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Capítulo 5 Por telefone

Thainara Dubois

Mandei a mensagem e esperei por quase duas horas até que o sono venceu e adormeci. De manhã acordei e fui logo pegando o celular na mesa de cabeceira. Havia várias mensagens.

Para me fazer de difícil comecei a ler e ouvir as outras, até a das Malditas - forma carinhosa como chamo as gêmeas Carla e Carol. Estudamos juntas a vida toda e elas sempre queriam ser melhores que eu em tudo. Muitas vezes conseguiam, mas nem ligo.

Como não as vejo desde a formatura, achei que poderia ter alguma coisa a ver com a faculdade e reproduzi o áudio.

Foi terrível. As duas riam enquanto descreviam como foi a noite ao lado de Natan. Eu devia saber que aquelas idiotas veriam meu status nas redes sociais e me seguiriam. Não seria a primeira vez. Elas sempre apareciam em lugares em que eu estava, querendo ser o centro das atenções.

Quando abri a mensagem de Natan já era uma Thainara irada. Respondi dizendo que sabia sobre sua noite quente e ignorei suas ligações, mas ele não parecia disposto a parar de ligar.

Por fim, atendi e agora estou aqui olhando na cara linda desse safado.

- Olhando para você, eu me sinto ainda mais canalha - falou depois de sentarmos e fazermos os pedidos de tapioca de frango e suco.

- Isso deve ajudar. - Com o propósito de deixá-lo desconfortável, coloquei o celular na mesa e reproduzi o áudio.

Ele fez algumas caretas enquanto ouvíamos.

Ao fim do áudio houve um silêncio constrangedor na mesa.

- Pelo que tem ai, elas viram o beijo e aproveitaram a chance de me atingir. - Quebrei o silêncio.

- E eu cai. Me sinto um canalha.

- Relaxa. Você não foi o primeiro. E também não tínhamos nenhum compromisso. - Fingi que não me incomodava. O que era uma grande mentira.

Ele deu um sorriso amarelo.

- Podemos ter ainda. Se você esquecer que fui um merda.

Balancei a cabeça devagar. Mais para espantar o sentimento que esse homem me desperta. Não sei o que acontece, mas perto dele tudo que quero é tirar a roupa e pular no seu colo.

- Vamos deixar as coisas como estão. Somos diferentes demais.

- Diferentes como? Fala sobre a diferença entre o meu carro e o seu? - questionou. Parecia com raiva, decepcionado.

Como se eu soubesse qual o carro dele. Não vi no bar e nem onde o estacionou hoje.

- Claro que não. O que tem um carro a ver com isso? Eu falo sobre o fato de eu ser virgem e você ser... digamos... ativo demais. Natan, você transou com as duas garotas que mais me odeiam. Ao mesmo tempo.

- Mas...

O interrompi.

- Deixa eu te fazer uma pergunta: se recebesse esse áudio de "amigos" - fiz um sinal de aspas - ainda desejaria algo comigo? Algo além de foder? E nem venha me dizer que é diferente por ser homem senão eu surto e suas chances vão para zero.

- Meu sol, se um dia decidirmos ter algo mais que ficar, o seu passado será passado e espero que o meu também.

- É uma boa resposta. O único problema é que eu não quero ficar. Não do jeito que está acostumado. Eu sou tipo a tola mocinha virgem dos clichês. Quero andar de mão dadas, assistir filmes agarradinhos, nos pegar no sofá ou no carro e quando suas mãos irem longe demais, reclamar até um dia deixar a mão, outro dia a boca, outro dia, quem sabe, o corpo todo.

Ele se mostrou empolgado.

- Eu aceito. Quando começamos?

- Bobo! - não consegui conter um sorriso.

- Não vou desistir.

- Vamos apenas almoçar - comentei vendo a aproximação do atendente da barraquinha de tapioca.

Natan aceitou minha sugestão. Almoçamos com ele saciando sua curiosidade sobre minha vida de adolescente e minha rixa com as gêmeas. Quando perguntei sobre ele, simplesmente disse que contaria em um próximo encontro. Hoje era a minha vez de falar e sua vez de ouvir.

Fomos embora sem nenhuma promessa. Sem um beijo.

Eu queria muito repetir aquele beijo. Podem chamar de fraqueza, mas nada mudou por causa daquelas malditas gêmeas, só me incomodava. Afinal não tínhamos nenhum compromisso. Seria diferente se namorássemos. Eu poderia ter feito o mesmo que ele se tivesse uma vida sexual ativa.

Natanael Johnson

Ver Thainara novamente reforçou ainda mais meu desejo de tê-la. Por sorte ela não se mostrou irredutível. Ficou chateada, mas quem não ficaria... Aquelas cadelas me usaram para atingi-la.

A noite, na mansão, entrei na minha "sala de jogos" e perdi alguns minutos imaginando Thainara em cada um daqueles aparelhos, seu corpo nu sendo tocado por mim ao mesmo tempo que por aqueles objetos, sendo penetrado por mim, ao mesmo tempo que por um daqueles vibradores, a imaginei me chupando de quatro enquanto seu rabinho lindo é socado por um consolo initerruptamente.

- Meu sol, preciso muito te comer todinha.

Meu pau ficou duro com a imaginação. Pensei em resolver isso de qualquer jeito, mas mudei de ideia. Puxei uma poltrona, me sentei e disquei o número dela. Demorou bastante para que atendesse.

- Alô!

- Oi, Meu sol, achei que não queria falar comigo.

- Desculpe. Eu estava no banho.

Ah, Thainara! Se preza pelo seu bem-estar não devia ter dito isso. Você reforça demais meu desejo em literalmente te mastigar inteira.

- Que delícia! Imagino você nua sob um chuveiro.

- Seu tarado! - Ela riu. Devia estar vermelha com minha ousadia.

- Acharia mais tarado ainda se soubesse que estou de pau duro só por te ouvir. Doidinho para bater uma.

- Natan...

- Você está vestida? De roupão? Nua? - houve um silêncio do outro lado da linha.

Eu não pediria desculpas e nem mudaria de assunto. Ela precisava saber desde já o quanto a desejo, que o que temos não vai de jeito nenhum ficar só em beijinhos e abraços. Esperar o seu tempo não significa ficar parado feito trouxa.

Quando estava quase desistindo desse pensamento devido o silêncio do outro lado, ouvi:

- Estou de camisola. Sem calcinha. Não consigo usar para dormir. - Ela falou tudo de uma vez. Parecia em expectativa.

- Ai, Meu Sol, estou quase explodindo. Posso me tocar pensando em você e ouvindo sua voz?

- Deveria. Porque é o que estou fazendo. Minha mão está passeando em um lugar muito sensível.

- Puta que pariu! Que delícia! - Isso sim me surpreendeu.

Ela gemeu. Foi baixinho. Percebi que foi involuntário. Mas me enlouqueceu. Agarrei meu pau sem piedade. Bati uma punheta com gosto, ouvindo seus sons e suas palavras, provocando-a, ouvindo o que minha voz e minhas palavras provocaram nela. Havia momentos em que ela gemia tão alto.

Gozei jatos, melando minha mão. Mas continuei falando enquanto usava um lenço para me limpar.

- Goza pra mim, Meu Sol. Goze. Esfrega essa bocetinha sem piedade. Como eu esfregaria até deixá-la vermelhinha.

- Ahhhh... Natan... eu vou... ahhhh

Ela gozou. Aposto que sim. Depois do "eu vou" houve uma longa pausa em que só ouvi sua respiração ofegante.

- Meu Sol, esse namoro vai acabar comigo - comentei depois de dar alguns segundos para ela se recuperar.

- Meu deus! Não acredito que fiz isso... Espera, que namoro?

- Estamos namorando. Não te contei?

- Você é o tipo mocinho clichê dos romances eróticos. Faz merda, mas sempre é perdoado porque tem um poder de sedução vindo dos infernos. Não passou um dia que comeu aquelas vacas e já estou satisfazendo seus desejos. Aff!

Gargalhei.

- E você é a típica mocinha pela qual o cara fica obcecado desde o primeiro olhar.

- Eu não sabia que isso era possível na vida real.

- Fico feliz que seja. Não vejo a hora de ter minhas mãos onde as suas vagaram.

- Eu estou bem ferrada depois que te conheci. Mas apesar do que aconteceu hoje, ainda quero ir devagar. Quero te conhecer antes de me apaixonar completamente. - Seu tom era sério.

Me levantei, joguei o lenço no lixo e segui para o quarto sem encarrar a ligação.

- Então vou falar um pouco sobre mim. Se não estiver ocupada ou com sono.

- Não estou. Adoraria ouvir.

Comecei a relatar para ela sobre a minha infância no orfanato, o foco nos estudos, o fato de nunca ter sido adotado seja lá por qual motivo, pois dizem que preferem os mais novos e eu cheguei no orfanato ainda bebê. Contei a área que estudei de verdade, só ocultei o quanto fui bem-sucedido. Ela quis saber sobre meus relacionamentos, e contei que nunca tive nenhum que durasse mais de uma noite. Ai ela me perguntou sobre meus amigos e passei longos minutos relatando minhas aventuras com Caio e Ricardo.

- Você parece ser apaixonado por tecnologia e muito apegado aos seus amigos.

- Sou sim. Faço qualquer coisa por aqueles bastardos insolentes. E quanto a tecnologia, nem preciso dizer. Trabalho em uma grande empresa chamada GQ Tecnologic. No momento estou de férias, porém em breve terei menos tempo para minha namorada.

- Daremos um jeitoooo... - A ouvi bocejando.

- Acho melhor deixar você dormir. Já são quase duas.

- Nem vi o tempo passar.

- Posso te ver amanhã? Uma volta na praia para ver o sol se pôr, talvez.

- Vou adorar. Não transe com gêmeas até lá, namorado.

- Só com você a partir de hoje, namorada.

Nos despedimos.

Antes de dormi fiquei pensando sobre quando foi que me esforcei tanto por uma mulher. Segurar minha libido vai ser muito difícil, porém eu quero fazer isso por ela.

Por que Thainara me parecia tão perfeita? Por que me encantava tanto? Eu não sabia porque, mas estava disposto a mergulhar de cabeça. Seria meu primeiro relacionamento sério, e eu estava bastante empolgado.

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