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CONTOS ERÓTICOS - O PRAZER É TODO MEU
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Capítulo 3 3

PRAZER EM CASA

O telefone tocou. Era ele dizendo que queria me ver. Não queria ficar sozinha em casa com ele, mas sua voz rouca e seu tom sensual me convenceram.

Já era tarde. Eu já estava me preparando para ir dormir. Então simplesmente coloquei um jeans, uma blusinha leve e fiquei esperando, aflita.

Como foi longa a espera...

Enfim ele chegou. Quando o interfone tocou, apertei tremendo o botão e abri o portão da frente do prédio. Fiquei esperando, imaginando a loucura que estava para fazer. Já fazia tanto tempo...

Ele chegou e tocou a campainha. Eu abri a porta e ele já chegou abraçando e me beijando no rosto, com aquele jeitinho abusado e carinhoso que só ele tem. É legal namorar e gostar de alguém assim, com tanta intensidade.

Ofereci um copo de água. Ele aceitou e quando trouxe, ele tomou um pouco, sorriu e me beijou com a boca molhada. Que delícia! Que lingüinha gostosa! Fiquei queimando por dentro, sobressaltada.

Ele, como um bom abusado, ficou olhando como se quisesse medir meu tesão. Deve ter gostado de ver o quanto eu o estava desejando...

Beijou minha boca de novo. Desta vez, mais demoradamente, com a língua e já veio me abraçando,

sufocando com o beijo, se encostando e se apertando em mim.

Quando nossos corpos se encostaram, poucos senti sua ereção e fiquei louca de tesão e medo de que acontecesse alguma coisa.

Pensei em afastá-lo, mas fiquei quietinha para ver onde ia dar. Já não tinha muito mais controle ou pudor. Apenas queria que tudo aquilo não tivesse fim.

Ele foi me empurrando de encontro à parede e passando as mãos nas minhas costas, apertando... Quase morri! Quase morri de tesão e prazer!

Qual não foi meu susto quando ele desabotoou meu sutiã. Nem imaginei que ele fosse fazer aquilo. Que ingenuidade! Fiquei louca, com as pernas bambas deixando que ele me apertasse ainda mais forte contra a parede.

Aí ele veio passando as mãos nas laterais do meu corpo em direção aos meus seios com rapidez. Respirei fundo e segurei suas mãos, impedindo-o de me tocar. Quase caí das pernas!

Olhei nos olhinhos verdes dele quase morrendo de tesão e resolvi dizer o quanto ele era bom naquilo.

- Você está me deixando louca. Faz muito tempo que não fico assim com alguém. Você está me assustando.

- Calma, meu anjo. Tudo bem, temos todo o tempo do mundo. A noite é só nossa.

Falei que não ia transar com ele. Ele fez uma carinha de safado como a dizer: "Ah, não! Eu quero..." Fiquei quieta esperando ele me beijar de novo, mas resolvi beijá-lo, tomando a iniciativa.

Ele, que nem havia tirado as mãos de dentro da minha blusa, foi me apertando contra a parede com a cintura e subindo as mãos até meus seios.

Deixei e quase sufoquei de prazer. Ele aproveitou que estava enlouquecida e começou a beijar meu pescoço, minha orelha, a lamber... Fiquei toda arrepiada, molinha...

Ele esfregava e apertava com força. Outras vezes acariciava devagar. Ele entendia mesmo de mulher. Sabia mesmo como satisfazer uma.

Já estava me sentindo uma cachorra quando ele levantou minha blusa, se abaixou e começou a chupar meus seios com vontade. Seu cheiro era uma delícia, seu gosto, seu cabelinho curtinho e espetadinho...Que tentação!

Ele foi mordiscando minha barriga até o umbigo até que se levantou de repente e, olhando nos meus olhos, desabotoou minha calça e enfiou a mão na minha calcinha, sentindo meus pelos.

Só deu tempo de respirar fundo e ele já estava deslizando o dedo, esfregando meu clitóris lubrificado. Devagar, forte, até no fundo. Fazia um movimento de "vem cá" que quase me enlouquecia.

Perguntei o motivo pelo qual ela não largava aqueles livros para dar-me um pouco de atenção. Tímida como de costume, ela obedeceu ao meu pedido, quase ordem, fechou os livros, colocou-os no criado mudo, fixou-se sentada em posição conchinha abraçando suas pernas com os braços e ficou a olhar apenas para frente. Eu tive que iniciar uma conversa. Percebi que ela não estava à vontade.

- O que está achando de morar aqui conosco?

- Normal.

- E o que é normal para você?

- Não saberia dizer.

- Eu sou normal para você?

- Você me deixa constrangida.

- Porque?

- A forma com que me olha.

- E de que forma eu olho para você?

- Não saberia dizer.

- Olhe para mim e tente.

A timidez a fez olhar para mim e desviar o olhar rapidamente. Eu segurei em seu queixo, virei o seu rosto em minha direção e pedi para que ela olhasse em meus olhos. Ela não teve como não fazer isso pois não tirei minha mão do seu queixo.

Penetrei o máximo que pude o seu olhar. A penetração foi tão intensa que consegui ver o que ela estava vendo.

Ela viu que o meu olhar era de desejo, enquanto o dela era de indecisão. Seus olhos brilharam, e foi quando percebi que ela já estava prestes a tomar uma decisão.

- E agora, saberia dizer?

- Você é esposa do meu irmão.

- Não! Eu sou a mulher que está olhando para você. Você está me olhando como mulher do seu irmão, ou como mulher?

- Como mulher, mas que afinal é esposa do meu irmão.

- Faça um esforço. Use a imaginação, e, pelo seu olhar sei que a imaginação está solta! A esposa do seu irmão viajou com ele. Ela só está em casa quando ele está. Quem eu sou agora? O que diz o meu olhar para você?

Ela me olhou nos olhos por uns segundos e em seguida passou a olhar para a minha boca. Enfim sua indecisão havia sido eliminada.

Era a hora de dar início ao atendimento da minha vontade, porém, esperei que ela desse o primeiro passo.

Deitei-me em sua cama, ainda olhando em seus olhos, e seus olhos percorreram todo o meu corpo. Ela não moveu-se de imediato, passou quase dois minutos na mesma posição que estava, olhando para o seu lado direito. Depois desses longos e excitantes quase dois minutos, ela pareceu transformar-se em outra pessoa.

No fundo eu sempre soube que ela não era tímida como demonstrava ser. Seus olhos e seu sorriso diziam isso.

Ela virou-se para mim e começou a passar as mãos em meu corpo levemente e lentamente como se quisesse conhecer as curvas dele ainda cobertas pelo vestido.

Ao chegar em minhas coxas ela não fez uso de tanta leveza. Sua língua percorreu seus lábios que por sua vez foram mordidos por seus dentes.

Ao vê-la com tanto tesão sem sequer ter me visto despida ou mesmo ter provado meu beijo, fechei os olhos e soltei o primeiro S da serpente indiana (ssssssssssss).

Ao abri-los, ela já estava em cima de mim, nua a me olhar nos olhos.

Segurou tão firmemente em minha cintura que nem percebi que ela estava levantando o meu vestido para deixar livre meu corpo de qualquer coisa que o deixasse coberto.

Ao retirar meu vestido, ela não havia percebido que uma calcinha intrusa ainda encontrava-se cobrindo o que eu passei a chamar de céu depois daquela noite.

Eu comecei a retirá-la, mas ela segurou firme em minhas mãos querendo dizer que ela mesma faria isso. Antes segurou em meus cabelos, o puxou numa mistura de leveza e grosseria e encaixou seu rosto em meu pescoço.

Sentiu o cheiro e o gosto dele deixando-me assim arrepiada dos pés à cabeça. Ela ainda estava só começando, mas eu cheguei ao primeiro orgasmo apenas com o ralar de suas coxas.

Ela desceu um pouco mais, sentiu o tamanho dos meus seios com seus lábios e os deixou arrepiados com sua respiração e medição. Tocou rapidamente o bico com sua língua, parou, olhou para mim e percebeu o quanto eu já estava desnorteada.

O primeiro beijo aconteceu. Sua língua e a minha pareciam dançar num mesmo ritmo. Sua respiração forte como a minha fazia nossos corpos mexerem-se. O conjunto do beijo mais a respiração, uma mãos nos meus seios e outra na minha cintura era perfeito! Um verdadeiro quadro que eternizaria o prazer entre duas mulheres.

Ah! Se eu soubesse que seria tão bom eu teria pedido para meu esposo trazer logo sua irmã, que morava na cidade grande e veio para o nosso interior justamente pelo fato de seus pais terem descoberto que ela era lésbica.

Acharam que aqui ela esqueceria a namorada que ficou em sua cidade e suas amizades consideradas inapropriadas.

O melhor ainda estava por vir. Ela parou de me beijar para retirar o que cobria o meu céu, que por sinal estavam totalmente molhados: o céu e cobertor.

Como era caminho, retirou meu salto. Alisando-me dos pés para as coxas, abriu minhas pernas e passou a morder levemente minhas coxas e a sentir com sua língua o sabor da minha pele inferior.

Malvada, lambia minha coxa, subia, e ao chegar no botão mágico que há no meu céu, passava levemente sua língua e rapidamente ia para a outra coxa.

Depois de fazer várias vezes esse passeio entre coxa, botão e coxa, passou a beijar o que não era minha boca.

Tudo ao meu redor ficou embaçado, duplicou... eu fiquei indecisa, não sabia se mordia ou lambia meus próprios lábios, se eu falava algo, para que lado deixar a cabeça, já que ela movia-se de um lado para o outro, se eu olhava para ela... eu fiz tudo isso ao mesmo tempo, e obviamente não tinha o controle para decidir o que fazer.

Ficou tudo muito fora de mim! Ela parecia estar diante de algo que conhecia perfeitamente. Sabia quais as reações que eu teria com cada movimento que sua língua fazia.

No movimento de beijo eu jogava meus braços para trás como se estivesse voando. No movimento em que ela

rodeava com a língua o meu botão eu colocava as mãos em minha cabeça para não perder o juízo.

No movimento em que ela tocava e deixava de tocar o botão várias vezes fazendo uso apenas da ponta de sua língua eu curvava meu corpo, olhava para ela e minha boca se abria e novamente meus lábios mordia.

No movimento final desta etapa onde ela percebeu que meu céu cabia quase todo em sua boca, e ela ainda podia movimentar a sua língua verticalmente para cima e para baixo e horizontalmente de um lado para o outro, eu segurei forte o seu cabelo para tentar me controlar um pouco, pois, o meu corpo pareceu estar tendo um ataque epilético.

Eu a puxava para cima de mim, e o que ela continuava a beijar estava sensível demais. Ela parecia estar provando o que do meu céu estava saindo.

Ela voltou a beijar – minha boca – para que eu sentisse o meu próprio gosto enquanto suas mãos percorriam o meu corpo que ainda estava adormecido, mas, a dormência logo sumiu quando seus dedos foram sentir o resultado do que fez sua língua.

Sua língua passou a rodear os meus seios, cobrindo cada pedaço e depois chupando meus mamilos. Eu quis beijá-la mais, não é exagero dizer que seu beijo foi o melhor que já provei em toda minha vida.

Tinha gosto de primeira vez, e todos os beijos que demos tiveram sempre o mesmo gosto.

Senti o céu dela junto ao meu, aquilo foi muito excitante! Ela encaixou-se em mim de um jeito que nos tornou uma só. Uma espécie de tesoura, não sei como explicar. Mas ela conseguiu uma união entre céus e botões e ao mesmo tempo podíamos nos beijar.

E nessa tesoura onde céus e botões ficaram colados, ela rebolava, me beijava, decalcava meus seios, apertava minha cintura, puxava meus cabelos... ela conseguia tudo! Chegamos juntas ao orgasmo. Ela em seu primeiro e único, eu em meu... nem lembro quantos. Nossos corpos relaxaram, ela em cima de mim, eu alisando suas costas... ela levantou-se, olhou para mim e falou:

- Se não for pedir muito eu agora preciso dormir. Boa noite, esposa do meu irmão.

Retirei-me sem nada a dizer. Não consegui dormir direito, passei a noite toda lembrando e foi impossível controlar os meus instintos, porém, a porta dela já estava trancada e eu não tive coragem de bater, por isso tive que satisfazer as vontades das minhas recentes lembranças sozinha mesmo.

Meu esposo chegaria cedo no outro dia e eu teria que acordar cedo para arrumar umas coisas e desfazer outras. Ao acordar ouvi pessoas despedindo-se. Ao chegar na sala as pessoas já haviam saído, estava apenas meu esposo. Os pais vieram buscá-la.

- O que houve?

- Não sei ao certo. Ela trouxe alguma amiga aqui em casa, ou você ouviu algum boato de que ela estava andando com alguma menina por aí?

- Não, não ouvi nada! Porque?

- Ela ligou para os nossos pais dizendo que havia tido algo com uma mulher daqui. E sabemos que ela falou a verdade porque ela não mente jamais! Estranho... ela está aqui pouco mais de um mês...

- E ela não voltará mais?

- Não! Já que aqui não conseguimos dar um jeito, nossos pais irão levá-la para outro lugar.

- Para onde?

- Para a casa de uma tia nossa. Ela tem três filhas e soube educá-las muito bem. As nossas primas com certeza irão fazê-la tirar da cabeça essa ideia de lesbianismo.

- Passe-me o endereço depois para que eu possa visitá- la.

- Você sempre comentou que nunca trocou mais de dez palavras com ela. Ficaram amigas durante esses dois dias que estive ausente?

- Digamos que sim. Eu estava quase convencendo-a a deixar de ser lésbica...

Desde então nunca mais pude vê-la, ela recusa minha presença. Nunca pude dizer para ela que a nossa noite de amor foi até hoje a única que eu pude descrever por ter envolvido: carinho, tesão, leveza e grosseria nas horas certas, precisão, enfim... por ter sido com uma mulher que sabia como e onde eu queria.

Hoje, sozinha satisfaço-me mais, já que não mais posso tê-la, ou melhor, já que ela não mais deseja ter-me. E eu que pensei que iria enlouquecê-la aquela noite...

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