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Vendida para o SR. Jones
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Capítulo 4 CAP 04

Pov Lucia V. Cooper's.

Começo a ficar apavorada.

O homem negro e bem forte aparece ao lado de Jones, como ele ordenou.

- Por favor, relembre a Rodolfo nosso acordo.

O homem negro assente e avança contra meu pai. Ele vai agredi-lo.

Não, não... isso não.

Me movo rapidamente, preciso fazer algo, impedir ele de se aproximar do meu pai. Fico na frente do meu pai, como seu pudesse o proteger.

O homem enorme me olha com raiva e ergue sua mão grande e pesada em minha direção, eu fecho os olhos, com medo... vou levar um tapa que vai ficar registrado por toda minha minha vida.

Fecho os olhos com força, sentindo meu queixo tremer.

Mas, antes de sentir o tapa, ouço uma voz.

- NÃO TOQUE NELA, OUVIU? - Jones grita.

O homem negro abaixa a mão, respira fundo e vai até o meu pai. Ele não consegue sair dos braços daquele homem forte. Meu pai tenta lutar e sair, mas ele não é forte o suficiente.

Ele começa a agredir meu pai, dar tapas violentos em seu rosto, nas pernas dele, e meu pai não consegue fazer nada, a não ser gemer.

Fico sem saber o que fazer, se meu pai não tem chance contra aquele homem, imagina eu. Não posso tentar me aproximar de novo.

Olho para Jones, apavorada vendo essa cena, e digo:

- O que está havendo? Ele está te devendo muita coisa? No seu bar? Eu posso pagar. Quitei todas as dívidas, só não sabia que papai tinha mais dívidas.

Jones sorri e diz.

- Ele quitou agora. - Diz o Sr. Jones, encarando-me intensamente.

- Como assim? - Questiono sem entender o que está acontecendo.

Jones parece um pouco tenso no início, e suas mãos parecem agitadas naquele momento, como se ele não soubesse como me contar o que estava acontecendo.

- Você não contou à sua filha? - Jones pergunta ao meu pai, que parece bastante tenso naquele momento.

Meu pi nega com um movimento de cabeça, mesmo machucado.

- Seu pai percebeu naquela noite que vim aqui que ele não tinha mais nada para vender... exceto os filhos.

- Não! - Exclamo surpresa, ele não faria isso.

- Ele te ofereceu a vários homens naquela noite... - Ele continua explicando, e eu só posso sentir meu coração se apertar dentro do meu peito. - No fim, ele vendeu você para mim. Mas depois, ele começou a andar para trás, mas comigo, não é assim que funciona. Acordo é acordo.

Me viro olhando para meu pai não acreditando no que aquele homem disse.

Vendida? Sério?

Meus olhos começam a lacrimejar e lágrimas escorrem pelo rosto.

Jones me olha com certa pena, mas ele ordena para o grandão pegar minhas coisas.

Não, eu não posso ir.

Eu olho para meu pai que desaba no chão após o homem o soltar.

Ele começa a chorar desesperado. Eu vou até ele, me ajoelho e digo:

- Pai. Por que fez isso? Pai... - Suplico, apavorada.

- Me desculpe. Naquele dia, estava bêbado. Só vi o que fiz quando voltei para casa. Me perdoa. Eu fui um idiota, ainda sou... - Ele chora mais e me puxa para um abraço, eu retribuo, mesmo magoada e triste por isso.

Ficamos nos abraçando e sinto-o tremer todo, ele está desesperado e eu também, nós não temos chances contra Jones e seu guarda-costas.

Após ele secar suas lágrimas, eu começo a falar:

- Pai. Eu te amo, sei que errou muito me vendendo... mas...

Fui interrompida pelas mãos de Jones me levantando, tento sair de seus braços, mas ele é forte e sou incapaz de sair.

Meu pai se levanta com seus olhos cheios de lágrimas, boca machucada, olhos inchados, e mesmo assim ele tenta me socorrer, mas vejo o guarda-costas dar um soco no estômago do meu pai e ele cai de costas no chão gemendo. Eu fico com raiva, grito e começo a dar tapas em Jones. Ele fala alto:

- Para com isso, garota. Não adianta querer escapar, seu pai vendeu você para mim, não há como voltar atrás.

Começo a desabar em choro e Jones me carrega até o carro, coloca o cinto em mim, me sento o mais distante dele possível, o guarda-costas entra e o carro se movimenta.

Não consegui ver mais meu pai, se ele estava bem. Só escutei sua voz bem baixa, abafada ali no carro, que começou a se movimentar.

" Não a leve, só tenho meus filhos agora, não posso a perder. Por favor."

Sua voz em agonia me deixa mais com o coração partido. Eu não posso deixá-lo, nem ao meu irmão, não posso.

Eu estou encolhida, com medo do que vai me acontecer agora, porque o Jones é um desconhecido e isso me assusta.

Quem é esse homem afinal? Ele não pode ser uma boa pessoa, e agora... vou ter que ser obrigada a viver com ele, seja lá onde for.

Isso perfura meu coração... intensamente.

Eu era uma mulher livre que lutava dia após dia para pôr comida em casa, e infelizmente descobri ao final do dia que fui vendida pelo meu próprio pai. E que agora, talvez, nunca mais o veja, nem meu irmãozinho.

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