Sou vice-presidente na empresa do meu pai, no mesmo prédio funciona a empresa do meu sogro, agora ex-sogro, onde a Bruna trabalha como diretora de marketing, namorávamos há dois anos e era um namoro meio sem graça, mas bem estável. Ela entendia meus horários de trabalho não muito flexíveis e era muito educada, se comportava a altura da minha posição quando saiamos juntos.
Na quarta-feira fui até o andar em que a empresa do seu pai funcionava, pra vê-la, já que eu tinha trabalhado o fim de semana todo e ainda não tinha conseguido encontrá-la pessoalmente.
Não fazia muito isso, porém, me sentia na obrigação de fazer esse contato, depois de quase uma semana.
Ao chegar, a secretaria dela não estava na mesa, então simplesmente abri a porta.
Lá estava ela, sentada na mesa, com o Andrew, um funcionário da empresa, no meio de suas pernas, aos beijos!
Me senti o maior otário da terra. Me virei e saí com muita raiva! Não nasci para ser enganado. Entrei no elevador e voltei. Não sentia dor, afinal, o que eu sentia por ela estava longe de ser amor. Era uma mulher muito bonita, mas fria, eu não sentia falta de estar com ela. Mas um homem como eu não podia ser traído. Meu ego estava no chão.
Entrei na minha sala e em dez minutos ela entrou sem bater e afoita. Minha secretária estava logo atrás dela, em desespero:
- Senhor, me desculpe, ela não esperou que eu a anunciasse! - falou com a voz chorosa
Olhei para a Bruna com meu olhar mais mortal e disse:
- Tá tudo bem Sâmira, se você a anunciasse, com toda certeza ela não estaria aqui. Pode nos dar licença. - Vi que Sâmira respirou aliviada e saiu.
- Amor, me desculpe, o Andrew me beijou! Eu não esperava, fui pega de surpresa! Disse que era apaixonado por mim e me beijou! Mas eu já o coloquei no devido lugar dele, isso nunca mais irá se repetir! - Como ela conseguiu inventar uma história tão rápido? Que mulher perigosa! Se eu fosse algum tolo apaixonado poderia me enganar facilmente!
- Sério Bruna? Você subestima minha inteligência. - falei entre os dentes, calmamente e ela me olhou assustada.
- Claro que não meu amor! Por que acha isso? - não consegui segurar a risada.
- Acha que não sei o que eu vi? Dá o fora daqui imediatamente! - ela abriu a boca e fechou, deu um suspiro e disse:
- Vou te dar um tempo. Você está sendo injusto comigo! Não confia em mim? Minha palavra não vale nada? Depois conversaremos! Mas saiba que estou muito magoada com a forma que está me tratando e a visão que você tem de mim! - Não respondi nada, meu ódio só aumentava. Se ela não tivesse se virado e saído eu seria capaz de jogá-la do lado de fora sem remorso! Vadia dissimulada!
Tinha algumas reuniões pela manhã mas pedi a Sâmira que desmarcasse todas, menos a que seria daqui uma hora com o Edu, que era meu advogado e amigo desde a adolescência.
Edu era um cara divertido e que algumas vezes me tirava do sério com o quanto gostava de me zoar. Mas eu sempre pude confiar nele! Era um bom amigo. Contei para ele o que tinha acontecido e o infeliz começou a rir sem parar! Na minha cara! Mesmo com ego ferido não consegui não rir junto.
- Celo, você está bem? - perguntou entre as risadas.
- Claro que sim! Por que eu não estaria? Só com muita raiva! - respondi, e era a verdade, mas meu orgulho estava ferido. Afinal, eu era quem sempre aprontava e não o contrário! Eu nunca tinha traído a Bruna, apesar de não sentir algo profundo por ela, tinha intenção de casar com ela, devido nossa compatibilidade na vida profissional e o sexo era bom.
Eu estava focado na empresa, meu pai pretendia se aposentar logo, eu precisava aprender muitas sobre a administração e como liderar de forma justa, assim como meu pai.
Não queria perder tempo com mulheres à toa. Esse também era um dos motivos de manter o namoro com ela. Não precisava perder tempo com amor ou me preocupar com sentimentos de outra pessoa.
- Imagino que você esteja irritado com audácia de uma mulher te trair meu amigo e claro com a coragem dela em vir até aqui e mentir na sua cara, "o senhor ninguém me engana", sem contar que ainda se fez de magoada! - Edu falou, me tirando dos meus devaneios.
- Você entendeu bem a situação Edu. "Senhor ninguém me engana" mesmo! Quando foi que isso já aconteceu? Talvez estivesse acontecendo sem meu conhecimento, já que não fazia parte de minhas preocupações me incomodar com ela. Mas não quero falar mais disso, vamos ao trabalho, que é o que importa! - falei e começamos nossa reunião.
Na parte da tarde fui pra casa, jantei com minha irmã caçula e minha mãe. Foi um dia atípico mas agradável, quase não vinha jantar com elas.
O dia seguinte passou correndo, já que eu tinha muitos compromissos devido ter cancelado tudo no dia anterior.
Acordei na sexta com uma mensagem da Bruna:
"Marcelo, precisamos conversar! Já te dei espaço o suficiente! Você não pode estar achando que eu fiquei com o Andrew de livre e espontânea vontade!" - ela me parecia muito a vontade sim, já que estava sentada com a saia já quase no quadril! Nem me dei o trabalho de responder. Não valia meu tempo, ainda bem que o desperdicei pouco com ela nesses dois últimos anos. Na verdade acho até que foi melhor assim!
A noite estava de péssimo humor, tinha tido reuniões ruins, não consegui fechar um contrato importante e no final da tarde a Bruna me ligou sem parar! O que me irritou ainda mais. Tinha decidido ir a um bar com o Edu mas já estava arrependido, visto que ele pra variar estava atrasado!
Pedi uma cerveja e me sentei pra esperar.
De repente ouço uma voz feminina me oferecendo companhia. Era o que me faltava! Nem olhei e disse que esperava alguém. Ela insistiu, o que me deixou aborrecido! Olhei para cima para lhe dar uma resposta ruim mas vi uma mulher linda, com o rosto corado, provavelmente com vergonha, de pouco mais de vinte anos, na minha frente. Olhos azuis magníficos, um corpo delicioso! Seios médios e uma cinturinha fina, uma boca carnuda e brilhosa que me deixou excitado! Ela não parecia à vontade, era quase como se nunca tivesse feito aquilo. Resolvi aceitar e saber o que mais ela tinha pra me oferecer, além da linda visão que ela era, claro.
Conversamos um pouco e achei ela bem agradável, parecia inocente e inteligente.
O Edu não demorou a chegar e pelo jeito já tinha começado a beber mais cedo. Seu jeito brincalhão estava intensificado e começou a fazer piada do meu chifre na frente daquela linda estranha, depois deu em cima dela descaradamente. Eu senti uma raiva crescendo no meu peito.
Não me senti confortável, mas acho que foi por causa das piadas e não por que tinha me interessado por ela. No momento eu não queria nenhum envolvimento.
Edu convidou ela e as amigas pra sentarem com a gente e todas eram muito bonitas. Não mais que a Laura, ela tinha cabelos longos, o que eu gostava profundamente nas mulheres, tinha um lindo corpo e usava um vestido que me pareceu composto quando olhei pela primeira vez, porém quando ela se virou vi que tinha um decote profundo nas costas, finalizando quase no início do bumbum! E que bunda, era uma obra prima!
Logo o Edu propôs irmos a uma boate muito badalada e eu pensei em recusar mas eu não ia conseguir trabalhar já que tinha bebido um pouco a mais. Então resolvi ir.
Sentamos num camarote e continuamos bebendo, sem conversar muito apenas observava as conversas.
- A Laura aqui está iniciando na vida de solteira hoje! Acreditam que ela só namorou um cara na vida? - falou uma das amigas dela que parecia estar já bem alterada. Notei que a Laura ficou vermelha, mas sorriu, mesmo sem graça.
- Então ela é o par perfeito para o meu amigo! - antes que ele falasse merda de novo me levantei e fui até a beirada do camarote e vi a multidão dançando lá em baixo, notei que no bar tinha uma silhueta conhecida, uma não, duas! Pois ela estava acompanhada!
A Bruna e o Andrew estavam abraçados próximo ao bar! Então, ela o colocou no lugar dele né?
Muito bom! Olhei para o lado e vi que o Edu estava me olhando preocupado, ele também já tinha visto. A Laura tinha se levantado e estava ao meu lado também. Na hora que vi que eles estavam subindo a escada juntos, agi sem pensar, movido por um impulso de raiva, peguei o braço de Laura e puxei ela até a entrada do camarote.
Vi que ela estava sem entender e com os olhos assustados e curiosos ao mesmo tempo. Olhei pra ela e disse entre dentes:
- Tá lembrada que te ajudei com sua aposta, né? - ela assentiu, confusa ainda.
- Pois agora estou te cobrando a ajuda! - puxei o corpo dela num abraço apertado, não deixando nenhuma possibilidade para que ela se afastasse e colei meus lábios nos dela, foi um beijo agressivo, pedindo espaço pra explorar sua língua.
Ela abriu a boca e retribuiu. Senti o gosto do álcool com morango. Eu só tinha beijado ela para mostrar a minha ex que eu não estava sozinho, que tinha uma mulher muito melhor em meus braços. E ela era de fato melhor!
Senti um fogo percorrendo meu corpo enquanto a beijava, coisa que nunca senti antes. Afrouxei o abraço e ela colocou as mãos no meu cabelo. Passei minhas mãos em suas costas nuas e subi uma delas até seu cabelo longo e macio. Apertei sua cintura e senti meu pau duro, minha vontade era de arrancar sua roupa e foder com ela bem ali, no meio da boate e daquele povo todo.
Até esqueci o porque tinha beijado ela, a raiva que eu sentia deu espaço a um tesão que eu não estava preparado. Não queria soltá-la, mas sentimos alguém esbarrando com força e fui obrigado a me desvencilhar.
Ao abrir os olhos vi Bruna parada olhando furiosa pra nós dois. Abri um sorriso e puxei Laura pela cintura, abraçando-a por trás e encostando minha ereção no seu bumbum.