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img img Os Opostos se Atraem img Capítulo 5 5. Sempre dói
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Capítulo 8 8. O defensor dos oprimidos img
Capítulo 9 9. Mentolado img
Capítulo 10 10. Banho de Café img
Capítulo 11 11. Megera img
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Capítulo 5 5. Sempre dói

Meg

Hoje será mais um daqueles plantões intensos. Preciso cobrir a Kara, que ainda está estagiando. Como meu pai pediu ajuda para a clínica, transferiram-na para lá, mas, claro, não mandaram ninguém para cobrir sua ausência no hospital.

Meu plantão será de doze horas. Espero que não seja tão corrido... Mal terminei de pensar nisso, e o bip no aplicativo de mensagens internas do hospital apita com mensagem da Sammy que anuncia: "Emergência, acidente com três veículos."

- Merda! - Saio correndo como uma louca para a entrada de emergência, onde as macas já começavam a chegar.

- O que temos? - pergunto ao bombeiro, que me responde rapidamente quais procedimentos já fizeram.

- Miah, vem comigo! - grito para a enfermeira, que já acompanha maca comigo.

Corremos até a sala de atendimento mais próxima. A paciente é uma jovem, aparentemente vinte anos, que ficou presa nas ferragens. Ela estava no carro do meio, que foi esmagado entre os outros dois veículos. Miah me lança um olhar preocupado. Começamos a limpar as feridas e a avaliar a gravidade, em uma de suas pernas havia um pedaço de ferro alojado, provavelmente algum pedaço do veículo em que estava, no qual os bombeiros não acharam boa ideia retirar o que foi correto.

- Vamos fazer uma tomografia de corpo inteiro. Qual o nome da paciente? - Pergunto a Miah, que olha para nossa paciente e pede a permissão.

- Moça, vou abrir sua bolsa para saber o seu nome, depois vou deixá-la com a enfermeira chefe, a Sammy. - Como a mesma está entubada, ela apenas abre e fecha os olhos, permitindo.

Após alguns segundo e logo encontra a carteira de motorista, e diz:

- Maryan Bluther, vinte e dois anos. Já estou ligando para liberar a sala.

- Certo. Maryan meu nome é Megan, eu vou cuidar de você.

Maryan abre os olhos e logo os fecha. Continuo examinando ela, enquanto Miah avisava que estávamos no caminho da tomografia, comecei a puxar a maca em direção ao elevador. Logo, ela se juntou a mim.

- Acha que ela tem chance? - disse Miah em um sussurro apreensivo.

- Não sei dizer. A única coisa que eu sei é que não desisto dos meus pacientes. Essa não será diferente.

Mal terminei de falar, e Maryan começou a ter convulsões no corredor. Miah me olhou, aflita, esperando orientações. Dei as instruções rapidamente. Conseguimos estabilizar e acelerar ainda mais em direção à sala de tomografia. Sabia que suas chances de sobrevivência eram muito pequenas, mas não desistiria sem lutar, faria tudo o que fosse possível para salvá-la.

Acompanhei o exame com atenção, e meus temores confirmaram: Maryan tinha várias fraturas que causavam grande preocupação. Ela estava com três costelas quebradas e a perna fraturada em quatro pontos, e o ferro atravessado na mesma. Sem perder tempo, seguimos direto para a sala de cirurgia. O que mais me preocupava, no entanto, era uma mancha no cérebro que apareceu no exame.

- Precisamos operar imediatamente. Chame o Dr. Dallas e o Dr. Schimidt - peço a Miah, que enviou mensagens para os dois enquanto eu me preparava para a cirurgia.

Cinco horas depois, a cirurgia chegou ao fim, colocamos pinos na perna dela para corrigir as fraturas, e também abrir o crânio para drenar a hemorragia no cérebro. Maryan ficou sedada o tempo todo, mas seu estado é crítico. Agora, só nos resta esperar e torcer para que ela acorde.

Chegou a hora mais difícil: dar a notícia à família.

- Boa noite, sou a doutora Megan Riddle. A Maryan está em coma induzido. A cirurgia ocorreu bem, mas agora precisamos aguardar sua recuperação.

- Ela corre risco de morrer, doutora? - Uma mulher mais velha pergunta com lágrimas nos olhos, provavelmente a mãe de Maryan.

- Ela tem uma filha de dois anos! - Disse um homem robusto, com a voz embargada. Meu coração aperta ao imaginar aquela criança sem a mãe.

- É difícil dizer com certeza. Ela passou por procedimentos muito delicados, incluindo uma cirurgia na cabeça. Agora, tudo depende de como o corpo dela vai reagir.

A família começou a chorar e, para ser sincera, eu também estava abalada. Situações como essa sempre mexem com a gente.

- Não se preocupe. Ela está na UTI, sendo acompanhada de perto por uma equipe durante todo o tempo. Agora, com licença, preciso voltar.

Mal me recuperei dessa cirurgia, e outra emergência chegou. Assim, as horas se passaram sem que eu sequer percebesse. Quando finalmente estava no caminho do meu descanso, chega outra mensagem de Sammy. Bufo.

- Deus, hoje está demais. - Pego o aparelho e olho a mensagem: "Emergência: algo aconteceu com Maryan." Meu coração falha uma batida, corro para a sala da UTI onde ela está, onde as enfermeiras me esperavam, assustadas.

- Porra, o que aconteceu? - Miah me olha com advertência, viramos amigas, então às vezes ela me repreende sem que os outros percebam, quando ela acha que exagerei...

- Não sabemos, doutora Riddle. Vim aplicar a medicação e a saturação dela caiu de repente. - Miah diz o mais profissional possível e com tom duro, ainda em repreensão, me seguro para não revirar os olhos.

Inicie rapidamente os procedimentos de emergência.

- Estamos perdendo-a! - Apliquei o medicamento e comecei as manobras de reanimação, mas Dallas passa pelo corredor e vem nos ajudar. Apesar de todos os esforços, não conseguimos salvá-la.

- Hora da morte: dezenove e quarenta e cinco. - Jogo as luvas na lixeira e saio arrasada da sala.

Respirei fundo antes de ir até a família para dar a pior notícia que alguém poderia receber. E não foi fácil. Em seguida, corri para o meu lugar favorito no hospital: o terraço.

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