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Um Don para a Dama da Máfia
img img Um Don para a Dama da Máfia img Capítulo 6 Confia em mim
6 Capítulo
Capítulo 9 Vai me explicar img
Capítulo 10 Me beija, branquinha... img
Capítulo 11 Finge que é anjo da Strondda img
Capítulo 12 Regras iguais img
Capítulo 13 Pesadelo img
Capítulo 14 Negócios img
Capítulo 15 Relaxa img
Capítulo 16 Não sei lidar img
Capítulo 17 Não concordo img
Capítulo 18 A história de Astrid img
Capítulo 19 Nada político img
Capítulo 20 Paciência tem limites img
Capítulo 21 Boas escolhas img
Capítulo 22 Me diz e eu faço img
Capítulo 23 Que coisa img
Capítulo 24 Interessante img
Capítulo 25 Uma regra img
Capítulo 26 Não quero metade img
Capítulo 27 Instinto img
Capítulo 28 Eu sei img
Capítulo 29 Agarra no meu pescoço img
Capítulo 30 A reunião img
Capítulo 31 Quem img
Capítulo 32 Vá sozinho! img
Capítulo 33 Ciúmes img
Capítulo 34 Algemas img
Capítulo 35 O tiro img
Capítulo 36 Confia em mim img
Capítulo 37 A curiosidade img
Capítulo 38 Tentando superar img
Capítulo 39 O médico img
Capítulo 40 Cuidando do marido img
Capítulo 41 Ciúmes de Chiara img
Capítulo 42 Suspeito img
Capítulo 43 O conselheiro img
Capítulo 44 A conversa img
Capítulo 45 Desabafo img
Capítulo 46 O odeio img
Capítulo 47 O toque img
Capítulo 48 Escondendo img
Capítulo 49 Mudar o jogo img
Capítulo 50 Ele sabe de Arvid img
Capítulo 51 Foi Ragnar! img
Capítulo 52 Observando img
Capítulo 53 Mentiu img
Capítulo 54 Reação img
Capítulo 55 Cuidado img
Capítulo 56 Tira img
Capítulo 57 Prazer img
Capítulo 58 Ápice img
Capítulo 59 O abraço img
Capítulo 60 Briga img
Capítulo 61 O que mudou img
Capítulo 62 Limites img
Capítulo 63 Karl img
Capítulo 64 O tiro img
Capítulo 65 A conversa img
Capítulo 66 A fuga img
Capítulo 67 Acostumando img
Capítulo 68 Dra. Alma Andersson img
Capítulo 69 O jantar img
Capítulo 70 Um beijo img
Capítulo 71 Me procura img
Capítulo 72 O vinho img
Capítulo 73 Já chega img
Capítulo 74 O sistema img
Capítulo 75 O culpado img
Capítulo 76 Aproveita img
Capítulo 77 O que estão fazendo img
Capítulo 78 Bota fogo e assopra img
Capítulo 79 A conversa no jardim img
Capítulo 80 No escritório img
Capítulo 81 Bom perder img
Capítulo 82 Te segui img
Capítulo 83 Dois lados img
Capítulo 84 Investigar img
Capítulo 85 Mentiu img
Capítulo 86 O que aconteceu img
Capítulo 87 Fala a verdade img
Capítulo 88 Queria a outra img
Capítulo 89 Conversando com Astrid e Giulia img
Capítulo 90 Execução img
Capítulo 91 Ele mentiu img
Capítulo 92 A verdade img
Capítulo 93 Mentiu img
Capítulo 94 Não vai! img
Capítulo 95 Escondendo o que sabe img
Capítulo 96 Limpar a casa img
Capítulo 97 Tenho a resposta img
Capítulo 98 Encostou nela img
Capítulo 99 Quem img
Capítulo 100 A informação img
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Capítulo 6 Confia em mim

Capítulo 6

João Miguel Prass Fernandes

Eu não gosto quando algo foge do meu controle, e naquele momento... estava tudo errado.

As imagens das câmeras passavam repetidamente na tela, sempre no mesmo ponto, como se em algum momento fossem me entregar uma resposta diferente. Mas não entregavam. Eu conhecia cada centímetro daquele sistema, cada ângulo, cada corredor, cada ponto que deveria estar coberto. Fui eu quem organizei aquilo nos últimos meses, quem decidiu onde haveria redundância, onde não haveria falhas, e mesmo assim... Nils simplesmente desapareceu.

Inclinei o corpo para frente, apoiando os antebraços na mesa, enquanto pausava a imagem no exato segundo em que ele aparecia pela última vez. A postura dele estava normal, atento como sempre, um bom soldado. Disciplinado. Confiável. E, pelo jeito que Astrid reagiu... importante demais para ela.

Respirei fundo e voltei alguns segundos na gravação. Observei cada movimento com mais atenção, diminuindo a velocidade, analisando até o que parecia insignificante. Foi quando percebi. Não era ausência. Não era falha. Algo estava bem errado.

Franzi o cenho, aproximando o rosto da tela.

- Não... - murmurei baixo pra Alexei e Hugo - Alguém sabia exatamente onde mexer. - Minha mandíbula travou. - Filho da puta...

Eu ainda estava tentando identificar o ponto exato da alteração quando ouvi a voz dela atrás de mim.

- João Miguel, vem comigo.

Fechei os olhos por um segundo, controlando a irritação. Eu não queria sair dali porra, não agora, não quando estava perto de entender o que tinha sido feito. Mas eu fui. Porque, querendo ou não, agora ela também fazia parte disso.

Segui Astrid até o pequeno escritório que agora estava sob responsabilidade do Ragnar como Consigliere. Assim que ela fechou a porta, o ambiente mudou. O ar ficou mais pesado, mais direto, sem espaço para disfarces. A mulher endoidou.

- Foi você que fez algo a Nils, não foi? - ela perguntou, sem rodeios. - O que fez com ele?

Virei devagar, tentando entender se ela realmente estava falando aquilo ou era eu que estava ficando louco.

- Quê?

Soltei uma risada curta, sem humor.

- Você ouviu perfeitamente João Miguel. Eu quero a verdade dessa vez. - Respirei fundo tentando não esganar minha recente esposa.

- Eu aqui tentando resolver essa merda e você me acusando?

Ela não recuou um centímetro.

- Resolver? O que eu vi foi você procurando a porta por onde ele saiu. Mas já vimos que não aparece em nenhuma. Você sabe perfeitamente que Nils foi levado e está tentando enrolar. Isso só me diz que pode estar envolvido... ou você mesmo fez alguma coisa.

Aquilo foi o suficiente. Em dois passos, eu já estava na frente dela. Segurei seu braço e a empurrei contra a parede, firme o bastante para deixar claro que eu não estava brincando.

Não levantei a voz. Nem precisei.

- Se você não confiar em mim... - falei baixo, controlado, muito mais perigoso do que qualquer grito - eu vou me irritar com você.

Inclinei o rosto, ficando perto o suficiente para que ela sentisse minha respiração. Senti seu corpo tremer levemente. - E vai por mim... ninguém chegou a me ver irritado. Vai me odiar.

Ela tentou me empurrar, incomodada, respirando mais rápido.

- Tá, tudo bem... posso ter me precipitado, mas é que te vi perto de onde ele sumiu e só consegui pensar nisso.

Soltei o braço dela devagar, sem perder o olhar. Passei a ponta dos dedos na sua pele branquinha e rosada.

- Precisa apurar melhor sua interpretação das coisas. Não é um movimento isolado que te diz o que aconteceu em determinada situação, branquinha.

O olhar dela mudou, mais atento.

- Está falando da Chiara? - Aquilo me pegou de surpresa. - O que foi? Tá surpreso porque eu já sei o nome dela?

Franzi o cenho. Que Caralho fez ela saber algo sobre Chiara? Poucos souberam dela.

- O quê? Não misture as coisas. Pouco me importa se sabe o nome daquela mulher.

Afastei um pouco, passando a mão pelo maxilar.

- Só não esquece que você passou a vida toda ao lado de um velho que dizia ser seu pai... e era um filho da puta. Mentiroso, assassino e abusador.

Assim que as palavras saíram, eu vi o efeito.

O corpo dela travou. O ar pareceu faltar.

Que merda eu fiz?

- Astrid? - Ela soltou meus braços devagar, como se estivesse voltando para si. - Astrid, você está bem?

Encostou na parede e desviava do meu olhar. Demorou alguns segundos, mas ela assentiu, ainda afetada.

- Só me diz que não fez nada com Nils. Ele é um bom rapaz. - Sua voz era baixa agora. Sustentei o olhar dela, sem desviar.

- Não. Eu não fiz nada. - Dei um passo à frente. - Espero que minha palavra baste pra você, porque eu não vou me esforçar em provar nada que eu não tenha feito.

O silêncio entre nós ficou pesado.

- Você vai ter que escolher, Astrid - continuei, mais baixo. Esperei. - Ou confia em mim e compartilha sua vida comigo... e eu com você. Ou seremos dois inimigos, desconhecidos na mesma casa. - Inclinei levemente a cabeça. - O que vai ser?

Ela estava ofegante, irritada, ainda desconfiada... mas racional o suficiente para entender o peso daquilo.

- Eu... Eu acredito - disse, mesmo sem convicção total. Respirou fundo. - Então o que faremos agora?

Virei sem responder.

- Vem comigo.

- Pra onde? - Abri a porta.

- Vai vir ou não?

Ouvi os passos dela atrás de mim enquanto descíamos. O caminho até o porão era silencioso, pesado, como se cada degrau carregasse a tensão daquela noite.

Quando chegamos, Karl já estava lá. Ajoelhado ao lado do corpo, morto de um soldado para enfiar no saco.

Sangue fresco na testa do tiro que eu disparei.

Astrid parou ao meu lado.

- O que aconteceu?

Cruzei os braços, observando a cena.

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