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O MARIDO DA HERDEIRA
img img O MARIDO DA HERDEIRA img Capítulo 5 Quatorze Dias de Liberdade
5 Capítulo
Capítulo 6 À Beira da Piscina, à Beira de Nós img
Capítulo 7 A Última Noite do Nome Antigo img
Capítulo 8 O nome que ele quer, o poder que eu não dou img
Capítulo 9 A Suíte img
Capítulo 10 Café Amargo, Palavras Frias img
Capítulo 11 O Teatro dos Ricos Não Tem Cortina img
Capítulo 12 Castiel Group img
Capítulo 13 Uma Semana, Dois Campos de Batalha img
Capítulo 14 A Herdeira em Campo de Guerra img
Capítulo 15 Silêncio com Gosto de Pecado img
Capítulo 16 Uma queda, um colapso img
Capítulo 17 Café da manhã real img
Capítulo 18 Clara tem nome e sombra img
Capítulo 19 Negócios, sangue e um pouco de mágoa img
Capítulo 20 Visita Indesejada img
Capítulo 21 Território Invadido img
Capítulo 22 Entre os Corpos, O Caos img
Capítulo 23 O Destino não tem vergonha img
Capítulo 24 Depois do fim do mundo img
Capítulo 25 Debaixo da Chuva, o Orgulho Some img
Capítulo 26 A Primeira Vítima é o Silêncio img
Capítulo 27 Quando a Armadura Cai img
Capítulo 28 Quando a paz dura só até o celular vibrar img
Capítulo 29 Quando o passado bate na porta... Ele não pede licença img
Capítulo 30 Eu Sou Teu. E Isso É Tudo. img
Capítulo 31 Se não dá para derrubar, aprende a temer img
Capítulo 32 Quando a sua existência incomoda... Seja inesquecível. img
Capítulo 33 Eu só preciso de você. Aqui. Agora. Sem o mundo. img
Capítulo 34 Tem coisas que o mundo não precisa ver... Mas eu preciso saber img
Capítulo 35 Nem todo silêncio é paz. Alguns... GRITAM. img
Capítulo 36 Cada um segura uma guerra img
Capítulo 37 A verdade vem em doses... cortando. img
Capítulo 38 Quando a ausência vira silêncio... img
Capítulo 39 Quando a gente segura o que não sabe se aguenta img
Capítulo 40 Eu posso até ser sua, mas não sou refúgio para o seu passado. img
Capítulo 41 Entre cicatrizes e silêncios, o mundo segue queimando img
Capítulo 42 Quando o amor sangra, o orgulho veste armadura img
Capítulo 43 Quando o amor vira faca afiada img
Capítulo 44 A mulher que sempre segurou o mundo img
Capítulo 45 Quando a dor vira chama img
Capítulo 46 O Café da Manhã Mais Amargo do Mundo img
Capítulo 47 Onde o Silêncio Diz Tudo... e o Orgulho Diz Mais Ainda img
Capítulo 48 O silêncio que sobra img
Capítulo 49 O passado se fez presente img
Capítulo 50 Quando o Amor vira Ruína e Sangue img
Capítulo 51 Quando a educação acaba e o caos começa img
Capítulo 52 A Rainha não negocia. Ela ordena. img
Capítulo 53 O enjoo que veio do inferno img
Capítulo 54 Positivo ou Negativo img
Capítulo 55 Se der positivo, minha vida nunca mais vai ser minha img
Capítulo 56 E agora img
Capítulo 57 O silêncio precisa ser quebrado por alguém que saiba escutar. img
Capítulo 58 O Passado Não Bate na Porta. Ele Manda Mensagem img
Capítulo 59 Verdades que não libertam... Afundam! img
Capítulo 60 Algumas verdades não entram pela porta. Elas arrombam img
Capítulo 61 Silêncio também é uma forma de guerra img
Capítulo 62 O Buquê Quebrado img
Capítulo 63 A Refeição e a Rendição img
Capítulo 64 O Trono Tinha Meu Nome img
Capítulo 65 Antes do Terremoto img
Capítulo 66 Veneno em Seda img
Capítulo 67 Após o jantar img
Capítulo 68 E Se Eu Herdar o Caos img
Capítulo 69 A Ligação Que Nunca Devia Ter Existido img
Capítulo 70 O lugar onde o silêncio tem voz img
Capítulo 71 Ela está grávida, Caius img
Capítulo 72 Pela Primeira Vez, Mãe img
Capítulo 73 Galpão Escuro img
Capítulo 74 O Primeiro Encontro img
Capítulo 75 Emboscada no Porto img
Capítulo 76 O Começo Depois da Tempestade img
Capítulo 77 Nós três img
Capítulo 78 Estamos todos juntos nisso img
Capítulo 79 Ele é a melhor parte de nós dois img
Capítulo 80 Recomeços img
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Capítulo 5 Quatorze Dias de Liberdade

POV Selene Castiel

A família de Caius partiu logo depois do almoço. Sorrisos. Agradecimentos. Até um abraço da irmãzinha, que me olhou com uma curiosidade inocente, como se eu fosse um brinquedo novo que seu irmão mais velho não deixaria ela tocar. Mas ele ficou. Por ordem do meu pai. Por protocolo. Por essa ideia insana de que dois estranhos podem se preparar para um casamento sem virar um desastre público.

Eu acordo, ele já está tomando café na varanda. O sol da manhã corta o perfil dele como uma faca. Queixo forte, nariz aquilino, a sombra dos cílios fazendo parecer que ele está sempre calculando algo. Eu saio, ele está mexendo no celular, lendo relatórios da empresa que mal conhece. Eu respiro fundo... e ele respira também. Isso me irrita.

- Não vai voltar para o seu mundo, Varella? - pergunto, numa manhã, sem filtro, enquanto passo por ele rumo à cozinha.

Ele nem levanta os olhos do relatório.

- Meu mundo agora tem seu sobrenome.

A caneca de café dele está sempre meio vazia, como se ele só bebesse o suficiente para manter o ritmo, nunca por prazer. Eu me pergunto se é assim que ele me vê, algo funcional, uma peça no tabuleiro.

A verdade é que eu fujo dele. E ele sabe disso. Então eu saio. Todos os dias. Baladas onde o som abafa meus pensamentos, jantares com amigas que falam demais e entendem de menos, drinks com amigos que ainda me olham como se eu fosse a mesma garota inconsequente de cinco anos atrás. Volto tarde. Bêbada, às vezes. E quando subo as escadas da mansão, sei que ele ouviu a porta abrir. Sei que ele sente o perfume, alguma fragrância amadeirada que Julian insistiu em comprar para mim, dizendo que combinava com a minha "personalidade perigosa". Sei que Caius não diz nada. Mas também sei que ele está acordado. Sempre.

Numa dessas noites, reencontro Julian. Ele está mais bonito do que lembrava, cabelos desalinhados, aquele sorriso que sabe exatamente como segurar minha cintura e me fazer rir sem pensar. Mas quando ele me beija, eu não sinto nada. Porque meu corpo inteiro está esperando outro toque. Outro cheiro. Outro nome.

Eu invento uma desculpa, saio do carro antes que a noite termine e volto pra casa mais vazia do que fui. Nem o espelho acredita mais na minha liberdade.

No dia seguinte, Pietro me manda mensagem. "Pensei que fosse minha ainda." Apago. Mas penso demais nisso.

Naquela semana, experimento o vestido de noiva. Branco. Liso. Sem brilho. O espelho me devolve uma mulher que não reconheço. Linda. Intocável. Mas triste. E isso me fere mais do que deveria.

- Está perfeito, senhorita - diz a costureira, ajustando a cauda com alfinetes.

- Pareço uma fantasia.

Ela ri, pensando que é piada. Caius chega atrasado na prova do terno. Fica calado quando me vê. Mas os olhos dele... Me leem como ninguém jamais leu.

- Vai fugir no altar? - ele pergunta, com aquela calma que mata devagar.

- Não. Eu só corro quando vale a pena.

- Então torce pra eu não correr primeiro.

A costureira engasga. Caius não sorri.

Naquela noite, ele aparece na porta do meu quarto. Está de camiseta branca e calça de linho, o mais despojado que já o vi.

- Quer beber? - pergunta, segurando uma garrafa de whisky caríssimo.

- Estou de dieta.

- Mentira. Você bebe como um marinheiro em licença.

Sorrio contra a vontade. Ele entra, senta na minha cama como se pertencesse ali. Eu fico em pé, encostada na mesa de maquiagem, observando.

- Por que você não some? - pergunto.

- Porque você não pede.

- Isso é chantagem emocional?

- É lógica. Se você quisesse mesmo que eu fosse embora, já teria ido até seu pai.

- Ah, sim, claro. Porque é tão simples assim. Chegar no meu pai e dizer: "Sabe aquele acordo que você prometeu cumprir à mamãe? Pois é, quero arruinar tudo porque o noivo que você escolheu me olha como se eu fosse um problema a ser resolvido, e isso me dá nos nervos." - Mordo o lábio, desviando o olhar para a janela. - Ele ia me trancar num convento antes que a frase acabasse.

Uma pausa. Caius não reage, então eu continuo, mais ácida:

- Você fala como se eu tivesse escolha. Como se não soubéssemos os dois que, nessa família, até o ar que a gente respira tem contrato. - Dou um passo na direção dele, desafiadora. - Mas não se engane, Varella. Ficar aqui não te faz especial. Só te faz mais um peão no tabuleiro dele.

Caius finalmente me olha nos olhos, e a calma dele é um soco no meu estômago:

- Eu nunca me enganei. Mas você sim. - Ele inclina a cabeça, como se eu fosse uma equação mal resolvida. - Acha mesmo que essas fugas, esses escândalos, vão mudar alguma coisa? Seu pai não liga se você transa com meio Barcelona. Só liga se você fizer isso depois do 'sim'.

Eu tremo de raiva, mas é porque ele está certo.

- Então é isso? Você vai ficar parado, obedecendo, até o dia em que algum de nós explodir?

Ele sorri, e é a coisa mais cruel que já vi:

- Não, princesa. Eu vou ficar aqui até você admitir que explodir é a única parte que ainda te excita nisso tudo.

Fico sem ar. Ele vira as costas e some no corredor, deixando o cheiro dele-madeira queimada e ironia-presa no meu peito como uma faca.

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