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Capítulo 5 Capitulo 5

ADAM RIVERA

Quando o sol nasce, as 04:50h da manhã, já estou de pé e pronto para fazer meu treino matinal, a verdade é que eu mal conseguir pregar os olhos essa noite, tudo que eu conseguia pensar, era na moça tão linda que estava presa em minha masmorra, ela parecia uma flor de tão delicada, e estava presa em minha casa, eu não sei o que faria, mas eu não queria que Isabela se fosse, agora que eu a vi, sentia que precisava vê-la sempre, embora para ela seja um castigo ter que olhar para mim.

Treino em minha academia que fica na parte de trás da minha casa e é ao ar livre, geralmente treino com o Leonor, meu mordomo é o mais perto que tenho de um amigo, mas a essa hora, meu mordomo ainda está dormindo. Pego pesado, sentindo que preciso extravasar, colocar para fora toda essa energia que está no meu peito me inquietando, quando estou em minha última série de bíceps Leonor chega.

- Adam, o que aconteceu? Você dormiu na academia?

Leonor pergunta, segurando uma garrafinha de água e uma toalhinha de rosto ridicula, eu nunca entendi porque ele sempre vem ao treino com a droga dessa toalhinha, se ele nunca derrama uma única gota de suor em seus exercícios.

- Acordei cedo e decidir começar sozinho.

Digo terminando minha série, jogando os alteres de 50k cada na grama, estou completamente enxarcado de suor, meus músculos dos braços saltados e se contraindo sozinho, devido ao grande esforço e carga sofrido, minha calça de moletom também está enxarcada, preciso de um banho.

- Talvez hoje eu devesse apenas me alongar, ontem peguei pesado no treino e não é bom forçar as coisas.

- Pesado? Você está falando do alteres de 5k que você usou ontem para fazer bíceps ou dos agachamento sem peso que você fez duas repetições e disse que já estava ótimo?

Leonor é alto, não como eu, eu sou bem mais alto, mas ele é bastante alto, deve ter por volta de 1,75m de altura, ele é magro e esguio, pernas finas, braços finos, um homem bastante magro.

- Eu não vou treinar como um animal.

Ele diz me olhando, me chamando claramente de animal através do olhar, ergo uma das sobrancelhas o encarando.

- Não abusa da minha paciência Leonor.

Ele pega sua garrafinha e começa a beber água se fazendo de bobo, não levando em consideração minha ameaça. Me levanto do banco de treino e deixo Leonor a fazer sua aula da terceira idade sozinho, já no meu quarto tomo meu banho, me visto de preto, meus cabelos os deixo soltos, eles estão a altura do meu ombro, logo precisarei de um corte e também preciso aparar a barba, Hélio sempre me ajuda com isso, ele é meu outro funcionário, ele cuida de todas as minhas necessidades.

Já na sala de estar, encontro Susana a cozinheira montando a mesa.

- Bom dia patrão, pode sentando- se, o café da manhã já será servido.

Me sento e Susana me serve, o café da manhã é uma refeição que eu adoro e sempre como muito bem, sempre estou faminto por conta do treino matinal que faço, como uma quantidade que para muitos seriam suficientes para três pessoas, mas para mim é o que acho necessário, talvez por meu tamanho ou por gastar muito tempo me exercitando.

Mal termino minha refeição e já penso em Isabela, a hora de liberta-la está próxima e isso não me agrada, me deixando com um mal humor pior que o normal, e é com esse humor ácido que caminho até a masmorra de minha casa.

A esse horário matinal, o local não é mais totalmente escuro, a luz do sol entra por pequenas frechas que ficam no topo da parede, em ponto estratégicos para ventilação do local. Abro o cadeado da cela e entro, encontro Isabela e Ivan dormindo no pequeno colchão, eles estão espremidos no mesmo.

- Acordem!

Falo mais alto do que gostaria e Isabela praticamente salta do colchão se assustando, Ivan senta-se no colchão e eu preciso fazer o que tem que ser feito.

- Essa é a hora de ir garota, ao menos que queira se juntar ao seu pai.

- Eu tenho uma proposta para te fazer!

Sou pego de surpresa com suas palavras.

- Proposta? Que tipo de proposta?

- Filha, o que está fazendo?

Seu pai pergunta, também demostrando sua surpresa, mas ele é ignorado.

- Quero negociar a dívida do meu pai.

- Isso é um assunto meu Isabela, você não tem que se meter, vá embora.

- Pai, eu não vou te deixar aqui, com esse homem!

A forma que ela fala " esse homem" eu absorvo como " esse monstro".

- Você tem o dinheiro para me pagar o que seu pai roubou?

Pergunto já sabendo a resposta.

- Não tenho o dinheiro, mas eu me ofereço para ficar no lugar do meu pai!

- Não!

Seu pai praticamente berra sua objeção.

- Eu não vou permitir isso Isabela.

- Pai, eu não vou lhe ouvir, ao menos dessa vez, se o senhor Rivera concordar com a troca, eu ficarei no seu lugar.

Algo dentro de mim se acende, ter essa mulher tão linda morando em baixo do meu teto, isso parece tão errado, mas tão irresistível, Isabela começa falar como se eu não tivesse tomando minha decisão, como se eu estivesse indeciso, ah se ela soubesse.

- Senhor Rivera, eu posso ser mais útil, eu sou jovem, prestativa, posso trabalhar de alguma forma, até pagar a dívida, por favor me aceite no lugar do meu pai.

- Qual sua idade? Você sabe o que está fazendo?

Pergunto curioso.

- 18 anos.

Ela é de maior legalmente.

- Sim, eu aceito a troca.

Dai começa um tumulto, Ivan fica inconformado, a ponto de precisar chamar alguns dos meus homens para conte-lo, Isabela chora ao se despedir do seu pai, que é levado por meus homens com a promessa de ser deixado em sua casa.

- Por favor, não o machuque.

Isabela roga, como se rezasse, em uma prece.

- Não vou machuca-lo, em compensação, você agora me pergunte Isabela, pertence a mim e mais ninguém.

Falo a trancando na cela, a deixando sozinha. Caminho até a cozinha e Susana está a limpar a louça, Luiz seu filho de seis anos, está na cozinha tomando seu café da manhã.

-Susana, peça para o Hélio levar um pão e uma garrafa de água até a masmorra, tem uma prisioneira por lá, não a deixem sair, depois me entregue a chave no escritório.

Falo e deixo a chave da cela em cima da mesa, Susana me olha como se quisesse me encher de perguntas, odeio responder perguntas e não lhe dou oportunidade, apenas saio da cozinha e a deixo fazer seu trabalho, indo até o escritório, sem ter a mínima ideia do que farei com Isabela, tudo que eu sabia, é que aquela mais bela flor agora era minha.

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