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Muçulmana Convertida - Um Sheik Em Minha Vida
img img Muçulmana Convertida - Um Sheik Em Minha Vida img Capítulo 4 Uma Mulher Quebrada
4 Capítulo
Capítulo 6 Desesperada img
Capítulo 7 Encantado img
Capítulo 8 Será Que Perdi O Contrato img
Capítulo 9 Propostas De Malucos img
Capítulo 10 Ela Colocou Tudo a Perder img
Capítulo 11 Termos de Gente Doida img
Capítulo 12 Teremos Um Médico Na Família img
Capítulo 13 Pessoalmente É Ainda Melhor img
Capítulo 14 Assinatura Do Contrato img
Capítulo 15 Começando o Cuidado img
Capítulo 16 Partida ao Desconhecido img
Capítulo 17 Bem Recebida img
Capítulo 18 Embrulha Esse Noivo Pra Viagem img
Capítulo 19 Iniciando as Cerimônias img
Capítulo 20 Casados img
Capítulo 21 Confrontada Com o Teste img
Capítulo 22 Lava Pés img
Capítulo 23 Como Se Fosse A Primeira Vez img
Capítulo 24 Criando Intimidade img
Capítulo 25 Lua de Mel Interrompida img
Capítulo 26 É Possível Tão Rápido img
Capítulo 27 Sim, Muito Rápido img
Capítulo 28 Tenho Direito de Ficar Feliz img
Capítulo 29 Mea Culpa img
Capítulo 30 Um Problema Chegando img
Capítulo 31 Plantando Semente Ruim img
Capítulo 32 Responsabilidade do Sheik img
Capítulo 33 Uma Estranha no Ninho img
Capítulo 34 A Dança Sensual img
Capítulo 35 Crise No Contrato img
Capítulo 36 Não Acredito Que Fui Tão Enganado img
Capítulo 37 O Jantar Que Mudou Tudo img
Capítulo 38 Ele é Perfeito img
Capítulo 39 Uma Bronca Ocidental img
Capítulo 40 Purgante Necessário img
Capítulo 41 Pessoa Ruim img
Capítulo 42 Um Plano Em Andamento img
Capítulo 43 O Sogro img
Capítulo 44 Tudo Por Minha Culpa img
Capítulo 45 Não estou bem da cabeça img
Capítulo 46 A Sogra img
Capítulo 47 Precisamos Fazer as Pazes img
Capítulo 48 Não Está Mais Em Perigo img
Capítulo 49 Como Entrei Nessa História img
Capítulo 50 Uma Boa Conversa img
Capítulo 51 Estou Surtando img
Capítulo 52 Bebê de Três Cabeças img
Capítulo 53 Nem Todo Homem, Mas Sempre Um img
Capítulo 54 Encontrando Alternativas img
Capítulo 55 Contra Ataque img
Capítulo 56 Jahech img
Capítulo 57 Muçulmana Convertida img
Capítulo 58 Combinação de Casal img
Capítulo 59 Cuidando de Quem Amo img
Capítulo 60 Ela Quer Outros Cuidados img
Capítulo 61 Plantando Semente Ruim img
Capítulo 62 Maldade img
Capítulo 63 O Que Foi Isso img
Capítulo 64 Manter A Luz Da Minha Casa img
Capítulo 65 Corroído de Ciumes img
Capítulo 66 Agindo no Desespero img
Capítulo 67 Não Dá Para Explicar img
Capítulo 68 Voltando Pra Casa img
Capítulo 69 Não Me Parecia Tão Grave img
Capítulo 70 Em Casa img
Capítulo 71 Conversa Indesejada, Mas Necessária img
Capítulo 72 Muitos Esclarecimentos img
Capítulo 73 O Cunhado img
Capítulo 74 Fui Mimado img
Capítulo 75 Eu Mereço! img
Capítulo 76 Desobediência Que Salva img
Capítulo 77 Um telefonema Decisivo img
Capítulo 78 Meu Filho Me Defendeu img
Capítulo 79 Brasileiros, não árabes img
Capítulo 80 Ele Viu Tudo img
Capítulo 81 Ainda Dou Um Caldo img
Capítulo 82 Roubaram Todos img
Capítulo 83 Cinco Filhos Para o S img
Capítulo 84 Tudo Desmoronando img
Capítulo 85 Não Quero Participar Disso img
Capítulo 86 Desagradável, Mas Necessário img
Capítulo 87 Preparação img
Capítulo 88 A Dúvida é Real img
Capítulo 89 Ela É Minha Pessoa img
Capítulo 90 Minha Luz img
Capítulo 91 Difícil Tarefa img
Capítulo 92 Resolvendo a Relação img
Capítulo 93 Maldade Não É Meu Número img
Capítulo 94 Já Pode Vir o Meteoro img
Capítulo 95 Filho de Chocadeira img
Capítulo 96 Manipulando Pensamento img
Capítulo 97 Se Resolvendo Com O Marido img
Capítulo 98 Desconfiança Se Alastrando img
Capítulo 99 O Absurdo de Uma Nova Gravidez img
Capítulo 100 Sem Nenhuma Consideração img
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Capítulo 4 Uma Mulher Quebrada

Letícia

"Descanse em paz." Essa seria a frase deixada em um túmulo de uma pessoa qualquer. O meu, se eu morresse hoje, seria: "Aqui jaz uma fodida".

Não tem frase melhor para definir a minha vida. Aos 25 anos de idade, quando a maioria das mulheres está por aí vivendo ou descobrindo o melhor do casamento, eu acabei de me divorciar, e dessa porra de relacionamento a única coisa boa foram meus filhos: um menino de 5 anos e uma recém-nascida de um mês.

Quando me casei com o Juliano, aos 18 anos, foi puramente para fugir de uma relação tóxica com a minha mãe. Sou a única menina, a filha do meio. Meu irmão Gustavo também saiu de casa aos 18 anos, mas não se casou; foi morar com a namorada e me deu um sobrinho, Jair, um ano mais velho do que o meu filho, Matheus. Meu irmão caçula, Gabriel, tinha 13 anos quando eu comecei a namorar com o Juliano, e eu 17. Aquele moleque era o meu terror. Mimado, cheio de frescuras, aprontava e colocava a culpa em mim.

Minha mãe não era ruim, só não sabia educar os filhos. Ela mesma era machista e achava que eu tinha que fazer tudo em casa, porque era tarefa de mulher, e homem não tinha que lavar as próprias meias fedidas. Eu achava um absurdo todos os machismos que ouvia dela, então, quando terminei o ensino médio, meti o pé.

Pelo meu pai, eu me casei. Ele era bem legal comigo, desconstruía algumas coisas que a minha mãe dizia, mas enfrentá-la mesmo, nada.

Eu nunca achei que ele fosse culpado de alguma coisa. Ele trabalhava demais para manter o padrão que nós tínhamos. Minha mãe quis construir uma casa enorme, com cinco quartos, um salão maior ainda nos fundos. Ela gostava de luxos, e o meu pai bancava todos eles.

Quando avisei que iria embora com o Juliano, ele disse que não gostaria que a única filha saísse de casa assim, como se fosse escorraçada. Então aceitei me casar, se ele aceitasse pegar o dinheiro da festa, vestido de noiva e todas essas frescuras e me dar para mobiliar a casa. Meu pai fez mais, e acabamos reformando três cômodos no quintal da Dona Josefa, mãe do Juliano. Nem banheiro tinha. Meu pai bancou tudo, eu escolhi meus móveis e lá fui eu, com a cara e a coragem, casada aos dezoito anos.

Engravidei logo nos primeiros meses e não pude cursar a faculdade, para a alegria da minha mãe, que achava que o papel da mulher era ficar em casa cuidando de tudo enquanto o marido saía para buscar o sustento.

As coisas não aconteceram bem assim. Quando estava perto do Matheus nascer, foi a primeira briga séria que tive com o Juliano, já que o menino não tinha nada, as contas da casa estavam todas atrasadas e a despensa, vazia.

Juliano se acomodou no pensamento de que os meus pais sempre nos socorreriam financeiramente. As nossas brigas começaram a partir daí, porque eu não me casei para continuar sendo sustentada pelo meu pai.

Quando o meu filho, Matheus, fez quatro anos, resolvi dar um basta em toda essa situação. Disse que ia trabalhar, que não ia mais passar fome com o meu filho. Então ele chamou a minha mãe para tirar as "besteiras" da minha cabeça.

E, nessa conversa, eu descobri que mais da metade do dinheiro que ele me dava para as despesas da casa, que eu tinha que rebolar e decidir o que pagar, vinha dos meus pais. Minha mãe disse que meu papel era apoiar o meu marido naquela fase ruim, em que ele estava desempregado.

Desempregado? Eu decidi então segui-lo e descobri onde ele passava o dia inteiro, dizendo que estava trabalhando. Pedi para a Dona Josefa ficar com o Matheus por algumas horas, e ela se recusou:

- Desculpa, Letícia. Mas não acho que no seu estado você precise estar passando por esse papel.

- Meu estado? Do que a senhora está falando?

- Ô, minha filha. Você está tão magrinha que nem percebeu que está grávida?

Levei um tempo para processar aquilo. Mas, no meu primeiro ultrassom, descobri que já estava com cinco meses, e desnutrida ainda por cima. Todo o dinheiro que eu podia dispor era para cuidar da alimentação do Matheus, enquanto eu passava dias sem comer para não faltar nada para ele.

Meu médico do pré-natal me disse que a desnutrição poderia ser um problema fatal para a minha bebê, prejudicando órgãos linfáticos, fígado, intestino e cérebro. A bebê estava abaixo do peso e, se estivesse desnutrida também, os danos seriam irreversíveis.

Quando fui conversar com o Juliano, ele me disse para fazer um aborto, porque não queria filho deficiente. Disse que não sabia nem como eu tinha engravidado de novo:

- Eu só não te deixei ainda, Letícia, porque minha mãe não vai me permitir trazer outra mulher para cá, mas essa casa é minha. Faz parte da herança que o meu pai deixou quando morreu e, assim que você for embora, vou trazer a minha mulher para morar aqui.

- Essa casa é tão minha quanto sua, Juliano. Somos casados em comunhão parcial de bens. E sua mulher sou eu.

- Já me informei. Como somos casados em comunhão parcial, você não tem direito a nada, porque a herança não entra na divisão. E a minha mulher está grávida também. Então eu sugiro que você pegue suas porras e vá embora. Você está feia, relaxada, cabelos ressecados. Faça um favor para nós dois e se manda.

- Você não pode fazer isso comigo.

Tentei segurá-lo pelo braço, mas ele puxou com força e me empurrou, me fazendo cair. Foi o meu filho que veio chorando me ajudar. Enquanto eu o via sair pela porta, tentei manter a calma para o Matheus se acalmar também. Quando consegui fazê-lo dormir, liguei para o meu pai.

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