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Casamento Indesejado Na Máfia
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5 Capítulo
Capítulo 6 Encontrada img
Capítulo 7 Eleonora img
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Capítulo 9 O Beijo Certo img
Capítulo 10 Lobo Ferido img
Capítulo 11 Suíte 4 img
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Capítulo 14 Leilão img
Capítulo 15 O Que Foi decidido img
Capítulo 16 Sorte Grande img
Capítulo 17 Manual Enzo Barone img
Capítulo 18 Conselho de Mãe img
Capítulo 19 Corte Esmeralda img
Capítulo 20 Obrigações img
Capítulo 21 Ato Falho img
Capítulo 22 Blindada img
Capítulo 23 Danny img
Capítulo 24 Amostras e Lagostas img
Capítulo 25 Casa Perfeita img
Capítulo 26 Compra Vetada img
Capítulo 27 Justificando img
Capítulo 28 Carneiro da Paz img
Capítulo 29 Uma Boa Refeição img
Capítulo 30 A Lista Final img
Capítulo 31 09:45 img
Capítulo 32 Primeira Visita img
Capítulo 33 Eu deveria parar de pensar sobre isso img
Capítulo 34 Almoço img
Capítulo 35 Segunda Visita img
Capítulo 36 Um Cômodo Vazio img
Capítulo 37 Uma Escolha Difícil img
Capítulo 38 Um Fim de Noite img
Capítulo 39 Ressaca img
Capítulo 40 Você está intacta img
Capítulo 41 Na Cozinha do Consiglieri img
Capítulo 42 Adiamento img
Capítulo 43 Você perdeu o juízo img
Capítulo 44 Apenas o protocolo img
Capítulo 45 Papà img
Capítulo 46 Tragédias & Sedas img
Capítulo 47 Tarde No Salão img
Capítulo 48 Esmaltes & Intrigas img
Capítulo 49 Uma Ligação img
Capítulo 50 Dois Irmãos Entram Em Um Bar img
Capítulo 51 Vejo você amanhã img
Capítulo 52 Já fiz coisas mais arriscadas... img
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Capítulo 5 Perdida

A preparação para minha reintrodução à sociedade de Los Angeles começou como uma operação militar disfarçada de mimos. Minha mãe havia passado a manhã e parte da tarde me guiando por ateliês exclusivos e salões de beleza em Beverly Hills. O objetivo não era apenas me deixar bonita, mas me transformar em uma armadura de seda e diamantes, pronta para a guerra fria que seria o chá das mulheres Barone e o jantar do consiglieri.

No fim da tarde, no entanto, a rota do nosso motorista mudou. Em vez de voltarmos para Pacific Palisades, o carro parou em frente a um edifício imponente de tijolos escuros e arquitetura clássica no centro da cidade.

Era o The Continental, um clube de cavalheiros antiquado e exclusivo. Oficialmente, era um refúgio para empresários bilionários fumarem charutos e beberem uísques envelhecidos. Oficiosamente, era o centro nervoso das operações dos Barone, e o lugar onde meu pai, o principal gerente do sindicato, passava a maior parte do tempo lidando com rotas e fornecedores.

Assim que passamos pelas portas duplas de mogno, o cheiro de couro, cera de abelha e tabaco caro me envolveu. O ambiente era denso, masculino, com uma iluminação baixa e dourada que parecia guardar segredos.

- Me aguarde na sala de bilhar, Serena, e peça algo para bebermos, voltarei em um instante - minha mãe instruiu, ajeitando a alça da própria bolsa. - Vou até a administração ver se encontro seu pai ou deixo um recado de que estamos aqui.

Assenti, obediente. Minha mãe virou à direita no corredor principal, e eu caminhei em direção às portas duplas entreabertas no fim do saguão esquerdo.

A sala de bilhar estava silenciosa, exceto pelo som suave de jazz em volume baixo e agradável. O lugar era deslumbrante, eu particularmente gostava de decoração mais antiga, e com uma imensa mesa de sinuca verde-esmeralda no centro. Mas não estava vazio.

Parei abruptamente na entrada.

Inclinado sobre a mesa, o taco de sinuca na mão e a atenção fixada nas bolas de marfim, estava Daniel Barone. Ele havia tirado o paletó. A camisa social escura estava com os dois primeiros botões abertos e as mangas dobradas, revelando antebraços fortes e o contorno sutil de tatuagens escuras que subiam em direção aos ombros. Ele parecia perigosamente à vontade.

Daniel controlava a Inteligência da família, a rede invisível de vigilância, rastreamento e dados que mantinha tudo funcionando. Vê-lo ali, em um ambiente tão físico e clássico, era um lembrete de que ele era tão letal com as próprias mãos quanto com informações.

A batida seca do taco contra a bola vermelha ecoou pela sala. A bola caiu na caçapa com perfeição, e só então ele se endireitou, erguendo os olhos escuros diretamente para mim.

- Achei que este fosse um clube estritamente para cavalheiros - a voz dele cortou o espaço, baixa e carregada daquela mesma ironia sombria que eu ouvira no carro.

Senti meu rosto aquecer, mas me forcei a manter o queixo erguido e dei um passo para dentro da sala. Se eu fugisse, seria como admitir que ele me intimidava. E ele me intimidava. Muito.

- Minha mãe foi procurar o meu pai. Ela me mandou esperar aqui.

- Caterina confia demais nas portas destrancadas - ele murmurou, deixando o taco de sinuca encostado na mesa. Ele caminhou na minha direção com a graça predatória de um felino grande. Cada passo diminuía o oxigênio da sala. - Ou talvez ela tenha esquecido a regra de ouro do nosso mundo, Serena: nunca deixe uma garota bonita desacompanhada em uma sala cheia de lobos.

- Eu só vejo um - rebati, a voz saindo um pouco mais trêmula do que eu gostaria.

Um sorriso lento, perigoso e incrivelmente atraente curvou o canto dos lábios de Daniel.

- E você acha que um não é o suficiente?

Ele parou na minha frente. Perto. Perto demais. Tão perto que o perfume amadeirado dele invadiu meus pulmões, misturado ao cheiro fresco de menta e ao calor do corpo dele. Eu precisava inclinar a cabeça para trás para encará-lo. Meu coração disparou em uma batida frenética e surda contra as minhas costelas. Estávamos completamente sozinhos. Se alguém entrasse e me visse tão próxima do herdeiro da máfia, minha reputação estaria arruinada.

Tentei recuar um passo, esbarrando as costas em uma pequena mesa de bebidas. O susto fez com que a minha clutch de couro - a pequena bolsa de festa que eu segurava como um escudo - escorregasse dos meus dedos apertados, caindo no tapete espesso com um baque surdo.

Instintivamente, me abaixei para pegá-la. Daniel fez o mesmo.

Nossas mãos se encontraram sobre o couro macio da bolsa. Os dedos longos e quentes dele roçaram nos meus. O contato foi rápido, mas a corrente elétrica que subiu pelo meu braço foi tão intensa que soltei um pequeno arfar.

Daniel não afastou a mão. Em vez disso, seus dedos deslizaram milímetros, cobrindo os meus. O toque era firme, possessivo. O calor da pele dele queimava a minha.

Meus olhos voaram para o rosto dele. Estávamos a centímetros de distância. A diversão havia sumido do olhar dele, substituída por um foco escuro, pesado e faminto que me paralisou. O mundo lá fora simplesmente deixou de existir.

Lentamente, ele se ergueu, trazendo a bolsa e minha mão junto, forçando-me a levantar também. Minhas costas estavam contra a mesa, e o corpo dele era um muro impenetrável à minha frente. Senti o rubor incendiar minhas bochechas. Os olhos de Daniel caíram para os meus lábios e demoraram ali. A respiração dele bateu no meu rosto. Ele inclinou a cabeça para baixo, apenas uma fração. O ar entre nós estalou de tensão.

A milímetros de distância, a voz dele não passou de um sussurro rouco.

- Você devia ter mais cuidado, Serena...

Continua...

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