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O Segredo da Nova Babá do CEO
img img O Segredo da Nova Babá do CEO img Capítulo 6 Delírios e diamantes
6 Capítulo
Capítulo 10 A dívida de sangue img
Capítulo 11 A nova jaula img
Capítulo 12 Ecos do trauma img
Capítulo 13 O dojo img
Capítulo 14 Invasão de privacidade img
Capítulo 15 O predador no vapor img
Capítulo 16 A víbora img
Capítulo 17 Dormindo com o inimigo img
Capítulo 18 Terapia de choque img
Capítulo 19 A voz da inocência img
Capítulo 20 Mãos livres img
Capítulo 21 Espionagem corporativa img
Capítulo 22 O jantar de negócios img
Capítulo 23 A armadilha da víbora img
Capítulo 24 O preço da verdade img
Capítulo 25 Invasão reversa img
Capítulo 26 Sincronia de sangue img
Capítulo 27 O preço do ar img
Capítulo 28 Instinto primitivo img
Capítulo 29 A amadora armada img
Capítulo 30 O interrogatório img
Capítulo 31 O cadáver no pátio img
Capítulo 32 A suíte presidencial img
Capítulo 33 Monstros debaixo da cama img
Capítulo 34 A burocracia da mentira img
Capítulo 35 Inimigos íntimos🌶️ img
Capítulo 36 O vestido da discórdia img
Capítulo 37 O tapete vermelho img
Capítulo 38 O jogador nº 3 img
Capítulo 39 A dança da distração img
Capítulo 40 O lance de cinquenta milhões img
Capítulo 41 O cofre humano img
Capítulo 42 Diamantes e impressão img
Capítulo 43 O trajeto infernal img
Capítulo 44 Preliminares de guerra img
Capítulo 45 A nova digital img
Capítulo 46 Café da manhã com algemas invisíveis img
Capítulo 47 O cavalo de tróia img
Capítulo 48 A revista do coelho img
Capítulo 49 A engenharia da fuga img
Capítulo 50 A última ceia img
Capítulo 51 O fantasma do hotel img
Capítulo 52 Queima de arquivo img
Capítulo 53 O predador acorda img
Capítulo 54 Fogo cruzado img
Capítulo 55 A escolha img
Capítulo 56 O retorno img
Capítulo 57 A manhã seguinte img
Capítulo 58 A sala de guerra img
Capítulo 59 A cicatriz invisível img
Capítulo 60 O perigo da calmaria img
Capítulo 61 O jogo de espelhos img
Capítulo 62 O martelo e o bisturi img
Capítulo 63 O ensaio geral img
Capítulo 64 Show em Wall Street img
Capítulo 65 O falso triunfo img
Capítulo 66 A bomba atômica digital img
Capítulo 67 O gatilho morto img
Capítulo 68 O convite do rato img
Capítulo 69 A isca e o anzol img
Capítulo 70 A Rainha fica img
Capítulo 71 O preço da cabeça da Rainha img
Capítulo 72 A queda da fortaleza de vidro img
Capítulo 73 Um passeio em família img
Capítulo 74 O santuário de ferro img
Capítulo 75 O coração traidor img
Capítulo 76 Nas sombras img
Capítulo 77 Emboscada img
Capítulo 78 Sangue no mármore img
Capítulo 79 O coelho na toca img
Capítulo 80 A chuva de pedra img
Capítulo 81 O arquiteto da dor img
Capítulo 82 O sacrifício img
Capítulo 83 O anjo da morte img
Capítulo 84 A cavalaria img
Capítulo 85 O peso da vida img
Capítulo 86 O funeral no papel img
Capítulo 87 A síndrome da paz img
Capítulo 88 O santuário em construção img
Capítulo 89 A chave do meu coração img
Capítulo 90 A união img
Capítulo 91 Mãos leves em Positano img
Capítulo 92 O rei de copas em uma jaula de papel img
Capítulo 93 Rotina de alto risco img
Capítulo 94 Código azul img
Capítulo 95 Lembranças ruins img
Capítulo 96 A arte do caos img
Capítulo 97 O grito da vida img
Capítulo 98 O primeiro aniversário img
Capítulo 99 Relíquias img
Capítulo 100 O roubo perfeito img
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Capítulo 6 Delírios e diamantes

A chuva caía sobre Manhattan como se o céu tivesse decidido punir a cidade. Dentro do elevador privativo da Torre Vale, o silêncio era gelado, quebrado apenas pelo bater rítmico dos dentes de Jinx.

Não era apenas frio. Seu corpo tinha entrado em colapso.

Jinx conhecia a fisiologia do próprio corpo melhor que qualquer médico. A descarga massiva de adrenalina no parque, seguida pela queda de temperatura e o esforço físico extremo, gerou um curto-circuito no seu sistema nervoso. Hiperpirexia reativa. Seu corpo estava queimando para matar qualquer infecção e forçar o descanso que ela negava a si mesma há dias.

- Você está tremendo - a voz de Aeron preencheu o cubículo de metal. Ele não olhou para ela; olhava para o reflexo dela nas portas polidas.

- É só... um resfriado, Sr. Vale. - Jinx tentou a voz doce de "Sarah", mas saiu como um grasnado rouco. - Minha imunidade é patética.

- Ninguém treme assim por um resfriado. Você parece estar entrando em choque.

Maldito seja esse homem.

O elevador parou. A gravidade puxou o estômago de Jinx para o chão. Quando as portas se abriram para o calor da cobertura, o contraste térmico foi o golpe final. Ela começou a perder a visão periférica. Pontos pretos dançavam na frente do mármore branco que estava na sua frente.

- Luna... - ela sussurrou, o instinto protetor sendo a última coisa a desligar.

- A Sra. Potts a levou para o banho. - Aeron deu um passo para fora, depois parou. Ele se virou, vendo a "babá" oscilar perigosamente sobre os tênis encharcados.

Jinx tentou dar um passo. Suas pernas, antes molas de aço capazes de derrubar mercenários, viraram água. O chão inclinou.

Ela não sentiu o impacto. Sentiu braços fortes, quentes e firmes, impedindo que seu crânio rachasse no piso.

- Sarah!

A escuridão a engoliu.

**************************************************************************************************************

O fogo estava em toda parte.

Jinx se debatia contra os lençóis de seda. Em seu delírio febril, ela não estava em Nova York. Estava num contêiner em Kiev, sangrando após o roubo dos diamantes Romanov, esperando a extração que atrasou três horas.

- O código... 7-7-9... corta o azul... - ela gemia, virando a cabeça no travesseiro encharcado. - Não é vidro... é real... tirem isso de mim...

Algo gelado tocou sua nuca. Um choque que a fez arfar e abrir os olhos abruptamente.

O teto era alto demais para um contêiner. O cheiro era limpo demais.

- Beba.

A ordem veio de cima. Jinx piscou, tentando focar a visão. Aeron estava sentado na beirada da cama, a camisa social desabotoada, mangas arregaçadas, segurando um copo com um líquido turvo.

Ele parecia exausto. E perigosamente atento.

- O que... - Jinx tentou se sentar, mas ele a empurrou de volta contra os travesseiros com uma facilidade humilhante.

- Soro caseiro reforçado. Sal, açúcar e eletrólitos. Você desidratou. Estava com febre de 39 graus. - Ele encostou a borda do copo nos lábios secos dela. - Beba tudo, ou eu enfio goela abaixo. Eu não vou ter uma morte por negligência na minha casa.

Jinx bebeu. O gosto era horrível, salgado e doce demais, mas seu corpo absorveu aquilo como terra seca absorve a chuva. Seu cérebro começou a reiniciar.

Ela olhou ao redor. Era o quarto dele. Tudo era cinza, masculino e minimalista. E ela... ela estava apenas de camiseta e calcinha sob o lençol na cama king size. Suas roupas molhadas estavam numa pilha no canto.

O pânico foi um tiro de adrenalina. Ele viu as cicatrizes? Ele viu a marca de faca na coxa?

- Eu... eu falei alguma coisa? - ela perguntou, a voz fraca, mas a mente afiada.

Aeron deixou o copo na mesa de cabeceira, ao lado de sua indispensável pistola 9mm.

- Falou sobre códigos. Fios azuis. E diamantes que não eram de vidro. - Ele inclinou o corpo para frente, invadindo o espaço dela. Seus olhos varriam o rosto dela procurando uma falha. - Você tem sonhos muito caros para uma babá, Sarah.

Pensa rápido, Jinx. Pensa rápido.

- Videogame - ela soltou, sustentando o olhar dele. - Jogos de escape. Eu estava na fase final quando... quando fiquei doente um tempo atrás. Eu jogo para desestressar.

Aeron soltou uma risada curta, seca, sem humor.

- Videogame. Claro. Isso explica por que seu corpo é coberto de hematomas antigos e cicatrizes? Caiu do sofá jogando?

Jinx gelou.

- Eu sou desastrada, Sr. Vale. O senhor viu no parque. Eu caio muito.

- Você cai com estilo demais. E se recupera rápido demais. - Ele se levantou, caminhando até a poltrona no canto do quarto. - A febre baixou. Foi uma exaustão térmica aguda. Seu corpo desligou para se proteger e agora reiniciou. Como uma máquina.

Ele se sentou na poltrona, pegando um tablet, mas mantendo a arma ao alcance da mão.

- Durma. Amanhã temos o baile de gala da empresa. E você vai comigo.

- O quê? Eu não... eu não posso...

- Você vai. Preciso de alguém para cuidar de Luna durante o evento, e a Sra. Potts está doente. Além disso... - Ele lhe lançou um olhar sombrio. - Quero você onde eu possa ver.

Jinx fechou os olhos, fingindo dormir, mas monitorando a respiração dele.

Ele sabe. Ele não tem certeza do quê, mas sabe que sou uma fraude.

Horas se passaram. O ritmo da respiração de Aeron mudou. Tornou-se profunda e pesada.

Jinx abriu os olhos. O relógio digital do criado mudo marcava 04:00 da manhã. Seu corpo doía, mas a febre havia sumido completamente, lavada pelo suor e pelo soro que ele a forçou a beber. Ela estava fraca, mas funcional. Era o suficiente.

Ela deslizou para fora das cobertas. O tapete abafou seus passos.

Aeron estava dormindo na poltrona, a cabeça tombada para o lado, a boca levemente entreaberta. Sua arma brilhava na mesa ao lado dele.

E, pendurado no encosto da cadeira onde ele jogou a calça, estava o cartão magnético mestre.

Era a chance perfeita. Pegar o cartão, ir ao escritório, roubar o chip e sumir.

Jinx estendeu a mão. Seus dedos pairaram sobre o peito dele, a centímetros do cartão. O calor que emanava dele era magnético.

Pegue isso logo e corre. Ele é o inimigo.

Mas então, Aeron se mexeu no sono, franzindo a testa numa expressão de dor, murmurando um nome que não era o da esposa falecida.

- Sarah...

Jinx travou. O som do nome falso nos lábios dele soou íntimo, possessivo. Pela primeira vez na vida, alguém cuidou dela. Ele não chamou um médico para despachá-la; ele ficou ali, vigiando a febre, dando água na boca dela.

A mão dela, em vez de pegar o cartão, traçou o ar acima da cicatriz na sobrancelha dele.

- Você é um idiota, Aeron Vale - ela sussurrou para a escuridão. - Baixou a guarda para a raposa dentro do galinheiro.

Ela recolheu a mão. Não podia roubá-lo hoje. Não quando ele a salvou. Era uma questão de honra entre ladrões... ou talvez fosse algo muito mais perigoso.

Ela voltou para a cama, virando de costas para ele.

O roubo aconteceria na festa. Quando ele estivesse de terno, arrogante e acordado. Roubar um homem que cuidou dela enquanto ela dormia... isso nem Jinx conseguia fazer.

[FIM DO CAPÍTULO]

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Nota da autora: EU VOU SURTAR! A Jinx tinha a faca e o queijo na mão. O Aeron estava dormindo, vulnerável. Ela podia ter pego a arma e fugido, mas o coração traidor falou mais alto. 💔

Isso foi fraqueza ou humanidade?

Deixem um 🌡️ se a temperatura subiu aí também!

Alerta de Spoiler: O próximo capítulo é o Baile de Gala. Preparem os vestidos (e as armas), porque a nossa "Sarah" vai ter que brilhar e roubar ao mesmo tempo. Adicionem na biblioteca!

Ravenna V.

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