- O mesmo que você, só que eu admito meus sentimentos. É ela irmão, ela é nossa alma gêmea e se continuar com essa atitude ela vai te odiar!
- Melhor, não quero nada com ela, pode ficar toda para você!
- Deixa de ser bruto, ela é nossa!
- Não quero e não vou me apaixonar por ninguém!
- Você que sabe, eu a quero e vou ter.
- Só não perca o foco do que estamos fazendo aqui!
- Jamais, aquele desgraçado vai pagar caro pelo que fez a nossa irmã!
Quando chegamos ao nosso hotel, fui direto tomar um banho, e meus pensamentos estavam naquela loirinha linda. Eu só pensava em como seria o gosto daquela boca rosada e carnuda, aquele cheiro delicioso que ela exalava, me lembrava o cheiro da flor de zagara das laranjeiras originais da Sicília, que eram as favoritas da minha mãe.
Não vejo a hora de ter ela para mim e só para mim, já que meu irmão se recusa a aceitar seus sentimentos por ela!
- Admito, eu quero foder ela!
Matteo entrou no banheiro agitado como sempre, dessa vez um pouco mais.
- Nem pensar, Matteo, ela não é um objeto, você não vai só fodê-la e deixar ela magoada para eu lidar com isso! - falei logo irritado, esse mané estava doido por ela e não admitia.
- Eu vou deixar bem claro para ela que comigo é só foda e que esse negócio de amor aí é com você, se ela aceitar, bem se não, não ligo também!
- Ela não vai aceitar nunca - eu falei convicto e Matteo saiu pisando duro de tão irritado.
JULIETE CASTRO
Cheguei em casa e vi meu pai sentado em sua poltrona, eu fui até ele que sorriu ao me ver.
- Borboletinha, onde estava, não ia apenas dar uma volta de bicicleta? Por que a demora?
Porque conheci dois italianos gostosos e fui quase obrigada a almoçar com eles, eu pensei e ri internamente com certeza meu pai odiaria ouvir isso, ele era do tipo superprotetor.
- Eu e Arie resolvemos almoçar em um restaurante.
- Em qual, não vi nenhuma notificação do seu cartão?
- Que horror papai, fica controlando onde estou até pelo cartão, coloca um chip logo em mim!
- Você deixa? - ele falou num tom de brincadeira, mas eu sabia que era bem possível ele fazer isso.
-Papai?!
- Só estou brincando, mas quem sabe né, o mundo é bem maluco, só quero saber sempre onde está e se está segura.
- Tão superprotetor, te amo pai! - eu falei prendendo meus cabelos enquanto ia até a bancada e pegava na bomboniere um chocolate.
- Sem doces, vai estragar seu apetite para o jantar! - ele falou como se eu tivesse uns dez anos e eu ri alto.
- Não sou mais criança pai e não vou jantar em casa hoje, é o aniversário do Bernardo esqueceu? Eu vou!
- Esqueci, vou mandar alguns seguranças com você.
- Sai fora pai, nem inventa isso! Vou tomar banho! -beijei sua bochecha e subi, e esbarrei na minha meia irmã, e ela me empurrou me fazendo cair no chão.
- Que isso, Mariana?! - meu pai esbravejou ao me levantar, eu empurrei aquela folgada, que apenas riu.
- Desculpa pai, ela esbarrou em mim, foi o reflexo! - ela falou se fingindo de inocente como sempre fazia na frente do meu pai, essa cobra nojenta.
- Reflexo o caramba! Sua maluca! Toda oportunidade que tem de me machucar você faz questão de aproveitar, não é?! - falei nervosa.
Mariana era a filha do meu pai de um relacionamento antes de conhecer minha mãe, ele só soube da existência dela há uns anos atrás, desde então ela mora conosco e me odeia por achar que sou a favorita do nosso pai, e não perde uma oportunidade de me xingar ou me machucar, e toda vez se fazia de inocente com meu pai, que por sua vez, tentava apaziguar nossa relação, mas era impossível, ela era louca. Eu fui para cima dela, meu pai me segurou e a louca riu.
- Calma, borboletinha! Peça desculpas, Mariana! - meu pai ordenou, Mariana revirou os olhos, e me encarou.
- Desculpa, borboletinha! - ela falou com a mais pura ironia, eu olhei aquela cínica e me soltei do meu pai.
- Babaca! - falei ao subir as escadas, ouvi ela choramingando com meu pai.
- Nos vemos na boate, irmãzinha!
Eu mostrei o dedo do meio para ela, entrei no meu quarto e bati a porta, aquela garota era insuportável quando veio morar conosco com o passar dos anos ficou muito pior.
Tomei um banho e me arrumei, coloquei um vestido rosa tomara que caia, era um pouco brilhante, colado ao corpo e bem curto, coloquei sandálias da mesma cor, eram de amarração que vinha até um pouco acima das coxas, deixei meu cabelo solto e ondulados, me maquiei e me olhei no espelho.
- Está parecendo a Barbie, piranha! - Mariana riu ao entrar no meu quarto, ela era alta como meu pai e bem magra, uma mulher elegante, não tinha como negar, ela usava um vestido midi bem colado e preto com scarpin da mesma cor, a deixando ainda mais alta e elegante.
- E você uma girafa magrela, como sempre! - eu retruquei continuando a me arrumar, coloquei meus brincos e as pulseiras combinado.
- O pai disse para irmos juntas e o Ruan vai nos levar.
- Não vou a lugar algum com você, vou com a Arie.
- Aquela safada da sua amiga vai também?
- Safada é você, Mariana! E a única que vai porque se convidou é você! - eu falei ao lembrar que ela praticamente implorou para o Bernardo deixar ela ir quando ele me convidou.
- Você quem sabe, surdinha de merda! - ela falou e eu mostrei o dedo para ela de novo, que riu.
- Só é a favorita do pai porque é uma surda, uma anormal, eu sou a mais inteligente!
- Que se foda Mariana, sai do meu quarto! - a empurrei para fora do meu quarto e tranquei a porta.