Mas eu não quero ser capacho de mulher nenhuma e quando se ama de verdade, acaba virando um cachorrinho, eu não quero isso, não sirvo para ser domado por ninguém. Nunca, nem por essa coisinha linda à minha frente.
- Scusa, não nos apresentamos sou Marco, e esse é meu irmão Matteo Bellini! - meu irmão falou, sem desviar os olhos da garota.
Ele não conseguia disfarçar seu interesse, devorava a garota com os olhos, ela parecia notar isso e ficava muito sem graça, muito linda aliás, com as bochechas e a ponta do nariz vermelhinho, uma gracinha, parecia uma pintura de tão bela, e as sardas que ela tinha eram muito fofas.
Porra, ta louco, Matteo? Eu me repreendi mentalmente por estar com esses pensamentos bobos, eu nunca pensei tão carinhosamente em mulher alguma, eu só queria foder e pronto.
Agora estou pensando essas idiotices que com certeza, vinha de Marco. Desviei meu olhar dela, me achando um idiota, eu sou o capo da máfia, não tenho sentimentos por ninguém, foi assim que fui ensinado e gosto de ser assim, e ninguém vai mudar isso, nem que eu tenha que matar essa garota para não vê-la nunca mais, ninguém vai me fazer ter sentimentos bobos e inúteis.
- Sou Juliete Castro - ela falou, e agora mais calmo, pude ouvir sua bela voz, tão bonita, forte e doce ao mesmo tempo, deve ser um espetáculo ela gemendo com essa voz, sentando no meu pau.
Olhei aqueles belos seios no top de ginástica, eram perfeitos, grandes do jeito que eu adorava, devia ter os bicos bem rosadinhos e uma delícia de chupar.
Eu suspirei, lá estava eu com aqueles pensamentos de novo, eu não ia querer essa garota, se Marco a quisesse tudo bem, eu me recuso a ficar perto de quem me faz ter pensamentos assim, não sou e ninguém vai me deixar fraco, ainda mais uma mulher com metade da minha altura.
- Eu sou Ariane! São italianos isso é óbvio, estão de férias no Brasil? Vão ficar por quanto tempo?
- O menor tempo possível!
Falei amargo e Juliete me olhou e aqueles olhos azuis, que me fizeram estremecer.
- Porra! - eu me levantei bruscamente e bati na mesa a fazendo balançar, Juliete me olhou com os olhos arregalados, e nossa que linda, que linda, porra que linda.
Eu saí da mesa furioso comigo mesmo por não conseguir controlar meus próprios pensamentos, por isso não quero me apaixonar nunca, só uma atração mais forte por uma mulher eu já estou assim, imagina apaixonado, Deus me livre.
MARCO BELLINI
Meu irmão era um bruto mesmo, assustando essa pequena, tão bela e delicada como uma linda flor. Eu tinha toda certeza de que essa garota seria minha, e sim ela é a minha alma gêmea, sei que pareço louco, mas eu acredito nisso, sempre acreditei que quando a encontrasse, saberia e eu sei que é essa pequena loira sardenta, é nossa metade, minha e do meu irmão, mas aquele bruto lutará contra esse sentimento até o fim.
- Desculpem meu irmão, modos e educação são coisas que ele desconhece!
Eu falei e as duas riram e eu só conseguia olhar para a pequena linda garota à minha frente e seu largo sorriso que fez meu coração acelerar de tão bonito.
- Deu para perceber isso! – ela falou e eu sorri.
- Eu e meu irmão adoraríamos ir a tal boate que nos falou signorine, Ariane!
- Nos dê seu número e vamos nos falando para combinarmos um horário certo! - Ariane falou.
Eu passei meu número para elas e elas me passaram o delas e eu só salvei o da minha bela loira, e já mandei uma mensagem, com vários corações para ela, que olhou o celular e sorriu sem graça para mim, puta que pariu que garota fofa, com aquelas bochechas sardentas toda vermelha.
- A Julie não é muito de sair, e nem de socializar com as pessoas, dá para acreditar, com ela sendo assim tão bonita?!
- Quer parar de falar sobre mim, Arie!
- Realmente essa sua beleza é impressionante, bella mia!
- Ela é solteira! – Ariane falou.
- Posso dizer que saber disso me animou muito, ragazza -falei e minha bela loirinha virou o rosto, ela parecia ser tímida o que ne deixou ainda mais interessado, com uma puta beleza dessa e tão tímida assim.
Quando o garçom se aproximou ele foi logo beijando a bochecha da minha bela loirinha, e senti meu sangue ferver na hora, se estivesse na Itália eu arrancaria os lábios desse maldito na hora por encostar na minha bela.
Matteo ao voltar para mesa "esbarrou" nele acidentalmente, o fazendo cair no chão, eu e Matteo o olhamos ferozmente, ninguém iria tocar na nossa garota.
- Scusa, maledetto stronzo! -Matteo disse e o cara se levantou, o olhou confuso e furioso.
- O que disse, senhor?
- Apenas me desculpei! - Matteo falou com um olhar feroz.
- Se machucou, Denis? - disse a pequena e bela loirinha, ao ajudar o homem, Matteo a segurou, a fazendo ficar sentada.
- O que está fazendo? Seu grosso!
- Senta, não pediram sua ajuda, belíssima piccola insolente - Matteo falou sério para ela, que revirou aqueles olhinhos lindos para ele.
- E desde quando você pensa que manda em mim? Seu grosso!
Matteo se inclinou, bem próximo dela, que foi para trás de susto.
- Desde que coloquei os olhos em você, piccola insolente.
- Você não manda em mim, seu maluco! Nem te conheço para ter esse tipo de intimidade.
- Não conhece e nem vai, mas já que um Bellini a quer, ele a terá.
- Que papo doido é esse? Eu hein! - nossa bela falou e o garçom se aproximou dela e tocou aqueles cabelos lindos.
- Eu estou bem Julie, não se preocupe - ele se calou quando Matteo empurrou a mão dele de cima da nossa bela.
- Non toccare, suo figlio de puttana!