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A Sugar Baby Queridinha do CEO
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Capítulo 4 4.

O sábado passou arrastado.

Tentei não pensar muito no encontro, mas era impossível. Desde o momento em que acordei, sentia uma ansiedade estranha no estômago.

Às vezes me perguntava o que eu estava fazendo. Outras vezes tentava me convencer de que era só um jantar, uma conversa. Não significava nada além disso.

Recebi mais algumas mensagens no site, mas decidi não responder. Primeiro, precisava ver no que aquilo ia dar.

Mandei uma mensagem para Zoe:

Eu: O encontro é às 8. Se eu não te mandar nada depois das 11, me liga, tá?

Zoe: Relaxa, amiga. Você vai se sair bem. Mas se precisar, já sabe: código vermelho e eu invado esse hotel de salto e spray de pimenta!

Sorri, mas a tensão no meu peito não diminuiu.

Para me distrair, passei boa parte do dia organizando meu pequeno apartamento. Limpei a pia da cozinha, arrumei o armário, dobrei as roupas que sempre deixava jogadas. A cada hora que passava, sentia o tempo se esgotando.

Às sete da noite, fui até o espelho e comecei a me arrumar.

Escolhi um vestido preto curto que valorizava meu corpo magro, deixando minhas pernas à mostra e marcando meus seios de um jeito sutil, sem exageros. Coloquei um salto médio, porque não queria parecer arrumada demais.

Me olhei no reflexo. Meu corpo meio pálido pela falta de sol contrastava com a roupa escura. Nunca puxei muita coisa da minha mãe espanhola, parecia bem mais com meu pai americano. Os olhos expressivos e os cabelos escuros eram o único traço herdado dela.

Gostei do que vi. Pelo menos o suficiente para me sentir confiante.

Por fim, vesti um casaco trench verde-escuro para me proteger do frio da noite e chamei um Uber.

---

O carro parou em frente ao La Royale.

Respirei fundo antes de sair. O hotel era ainda mais impressionante de perto, com sua fachada de vidro iluminada e um saguão luxuoso que fazia qualquer um se sentir pequeno.

Atravessei as portas de entrada tentando ignorar a sensação de que não pertencia àquele lugar.

Fui até a recepção, onde um funcionário de terno impecável sorriu para mim.

- Boa noite, senhorita. Em que posso ajudá-la?

- Tem uma reserva para... Babi.

O recepcionista não demonstrou nenhuma reação ao nome incomum. Apenas digitou algo no computador e depois pegou um cartão-chave.

- Quarto 1205. Elevadores à sua direita.

Peguei a chave com os dedos um pouco trêmulos.

Segui para os elevadores, subi até o 12º andar e parei diante da porta numerada.

Respirei fundo uma última vez.

Girei a maçaneta e entrei.

O quarto era algo saído de um sonho.

Um espaço enorme, iluminado por luzes suaves embutidas no teto. O chão de mármore brilhava sob meus pés, e o tapete felpudo no centro parecia tão macio que tive vontade de me deitar ali mesmo. Uma cama king size, impecavelmente arrumada com lençóis brancos e travesseiros fofos, dominava a parede principal.

As cortinas de um azul profundo estavam entreabertas, revelando uma vista impressionante da cidade, com suas luzes piscando como estrelas artificiais. O sofá de couro creme combinava perfeitamente com a mesa de vidro, onde repousava uma garrafa de uísque ao lado de dois copos vazios.

Havia até uma varanda.

Retirei o casaco devagar, ainda absorvendo cada detalhe. Aquele lugar parecia de outro mundo, tão diferente do meu apartamento pequeno e gasto, onde cada móvel era de segunda mão e as paredes tinham rachaduras que meu senhorio se recusava a consertar.

Passei a ponta dos dedos pelo encosto do sofá, sentindo a textura suave do couro. Será que algum dia eu teria acesso a esse tipo de vida sem precisar... me vender?

Um som repentino quebrou meus pensamentos.

TOC, TOC, TOC.

Congelei.

A batida na porta me trouxe de volta à realidade.

Meus músculos ficaram ainda mais tensos.

E se ele tivesse mentido? E se fosse um velho barrigudo e suado, como os que Zoe já encontrou? Eu nunca confiei totalmente naquele site.

Mas agora não podia simplesmente sair correndo.

Respirei fundo, virei a maçaneta e abri a porta.

Meu coração quase parou.

Diante de mim estava um homem absurdamente bonito.

Alto, de ombros largos e corpo bem definido, vestido em um terno escuro perfeitamente ajustado. O tecido desenhava sua silhueta musculosa de um jeito quase irritante.

O cabelo loiro e liso caía levemente sobre o rosto, os fios bagunçados de um jeito que parecia ao mesmo tempo natural e meticulosamente calculado. Seus olhos eram de um azul escuro intenso, penetrantes e avaliadores.

Ele parecia mais jovem que 32 anos, mas sua postura e expressão séria exalavam uma maturidade inquestionável.

- Boa noite.

Disse, com uma voz grave e firme.

Sem esperar minha resposta, passou por mim, entrando no quarto como se já fosse o dono.

Pisquei, surpresa com a atitude.

- Feche a porta.

Acrescentou, sem olhar para trás.

Mordi os lábios.

O tom autoritário não me agradou, mas permaneci em silêncio.

Afinal, ele estava pagando por isso.

Duzentos dólares apenas para um encontro. Apenas para conversar, segundo ele.

Fechei a porta devagar, sentindo meu estômago revirar.

Algo me dizia que essa noite seria diferente de qualquer outra da minha vida.

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