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As súplicas do CEO de coração frio
img img As súplicas do CEO de coração frio img Capítulo 1 Não teme que Noreen se ofenda ao descobrir
1 Capítulo
Capítulo 6 Esse xale não combina com você img
Capítulo 7 Não há necessidade de me esperar esta noite img
Capítulo 8 Estou considerando pedir demissão img
Capítulo 9 A maioria das pessoas costuma bater antes de entrar img
Capítulo 10 Quanto antes, melhor img
Capítulo 11 Tão ansiosa para deixar o Grupo Evans img
Capítulo 12 Poderia me explicar o que está acontecendo aqui img
Capítulo 13 Caiden se encontrava ali também img
Capítulo 14 É bem provável que eu durma do lado de fora esta noite img
Capítulo 15 Vou ter certeza absoluta de que você entenda img
Capítulo 16 Será que podemos parar de discutir e resolver tudo isso img
Capítulo 17 Você me enoja, Caiden img
Capítulo 18 E o que mais eu poderia fazer img
Capítulo 19 Prestes a formalizar seu divórcio dele img
Capítulo 20 Não te devo coisa alguma img
Capítulo 21 Noreen, você é insuportavelmente chata img
Capítulo 22 Que tipo de jogo img
Capítulo 23 Senhor Evans, à nova vida de solteiro img
Capítulo 24 Você não tem apreço por Jessica img
Capítulo 25 Agarrando-se à própria recusa img
Capítulo 26 Noreen precisava urgentemente de um novo emprego img
Capítulo 27 Acha mesmo que a vovó te acolheu por compaixão img
Capítulo 28 Você arruinou a única coisa pela qual ele abriu mão img
Capítulo 29 Caiden já a amou de verdade img
Capítulo 30 Por que não deixo que fique com ela de uma vez img
Capítulo 31 Todas as vezes que ele acreditou que ela o compreenderia img
Capítulo 32 Noreen está com você img
Capítulo 33 Por que deixou de me amar img
Capítulo 34 Devemos encerrar este casamento img
Capítulo 35 Seguindo caminhos diferentes img
Capítulo 36 Novata, trate de resolver isso img
Capítulo 37 Uma despedida respeitosa antes do fim img
Capítulo 38 Os vestígios de Noreen haviam sumido img
Capítulo 39 Como ela pôde ser tão indiferente img
Capítulo 40 Jessica, isso é um completo absurdo img
Capítulo 41 Não vamos atrapalhá-los img
Capítulo 42 Não se envolva img
Capítulo 43 Vou te levar para casa img
Capítulo 44 Quando você vai se mudar img
Capítulo 45 O que fiz para te ferir assim img
Capítulo 46 Ajudando Nadia img
Capítulo 47 Vou apenas dar a ela migalhas img
Capítulo 48 A versão final elaborada pelo seu advogado img
Capítulo 49 Não tem mais nada para fazer img
Capítulo 50 Não consigo voltar esse mês img
Capítulo 51 Ele conseguia se teletransportar img
Capítulo 52 Está gostoso img
Capítulo 53 Minha esposa img
Capítulo 54 O motivo de Caiden ter aparecido img
Capítulo 55 Você é uma ingrata img
Capítulo 56 Caiden, quando é que essa tortura vai acabar img
Capítulo 57 Noreen quer se divorciar de você img
Capítulo 58 Aparecendo desta vez img
Capítulo 59 Solteira outra vez img
Capítulo 60 Caminhos diferentes img
Capítulo 61 Você sempre é minha família img
Capítulo 62 A gratidão de Nadia img
Capítulo 63 Você já a viu duas vezes img
Capítulo 64 Que coincidência inesperada! img
Capítulo 65 Mudaram tão rápido assim img
Capítulo 66 Ultrapassando os limites do aceitável img
Capítulo 67 Uma carona oferecida img
Capítulo 68 Você conhece Carla, não é img
Capítulo 69 Noreen voltaria a morar sob o mesmo teto img
Capítulo 70 Ela nunca mais voltaria img
Capítulo 71 Vá arrumar suas coisas img
Capítulo 72 Caiden se cansou dela img
Capítulo 73 Chapter 73 Aquele carro vale mais do que todos os nossos salários img
Capítulo 74 Por que não entrou img
Capítulo 75 A ofensa de Jessica img
Capítulo 76 O que ele não enxergara ao longo de todos os anos img
Capítulo 77 Uma luta na varanda img
Capítulo 78 Está querendo dizer que a culpa é minha img
Capítulo 79 O que ele havia feito por ela durante esses dois longos anos img
Capítulo 80 Ela nunca superou img
Capítulo 81 Se recomponha, Caiden img
Capítulo 82 Ele apenas não a amava img
Capítulo 83 Veio conferir se eu sobrevivi img
Capítulo 84 Nathan também vai img
Capítulo 85 Vestido com esmero img
Capítulo 86 O aniversário de Luca img
Capítulo 87 Visão limitada e egoísta img
Capítulo 88 Gregg sentiu seu otimismo desmoronar por completo img
Capítulo 89 Não hesite em me procurar img
Capítulo 90 Por que ele está aqui img
Capítulo 91 O senhor parece muito atencioso com a esposa alheia img
Capítulo 92 Vou me esforçar para ser menos agressivo img
Capítulo 93 Você é Carla img
Capítulo 94 É assim que você costuma consolar as pessoas img
Capítulo 95 É resistente como você img
Capítulo 96 Me solte, Caiden! img
Capítulo 97 Senti sua falta mais do que consigo expressar img
Capítulo 98 Sua esposa não procurou ninguém para pedir ajuda img
Capítulo 99 Noreen é Carla img
Capítulo 100 Você não é digna de nada! img
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As súplicas do CEO de coração frio

Autor: Rowan West
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Capítulo 1 Não teme que Noreen se ofenda ao descobrir

Às oito horas da noite, as sombras se alongavam pelas ruas, e o frio noturno avançava com uma severidade cortante.

Noreen Evans se encontrava sozinha à mesa de jantar, deslizando o dedo pela tela do celular sem real atenção. Os pratos à sua frente continuavam intactos, já completamente frios, o brilho inicial substituído por um aspecto pálido e sem vida.

Greta Johnson, a governanta, se aproximou com passos discretos e medidos e disse suavemente: "Senhora Evans, hoje é seu aniversário de casamento. Tenho certeza de que o senhor Evans regressará para casa esta noite. Provavelmente houve algum contratempo que o atrasou. Me permita aquecer o jantar para a senhora."

Noreen balançou a cabeça de forma sutil. "Não precisa se preocupar. Ele certamente já se alimentou em outro lugar."

A frieza da afirmação fez Greta hesitar por um instante, e uma expressão de entendimento cruzou seu rosto.

Em três anos de união, Noreen e Caiden Evans conviveram mais como conhecidos cordiais do que como marido e mulher. A leveza dos primeiros meses havia desaparecido há muito, substituída por visitas esporádicas e um silêncio cada vez mais incômodo.

Abandonando a mesa, Noreen subiu as escadas e se acomodou sobre a cama. Seu celular vibrou sem parar, inundado por uma sequência de mensagens em um grupo de conversa.

Movida pela curiosidade, ela tocou em uma delas.

A foto mostrava Caiden largado de maneira despretensiosa em um espaçoso sofá de couro. A gola de sua camisa estava desabotoada, revelando o contorno definido das clavículas, e as mangas dobradas até os antebraços. A postura relaxada emanava um tipo de charme ousadamente provocador.

Até a leve inclinação da cabeça e o olhar semicerrado transmitiam uma preguiçosa autoconfiança.

No canto da imagem, uma mão delicada se estendia em sua direção, segurando uma taça de vinho elevada. O gesto tinha uma intimidade evidente, como se brindasse exclusivamente a ele.

A respiração de Noreen falhou por um momento quando seu olhar desceu até o pulso daquela mão. A mão delicada era nitidamente feminina, e a pulseira de esmeraldas que adornava o pulso cintilava sob a iluminação - um acessório que ela conhecia bem demais.

Era uma joia pertencente à linhagem da família Evans, uma relíquia que um dia lhe fora destinada. Agora, enfeitava o braço de outra mulher.

Seus dedos se fecharam com força ao redor do aparelho quando uma nova notificação surgiu. Desta vez, se tratava de um vídeo.

Sem qualquer hesitação, ela o reproduziu, e uma voz suave ecoou pelos alto-falantes - melodiosa, afetada e com um timbre insinuante: "Você veio direto do aeroporto só para celebrar meu aniversário. Não teme que Noreen se ofenda ao descobrir? Por que não a convida também?"

Com uma expressão de escárnio sutil, Caiden deixou surgir um sorriso enviesado. "Não está receosa de que ela estrague a noite?"

Risos ecoaram entre os presentes.

Alguém zombou: "Ela nunca se encaixou muito bem conosco, para ser honesto. Provavelmente é melhor que se mantenha afastada."

Outro interveio em tom jocoso: "Caiden, quando foi a última vez que você viu Noreen? Aposto que passaria por ela na rua sem sequer notar."

Caiden girou lentamente o vinho em sua taça, com uma expressão indiferente. "Vê-la? Não mantemos proximidade suficiente para isso."

Outra voz rompeu a conversa: "Ah, vamos lá, vocês não são oficialmente casados?"

Caiden soltou uma risada baixa, repleta de sarcasmo. "Esse casamento é como uma garrafa de vinho azedo - o melhor é descartá-la."

A voz melodiosa de Jessica Dale soou, carregando um tom de falsa consideração: "Tudo bem... então não a convidaremos desta vez. Mas irei compensar isso para ela na próxima."

Noreen abaixou o celular, sentindo uma amargura profunda se enraizar em seu peito.

Que provocação mesquinha! Estavam todos reunidos em uma sala privada, mas ainda assim optaram por conversar no chat em grupo de um aplicativo - só para garantir que ela visse.

A maior parte das pessoas ali pertencia ao círculo social de Caiden, e Jessica era uma das poucas mulheres no grupo.

O único motivo pelo qual Noreen havia sido incluída era que a própria Jessica a adicionara.

Ela quase nunca participava das conversas, mas cada nova publicação envolvendo Caiden surgia em sua tela de qualquer forma. Onde quer que ele estivesse, Jessica invariavelmente aparecia por perto.

Horas depois, com a casa mergulhada em silêncio, Noreen permanecia deitada na cama, girando vagarosamente a aliança no dedo.

O frio do metal pressionava sua pele, penetrando até a parte mais vulnerável de seu coração.

Um peso sombrio se instalou em seu peito - não exatamente dor, mas denso o suficiente para tornar cada respiração lenta e fatigante.

Um nó inesperado subiu à sua garganta, e seus cílios tremeram na penumbra.

Dois anos de frieza constante haviam amortecido seus sentimentos, mas uma dor discreta se abriu em algum recanto esquecido, espalhando-se até inundar seu coração inteiro.

Virando-se de lado, ela pressionou o rosto contra o travesseiro.

A aliança roçou sua bochecha, e o toque gélido ecoou a mesma frieza distante que vinha de Caiden - serena e desapegada, como o brilho pálido do luar atravessando a janela.

O quarto pareceu prender a respiração com ela, enquanto os segundos se arrastavam.

De olhos fechados, ela ouviu apenas o ritmo constante de seu coração, cada batida nítida contra o silêncio absoluto.

Ela e Caiden haviam crescido entrelaçados, com suas vidas se cruzando desde a infância, muito antes de compreenderem o peso desse vínculo.

Aos quatorze anos, tudo desmoronou em um instante, quando seus pais morreram em um trágico acidente de carro, deixando-a órfã e herdeira de uma fortuna. Da noite para o dia, as pessoas que deveriam tê-la protegido se transformaram em predadores.

No funeral, os parentes não choraram, mas sim brigaram. As vozes se elevaram até se tornarem gritos, depois vieram os empurrões, e a confusão terminou com sirenes, luzes vermelhas pulsando e sangue manchando as roupas pretas de luto.

Ela permanecia afastada, uma figura pequena engolida pelo tumulto, os olhos arregalados e brilhantes de lágrimas que se recusavam a cair. A sensação de impotência a envolveu como um véu sufocante.

Naquele momento, Cheryl Evans, avó de Caiden, interveio por compaixão, abrindo os braços para acolher a menina assustada.

Nenhum contrato foi firmado, tampouco houve adoção oficial - Noreen foi simplesmente acolhida pela família Evans como uma hóspede delicada, alguém que jamais era plenamente integrada ao núcleo familiar.

Os anos iniciais deixaram cicatrizes profundas. Ela cresceu como uma criança reservada e vigilante, sempre ciente de que sua presença era tolerada por benevolência alheia.

Nos corredores da escola, murmúrios a acompanhavam constantemente. Línguas cruéis e imaturas não perdiam a oportunidade de lembrá-la do que ela já sabia com clareza - era apenas uma órfã.

Foi Caiden quem interveio naquela fase, afastando os agressores com firmeza e permanecendo ao seu lado sem hesitar.

Sob a proteção silenciosa dele, os estilhaços do coração frágil de Noreen começaram, pouco a pouco, a se recompor.

Com o tempo, o sentimento que nutria por ele se intensificou além de sua capacidade de contê-lo.

Consciente da disparidade entre os mundos deles, ela ocultara tais emoções no fundo do peito, onde ninguém pudesse encontrá-las.

Mas há três anos, Cheryl fora acometida por uma enfermidade grave. Em uma conversa íntima, revelara que sua maior preocupação era o futuro de Noreen e, contrariando as objeções dos demais familiares, organizara a união matrimonial entre ela e Caiden.

Na ocasião, Noreen se sentiu imensamente feliz.

Sua juventude sempre tivera Caiden como centro - ele fora gentil, inteligente, luminoso e infinitamente dedicado a ela. Então como ela não se sentiria tocada? Como seria possível não amá-lo?

Após o casamento, a ternura que ele demonstrava por ela pareceu ainda mais intensa.

Ele a levou a um fiorde célebre, onde permaneceram lado a lado ao romper do dia, envoltos no silêncio, enquanto a névoa matinal se espalhava sobre as águas como um delicado véu. Juntos, viajaram para terras montanhosas de outro país para contemplar o florescimento do urze, caminhando por horas através das vastas campinas varridas pelo vento, tingidas de violeta.

Quando a chuva fina começou a cair ao entardecer, ele ergueu a capa impermeável sobre a cabeça dela, permitindo que o sereno umedecesse seus próprios ombros.

De volta à pousada, uma lareira ardia intensamente. Ele se ajoelhou diante do fogo, limpando com cuidado o barro dos sapatos dela, enquanto a luz trêmula da chama delineava seu rosto em sombras e dourado.

Aquele primeiro ano parecia um devaneio - tão afetuoso, tão absurdamente caloroso - que, ao relembrá-lo agora, a memória trazia uma dor aguda, tornando o presente ainda mais difícil de suportar.

Antes mesmo de se casar com Caiden, Noreen já havia escutado boatos sobre um possível acordo matrimonial entre as famílias Evans e Dale. Naquela época, Jessica praticamente residia na propriedade da família Evans, passando dias inteiros no quarto de Caiden sem que ninguém parecesse se importar.

Contudo, como se o destino tivesse tomado um rumo inesperado, Jessica foi ao exterior, e o arranjo nupcial desapareceu das conversas, como se jamais tivesse sido cogitado.

A lembrança arrancou de Noreen um sorriso carregado de amargura.

Tudo começou a desmoronar depois da morte de Cheryl. Caiden se transformou repentinamente, seu calor sumindo sem deixar rastro, e os dois passaram a coexistir como completos estranhos sob o mesmo teto.

            
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