-Me põe no chão! Você enlouqueceu? - Ela começa a bater naquele corpo monstruoso.
-Não! Vou te dar uma lição, já que você tem uma boca tão suja.
-O quê?
Eduardo joga o corpo de Marlyn na cama e rasteja sobre ela de forma possessiva e perigosa. Ela o observa, com os olhos arregalados, perguntando-se: "Que diabos estava acontecendo?"
Como eles chegaram a esse ponto?
Ela estava petrificada; estava fazendo algo proibido com o meio-irmão.
Eduardo se posiciona sobre ela e imediatamente se inclina em direção ao seu rosto, ficando a uma curta distância de seus lábios, fazendo-a olhá-lo com expectativa.
-Você nunca mais vai se referir a mim assim, mocinha. -Ele agarra seu queixo enquanto seus lábios tocam levemente os dela.
Os olhos de Marlyn se arregalam em choque, misturados a outra emoção que ela não conseguia identificar. Imediatamente depois, os lábios de Eduardo pousam nos dela, fazendo-a sentir um tremor por todo o corpo.
-Não, -ela murmura contra a boca de Eduardo.
-Por quê?, -ele responde, apoiando o corpo sobre o dela.
Ela sabia que não deveria permitir aquela situação, mas algo não estava certo com ela. Era como se seu corpo estivesse reagindo ao meio-irmão. Isso não estava certo; Ela devia ter perdido a razão.
A língua de Eduardo penetrou em sua boca, preenchendo-a completamente. O corpo de Marlyn começou a ceder sem sua aprovação. Aquele beijo foi intenso demais, ainda mais apaixonado do que o primeiro que ele lhe dera no corredor.
Ela sentiu Eduardo apertar seus pulsos, trazendo-os acima de sua cabeça enquanto continuava a beijá-la ardentemente. Ao mesmo tempo, seus quadris se acomodaram entre suas coxas com tanta habilidade que a fez esquecer que o que estavam fazendo era errado.
-Você não vai me chamar de idiota de novo. - Marlyn abriu os olhos para olhar para Eduardo.
-Por que você está fazendo isso?
-Porque eu sinto vontade, -ele respondeu sério, olhando em seus olhos.
-Você ouviu seu pai. Eu sou sua meia-irmã.
-Você não é minha maldita irmã.
Ele amolece os lábios de Marlyn com o polegar enquanto os olha com desejo. Então, ele olha para cima para encontrar os olhos dela.
-E já que você não tem meu sangue, eu posso te usar como eu quiser. - Naquele momento, Marlyn franze a testa diante daquelas palavras horríveis.
-O quê?
-Assim como sua mãe usa meu pai, eu te uso como eu quiser.
-Que diabos você está dizendo?
Marlyn tenta empurrar Eduardo para longe dela, mas não consegue movê-lo nem um pouco. Ele repousa o corpo sobre o dela enquanto a morena se contorce de todas as maneiras possíveis.
-Você fará o que eu disser, quer você goste ou não.
-Eu nem sonharia em fazer o que você quiser. Não pretendo me submeter aos seus caprichos.
-Meu pai se submete aos da sua mãe. Por que você não pode se submeter aos meus?
-Não é assim.
A jovem tentou se mover, mas Eduardo era tão grande e pesado que ela franziu a testa, notando como ele mantinha um sorriso cruel nos lábios. Ela nunca imaginou que o filho do marido de sua mãe seria daquele tipo.
-Vou contar tudo ao seu pai e veremos o que ele tem a dizer. - Eduardo apertou os pulsos dela com mais força, fazendo-a franzir a testa. -Ah! Você está me machucando.
-Você não vai contar nada ao meu pai nem à sua mãe, porque, se contar, serei forçado a arruinar a atuação da sua querida mãe, que é uma espécie de esposa afogada.
Essas palavras tiveram um grande impacto em Marlyn, já que o Sr. Claudio era muito importante para sua mãe. Ela já havia percebido há algum tempo que sua mãe estava apaixonada por aquele homem e que estar casada com ele lhe trouxera felicidade.
-Não! -exclamou ela, com os olhos cheios de medo. -Você não pode fazer isso.
Essas palavras temerosas confirmaram a Eduardo que ele não estava enganado; a nova esposa de seu pai era apenas uma mulher vulgar e egoísta em busca de uma boa posição social e, muito provavelmente, da fortuna que pertencia ao velho.
Eduardo cerrou os dentes ao perceber que aquela garota e sua mãe não passavam de hipócritas.
-Se você não quer que eu destrua o império da sua mãe, fará tudo o que eu mandar, entendeu?
-Fazer o quê?, -perguntou ela no momento em que sentiu os dedos dele roçarem seus lábios.
-O que eu quiser!, -murmurou ele contra os lábios dela.
Marlyn não sabia mais o que fazer. Aquele homem parecia estar falando sério. A presença da mãe e a dela não eram agradáveis para ele. Era evidente que ele não concordava com o novo casamento do pai dela.
-Você não pode. Seu pai quer que a gente se dê bem
-E vamos nos dar bem! Mas do meu jeito, Marlyn. -A menção do nome dele a petrificou, provocando arrepios que a impediam de pensar. -É melhor você cooperar, ou as coisas vão piorar para o casamento da sua mãe.
-É o casamento do seu pai também. Você estaria arruinando a felicidade dele.
-Felicidade? Você acha que é?
Ela franziu a testa. Não entendia aquele homem. Era como se ele odiasse a felicidade dos outros. Ele não gostava de ver o pai feliz? Ele estava sempre sorrindo.
-Vou expor você e sua mãe, e quando isso acontecer, meu pai vai perceber que vocês não são as pessoas que ele pensava que eram, e muito em breve vocês dois estarão fora da vida do Claudio e desta casa.
Suas palavras fizeram Marlyn explodir de raiva. Eduardo estava determinado a arruinar a felicidade da mãe, e ela não ia deixar isso acontecer.
Marlyn finalmente empurrou Eduardo com toda a sua força. A jovem se levantou rapidamente para abrir a porta do quarto.
-Quero que você saia do meu quarto. -Eduardo a olhou seriamente da cama, mas acabou se levantando e caminhando em sua direção com passos firmes.
-Ainda não terminamos com isso, sabia? - Marlyn baixou o olhar, incapaz de manter contato visual com ele. - E lembre-se do que eu te disse.
Eduardo saiu do quarto dela, e foi então que a jovem fechou a porta. Ao fazê-lo, engoliu em seco e olhou para as mãos trêmulas dela. Soltou a respiração suspensa e piscou várias vezes para tentar processar o que havia acontecido.
Em seguida, ela roça os lábios com os dedos e revive aquele momento em que Eduardo a beijou com tanta paixão. Marlyn franze a testa enquanto balança a cabeça.
-Por que ele fez isso? -Ela olha para cima e vê a porta fechada.
Enquanto isso, o CEO ainda estava parado no corredor, olhando para a ponta dos sapatos. Ele não entendia por que diabos beijou aquela garota, franziu a testa.
-O que aconteceu comigo?
Ele se lembra daquele momento em que a viu descendo as escadas. Não sabia por quê, mas naquele exato momento, queria levá-la para a cama e fazer amor com ela até a exaustão. E esses desejos não eram típicos dele.
Após o divórcio, seu desejo por mulheres tornou-se cada vez mais escasso; na verdade, ele não estava namorando ninguém. Mas Marlyn vira o rosto para olhar a porta por cima do ombro. Ela...
-Ela é apenas a filha de uma mulher em busca de fortuna. -Ela cerra os punhos; não podia se deixar seduzir por aqueles beijos. Preciso manter a compostura com aquela garota.
Ele tensiona o maxilar e se dirige para as escadas...
[...]
No dia seguinte, Marlyn deveria frequentar a nova universidade, onde Claudio facilmente conseguiu uma vaga para ela. Segundo o homem que estudou lá com seu filho, a jovem revira os olhos ao se lembrar do meio-irmão irritante.
-Ele é só um pervertido.
Ela pega a mochila, dá uma última olhada no espelho e sai do quarto. Ao descer as escadas, alguém entra na casa e, enquanto observa o meio-irmão, seu coração, sua vagina, seu corpo e cada pelo do corpo se arrepiam.
Marlyn o observa, e ele a observa. Ela o nota colocando as mãos nos bolsos enquanto a observa descer. Ela se pergunta o que diabos ele está fazendo tão cedo naquela casa. Ela sabia que ele era filho do dono, mas será que ele estava preso lá 24 horas por dia, 7 dias por semana?
Isso sim poderia ser um problema sério...
-Que pontualidade.
-Nem fale comigo.
-Filho, Marlyn, bom dia. Você está pronto para o seu primeiro dia de aula?, -diz o velho, e um pouco depois a mãe de Marlyn aparece.
-Sim, estou indo. Até mais. -Ela se despede da mãe e faz menção de ir embora.
-Ah, não! Meu filho se ofereceu para te levar para a faculdade, já que é um pouco longe e também fica no caminho para a empresa dele.
-Todos os dias?, -pergunta ela, incrédula, enquanto olha para o velho, que não estava cooperando com ela, e depois para a mãe, que assentiu como se estivesse dando sua aprovação. O que eles não sabiam era que aquele homem praticamente queria transar com ela.
Marlyn lambe os lábios com um meio sorriso...
-Você tem algum problema?, -pergunta Eduardo, sério, o que lhe causa arrepios. -Comigo é a mesma coisa, não vejo por que não levar minha irmãzinha.
-Gosto que eles estejam tentando se entender.
-Sim.
Ela só conseguiu dizer isso porque por dentro estava gritando como uma louca e, além disso, aquela sensação de formigamento na vagina era muito desconfortável e irritante.
-Então devemos ir. Tenho uma reunião importante esta manhã. Pai, Mirella. -Eduardo volta sobre seus passos e sai de casa enquanto Marlyn fica pensando no que fazer.
-Filha, você está atrasada.
-Sim, sim, me desculpe...
Uma vez dentro do carro, Marlyn olhou pela janela, sentindo que a presença de Eduardo era muito poderosa, preenchendo todo o carro.
-Então você não queria vir comigo.
-Eu não quero ter que falar com você. Quanto menos eu falar, melhor.
-Isso não parece justo. O que sua mãe pensaria?
Ela cerrou os dentes; ele estava apenas a chantageando para seu próprio benefício. Ele era um canalha sem coração.
-Não sei por que você está fazendo isso.
Marlyn percebe que Eduardo está diminuindo a velocidade, o que a faz franzir a testa. Então ele para o carro, e é aí que ela fica muito, muito nervosa e ansiosa, sem saber por quê.
-O que você está fazendo? Eu tenho aula bem cedo e você tem uma reunião...
-Eu sou a chefe. Todos podem me esperar. -Ela o olha com o canto do olho, vislumbrando aqueles olhos castanhos.
-Por que você parou?
Eduardo olha para Marlyn, observa seu rosto mais de perto, e aquele rosto inocente é tão impressionante. Seu cabelo castanho preso em um rabo de cavalo alto e aquelas poucas sardas em seu rosto se destacam bastante, combinando perfeitamente com aqueles olhos cinzentos.
-Você é filha única? -Marlyn franze a testa e finalmente concorda. -Onde está seu pai?
-Ele abandonou minha mãe quando eu nasci, -Eduardo franze a testa, então ela era a protegida de Mirella.
O que significava que sua meia-irmã era virgem.
Ele sorri; a situação tinha ficado muito mais interessante do que antes.