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Rejeitada pelo Filho, Escolhi o Don
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Capítulo 7 7

Ponto de Vista de Isabella

A caminhada até a sala de jantar pareceu menos um passeio por uma casa e mais uma procissão em direção a um cadafalso. A propriedade dos Moreno era um labirinto de corredores dourados e pisos de mármore que ecoavam com os fantasmas de uma história violenta. Mas, ao contrário da garota trêmula que caminhara até o altar ontem, a mulher cujos saltos batiam ritmicamente contra a pedra hoje carregava uma arma: a permissão de Damien.

*Quebre-o se for preciso.*

As palavras se repetiam em minha mente, um mantra sombrio me protegendo do peso opressivo da casa.

Entrei no Grande Salão de Jantar, e a conversa cessou instantaneamente. Era um espaço cavernoso, dominado por uma mesa de mogno longa o suficiente para acomodar trinta homens. Candelabros de cristal gotejavam do teto como lágrimas congeladas, lançando uma luz fria e prismática sobre os talheres de prata e a porcelana fina. Retratos de Dons falecidos cobriam as paredes, seus olhos pintados me seguindo com olhares julgadores.

Damien já estava sentado à cabeceira da mesa, uma âncora sombria na opulência do cômodo. À sua direita sentava-se Sofia Moreno, a Rainha Viúva, sua postura rígida, seus cabelos grisalhos penteados em uma coroa intrincada. Mais adiante na mesa sentavam-se os abutres - Francesca e Lia, esposas dos Capos de alto escalão, seus olhos se aguçando no momento em que atravessei o limiar.

Um criado puxou a cadeira à esquerda de Damien - o assento da Rainha da Máfia.

Sentei-me, sentindo o silêncio pesado pressionar minha pele. Francesca se inclinou para sussurrar algo para Lia, seus olhares dardejando para o meu pescoço, provavelmente procurando por hematomas, por sinais de quão completamente o Don havia me quebrado.

Mantive o queixo erguido, desdobrando meu guardanapo com uma lentidão deliberada.

No meio da refeição silenciosa, o tilintar dos talheres cessou abruptamente. Sofia Moreno pousou seu garfo. O som foi suave, mas comandou a atenção como um tiro.

- Isabella - disse Sofia, sua voz rouca, mas imponente.

Ergui o olhar, encontrando o da mulher mais velha. Não havia calor ali, apenas uma inteligência feroz e avaliadora. Lentamente, ela começou a girar o pesado anel de ouro em sua mão direita - um rubi maciço, vermelho-sangue, cercado por diamantes. O Anel da Matriarca Moreno.

O ar na sala ficou rarefeito. O garfo de Francesca pairou a meio caminho de sua boca, seus olhos se arregalando em descrença.

Sofia deslizou o anel do dedo e se levantou. Ela contornou a mesa, seus passos lentos e pesados, até parar ao meu lado. Ela estendeu o anel, o rubi capturando a luz como uma gota de sangue fresco.

- Dê-me sua mão, criança.

Hesitei, meu coração martelando contra minhas costelas. Aquilo não era apenas uma joia; era um alvo. Usar aquilo era reivindicar um trono que metade das pessoas nesta sala acreditava que eu havia roubado.

Olhei de relance para Damien. Ele não olhou para sua mãe; seus olhos de obsidiana estavam fixos em mim, inexpressivos e intensos.

- Você é a Sra. Moreno agora - disse ele, sua voz um rugido baixo que vibrou pela mesa. - Use-o.

Era uma ordem, mas também era uma validação.

Estendi minha mão. A pele de Sofia estava seca e fria enquanto ela deslizava a pesada aliança em meu dedo anelar. Estava frouxo, gelado e assustadoramente pesado.

- Que você tenha a força para suportar seu peso - murmurou Sofia, seus olhos se encontrando com os meus por um breve segundo antes de ela retornar ao seu lugar.

O silêncio que se seguiu foi quebrado pela súbita inspiração vinda do outro lado da mesa. Francesca estava encarando minha mão, seu rosto uma máscara de fúria mal disfarçada. Ela e Lia passaram anos disputando influência, na esperança de posicionar suas próprias filhas ou noras para este papel. Ver o rubi no dedo de uma noiva "desonrada" era evidentemente demais para suportar.

Francesca pegou sua taça de champanhe, os nós de seus dedos brancos. Um sorriso tenso e artificial se esticou em seu rosto, sem alcançar seus olhos.

- Bem - começou ela, sua voz gotejando uma doçura com gosto de arsênico. - Suponho que devemos oferecer um brinde.

Ela ergueu a taça, seu olhar cravado no meu. - A Isabella. Você deve estar tão aliviada, querida. Conseguir se reerguer assim depois de... bem, depois do infeliz lapso de julgamento do meu sobrinho.

A sala ficou em silêncio mortal. Até os criados congelaram nas sombras. Francesca tomou um gole, saboreando a tensão que acabara de liberar, antes de desferir o golpe final.

- Nem toda garota tem uma segunda chance nesta família - ronronou ela, pousando a taça com um tilintar delicado. - Muito menos uma promoção. É uma bela história de Cinderela, não é? De brinquedo descartado do filho para... esposa do pai.

O insulto pairou no ar, tóxico e inegável. Ela acabara de me chamar de prostituta da maneira mais educada possível, arrancando a dignidade do anel que eu acabara de receber.

Damien se mexeu em sua cadeira, o couro rangendo, um predador perturbado. Mas eu não olhei para ele. Não olhei para Sofia.

Mantive meus olhos em Francesca. Meu pulso permaneceu firme, uma batida lenta e rítmica de guerra. Ela queria que eu chorasse. Queria que eu olhasse para meu marido em busca de proteção.

Em vez disso, senti um sorriso frio e afiado florescendo em meu peito. Ela pensou que estava torcendo uma faca em uma ferida, mas acabara de me entregar o cabo.

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