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Nadine - Meu Doce Fruto Proibido
img img Nadine - Meu Doce Fruto Proibido img Capítulo 3 Casamento tão cedo
3 Capítulo
Capítulo 6 Eu quero você! img
Capítulo 7 Um fruto img
Capítulo 8 Você o ama img
Capítulo 9 Sentimento estranho img
Capítulo 10 Me senti um lixo img
Capítulo 11 Negativo! img
Capítulo 12 Feliz aniversário, Nadina! img
Capítulo 13 Presente de aniversário img
Capítulo 14 Eu vou mata-lo img
Capítulo 15 Vá para o Inferno img
Capítulo 16 Seja Corajosa img
Capítulo 17 Quero filhos... img
Capítulo 18 Minha preciosa menina img
Capítulo 19 Um filho puro... img
Capítulo 20 Esposa Rebelde img
Capítulo 21 Você é podre... img
Capítulo 22 Preciso de você img
Capítulo 23 Minha pequena img
Capítulo 24 Procurando por Nadine img
Capítulo 25 Vamos dormir juntos img
Capítulo 26 Ainda acredita nele img
Capítulo 27 Você é minha! img
Capítulo 28 Não foi ele... img
Capítulo 29 Isso se chama desejo img
Capítulo 30 Está comigo agora img
Capítulo 31 Cortando o mal pela raiz img
Capítulo 32 Sentimento de culpa img
Capítulo 33 Eu vim te matar! img
Capítulo 34 Vamos para casa img
Capítulo 35 Solidão img
Capítulo 36 Carinho img
Capítulo 37 Doce Nadine img
Capítulo 38 Quem era ela img
Capítulo 39 Quero que seja minha img
Capítulo 40 Um passado pesaroso img
Capítulo 41 Eu matei o seu pai img
Capítulo 42 Você escolheu ficar img
Capítulo 43 Minha doce mulher img
Capítulo 44 Vou lutar por você img
Capítulo 45 Esteja preparada img
Capítulo 46 Os fantasmas do passado img
Capítulo 47 Prometa para mim... img
Capítulo 48 Divida a vida comigo img
Capítulo 49 Ela está de volta! img
Capítulo 50 Tenha fé! img
Capítulo 51 Caralho de Sentimento img
Capítulo 52 Quantas vítimas img
Capítulo 53 Ich liebe dich, doce Nadina img
Capítulo 54 Provando do próprio veneno img
Capítulo 55 O começo da queda img
Capítulo 56 Tenha provas img
Capítulo 57 Meus pesadelos img
Capítulo 58 Seu alemão safado! img
Capítulo 59 Vamos conversar img
Capítulo 60 Preciso que me mate logo img
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Capítulo 3 Casamento tão cedo

Na semana seguinte, Nadine passou pelo portão da escola, não encontrou o Civic do pai parado no lugar de sempre. Estranhou por dois fatos. Nas sextas-feiras sempre faltava as aulas, era o dia que o pai escolheu para dar estudo para os membros da igreja. Ele até mesmo conseguiu convencer o pessoal da escola a dar trabalhos e atividades para Nadine não ficar com faltas e sem notas.

Nadine saiu do meio da multidão e atravessou a rua, não tinha colegas para acompanha-la até em casa, e no fundo, ela nem queria mesmo. Pouparia a vergonha de levar bronca na frente da amiga, ou de ser obrigada a se negar a sair.

- Nadine.

Ao ouvir o nome pronunciado de uma voz macia, Nadine sentiu a nuca se arrepiar. Virou minimamente para ver Rafael com as mãos no bolso de uma calça social, encarando-a com um sorriso nos lábios.

- Oi. - Ela deu um sorriso amarelo, apertou a bolsa no ombro direito.

Rafael se aproximou rapidamente e estendeu a mão a ela.

- Me dê a bolsa.

- Não posso, vou ser julgada na frente dos membros. E você também, deveria sair enquanto é tempo.

- E como acha que descobri onde estuda? - Rafael sorriu. - Hoje é dia de estudo para os membros. Seu pai me pediu para buscá-la. Vamos, me dê a bolsa.

- Se é assim. - Ela deu de ombros.

Rafael caminhou calado por um tempo. Ainda perto da escola comprou dois sorvetes, contou que a escolha de ir para a Capital fora do pai, e que ele morou com a avó até se formar. Agora estava em busca de uma esposa, coisa que ele mesmo o faria.

- Conheço algumas. A Maria Clara, acho que está se formando esse ano. - Nadine olhava adiante. - Tem a...

- Já sei os nomes de cor. - Rafael disse. - No momento meus olhos caem sobre uma menina moça, tão madura quanto elas.

Se naquele momento Nadine soubesse o peso das palavras, teria corrido para a escola e chamado a polícia. Era uma menina com sonho de se apaixonar, casar por amor e ser feliz. Casamento prematuro estava fora dos sonhos dela.

Rafael continuou discursando sobre a faculdade de Ciências contábeis e era bom no quê fazia. O sorvete derreteu, Nadine mal o ouvia, a mente disparava momentos de briga entre Luciano e o pai.

'' - Ela não deveria ter se casado, pai. Valquíria é uma menina. Você mesmo viu quando ela apanhou do marido velho."

"- Ele é o homem da casa, corrige como bem quiser."

Nadine não se assustou ao ver o pai no portão, com os braços cruzados, o susto mesmo foi vê-lo sorrir abertamente para Rafael e abraça-lo.

- Entrem.

Nadine entrou, e mais uma vez foi pega de surpresa ao ver somente Durval e a família sentados no sofá.

- Sente-se Nadine. - Elizeu ordenou. - Cancelei o estudo hoje, como pode ver. Rafael queria esperar mais um pouco, mas eu, Rafael e Durval conversamos essa semana toda enquanto você estava ocupada com a escola e tudo o mais. A partir de hoje, você e o Rafael estão comprometidos.

- Claro que será um namoro santo, sem contato físico, já que os dois estão consagrados. - Durval completou, olhando de um para o outro. -Rafael vai fazer o pé de meia enquanto você termina os estudos, e vai se tornar uma ótima matriarca.

- Vão me desculpar, mas eu tenho planos também. - Nadine ignorou o olhar atravessado do pai. - Não sei se quero ser a matriarca. Quero estudar, me formar e ter a minha profissão.

- Nadine... - Elizeu começou, mas foi barrado pelo futuro genro.

- Olha, podemos falar sobre isso com o tempo, ok? Não vou me opor ao seus estudos, eu também pretendo me qualificar ainda mais. Claro que tudo tem seu limite. - Rafael cravou os olhos nela. - Estou escolhendo alguém para ser feliz. Acredite em mim.

- Mas isso é errado. - Nadine sentiu os olhos marejar. - Você é um homem, e eu, uma menina ainda. Como vão me olhar na escola, ou na igreja?

- Você mesma disse que não tem amigos na escola, - Rafael falava de forma suave, mesmo assim soou como um desaforo para Nadine. Continue sendo assim. A igreja vai nos apoiar, nossos pais são os líderes, e nós iremos ser um dia. Aceite o propósito.

- Ela está confusa com muitas informações, precisa descansar. Amanhã vai pensar bem. Não é filha? - Nadine apenas assentiu para o pai.

Durval e a família ainda demoraram para ir embora. Já era noite quando Elizeu trancou a última janela, sumiu pela sala que mantinha sempre trancada, e quando voltou carregava um manto esfarrapado que em algum momento fora bonito.

- Tire a camiseta e vista essa túnica. - Elizeu estendeu a mão.

- Porque? - Ela o indagou. - Estou cansada para qualquer coisa.

Elizeu a pegou pelo braço com brutalidade, arremessando-a no chão, e jogou a peça em cima dela.

- Vista e fique de joelhos. Agora!

Nadine sentiu o corpo todo tremer, tirou a camiseta e a jogou de lado, passou a túnica fedida pela cabeça. Havia uma abertura na parte de trás e ela se sentiu nua diante do olhar acusador do pai.

Elizeu puxou a cinta do cós da calça com precisão e a estalou no ar.

- Hoje o membro da igreja veio reclamar a sua mão em casamento, e você foi opiniosa e má educada. - ele a olhava de cima, parecendo ainda mais cruel. - Das próximas vezes, vai acatar toda e qualquer escolha que fizermos para você. E será moldada no sofrimento.

Nadine recebeu a primeira cintada com um grito vindo do fundo da garganta. Se encolheu com as mãos para cima.

- Para, por favor eu imploro. Prometo que nunca mais faço isso.

Levou outra cintada fervorosa.

- Pai, por favor. Misericórdia de mim! - Nadine juntou as mãos em súplica. - Eu... Eu aceito a tudo. Tudo!

Elizeu parecia se divertir com cada cintada que dava, e no fim quando a cinta já estava quente ele se afastou, rumou para a sala particular e se trancou ali. Nadine arrancou aquela túnica fedida e a jogou no sofá, buscou a camiseta e se arrastou até o quarto, tirou o resto das roupas, o sutiã foi para o lixo. Precisou morder o braço quando a água quente bateu nos machucados e chorou. Saiu do banheiro e se arrastou até a cama, deixava o celular escondido em baixo do colchão, deitou de barriga para baixo e facilmente o encontrou, não teve dificuldade para ligá-lo.

Luciano provavelmente mantinha aquele celular para o caso de alguma tragédia, pois só tinha um número gravado ali. Ela o discou, colocou o celular no ouvido e escutou chamar até cair na secretária eletrônica.

- Luciano, vem me salvar. - Ela soluçou. - Dói muito. Ele me surrou e eu acho que não aguento uma segunda vez. Por favor... Eu fujo com você. Só me leva embora daqui.

Nadine só teve tempo de enfiar o celular em baixo do colchão de novo. Elizeu abriu a porta com um solavanco.

- Estava falando com quem?

- Rogando, sozinha. - Ela o respondeu de onde estava.

- Então trate de parar, como não foi boa, não terá o jantar. Amanhã peça perdão pelos seus atos e eu vejo se lhe tiro do castigo.

Nadine adormeceu logo em seguida, não tinha fome, o único sentimento era de tristeza profunda.

De agora em diante, a vida dela estava mudando, e para pior.

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