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A Sugar Baby Queridinha do CEO
img img A Sugar Baby Queridinha do CEO img Capítulo 5 5.
5 Capítulo
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Capítulo 5 5.

O olhar dele era afiado. Intenso.

Eu tentei fingir que não percebia, mas ele nem se dava ao trabalho de disfarçar. Os olhos azul-escuros me percorreram dos pés à cabeça, devagar, calculando. Não era um olhar admirado.

Era avaliativo.

Como se eu fosse um produto.

Depois de um longo silêncio, ele suspirou.

E não foi um suspiro satisfeito.

Foi... de decepção?

Meu peito apertou. Meus dedos se fecharam discretamente contra o tecido do vestido. O que ele esperava? Uma modelo de capa de revista? Alguém mais alta? Mais sofisticada? Mais... tudo?

Sem dizer nada, ele se afastou e foi até o minibar no canto do quarto. Cada movimento dele era controlado, preciso. Pegou uma garrafa de uísque, serviu duas doses em copos baixos de cristal e voltou até mim.

Estendeu um dos copos.

Eu aceitei, mas não tinha a menor intenção de beber.

Meu estômago já estava embrulhado o suficiente. Eu nunca lidei bem com álcool. Uma dose pequena já era suficiente para me deixar tonta e ficar vulnerável aqui, nesse quarto com um homem que eu mal conhecia, definitivamente não parecia inteligente.

Levei o copo aos lábios e fingi um gole.

Ele observou.

Mas não comentou nada.

Apenas bebeu o próprio uísque com um ar pensativo, como se estivesse decidindo algo importante.

- Yanek Kovalev-Harris.

Ele disse por fim, estendendo a mão.

O nome soou forte. Estrangeiro. Imponente.

Eu hesitei antes de apertar sua mão. A pele dele era quente, firme. Confiante demais.

- E você? Pode me dizer seu nome real ou inventar um. Não me importa.

Eu pensei em mentir.

Seria mais seguro.

Mas havia algo na forma como ele me olhava,direto, quase desafiador que me fez mudar de ideia.

- Bárbara Llanos Smith.

- Bárbara.

Ele repetiu devagar, como se estivesse testando o nome na boca.

- Diferente. Quais são suas origens?

- Meio latina, meio americana. Minha mãe era espanhola.

Ele assentiu lentamente, como se aquilo explicasse alguma coisa que só ele entendia.

Girou o copo entre os dedos.

- Sempre saí com uma determinada pessoa do site. Mas ela decidiu sair. Vai se casar.

Fiquei em silêncio, esperando.

Ele parecia gostar de pausas dramáticas.

- Então...

Continuou, sem rodeios.

- Preciso de outra garota para servir a mim.

Servir.

A palavra ficou presa na minha garganta.

- Servir a você?

Repeti, sentindo o desconforto subir pela espinha.

Ele percebeu minha reação. Claro que percebeu. Seus olhos analisaram cada pequena expressão minha, mas o rosto dele permaneceu inalterado. Frio. Ilegível.

Por algum motivo, isso só me deixou ainda mais desconfortável.

Ele terminou o uísque e colocou o copo sobre a mesa de vidro com um clique suave.

- Você vai entender em breve.

Enigmático. Controlado.

Como se estivesse sempre três passos à frente.

Então ele se levantou, ajeitou o terno impecável e tirou do bolso um pequeno maço de notas. Contou calmamente e colocou duzentos dólares sobre a mesa.

- Foi um prazer conhecer você, Bárbara.

E foi embora.

Simples assim.

Fiquei parada no meio do quarto, olhando para a porta fechada, tentando entender o que tinha acabado de acontecer.

Ele me analisou.

Suspirou como se estivesse decepcionado.

Falou frases vagas.

Pagou.

E saiu.

Era isso?

Olhei para o dinheiro.

Bom... pelo menos o aluguel estava garantido.

Respirei fundo, peguei o celular e mandei mensagem para Zoe.

Eu: McDonald's? Eu pago.

Zoe: O QUÊ?

Eu: Só vem.

---

- VOCÊ TÁ ME ZOANDO!

Zoe estava quase gritando, segurando um Big Mac na mão.

- Ele é gostoso assim mesmo?

Revirei os olhos e mordi uma batata frita.

- Sim. Mas também é arrogante.

- Amiga, eu aceitaria ser destratada por um homem desses se no final ele pagasse meu aluguel.

Eu ri.

Mas por dentro... havia algo estranho.

Eu não esperava nada dele. Nada mesmo.

Ainda assim, me senti rejeitada.

Ele me olhou como se eu não fosse suficiente para algo que eu nem sabia o que era. E isso me irritava mais do que deveria.

Não que importasse.

Homens como ele não olham duas vezes para garotas como eu.

- Você acha que ele vai te chamar de novo?

Zoe perguntou.

Dei de ombros.

- Duvido. Mas não faz diferença. O aluguel tá pago, sobrou um pouco e eu nem precisei fazer nada.

Brindamos nossos refrigerantes e rimos.

Mas a verdade?

Eu sabia que aquela história não tinha terminado.

---

No dia seguinte, acordei tarde, mas fui direto ao escritório do senhorio.

Quando entreguei os 125 dólares, ele até sorriu,milagre.

- Pagando direitinho... isso é novo.

Ignorei o comentário, peguei o recibo e saí.

Pela primeira vez em semanas, consegui respirar sem aquele peso esmagando meu peito.

Fui para o trabalho mais leve.

Estava limpando uma mesa quando senti o celular vibrar no bolso.

Peguei o aparelho distraída.

E congelei.

Y.K.H: Te aguardo hoje. Mesmo horário, mesmo quarto.

Meu coração parou por um segundo.

Era ele.

Yanek Kovalev-Harris.

E, pelo jeito... ele ainda não tinha terminado comigo.

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