Esbarrei em alguém, droga, sou desastrado às vezes.
Quando olho, vejo Carol, minha aluna da faculdade.
Ela parece uma estátua me olhando, será que a machuquei?
Céus, olho para o chão e seu café da manhã caiu no chão, eu me agacho pegando e estendo pra ela.
Peço desculpas, e pergunto se ela está bem, Carol diz que está e pega o saquinho com seu café de minha mão, diz que a atendente me chamou, eu vou até lá pegando meu bolo de cenoura e meu café, pago e volto até ela, dizendo que a vejo na sala.
Olho para ela mais uma vez.
Carol está tão linda, assim como a vi pela primeira vez, fiquei encantado, ela é uma garota linda, mas infelizmente é minha aluna, devo a tratar como tal, uma pena isso, pois ela me olha intensamente, sorrio me despedindo, vou até meu carro comer meu café.
Abro a porta e começo a comer o bolo.
Está uma delícia.
Olho para a frente, vejo Carol sair do café, ela suspira bem intenso e começo a caminhar, ela abana seu rosto enquanto caminha até a faculdade.
Ela simplesmente é linda, muito linda... Seus cabelos com ondas são simplesmente lindos, sua pele branca e bochechas rosadas, é magra e possui um corpo curvilíneo, é um encanto de garota e parece ser bem obediente e esforçada, vou manter o foco em lhe ajudar sempre, espero que mais nada aconteça.
Termino meu bolo e com o meu café. Está uma delícia, como sempre.
Após terminar, limpo minha boca, saio e tranco o carro, jogo o lixo na lixeira. E caminho até a faculdade com minha pasta nas mãos.
Carol...
Vou até minha sala e me sento no lugar de sempre, coloco minha mochila no chão e uma garota do meu lado diz.
- Oi Carol, sou Carla, tudo bem?
Eu assinto e o professor chega.
Todos os alunos se sentam e se calam.
Mas, escuto Carla falar baixinho pra mim.
- Nosso professor é um gato né?
Olho para ela séria e olho do relance para o professor, é um super gato esse professor.
Mas, não vou dizer isso.
- Não, acho ele normal.
Dou de ombros a essa Carla que grita sem pensar;
- Você é doida Carol? Hei? Como assim? É claro que ele é.
Eu arregalo meus olhos para ela, olho para o professor que pergunta.
- Que gritaria é essa? Carla se está falando algo que não seja da matéria, vou pedir para se retirar.
Carla fala se desculpando.
- Me desculpe professor, me empolguei aqui, vou ficar calada.
Eu apenas fito minha mesa, essa garota é louca e vai me levar a loucura desse jeito.
Sinto uma presença na minha frente. É o professor.
Eu olho para cima e escuto sua voz:
- Depois da aula quero falar com você Carol.
Ele me olha seriamente e se vira para Carla...
- E você senhorita, se gritar na minha aula novamente, vai se retirar imediatamente.
Ele diz sério e começa sua aula.
Eu presto atenção sem olhar para a sonsa da Carla que me ferrou, essa garota vai pagar por ser tão idiota.
Resmungo baixinho, mas anoto tudo que o professor diz.
Mais tarde, a aula acabou.
Arrumo minhas coisas, e me levanto para ir até a mesa do professor.
Chegando lá, olho para ele que está terminando de arrumar suas coisas, ele arruma tudo e coloca em sua pasta e a fecha.
Ele cruza os braços e diz;
- Então, Carol. Hoje fiquei desapontado com sua amiga, espero que não seja como ela.
Ele me diz sério e o respondo:
- Ela não é minha amiga, ela me perguntou uma coisa, não dei moral pra ela, aí ela armou aquele escândalo, me desculpe professor.
Abaixo a cabeça, mas sinto sua mão quente levantar minha cabeça.
Fico vidrada em seu olhar intenso, intimidador.
Céus...
Eu congelo toda...
Meu corpo está queimando e sinto meus batimentos, estão super descontrolados, respiro fundo, ele está muito perto, é muito cheiroso.
Professor... Não sabe o que está fazendo comigo, eu sou fraca, homens como o senhor, me deixa assim...
Ele diz baixinho:
- Tudo bem, não quero me arrepender, quero te ajudar então, dê o seu melhor, ok?
Ele sorri para mim.
Sorrio também olhando para seus olhos cor de mel.
Ele é tão lindo, musculoso.
Sua mão solta meu rosto e relaxo os ombros um pouco.
- Bom, vou indo professor. Obrigada, por tudo.
Ajeito minha mochila e ele diz...
- Tudo bem, até amanhã. Se cuide.
Eu assinto e passo por ele.
Meu coração começa a se acalmar.
Abro a porta e passo por ela e me apoio na parede para me acalmar.
Meu coração parece enlouquecer, por que tenho que passar por isso?
Tento controlar tudo o que estou sentindo, mas não consigo.
Meus seios sobem e descem por causa da minha respiração ofegante, abano novamente meu rosto, assim que avisto o professor passar sobre mim, arregalo os olhos e desencosto da parede.
Ele me olha preocupado:
- Você está bem? Parece cansada, o que você tem? Está suando? É febre?
Não professor, é meu coração que é doido, fico assim quando estou muito a fim de alguém, meu emocional e físico ficam uma loucura, por isso estou assim. Queria gritar pra ele.
Apenas digo.
- Estou com muito calor, é só isso, desculpe - digo envergonhada.
Ele vem até mim, eu me encosto na parede de novo e ele diz bem próximo de mim.
- Te levo em casa, não vou deixar você assim, você pode desmaiar. Pode confiar em mim.
Ele é meu professor, não tem cara de que faria algo com uma aluna, e devo aproveitar essa oportunidade.
- Tudo bem.
Saímos da faculdade e fomos até o estacionamento, ainda bem que os outros alunos foram embora, se não, o que eles iam pensar?
Entramos no carro e dou meu endereço a ele.
Júlio me dá um lenço para limpar o suor do rosto, assim faço.
Caraca, suei muito mesmo.
Tudo por causa dessa atração que sinto pelo meu professor.
No decorrer do trajeto tento não olhar para ele.
Fico olhando para o movimento lá fora, e até que hoje está tranquilo. Menos mal.
Após um tempo bem calados, chegamos a meu lar.
Tiro o cinto, me viro para ele dizendo.
- Obrigada professor, desculpe ter te atrapalhado.
Ele sorri dizendo.
- Não atrapalhou, aliás me chame de Júlio, mas na frente da turma me chame de professor, pode ser?
Eu assinto e ele sorri mais uma vez.
Digo me aproximando.
- Tenha um ótimo dia então Júlio, espero que não ache isso inapropriado.
Chego perto do seu rosto e beijo seu rosto, bem delicadamente.
Me afasto e Júlio está imóvel me olhando.
Por fim, me viro e desço do carro acenando.
Ele acena me olhando do mesmo jeito, sem reação.
Espero não ter ido longe demais.
Entro no meu lar e penso em descansar por um tempo.