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O CEO que me comprou
img img O CEO que me comprou img Capítulo 3 Quando nos conhecemos
3 Capítulo
Capítulo 6 Namorando img
Capítulo 7 A sogra img
Capítulo 8 A dívida img
Capítulo 9 Uma solução indesejada img
Capítulo 10 Vamos terminar img
Capítulo 11 Antes do leilão img
Capítulo 12 O leilão img
Capítulo 13 O prêmio img
Capítulo 14 Aquela noite img
Capítulo 15 Oferta de casamento img
Capítulo 16 Os agiotas img
Capítulo 17 O casamento img
Capítulo 18 O homem atrás do rosto img
Capítulo 19 A verdade img
Capítulo 20 Parque de diversões img
Capítulo 21 Uma máscara no chão img
Capítulo 22 A volta do pai img
Capítulo 23 Nem tudo é o que parece img
Capítulo 24 Não posso mais ficar sem você img
Capítulo 25 Por trás do CEO img
Capítulo 26 Epílogo - Felizes para sempre no parque img
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Capítulo 3 Quando nos conhecemos

Thainara Dubois

Quase dei um torcicolo com o jeito em que fiquei. O rapaz servindo os drinks era a coisa mais linda que já vi. Cabelos loiros que ele bagunçava a cada passada de mão, e que ficava ainda mais lindo... É eu percebi. A cor dos olhos não dava para definir o certo de longe, mas o rosto era muito bem desenhado. Nem sabia que poderia existir alguém tão perfeito fora dos stories e TV.

- Acho que quero um drink - comentei, e Jasmin seguiu o meu olhar.

- E quem não quer? É gato, não? Já o vi aqui algumas vezes. Vive rodeado de mulheres.

- Será que me cabe nessa rodinha? - comentei rindo. E vi que o rapaz olhava em nossa direção. Será que se interessou por alguma de nós?

Desviei o olhar rapidamente. Tolice. Devia ter encarado. Adoraria que seu olhar fosse para mim.

- Não custa tentar. Acho que estamos precisando de mojitos. Quer ir buscar no balcão? - Ela se mostrou disposta a dar força para uma investida.

- Ai meu Deus! Vou mesmo fazer isso? - um nervosismo sem igual tomou conta de mim. Era como se houvesse algo vivo se mexendo muito no meu estômago. Seria as tais borboletas que despertaram por um desconhecido lindo?

- Vai amarelar? Se bobear outra pega. E essa outra pode ser eu. - Rindo, ela começou a levantar, mas a fiz voltar para a cadeira.

Nem pensar.

Levantei de uma vez e segui até o balcão. Podia sentir o olhar da minha amiga em minhas costas e o olhar daquele homem lindo a minha frente. Cheguei perto o bastante para ver aqueles olhos verdes incrivelmente sedutores. Isso, eram verdes. O verde mais límpido que já vi.

Minha voz saiu afetada quando pedi:

- Por favor, pode fazer dois mojitos?

Ele sorriu.

- Claro, Sol. - Meu Deus! Que voz deliciosa! Meio rouca, suave. Minha calcinha enxarcou só de ouvir.

Está passando da hora de me livrar dessa virgindade. Vinte anos não é muito para me desesperar. Pelo menos não era até colocar os olhos nesse homem.

Devagar. Não aqui. Em cima do balcão não vai rolar. Ri internamente, apesar do nervosismo.

- Desculpe, mas o meu nome não é Sol. Deve estar me confundindo com alguém. - Essa informação me deixou decepcionada. Ele estava olhando para a nossa mesa, para mim pelo que percebi, porém era porque me confundiu com alguém.

Ele levantou a sobrancelha.

- É mesmo? Então como se chama?

- Thainara. Meus amigos me chamam de Thai.

- É um nome bonito, mas gosto mais de Sol. Combina com você. Afinal, quando te vi foi como se o sol passasse a brilhar em plena noite.

Tomate, pimentão, pode pensar em todos os tons de vermelho. Com certeza meu rosto passou por todos eles.

Ele não me confundiu, era uma cantada. Não soube o que dizer.

Demonstre interesse, idiota. Fale alguma coisa.

Limpei a garganta com certa dificuldade e obedeci a minha consciência.

- E qual o seu nome?

- Meus amigos me chamam de Natan - respondeu.

De novo o silêncio. É sério, vou me matar depois se ficar imaginando tudo que poderia ter dito.

- Você é sempre tão calada, Sol? - ele perguntou colocando os drinks prontos na minha frente.

Quando ele começou a preparar?

- Um pouco, mas hoje é culpa da vergonha mesmo. Estou me sentindo uma garotinha nerd conversando com o rei do baile - confessei com um pequeno sorriso.

Ele riu. Que som é esse, meu Deus?!

- Posso dizer que eu é que me sinto o nerd conversando com a rainha do baile.

O olhar dele se desviou um pouco para o grupo de pessoas que se aproximavam fazendo mais barulho que a música. Também olhei.

Era hora de ir.

- Obrigada pelos drinks e pela curta conversa. - Peguei os copos pronta para me afastar. Parece que ficaríamos só nesse pequeno flerte. Eu não sei como dar em cima de alguém. Essa foi minha atitude mais arriscada em relação ao sexo oposto.

Ele tocou a minha mão fazendo uma corrente elétrica me percorrer o corpo todo.

- Mais tarde, posso te chamar para dançar? - perguntou com seus olhos verdes enxergando minha alma.

Travei. Minha mente calculava se realmente ouvi isso. Sinceramente, estou exagerando. Sou uma mulher bonita. Sei que atraio os homens. Mas esse... Não sei o que esse homem tem que mexe tanto comigo.

- Pode - respondi, afastei minha mão e me virei.

Voltei para a mesa onde Jasmin já conversava com um rapaz. Ela nos apresentou e ele sentou conosco. Pelo que pude perceber era conhecido dela. Não dei muita atenção assim a conversa, apenas respondia ao que era direcionado a mim e bebia meu mojito.

Pareceu uma eternidade até aquele ser incrivelmente lindo parar em minha frente e dizer:

- Dance comigo.

Natanael Johnson

Desde que as duas garotas chegaram que não consigo controlar meu olhar em direção a mesa delas. A garota de roupas pretas era uma sereia de linda, mas a morena de blusinha rosa... a morena... Como descrever tamanha perfeição?

Felizmente não precisei arquitetar um plano para chegar até ela. A perfeição em forma de mulher veio até mim.

Gostei do jeito como a afetei no bar. Ela parecia lindamente perdida. E eu adoraria colocá-la no caminho certo, o da minha cama. Seus sorrisos tímidos me deixavam em alerta.

Quando ela veio em minha direção, rebolando suavemente suas curvas, tive que esconder a ereção atrás do balcão.

Não consegui me concentrar em mais nada. Tudo em que eu pensava era na promessa de dançar com ela, ter nossos corpos roçando em uma promessa de que muito em breve dançaríamos nus.

Assim que um dos funcionários se aproximou, perguntei:

- Toma conta para mim? Tem uma presa que não posso perder.

- Claro, garanhão. Vai lá garantir a transa de hoje.

Deixei o balcão e fui em direção a mesa onde estava meu objeto de desejo. Parei na frente dela e disse:

- Dance comigo.

Ela me olhou com seu jeito de menina travessa e se levantou aceitando a mão que estendi. Foi tão gostoso segurar sua mão. Parecia que pequenos choques me despertavam.

A levei para perto do palco e começamos a dançar.

Gosto de forró. É um jeito muito gostoso de colar nossos corpos. Envolvida em meus braços ela me deixava guiar nos passos de dança. Pelo jeito também gostava do estilo.

Eu sentia a respiração dela. Sabia que ela me sentia duro em alguns movimentos da música.

Mas eu não disse nada. Não a "cantei". Não conversei. Apenas senti. Pode parecer maldoso, mas adorei como ela ficava na minha presença. Ela queria dizer alguma coisa só que não conseguia. Ficava docemente tímida.

O problema é que alguma coisa estava muito errada no balcão. Pude ver uma movimentação estranha e o olhar de alguns funcionários em minha direção.

Droga! Saio um minuto e já arrumam problema.

Como a música estava acabando, esperei o final da dança, beijei seu rosto e agradeci, voltando em seguida para o balcão onde descobri que todo o problema é que alguns clientes aproveitaram minha saída para dizer que tinha prometido drinks grátis. Coloquei todos para fora e voltei para o balcão de onde fiquei encarando a minha Sol.

Percebi quando a amiga dela pediu a conta.

Estariam indo para outro lugar? Ela teria alguém de plantão para passar a noite? Eu não podia deixá-la escapar assim. Que se dane se o bar explodir. Natanael Johnson paga os prejuízos.

- Cara, cuida aqui para mim. Tenho que resolver uma coisa. - Pedi ao colega que passava por mim. E sem nem esperar retorno, me afastei rapidamente em direção a ela.

Se deixasse aquela mulher ir talvez nunca mais a encontrasse.

Antes que ela saísse, segui em direção ao estacionamento. A noite não terminaria assim.

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