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Capítulo 3 Capitulo 3

ISABELA GARCIA

O local realmente é afastado, ficando quase na saída da cidade, após Sandro me deixar no caminho, agradeci e seguir a pé, tive que andar quinze minutos por um caminho praticamente inexistente, deixando claro que quem quer, que fosse, que morasse por aquelas bandas, não queria ser visitado, porém em várias partes do caminho, tive a sensação forte de está sendo observada.

Cheguei em uma casa de muros muito altos, que a cercava inteira, me deixando ver apenas o último andar da casa, o portão de ferro também era alto, mantendo a frente da casa em absoluto mistério, estava claro que quem mora nessa casa, preza por total privacidade, a madrugada está fria, um vento forte sopra me deixando tremula, vejo uma campainha no muro e aperto, não demora para o portão de ferro ser aberto, dois homens me olham como se eu fosse uma miragem.

- Se perdeu menina?

Um deles pergunta e o outro fala:

- Se você for inteligente, dará meia volta e voltará para o lugar de onde veio.

Engulo o medo que sinto, pois os homens à minha frente parecem perigosos, mas eu estou aqui por um motivo maior, coloco meu medo de lado e encho o peito de ar e falo altiva:

- Preciso falar com o chefe de vocês!

- Ele não recebe visitas.

- Mas a mim, ele vai receber, avise a ele que Isabela Garcia, filha do homem que ele pegou como prisioneiro, quer vê-lo imediatamente, caso contrário irei a policia, na televisão e irei acusa-lo de sequestro e de várias outras coisas.

Falo tentando soar amedrontadora, mas minha intuição diz que não funcionou, pois a expressão no rosto dos homens é de divertimento e até deboche. Mesmo assim eles me mandam entrar e aguardar ao lado de fora da casa, a casa é de aparência rustica, construída inteira de tijolos avermelhados, aparenta ser enorme e ter no mínimo três andares, vejo também uma piscina imensa na lateral da casa, mas o que realmente me surpreende é o jardim enorme que tem, praticamente por todos os lados.

- Rosas?

Pergunto perplexa me aproximando, vendo uma ramificação de galhos secos, repletos de espinhos, o jardim está mal cuidado e jogado a sorte, o que é muito triste para mim, de repente uma chuva fina começa a cair, como milhares de agulhas a me molharem

- O chefe vai recebe-la.

Escuto uma voz dizer arás de mim, acabo me assustando.

- Me acompanhe.

O homem fala e eu o sigo assim saindo da chuva que engrossa a cada segundo que passa, entro na casa, o ambiente tem uma energia pesada, me arrepio, abraçando meu próprio corpo, é quando eu noto uma sombra na quina da sala, vendo que eu o notei, o responsável pela sombra, caminha a passos vagarosos, mas o mesmo tempo confiante, ergo a cabeça para olhar, a figura masculina que se aproxima, ele é extremamente alto, de uma forma que nunca vi alguém ser, também é forte e robusto, o homem está vestindo um sobretudo com um capuz que cobre seu rosto, me deixando ver pouca coisa de seu rosto, consigo ver seu nariz, olhos e boca, mas a testa, bochechas e boa parte de seu rosto estão escondidas por sob o capuz, esse então é a famosa fera enclausurada.

- Vim buscar meu pai!

Falo direta, tentando não demostrar que esse homem tão alto e forte, me intimida.

- Seu pai agora trabalha para mim, a recebi apenas por caridade e isso não é algo que acontece sempre.

Ele fala e o tom de sua voz é tão amedrontador como ele por inteiro, é uma voz rouca e potente.

- Isso não é verdade, meu pai foi levado contra sua vontade, eu exijo que você o deixe ir.

Falo, não deixando me intimidar.

-Seu pai é um ladrão.

- Mentira!

Respondo de imediato, meu pai é uma pessoa boa e honesta, ele nunca roubaria nada de ninguém.

- Eu não minto.

Os olhos da fera parecem me fulminar pois eu consigo ver o amarelo dos seus olhos controlarem na penumbra, eu não posso me acovardar.

- Uma garota da sua idade, deveria estar em casa a essa hora, longe dos perigos.

- Eu estaria se você não tivesse sequestrado meu pai.

- Vá embora garota, já perdi muito tempo com você!

A fera fala de uma forma mais agressiva, elevando o tom de voz.

- Se você não me deixar ver meu pai, amanhã a policia e toda impressa estarão em sua porta, eu não permitir essa injustiça.

A fera solta uma risada seca, sem humor algum e diz de forma perigosa.

- A policia não se mete em meus negócios, eu aposto o que você quiser, que a impressa também não virá aqui.

Sinto tanta verdade em suas palavras, a ponto de sentir um calafrio gelado, ele não esconde que é poderoso e influente de alguma forma, então resolvo mudar de tática e deixo a emoção falar mais alto:

- Por favor, me deixe falar com meu pai, eu só tenho ele no mundo, eu preciso vê-lo, saber se ele está bem, por favor, se você tiver um coração dentro de você, me leve até meu pai.

O homem se aproxima ainda mais, sinto algo emanar dele, uma força, um poder, algo muito masculino, me fazendo sentir uma presença quase animalesca, ele se inclina ficando com o rosto em minha frente, então com as duas mãos, ele desliza seu capuz por sua cabeça, expondo uma cabeleira quase loira, expondo por completo seu rosto, saindo das sombras, quando ele fala, sinto um cheiro refrescante de menta sair dos seus lábios:

- Eu não tenho coração Isabela, e é exatamente por esse motivo, que vou permitir que veja seu pai, seu eu tivesse um coração, te colocaria para fora da minha casa nesse exato momento, mesmo contra sua vontade, a madrugada escura, oferece menos perigo a você, que a minha pessoa.

Um forte relâmpago clareia a sala nesse momento, tornando tudo claro, por uns cinco segundos é como se o sol estivesse acabo de nascer e eu vejo o rosto do temido homem com toda clareza.

Seus olhos são em um tom verde, quase amarelados, suas sobrancelhas grossas tornam seu olhar como uma arma, seu nariz é grande, sua boca carnuda, mas o que realmente se destaca em tudo isso, são as infinitas marcas e cicatrizes em seu rosto, uma cicatriz corta sua sobrancelha indo até perto do olho, continuando logo abaixo, indo até a orelha, há uma marca próximo a sua boca próximo ao seu bigode, uma cicatriz alta e bem visível no inicio de sua bochecha esquerda, mas eu não sei até onde ela vai, pois some por sua barba por fazer, ele parece um quadro vivo, pitando em várias linhas e traçados, seu olhar é como se esperasse, que eu fosse sair correndo nos próximos segundos.

- Estou esperando, você me levar até meu pai.

É tudo que consigo falar, porque a verdade é que eu estou fascinada com sua aparência, ele parece ser retalhado, é algo que me deixa instigada, vendo que não sairei correndo, o homem se afasta um pouco, parecendo agitado e diz:

- Me acompanhe!

Ele anda a passos muito largos a minha frente, como muita dificuldades, quase correndo eu o sigo por um corredor escuro.

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