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Capítulo 2 Capitulo 2

Isabela Garcia

- Droga!

Tiro o livro que estava no meu rosto, o colocando na mesinha ao lado de minha cama, mais uma noite que prometi dormir cedo, que iria ler apenas um capitulo, no máximo dois, mas a estória de Alexandre e Kassandra me faz passar metade da noite em claro, aponto de dormir com o livro em minha cara, estou lendo um livro chamando Amaldiçoado, estou apaixonada pela mocinha e na redenção do vilão, as estória de amor sempre serão meu ponto fraco.

Agora eu estava correndo um sério risco de chegar atrasada na faculdade, eu estudo literatura, não preciso dizer que minha paixão são os livros e os de romances principalmente, eles são meu passatempo preferido no mundo inteiro, salto da cama e corro para o pequeno banheiro que tenho no meu quarto, faço um coque no alto da cabeça, hoje não tenho tempo de lavar o cabelo, fazem dois dias que digo isso.

Após fazer minha higiene pessoal e tomar meu banho, visto uma confortável jardineira jeans, ela está com a lavagem um pouco gasta, mas o importante é que é confortável, escolho uma camiseta branca de algodão e visto por dentro da jardineira, solto meus cabelos, que caem embaraçados em minhas costas, meus cabelos são cor de chocolate a mesma cor dos meus olhos, meus cabelos são enormes e cheios, sempre me dá bastante trabalho desembaraçar, então hoje terei que ser rápida, despejo um pouco de óleo de cabelo nas mãos e passo por todo cumprimento, escovo a frente com minha escova de pentear, e decido por fazer um rabo de cavalo prendendo tudo, me olho no espelho e estou ótima para ir a faculdade, não sou de passar horas me arrumando, passando maquiagem e essas coisas que a maioria das garotas de dezoito anos fazem, prefiro gastar meu dinheiro comprando livros ao invés de esmaltes, batons e roupas, afinal de contas do que adianta ser belo por fora e horrível por dentro? Prefiro a beleza da alma, a uma aparência externa linda e ser feio por dentro, embora minha irmã mais velha Mariel me reprove tanto por isso! Calço meu tênis, borrifo meu perfume e estou pronta.

Encontro meu pai sentado a mesa, tomando uma xícara de café, que está com um cheiro maravilhoso.

- Bom dia paizinho!

- Bom dia minha Bela.

Caminho até ele e o beijo a bochecha, somos apenas meu pai, eu e minha irmã, embora ela quase nunca está em casa, mamãe morreu durante meu parto, papai nunca quis casar novamente, meu pai e minha irmã são as pessoas que mais amo nessa vida, eu faria qualquer coisa por eles.

- Onde está a Mari?

- Sua irmã não dormiu em casa filha, ando cada dia mais preocupado com essa menina.

- Vamos rezar por ela paizinho, para que nada de ruim aconteça com ela.

Falo tentando esconder minha preocupação, não quero deixar meu pai nervoso.

- Fiz seu café com leite meu amor.

Ele diz amoroso, eu amo café com leite, mesmo atrasada tomo um xícara e como algumas fatias de queijo branco, quando termino me despeço do meu paizinho.

- Não faça nenhuma estripulia e nem aceite trabalhos pesados!

Digo séria, meu pai trabalha concertado e criando qualquer tipo de coisas, os vizinhos estão toda hora a chama-lo, hora para concertar uma Tv ou um Celular que quebrou, mas as vezes ele carrega algo pesado e fica reclamando de dor nas costas, mas isso foi devido a um acidente de trabalho que ele sofre a uns meses atrás, não vejo a hora de poder estagiar, ganhar dinheiro para meu paizinho não precisar mais trabalhar, mas acabei de entrar na faculdade, porém um dia darei uma vida de rei ao meu pai, eu não me importo com essas coisas de ter, mas me importo com as pessoas que amo e eu amo meu pai.

Quando abro a porta de casa, me deparo com Gastão, suspiro entediada, quando ele vai entender que não quero nada com ele? Ao me ver Gastão vem praticamente correndo até mim, sempre acompanhado do seu amigo Lafaiete, Gastão é alto, forte, e está sempre bem vestido, nota-se a metro de distancia o quanto ele é vaidoso.

- Bom dia bela, aceita uma carona?

Olho bem nos fundos dos seus olhos e lhe digo um belo e sonoro não.

- Não, prefiro ir caminhando.

Entre aceitar a canora de Gastão e chegar atrasada na faculdade, a segunda opção me aprece maravilhosa.

- Aceita ir ao cinema hoje a noite comigo?

Ele pergunta e passa a mão nos cabelos que certamente foi escovado.

- Não!

Repto minha reposta e começo a andar.

- Vai sair? Tem algum compromisso essa noite?

Paro de caminhar e olho novamente para Gastão, dessa vez falo para que ele não tenha dúvidas.

- Gastão, não perca seu tempo comigo, eu nunca vou sair com você, não tenho interesse algum em você, eu só preciso ir a faculdade.

Volto a caminhar, dessa vez ainda mais rápido, mas consigo ouvir Gastão dizer a Lafaiete: " As difíceis são as melhores, eu ainda me casarei com Isabela ou não me chamo Gastão!" Reviro os olhos e sigo para faculdade, a caminhada dura vinte minutos. Ainda estou no primeiro semestre do curso, mas estou adorando, sempre presto atenção nas aulas, gosto de interagir, tirar dúvidas e responder as perguntas feitas pelos professores, não sou de conversas paralelas, obviamente que nos intervalos de uma aula ou outra converso com um ou outro, mas não tenho amigos, prefiro na maioria das vezes ficar com meus pensamentos e meus livros.

No fim da aula, passo na biblioteca da faculdade, não é algo muito grande, pois morro numa cidade pequena, aqui tudo é muito contido e modesto, peço um livro ao bibliotecário, dessa vez lerei algo clássico, tendo em vista que minha leitura de amaldiçoado está acabando, pego William Shakespeare e levo para casa.

Em casa tomo um banho, dessa vez lavo os cabelos que já tocam minha cintura, os penteio e os deixo solto, para secarem ao natural, encontro papai trabalhando num concerto de um ar condicionado.

- Já almoçou paizinho?

- Ainda não Bela.

- Vou esquentar nosso almoço.

Sempre cozinho a noite, deixo tudo pronto e a tarde é só esquentar, preparo dois pedaços de bifes e faço uma salada rápida, almoço com meu pai, em seguida subo para meu quarto, quero terminar minha leitura.

Eu tenho uma vida boa, não vivo no luxo, mas tenho tudo que preciso, meu pai sempre trabalhou muito para que não me faltasse nada, a alguns anos atrás papai trabalhava em um bar e confesso que não gostava muito, pois ele sempre chegava muito tarde e sem contar que o dono do bar é um homem com uma fama terrível, eu nunca o vi, mas o que escutei ao seu respeito prefiro ficar sem conhecer, foi nesse lugar que meu pai se acidentou, um dia quero poder compensar tudo que ele fez por mim, Deus há de permitir isso.

Termino meu livro e acabo emocionada com a estória, quando a noite chega janto com meu pai e ficamos assistindo TV, Mari que já está em casa, prefere jantar no quarto, não demoro muito conversando com meu pai, pois estou com sono e amanhã acordo cedo para ir a faculdade.

Sou acordada assustada por volta da meia noite, homens encapuzados arrombaram minha porta e entraram gritando na minha casa, desci para ver e meu pai me mandar subir aos gritos, os homens estão armados, não vejo minha irmã, eu quero saber porque eles estão fazendo isso, meu pai é uma pessoa boa.

Meu pior pesadelo acontece, meu pai é levado, colocado dentro de um carro preto que sai em disparada acompanhado de mais três carros, alguns vizinhos acordam e vem me consolar, não sei onde minha irmã está e isso só piora, eu estou aos prantos.

- Quem levou meu pai?

Um dois meus vizinhos fala que foi a fera.

- A fera?

Sei que o bar que meu pai trabalhava era desse homem, eu não sei muito sobre, apenas que ele é perigoso e mora afastado da cidade.

- Precisamos chamar a policia e denunciar, isso é um sequestro!

- Isabela, ninguém vai denunciar, as pessoas não querem problema com esse homem.

Vejo o medo no rosto de cada vizinho, eles tinham suas vidas e não iriam se meter em algo assim, eu precisava tentar, não podia simplesmente deixar meu pai morrer nas mãos de um bandido.

- Você pode me levar lá?

Pergunto ao vizinho, o Silvio, ele tem uma moto.

- Você é louca? É muito perigoso!

- Por favor é meu pai!

Eu imploro chorando e ele concorda em me levar até uma parte do caminho, depois eu seguiria a pé e assim eu fiz, foi até a casa da fera, disposta a tudo para salvar meu pai de suas garras.

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