado da entrevista. Que resolvi fazer uma surpresa e o que encontrei no apartamento do meu agora,"ex" noivo.

Eles ficaram sem reação por um instante sem saber como me consolar. Me abraçaram apertado e eu me apoiei na única coisa que eu amava e não perdi por causa do Augusto, minha família!

Minha mãe estava muito brava, meu celular não parava de tocar e eu não sabia o que eu ia fazer.

Só queria poder desaparecer, voltar ao passado! Mas como nenhuma das duas coisas era possível eu me senti perdida.

- Você não vai se abater! Acabou de realizar seu sonho. Por mais que isso seja difícil para nós, a melhor solução no momento é você se mudar e começar uma vida nova! - meu pai falou e eu não tinha pensado nisso, mas era uma boa saída.

- Pai, a empresa me deu uma semana para começar, eu não tenho pra onde ir lá. É uma boa ideia, porém, preciso de alguns dias pra resolver tudo.

- Vou te ajudar a organizar tudo. Amanhã mesmo você irá voltar, e por enquanto fica num hotel, até encontrar um apartamento para você morar.

- Não atenda as ligações desse crápula, caso ele venha até aqui, vamos fingir que você ainda não veio para casa. Não vamos dar oportunidade pra ele inventar qualquer desculpa e te enganar mais uma vez, te impedir de viver e concretizar seus sonhos. - minha mãe falou com lágrimas nos olhos e eu não podia negar que ela tinha razão.

Muitas vezes eu tinha certeza que conseguiria dar um basta no nosso namoro, depois de alguma humilhação ou quando eu acabava sabendo de alguma traição mas quando eu ia conversar com ele, não entendo como, ele conseguia contornar a situação e eu acabava me sentindo culpada por pensar em terminar com um homem tão bom, que me amava como um louco.

Mas dessa vez seria diferente! Aceitei o que meus pais propuseram e subi para o meu quarto. Ao entrar, vi uma foto nossa ao lado da cama, peguei o porta-retratos e joguei, foto com moldura no lixo do banheiro. Entrei no banho e pedi aos céus que junto com a água, fosse embora toda a dor que eu estava sentindo naquele momento.

Desliguei meu celular, sequei o cabelo e peguei meu notebook, deitei na cama e comecei a procurar por apartamentos próximos à empresa que eu iria trabalhar. Me concentrei nessa tarefa e logo já tinha uma lista com dez apartamentos muito bons e já mobiliados salvos.

Me deitei e comecei a imaginar como seria a minha vida agora. Ia viver um dia de cada vez e dar o meu melhor para ser feliz. Com esse pensamento eu caí no sono.

Acordei com o interfone da minha casa tocando sem parar, imaginei quem poderia ser. Puxei meu cobertor até cobrir minha cabeça e fechei os olhos na esperança de conseguir conter as lágrimas que já se formavam no canto dos meus olhos.

Pensei em descer, gritar tudo o que estava entalado na minha garganta. Me contive e logo ouvi alguém descendo as escadas pra atender a porta. Tapei os ouvidos e respirei fundo, tentei pensar em algo bom. Me lembrei que como fui bem recebida e elogiada na Teylor' s softwares, empresa na qual eu começaria a trabalhar daqui há menos de uma semana!

Seria a nova gerente de marketing e estava ansiosa para começar. Não deixaria que o que aconteceu com o Guto mudasse isso.

Levantei, tomei banho e desci para tomar café com meus pais.

Chegando a cozinha, vi que a mesa do café estava posta, com várias coisas que eu gostava, meu pai me olhou apreensivo e disse:

- O Augusto veio aqui. - não respondi nada, então ele continuou:

- Disse que precisava muito falar com você, então eu disse a ele que você ainda não tinha voltado, que não tinha conversado com você ontem à noite. Mais a tarde quando conversamos, você disse que só voltaria amanhã. Ele ficou um tanto surpreso. - meu pai deu um sorrisinho e continuou: - mas não desconfiou. Disse que estava te ligando mas seu telefone estava desligado. Que ele estava preocupado.

- Sei bem o motivo da preocupação. Ainda bem que não foi eu quem atendeu a porta, não sei se conseguiria ficar calma e não dizer umas boas verdades para ele! - completou minha mãe.

- Obrigada! Não sei o que eu faria sem vocês! - eu disse isso e abaixei a cabeça pra que eles não vissem meus olhos se enchendo de lágrimas. Respirei fundo e tomei meu café.

Subi pra arrumar minha mala, precisava levar o máximo possível. Queria sair da minha cidade depois do almoço.

Organizei tudo o que podia, me vesti de forma confortável e resolvi ligar meu celular. Assim que liguei vi que tinha 60 ligações do Guto e no WhatsApp 32 mensagens. Pensei bem e decidi que só iria ler as mensagens quando chegasse em Belo Horizonte.

Procurei pelo contato das três colegas da faculdade que eu tinha afinidade e enviei uma mensagem, avisando que voltaria a morar em BH e que gostaria de marcar alguma coisa, sair qualquer dia desses.

Em questão de minutos todas me responderam, felizes pela notícia e dizendo que no próximo fim de semana tinham marcado de ir a um barzinho e que eu era mais que convidada!

Me senti feliz de ter pelo menos alguém que eu tivesse algum carinho por lá, que nem pensei muito, respondi logo que com certeza iria e que logo entraria em contato pra saber os detalhes.

Almocei, me despedi dos meus pais e saí. Meu pai me enviou o link de reserva do hotel onde me hospedaria assim que sai pelo portão.

Coloquei minha playlist mais animada e peguei a estrada.

Ainda sentia um nó na garganta mas estava confiante que logo ia passar. Ia chegar a noite, dormiria e no dia seguinte iria visitar alguns apartamentos. Tudo daria certo! Tinha que dar!

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