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Minha Ômega
img img Minha Ômega img Capítulo 7 Inveja
7 Capítulo
Capítulo 8 Mãe Luna img
Capítulo 9 Ajuda img
Capítulo 10 Escapulida img
Capítulo 11 Descrença e Adeus img
Capítulo 12 Oficina img
Capítulo 13 Caídos img
Capítulo 14 Um Gato Entre os Pombos img
Capítulo 15 Pedido Ilegal img
Capítulo 16 Um Alfa img
Capítulo 17 O Outro img
Capítulo 18 Loba Ômega img
Capítulo 19 Alcateia img
Capítulo 20 A Verdade img
Capítulo 21 Perspectivas img
Capítulo 22 Modernidade img
Capítulo 23 Primeira Aliança img
Capítulo 24 Bicho Papão img
Capítulo 25 Três Dias Antes parte I img
Capítulo 26 Está Enganada img
Capítulo 27 Apenas Eletricidade Estática img
Capítulo 28 Quem é Ele img
Capítulo 29 De Volta para Casa img
Capítulo 30 Filhote Mau img
Capítulo 31 A Minha Verdade img
Capítulo 32 Coração de Mãe img
Capítulo 33 Primeiro Cortejo do Armagedom img
Capítulo 34 Resetando a Existência img
Capítulo 35 Verborragia Materna img
Capítulo 36 Oferta de Gratidão img
Capítulo 37 Irmandade img
Capítulo 38 Vale o Escrito img
Capítulo 39 Delírios img
Capítulo 40 Admirador Secreto img
Capítulo 41 Curiosidade e Medo img
Capítulo 42 Sem Chances img
Capítulo 43 Arruaceiros,sim! img
Capítulo 44 Sanguinários img
Capítulo 45 Sanguinários II img
Capítulo 46 Sanguinários III img
Capítulo 47 Doente img
Capítulo 48 Ressaca Moral img
Capítulo 49 Coberto de Razão img
Capítulo 50 Narrativas img
Capítulo 51 Cicatrizes em Comum img
Capítulo 52 Herdou o Deboche do Pai img
Capítulo 53 A Bruxa de Ares img
Capítulo 54 Ciúmes img
Capítulo 55 O que Pensa que Está Fazendo img
Capítulo 56 Visão de morte img
Capítulo 57 Não Fez Isso img
Capítulo 58 Arrepio na Nuca img
Capítulo 59 Quem é Ingênuo img
Capítulo 60 Eu Menti img
Capítulo 61 A Maldição do Deus Atlas img
Capítulo 62 Memórias img
Capítulo 63 Laços de Família img
Capítulo 64 Caboclo Pena Dourada img
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Capítulo 7 Inveja

Olá, meus amores!

Adorando os comentários, viu? Vocês são demais!

Vamos que vamos para conseguir o contrato exclusivo para essa história, porque vai ser grande e vai ter muitas emoções!

Quem ainda não está seguindo esse livro, corre lá e siga logo, para não esquecer!

Gratidão, amores, com o apoio de vocês, eu vou conseguir!

Espero que gostem deste capítulo,

BJKS!

*****

Gavin

Rael tossiu com o rosto cheio de neve e o seu futuro Beta correu para ajudá-lo a levantar. A comoção ao redor dele era intensa. Choro, risos, parabenizações, mas a Luna de nascimento, Laila, não se aproximou, permaneceu a alguns metros de distância, acompanhada de outros lobos da mesma idade.

Laila era uma bela jovem Luna, com cabelos loiros, pele muito clara e olhos pequenos, tímidos, de cor castanha. A observei por alguns instantes, enquanto ela mordia o lado de dentro da bochecha, creio que incerta do que deveria fazer.

Quando o meu irmão foi até ela, os dois se encararam e meu irmão sorriu. Ele estava feliz, seus olhos verde-terrosos brilharam. Ela sorriu em retorno, as bochechas tornaram-se rosadas e ele a pegou nos braços em um abraço apertado. Todos aplaudiram, como se estivessem assistindo a um show.

Foi uma cena bem bonita, duas almas gêmeas se encontrando, me fez desejar encontrar a minha também. Espero que não demore muito, pois, tenho a intenção de me guardar para ela, para não haver risco de que ela acabe passando pelo que a minha mãe passou.

Todos os alfas aliados do clã dos Lobos Brancos, presentes no evento, foram parabenizar o casal. Os membros do clã estavam contentes, afinal, o herdeiro do clã dos Lobos Negros era um excelente partido, não é à toa que tantas fêmeas se ofereciam para ele.

Respirei fundo e fui até eles, meu irmão me viu e seu sorriso se ampliou.

- Gavin! Irmão, Laila é a minha companheira!

O abracei, dava para sentir a felicidade deles exalando pelos poros. Os mais velhos discutiam sobre planos para ele e para os clãs, mas tudo o que o meu irmão fazia era olhar para a sua alma gêmea com adoração, e ela retribuia o olhar.

- Parabéns irmão, Luna Laila, fico feliz por vocês!

- Eu também, alfa Gavin, eu já os considerava da família, agora somos parentes de verdade!

Ela me abraçou e meu irmão não sentiu ciúmes, tamanha era a confiança que tinha em nosso amor e companheirismo fraternos. Mal sabia ele que as minhas gengivas doeram e o gosto amargo da toxina de união desceu pela minha garganta pela primeira vez. Me afastei um pouco e inventei uma desculpa para sair de perto deles.

Passei a mão pelo rosto e segui para a mesa do banquete, enfiando comida na boca, cujo gosto eu nem me importava. Só queria uma distração, mas não adiantava, a minha natureza os observava, rosnando baixinho, o ressentimento contra o meu irmão mais forte a cada minuto, a inveja me fazia sentir vergonha de mim mesmo.

Peguei um jarro de vinho, mas uma mão firme o tomou de mim.

- Hei, guri, além de não vir falar com o seu tio favorito, ainda está tentando roubar álcool da festa?

- Tio Orium! - Exclamei ao ver o adulto que mais gostava e admirava depois do meu pai e irmão.

Ele me abraçou apertado, sorridente como sempre. Seus longos cabelos trançados com fitas da cor dos olhos de sua Luna.

- Cadê a Luna Odessa e Ragnar? Um tempão que não vejo o seu filhote!

- Eles ficaram no clã. Vim para trazer alguns dos meus lobos para encontrar as suas companheiras. A viagem não foi perdida, um dos meus guardas encontrou a fêmea dele e a levaremos conosco quando voltarmos.

- É... Temos muitas razões para comemorar hoje... - Disse, de maneira meio vazia, pois era como estava me sentindo.

- Te trouxe um presente, consegui com a fada Lisbella, é uma máquina dos humanos cuja bateria é recarregada pela luz solar e funciona aqui, não sei se vai ser útil, mas tenho certeza que pode desmontar e usar as peças!

- Sério? - Alfa Orium sempre me dava presentes quando me encontrava, assim como a minha dinda. - Valeu, tio, não precisava!

- Relaxa, sei o quanto gosta dessas coisas. E como você está, comendo fermento demais dos bolos de sua madrinha para ficar tão alto? Está quase da altura do seu irmão, e tem o quê? Treze ciclos?

Ele riu e bagunçou os meus cabelos.

- É... treze completos.

- Daqui a pouco o seu lobo nasce, consigo sentir a aura dele, forte para cacete, rapaz! Não me surpreenderia se ele aparecesse hoje para parabenizar o lobo irmão e a futura Luna dos Lobos negros.

- Alfa Orium, venha, precisa escutar isso! - Um dos alfas gritou.

- Vou lá, filhote, mas nada de álcool pra você! Mais tarde, falo contigo e te entrego o presente. Ah, se quiser, volte comigo para o meu clã, Ragnar iria gostar da visita!

- Tá bom, tio, obrigado!

Assim que o alfa Orium se afastou, as emoções ruins da minha natureza retornaram. A minha respiração ficou pesada quando ele levantou um caneco de vinho e apontou para mim, sorridente.

Ele tinha tudo, a admiração das pessoas ao seu redor, o trono do nosso pai, uma bela fêmea luna o aguardando, quando ele nunca se guardou para ela...

Belisquei a pele da minha barriga. Aqueles sentimentos eram terríveis, não combinavam comigo. Eu estava feliz por meu irmão, será um bom líder, mas o meu lobo sentia tanta inveja dele que estava me dando ânsia de vômito. Especialmente quando a imagem dele marcando Laila apareceu na minha mente, era o que ele estava pensando em fazer!

Como?

Por quê?

Eu nem gostava dela, não era o meu tipo... se é que eu tinha um tipo. Não a conhecia como pessoa, nunca criamos laços reais. Além disso, ela não me atraía, era mais como irmã. Sei lá...

Minhas mãos estavam tremendo, belisquei a minha carne novamente, com mais força.

" O que há com você, lobo imbecil? Ele é nosso irmão, nosso melhor amigo!"

Resmunguei, tentando me comunicar com a minha natureza.

" Alfa fraco!"

O quê?

A primeira vez que ouço a minha natureza e ele estava menosprezando nosso irmão e nem tinha nascido! Meu pai sempre diz que eu e a minha natureza somos apenas um, mas não era assim que me sentia.

" Nosso irmão não é fraco! É um bom irmão e será um bom Alfa, seu lobo é forte e corajoso!

" Eu sou mais forte! Tome a fêmea para nós!"

- O que está fazendo, idiota? Resmungando sozinho e... caraca, está sangrando!

Natalia arregalou os olhos ao ver as minhas garras estendidas cortarem a carne da minha barriga que eu estava beliscando.

- Sai daqui, peste! - Rosnei para ela, mostrando os caninos em ameaça a minha própria irmãzinha.

Meu pai, mesmo de longe, virou em minha direção, seus olhos negros mostravam que a sua natureza estava atenta.

Antes que mais alguém notasse o que estava acontecendo comigo, corri para dentro da floresta de pinheiros, na mesma direção da caverna onde ficamos no treinamento de sobrevivência.

A dor em meu corpo era forte, mas a dor em minha alma era maior. Eu não conseguia parar de chorar, o vazio em meu peito crescia na mesma medida em que os meus ossos se partiam e contorciam. Quando as minhas pernas quebraram para trás, cai no chão de neve e virei de barriga para cima. O meu lobo estava furioso comigo, com meu irmão, com meus pais.... Era tanta raiva, tanto rancor, tanta mágoa...

Tentei gritar de dor, mas o som que saiu da minha garganta foi um uivo. Os pelos negros empurraram a carne das minhas mãos, tingindo a neve de vermelho com o meu sangue.

Estava perdendo o controle dos meus membros, a grande pata com garras afiadas arranhou o meu peito, cortando a carne, acelerando a transformação.

Quase agradeci aos deuses pela neve, pois aliviava o terror da transformação incomum. Havia algo errado, vi transformações antes, inclusive do meu irmão, era um processo doloroso, sim, mas havia antecipação e felicidade. Tudo o que eu sentia era dor, física e emocional.

Quanto mais o meu lobo tomava o controle, mas o desespero tomava conta de mim.

Quando a dor física parou, não me senti melhor. A minha mente estava confusa, nada fazia sentido, apenas um desejo forte de matar, de controlar, de marcar Laila.

Meu lobo queria uma Luna para ele e não sentiria remorso algum em tomar a do nosso irmão, a quem nitidamente considerava fraco, menos merecedor do trono do que nós.

"Tome tudo para nós!"

Eram as palavras que o lobo repetia, entre outras sem nexo.

- Oh, seu idiota, você está aqui e se transformou! Que massa! Seu lobo é lindo, pelo tão negro quanto uma noite sem lua, igual do papai!

Eu estava no interior da minha forma de lobo, sem o menor controle, como um passageiro no banco de trás. Assisti quando o lobo levantou a cabeça e olhou para a minha irmã. Não havia reconhecimento, nem carinho, nem nada familiar no que ele sentia.

Seu rosnado era alto e ameaçador.

- Gavin... os seus olhos estão vermelhos, acho que isso não é bom....

O lobo caminhou lentamente na direção dela, que me encarava com a fisionomia confusa.

- Gavin, para de bobeira, é feio ficar rosnando para a sua irmã!

A voz dela foi se tornando mais baixa a medida que eu me aproximava. O lobo mostrou os dentes para ela, rosnando furioso.

" O que está fazendo, é nossa irmã!"

Gritei no meu âmago, o lobo sacudiu a cabeça, de olhos fechados, como seu eu fosse um intruso no seu cérebro.

- Gavin... para com essa brincadeira, está me assustando! - Natalia disse, com a voz chorosa e assustada. - Vou chamar a mamãe!

Não era uma brincadeira, eu também estava assustado e não conseguia fazê-lo parar. Queria que ela corresse, gritasse por ajuda, mas ela ficou ali, me encarando com os seus olhos marejados e fedendo a medo.

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