Gênero Ranking
Baixar App HOT
O Segredo da Nova Babá do CEO
img img O Segredo da Nova Babá do CEO img Capítulo 4 A madrugada e as câmeras
4 Capítulo
Capítulo 10 A dívida de sangue img
Capítulo 11 A nova jaula img
Capítulo 12 Ecos do trauma img
Capítulo 13 O dojo img
Capítulo 14 Invasão de privacidade img
Capítulo 15 O predador no vapor img
Capítulo 16 A víbora img
Capítulo 17 Dormindo com o inimigo img
Capítulo 18 Terapia de choque img
Capítulo 19 A voz da inocência img
Capítulo 20 Mãos livres img
Capítulo 21 Espionagem corporativa img
Capítulo 22 O jantar de negócios img
Capítulo 23 A armadilha da víbora img
Capítulo 24 O preço da verdade img
Capítulo 25 Invasão reversa img
Capítulo 26 Sincronia de sangue img
Capítulo 27 O preço do ar img
Capítulo 28 Instinto primitivo img
Capítulo 29 A amadora armada img
Capítulo 30 O interrogatório img
Capítulo 31 O cadáver no pátio img
Capítulo 32 A suíte presidencial img
Capítulo 33 Monstros debaixo da cama img
Capítulo 34 A burocracia da mentira img
Capítulo 35 Inimigos íntimos🌶️ img
Capítulo 36 O vestido da discórdia img
Capítulo 37 O tapete vermelho img
Capítulo 38 O jogador nº 3 img
Capítulo 39 A dança da distração img
Capítulo 40 O lance de cinquenta milhões img
Capítulo 41 O cofre humano img
Capítulo 42 Diamantes e impressão img
Capítulo 43 O trajeto infernal img
Capítulo 44 Preliminares de guerra img
Capítulo 45 A nova digital img
Capítulo 46 Café da manhã com algemas invisíveis img
Capítulo 47 O cavalo de tróia img
Capítulo 48 A revista do coelho img
Capítulo 49 A engenharia da fuga img
Capítulo 50 A última ceia img
Capítulo 51 O fantasma do hotel img
Capítulo 52 Queima de arquivo img
Capítulo 53 O predador acorda img
Capítulo 54 Fogo cruzado img
Capítulo 55 A escolha img
Capítulo 56 O retorno img
Capítulo 57 A manhã seguinte img
Capítulo 58 A sala de guerra img
Capítulo 59 A cicatriz invisível img
Capítulo 60 O perigo da calmaria img
Capítulo 61 O jogo de espelhos img
Capítulo 62 O martelo e o bisturi img
Capítulo 63 O ensaio geral img
Capítulo 64 Show em Wall Street img
Capítulo 65 O falso triunfo img
Capítulo 66 A bomba atômica digital img
Capítulo 67 O gatilho morto img
Capítulo 68 O convite do rato img
Capítulo 69 A isca e o anzol img
Capítulo 70 A Rainha fica img
Capítulo 71 O preço da cabeça da Rainha img
Capítulo 72 A queda da fortaleza de vidro img
Capítulo 73 Um passeio em família img
Capítulo 74 O santuário de ferro img
Capítulo 75 O coração traidor img
Capítulo 76 Nas sombras img
Capítulo 77 Emboscada img
Capítulo 78 Sangue no mármore img
Capítulo 79 O coelho na toca img
Capítulo 80 A chuva de pedra img
Capítulo 81 O arquiteto da dor img
Capítulo 82 O sacrifício img
Capítulo 83 O anjo da morte img
Capítulo 84 A cavalaria img
Capítulo 85 O peso da vida img
Capítulo 86 O funeral no papel img
Capítulo 87 A síndrome da paz img
Capítulo 88 O santuário em construção img
Capítulo 89 A chave do meu coração img
Capítulo 90 A união img
Capítulo 91 Mãos leves em Positano img
Capítulo 92 O rei de copas em uma jaula de papel img
Capítulo 93 Rotina de alto risco img
Capítulo 94 Código azul img
Capítulo 95 Lembranças ruins img
Capítulo 96 A arte do caos img
Capítulo 97 O grito da vida img
Capítulo 98 O primeiro aniversário img
Capítulo 99 Relíquias img
Capítulo 100 O roubo perfeito img
img
  /  1
img

Capítulo 4 A madrugada e as câmeras

O quarto de Luna parecia uma jaula dourada com cheiro de lavanda e talco.

Eram 3 da manhã. A tempestade lá fora havia passado, deixando apenas um silêncio opressor sobre Manhattan. Luna dormia pesadamente, abraçada ao Sr. Orelhas. Jinx, no entanto, estava acordada, sentada no chão, sentindo as paredes se fecharem ao seu redor.

A claustrofobia arranhava sua garganta. Ela estava acostumada a pular de prédios em Xangai, a correr de motos em becos de Paris. Ficar trancada num quarto rosa pastel, sem celular, sem ferramentas e vigiada por um bilionário paranoico estava testando sua sanidade.

- Preciso me mexer ou vou gritar - sussurrou para o nada.

Ela olhou para o canto superior do quarto. Uma luzinha vermelha piscava na escuridão.

Uma câmera de segurança de última geração, lente olho de peixe e sensor infravermelho.

Pisc. Pisc.

Aeron estava assistindo. Homens como ele - predadores de terno - não dormiam. Eles vigiavam. Ele provavelmente estava no escritório blindado, cercado por monitores, esperando ela dar um único passo em falso para acionar aqueles malditos cães robóticos.

Ela precisava encontrar o ponto cego. Todo sistema tem um. É física básica.

Jinx levantou-se e caminhou pelo quarto, fingindo alongar as costas, mas seus olhos amendoados calculavam ângulos e refrações.

Ali. Atrás do guarda-roupa de carvalho maciço, havia uma sombra triangular projetada pela estante de livros. Um metro quadrado de escuridão onde a lente não alcançava.

Jinx deslizou para a sombra. O alívio de estar "invisível" foi quase orgástico.

Ela precisava queimar aquela adrenalina antes que explodisse. Apoiou uma mão no chão, esticou o corpo e começou a fazer flexões de um braço só.

- Um... dois... três... - O esforço físico limpava sua mente do cheiro de Aeron. - Dez... vinte...

- O que você tá fazendo?

Jinx congelou no meio do movimento. Girou a cabeça. Luna estava sentada na cama, esfregando os olhinhos inchados. A menina a observava com curiosidade genuína, iluminada apenas pela luz fraca do abajur de nuvem.

Jinx suspirou e sentou-se no chão, limpando o suor que cobria sua testa.

- Shhh. - Jinx colocou o dedo nos lábios. - É segredo. Babás ninjas precisam treinar.

Luna saiu da cama e caminhou até ela, os pezinhos descalços afundando no tapete. A menina tentou imitar o movimento de flexão e caiu de cara no chão fofo.

Jinx riu baixinho. Uma risada verdadeira, sem a falsidade da personagem "Sarah".

- Não, pequena. Assim você vai quebrar o nariz. - Ela puxou a menina para o colo. - Escuta, Luna. O mundo lá fora é chato e... perigoso.

Sem pensar, Jinx começou a ensinar sinais de sobrevivência, não joguinhos. Se ela ia ficar presa ali, o mínimo que podia fazer era garantir que a menina soubesse pedir ajuda caso os inimigos de Aeron atacassem (de novo).

- Se você precisar de ajuda e não puder falar... Se tiver alguém mau por perto... - Jinx pegou a mãozinha de Luna. Ela dobrou o polegar da menina para dentro da palma e fechou os quatro dedos sobre ele. - Você faz isso. É o sinal de "Perigo". Ninguém vai perceber, mas eu vou ver.

Luna imitou o gesto, os olhos brilhando. Para ela aquilo era um jogo secreto. Para Jinx, era um protocolo internacional de extração de reféns.

- Isso. E se você precisar que eu venha correndo... - Jinx ia ensinar o segundo sinal, mas parou.

A maçaneta girou. O clique da fechadura soou como um tiro no silêncio da madrugada, assustando Jinx e Luna.

A porta se abriu e Aeron preencheu o batente. Ele parecia ainda maior na penumbra, uma silhueta de ombros largos e tensão acumulada. Ele segurava um tablet na mão, a luz da tela iluminando seu rosto de baixo para cima, dando-lhe uma aparência demoníaca.

O "ponto cego" na tela dele estava vazio e ele já sabia disso.

- O que está acontecendo aqui? - perguntou com a voz rouca de sono e suspeita.

Luna correu para trás de Jinx, agarrando a calça de pijama dela.

Aeron viu o movimento. O rosto dele endureceu, a mandíbula travando. A rejeição da filha doía visivelmente nele, uma ferida aberta que Jinx cutucava sem querer.

- Ela teve um pesadelo - Jinx mentiu rápido, colocando-se fisicamente entre o pai e a filha. - Eu estava ensinando... teatro de sombras para acalmá-la.

Aeron deu um passo para dentro do quarto, ignorando a desculpa esfarrapada. Ele olhou para as mãos de Luna, que espreitavam por trás da perna de Jinx. A menina, nervosa com a presença imponente e irritada do pai, fez o sinal que aprendeu instintivamente.

Polegar dobrado. Dedos fechados.

Aeron parou. Os olhos dele focaram na mão da filha como uma águia avistando a presa. Ele era dono de uma empresa de segurança militar. Ele conhecia códigos de socorro universais.

Ele avançou sobre Jinx, forçando-a a recuar até bater as costas na madeira fria do guarda-roupa. Ele invadiu o espaço dela, o cheiro de homem e perigo sufocando o ar. Ele apoiou uma mão ao lado da cabeça dela, encurralando-a.

- Que sinal é esse? - perguntou com o tom baixo e ameaçador, a boca a centímetros da orelha dela. - O que você está ensinando a ela, Sarah?

Jinx sentiu o coração na garganta. Ele sabia.

- É... é um coelhinho na toca - ela disparou, forçando um sorriso inocente que não chegou aos olhos. - O polegar é o coelho, os dedos a toca. É lúdico. Serve para acalmar a ansiedade.

Aeron não comprou a mentira. Ele aproximou o rosto do dela. Jinx podia ver as manchas douradas na íris dele. Podia sentir o calor que irradiava da pele dele, furioso e vivo.

- Coelhinho na toca... - ele repetiu, sarcástico. - Engraçado. Na Marinha, chamamos isso de Sinal de Violência Doméstica ou Perigo Iminente.

Jinx travou a respiração.

- Amanhã vamos ao parque - ele sussurrou, e não parecia um convite. Parecia uma sentença. - Quero ver como você lida com ela fora destas quatro paredes. E mais uma coisa, Sarah.

- Sim? - a voz dela falhou.

- Eu vejo tudo. Não existem pontos cegos na minha casa. Se eu vir mais algum "sinal secreto" ou código que eu não reconheça... você vai descobrir que invadir minha propriedade foi o menor dos seus erros.

Ele se afastou, deixando um vácuo frio onde seu corpo quente estava.

- Boa noite.

Aeron saiu e fechou a porta.

Jinx soltou o ar que nem sabia que estava prendendo. Suas pernas tremeram, fazendo-a deslizar até o chão.

- Ele sabe - sussurrou para a escuridão, puxando Luna para um abraço. - Ele sabe que sou uma fraude. Ele só está esperando eu dar o primeiro passo em falso para atacar.

[FIM DO CAPÍTULO]

.

.

.

Curiosidade da Jinx: Ela aprendeu esses sinais na prisão juvenil em Macau, quando tinha 14 anos. É uma linguagem universal entre "profissionais" do submundo e militares. O fato do Aeron reconhecer diz muito sobre o passado dele também, não acham?

Nota da autora: Estou arrepiada! O Aeron reconheceu o sinal de "Perigo Iminente" da Marinha. Esse homem não é só um CEO, ele é uma máquina de guerra. A Jinx achou que estava lidando com um rico mimado e caiu na cova dos leões. 🦁

Vocês acham que a obsessão dele em vigiar as câmeras é proteção ou controle doentio?

Deixem um 📹 se vocês também estariam paranoicas nesse quarto!

Preparem-se: O passeio no parque vai sair do controle e alguém do passado da Jinx vai dar as caras. Vejo vocês lá!

Ravenna V.

Anterior
            
Próximo
            
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022