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Muçulmana Convertida - Um Sheik Em Minha Vida
img img Muçulmana Convertida - Um Sheik Em Minha Vida img Capítulo 3 Acelerar a Obrigação
3 Capítulo
Capítulo 6 Desesperada img
Capítulo 7 Encantado img
Capítulo 8 Será Que Perdi O Contrato img
Capítulo 9 Propostas De Malucos img
Capítulo 10 Ela Colocou Tudo a Perder img
Capítulo 11 Termos de Gente Doida img
Capítulo 12 Teremos Um Médico Na Família img
Capítulo 13 Pessoalmente É Ainda Melhor img
Capítulo 14 Assinatura Do Contrato img
Capítulo 15 Começando o Cuidado img
Capítulo 16 Partida ao Desconhecido img
Capítulo 17 Bem Recebida img
Capítulo 18 Embrulha Esse Noivo Pra Viagem img
Capítulo 19 Iniciando as Cerimônias img
Capítulo 20 Casados img
Capítulo 21 Confrontada Com o Teste img
Capítulo 22 Lava Pés img
Capítulo 23 Como Se Fosse A Primeira Vez img
Capítulo 24 Criando Intimidade img
Capítulo 25 Lua de Mel Interrompida img
Capítulo 26 É Possível Tão Rápido img
Capítulo 27 Sim, Muito Rápido img
Capítulo 28 Tenho Direito de Ficar Feliz img
Capítulo 29 Mea Culpa img
Capítulo 30 Um Problema Chegando img
Capítulo 31 Plantando Semente Ruim img
Capítulo 32 Responsabilidade do Sheik img
Capítulo 33 Uma Estranha no Ninho img
Capítulo 34 A Dança Sensual img
Capítulo 35 Crise No Contrato img
Capítulo 36 Não Acredito Que Fui Tão Enganado img
Capítulo 37 O Jantar Que Mudou Tudo img
Capítulo 38 Ele é Perfeito img
Capítulo 39 Uma Bronca Ocidental img
Capítulo 40 Purgante Necessário img
Capítulo 41 Pessoa Ruim img
Capítulo 42 Um Plano Em Andamento img
Capítulo 43 O Sogro img
Capítulo 44 Tudo Por Minha Culpa img
Capítulo 45 Não estou bem da cabeça img
Capítulo 46 A Sogra img
Capítulo 47 Precisamos Fazer as Pazes img
Capítulo 48 Não Está Mais Em Perigo img
Capítulo 49 Como Entrei Nessa História img
Capítulo 50 Uma Boa Conversa img
Capítulo 51 Estou Surtando img
Capítulo 52 Bebê de Três Cabeças img
Capítulo 53 Nem Todo Homem, Mas Sempre Um img
Capítulo 54 Encontrando Alternativas img
Capítulo 55 Contra Ataque img
Capítulo 56 Jahech img
Capítulo 57 Muçulmana Convertida img
Capítulo 58 Combinação de Casal img
Capítulo 59 Cuidando de Quem Amo img
Capítulo 60 Ela Quer Outros Cuidados img
Capítulo 61 Plantando Semente Ruim img
Capítulo 62 Maldade img
Capítulo 63 O Que Foi Isso img
Capítulo 64 Manter A Luz Da Minha Casa img
Capítulo 65 Corroído de Ciumes img
Capítulo 66 Agindo no Desespero img
Capítulo 67 Não Dá Para Explicar img
Capítulo 68 Voltando Pra Casa img
Capítulo 69 Não Me Parecia Tão Grave img
Capítulo 70 Em Casa img
Capítulo 71 Conversa Indesejada, Mas Necessária img
Capítulo 72 Muitos Esclarecimentos img
Capítulo 73 O Cunhado img
Capítulo 74 Fui Mimado img
Capítulo 75 Eu Mereço! img
Capítulo 76 Desobediência Que Salva img
Capítulo 77 Um telefonema Decisivo img
Capítulo 78 Meu Filho Me Defendeu img
Capítulo 79 Brasileiros, não árabes img
Capítulo 80 Ele Viu Tudo img
Capítulo 81 Ainda Dou Um Caldo img
Capítulo 82 Roubaram Todos img
Capítulo 83 Cinco Filhos Para o S img
Capítulo 84 Tudo Desmoronando img
Capítulo 85 Não Quero Participar Disso img
Capítulo 86 Desagradável, Mas Necessário img
Capítulo 87 Preparação img
Capítulo 88 A Dúvida é Real img
Capítulo 89 Ela É Minha Pessoa img
Capítulo 90 Minha Luz img
Capítulo 91 Difícil Tarefa img
Capítulo 92 Resolvendo a Relação img
Capítulo 93 Maldade Não É Meu Número img
Capítulo 94 Já Pode Vir o Meteoro img
Capítulo 95 Filho de Chocadeira img
Capítulo 96 Manipulando Pensamento img
Capítulo 97 Se Resolvendo Com O Marido img
Capítulo 98 Desconfiança Se Alastrando img
Capítulo 99 O Absurdo de Uma Nova Gravidez img
Capítulo 100 Sem Nenhuma Consideração img
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Capítulo 3 Acelerar a Obrigação

Almir

Consegui enrolar meu pai por quase dez anos depois daquela conversa. Fiz pós-graduação, doutorado e alguns cursos também. Nesses dez anos, saí com centenas de ocidentais, de vários países diferentes, tentando encontrar aquela vontade de me casar com alguma. Mas nada aconteceu.

Soube que meu tempo havia se esgotado quando recebi a visita de minha tia Radija e do meu irmão mais velho, Fuad. Depois dos cumprimentos e abraços de saudade, Radija colocou a mesa para almoçarmos e fez a pergunta mais inusitada que eu poderia imaginar:

- Você continua fazendo suas orações cinco vezes por dia, Almir?

- Não, tia.

- Você ainda se sente um muçulmano, meu filho?

- Não, tia. Durante todos esses anos vivendo com os ocidentais, acredito que nossa cultura seja muito retrógrada.

- Não perguntei da nossa cultura, perguntei sobre a nossa religião.

- Nossa religião dita nossa cultura, tia. Porque tudo o que seguimos é o Alcorão. E aquela lei é retrógrada.

- O que é retrógrado para você, Almir?

- Vamos começar pelo fato de um muçulmano poder ter quatro mulheres. No Ocidente, isso é ilegal em qualquer cultura.

- Ilegal? Como um crime?

- Sim, ilegal como um crime, do mesmo jeito que um roubo ou algo do tipo.

- Entendo. E suponho que eles não punem os infratores, assim como um ladrão no Ocidente não tem a mão cortada.

- Lógico que os ladrões aqui não têm a mão decepada. Isso é uma barbaridade muçulmana.

- Você acha que o castigo para o ladrão é uma barbaridade, Almir? Mas em nosso país, quando alguém é pego roubando e tem testemunhas, lhe cortam a mão. É um castigo duro? Claro que é. Mas quem infringe a lei tem que ser punido. Mas o melhor dessa punição são as vítimas. Porque, quando encontramos alguém sem a mão, sabemos que é um ladrão. Não lhe damos a oportunidade de nos roubar. E aqui, Almir? Como vocês reconhecem o ladrão para ficar longe dele?

- Tudo bem, pode não ser uma barbaridade. Mas o que você quer que façam com o homem que for pego com mais de uma esposa? Lhe cortem as genitálias?

- Não sobrariam mais homens para a população feminina no Ocidente, Almir.

- Tia, já disse que é um crime. Apenas uma pequena porcentagem da população se arrisca a cometer bigamia.

- Engano seu, Almir. Os ocidentais acham um absurdo o homem tomar quatro mulheres por esposas, se casar com elas, dar nome, posição social e sustento, reconhecer todos os filhos dessas esposas e dedicar a mesma atenção, carinho e cuidado para cada uma. Mas acham natural tomar uma por esposa e várias outras com conjunção carnal e infidelidade.

- Tem uma brasileira trabalhando lá em casa. Ela vive cantando uma música. Não sei como se pronuncia, mas seu pai disse que a letra fala que amante não tem lar. Ele teve que me explicar o que é amante. Você sabe o que é amante, Almir?

- Sei, tia. Mas...

- Mas não quer me explicar. Faruk me disse que amante é esposa de cama. Por isso a música diz que amante não tem lar. Ela não tem casa nem direitos. O marido não a sustenta nem tem obrigação. Se ela tiver filhos com ele, nem são reconhecidos, a família não conhece, ela não pode se sentar à mesa com a primeira esposa, que na maioria das vezes nem sabe da existência dela. E pior, não são como as três esposas, que são fixas e respeitadas, porque o marido não pode ser infiel. Essas esposas de cama, sem direitos, podem ser trocadas de tempos em tempos, de um dia para o outro até.

- Eu entendi aonde você quer chegar, pare. Eu sei o que é amante, já te disse. - Eu já estava começando a ficar aborrecido com aquela conversa.

- Você tem um monte de esposas de cama, Almir. Está na hora de voltar para casa e ter a oficial, voltar para a sua cultura retrógrada, assumir uma esposa só e se dedicar a ela. Se não se apaixonou por ninguém nesse tempo todo, melhor ainda. A maioria dos muçulmanos combina seu casamento sem conhecer a esposa. Se quer casar com uma ocidental, encontre logo. Seu pai colocou a quarta ponte de safena no mês passado.

- Quarta? Por que ninguém me contou?

- Faruk não deixou. Disse que, se contassem que ele está doente, você poderia achar que ele está te manipulando.

- Faça o que tem que fazer, Almir. Seu pai é muito importante para mim.

Minha tia foi embora, e eu marquei uma saída com uma brasileira negra, gostosa pra caramba, que fazia o curso comigo.

- Eu já falei para você casar comigo, eu faço uma feijoada maravilhosa.

- Não comemos carne de porco, Madalena. Mas você está disposta a largar a sua volta ao mundo para casar, ter filhos e usar o lenço para sempre?

- Para sempre é muito tempo, Almir. Mas você não quer se casar com ninguém. Você pode devolver a noiva, por que não faz um contrato de casamento?

- O quê? Eu brigo com meu povo por decisões retrógradas e você agora quer que eu me case por contrato?

- Pensa, Almir. Você quer voltar para casa, vem se preparando há anos para assumir os negócios do seu pai. É grato a ele por ter te permitido encontrar uma mulher que te agrade, mas não rolou porque seu problema é com esposa e com o formato dos casamentos na sua cultura. Se você contratar uma pessoa, seu pai vai pagar, porque vocês pagam o dote da mulher. Faça o acordo, leve-a para lá e vocês serão felizes. Coloque um filhinho nela e, depois que o herdeiro nascer, mande-a fazer alguma coisa para você repudiá-la.

- E onde vou encontrar uma mulher que aceite isso, Madalena? Casar-se sabendo que depois que gerar vai ser devolvida?

- Você pode se surpreender com a quantidade de mulheres que fazem qualquer coisa por dinheiro no mundo todo. Posso te citar vários exemplos: barriga de aluguel aqui nos Estados Unidos. Mulheres que fazem inseminação artificial para vender os bebês...

- Não quero essas mercenárias.

- Então encontre uma com problemas financeiros, que vai ficar grata por fazer isso por você.

- Onde, criatura?

- Chat de relacionamento é um bom lugar.

- É mesmo, e eu crio um perfil com a descrição: procuro uma mulher para se casar comigo e eu devolvo em dois ou três anos?

- Claro que não. Vai atrair mercenárias. Crie um perfil normal, mas de preferência com um nome falso. Qualquer pesquisa na internet vai te denunciar. Depois vá conversando com várias mulheres. Tenho certeza de que, quando encontrar a certa, vai saber.

Embarquei nessa loucura. Madalena me ajudou. Fiz perfis em português, francês, italiano, inglês, árabe e espanhol, as línguas que falo fluentemente e consigo manter uma conversação. Madalena acompanhava as conversas e descartava todas que achava que não estavam em meu perfil. Depois de quinze dias, descartamos essa ideia. Faltava pouco mais de um mês para terminar meu curso e eu voltar para casa. Não podia mais perder tempo com aquilo. Me conformei em voltar e casar com uma muçulmana. Tudo para não deixar meu pai morrer sem me ver cumprindo a promessa que lhe fiz.

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