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Casando com o Pai Poderoso do meu Noivo Fugitivo
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Capítulo 4 4

As portas do Grande Salão de Baile se abriram com um gemido teatral.

Um mar de rostos se virou. O ar estava denso com o cheiro de rosas brancas e perfume caro.

Ricardo Cavalcanti, que esperava na entrada lateral para levar a filha até o altar, congelou. Sua boca se abriu. A equipe de segurança o conteve, impedindo-o de correr para o corredor.

Estela pisou no tapete branco. Ao lado dela, Fausto movia-se com a graça de um predador. Sua passada era longa e confiante, forçando-a a acompanhar o ritmo.

Um silêncio caiu sobre a sala. Não o silêncio respeitoso de um casamento; era o silêncio confuso e aterrorizado de uma multidão testemunhando um acidente de carro.

As pessoas apertavam os olhos. Sussurros ondulavam pelos bancos como fogo selvagem.

Aquele não é o Jandir.

Aquele é... o pai dele?

Meu Deus.

Os flashes começaram. Estouros cegantes de luz branca do fosso da imprensa. Eram frenéticos, rápidos, criando um efeito estroboscópico que fazia o mundo parecer irregular e surreal.

Estela sentiu o braço de Fausto ficar tenso sob sua mão. Era como segurar uma viga de aço. Ele não sorriu. Não acenou. Olhava fixamente para a frente, sua expressão desafiando qualquer um a objetar.

Chegaram ao altar. O Juiz Herculano, um homem que estava na folha de pagamento da Holanda há vinte anos, parecia querer estar em qualquer outro lugar. Ele olhou para a licença emendada em suas mãos trêmulas, o suor brilhando no lábio superior.

Em algum lugar na primeira fila, vidro se quebrou.

Péricles Holanda havia deixado cair sua taça de champanhe. O som foi agudo e violento na sala silenciosa. Ele estava ali, pálido como um lençol, encarando Fausto com puro e absoluto medo. Ele sabia exatamente o que aquilo significava. Seu golpe acabara antes mesmo de começar.

Fausto virou a cabeça lentamente. Travou os olhos com Péricles. Não disse uma palavra, mas a mensagem era clara: Sente-se ou seja destruído.

Péricles sentou-se.

O Juiz Herculano pigarreou. Ele pulou o preâmbulo sobre amor e compromisso. Foi direto para a lei.

"Fausto Holanda", a voz do juiz falhou, depois se fortaleceu. "Você aceita esta mulher como sua legítima esposa?"

Fausto virou-se para encarar Estela. De perto, seus olhos eram impenetráveis. "Aceito." A voz era final. Absoluta.

"Estela Cavalcanti", o juiz virou-se para ela. "Você aceita este homem..."

Estela olhou para o homem que era tecnicamente seu sogro cinco minutos atrás. Olhou além dele para a multidão, para os rostos chocados da alta sociedade que tinham vindo ver sua ruína.

"Aceito", disse ela. Sua voz soou clara e desafiadora.

"As alianças", murmurou o juiz.

Houve uma pausa. Jandir estava com as alianças. Ele as levara para Paris.

Fausto não hesitou. Enfiou a mão no bolso. Mas não tirou uma aliança de casamento. Ele tirou seu próprio anel de mindinho - uma banda de platina simples e pesada gravada com o brasão da Holanda.

Ele pegou a mão de Estela. Não tentou forçá-lo no dedo anelar dela, onde ficaria solto. Em vez disso, deslizou a pesada banda de metal no polegar dela.

Era frio contra a pele dela, um peso maciço e incômodo. Parecia ridículo, mas inegavelmente possessivo. Uma algema. Era uma declaração que gritava mais alto que qualquer diamante: Ela está sob minha proteção. Ela pertence à Casa Holanda agora. Estela curvou o polegar, sentindo a platina morder seu nódulo.

"Eu vos declaro..." O juiz fez uma pausa, o peso do absurdo o atingindo. "Sr. e Sra. Holanda."

Não houve "Pode beijar a noiva".

Fausto inclinou-se. Não mirou nos lábios dela. Pressionou um beijo seco e casto na testa dela. Durou menos de um segundo. Parecia ser carimbada com um selo de cartório.

Ele se afastou. "O show começa", murmurou, baixo o suficiente para que apenas ela ouvisse. "Não trema."

Ele os virou para encarar a multidão.

Houve um atraso e então, lentamente, os aplausos começaram. Eram hesitantes no início, liderados pelos membros do conselho que perceberam que suas opções de ações estavam seguras. Depois ficaram mais altos, alimentados pela confusão e pela necessidade desesperada de serem educados.

Estela examinou a primeira fila. Viu Adalgisa Albuquerque, a mãe de Jandir e viúva do falecido irmão de Fausto. O rosto dela estava retorcido em uma careta de ódio.

Estela capturou o olhar dela. Não desviou. Sorriu - uma curvatura pequena e gélida nos lábios. Um desafio.

Não sou mais a vítima, Adalgisa. Eu sou a chefe.

Fausto puxou o braço dela. "Ande", comandou.

Eles marcharam de volta pelo corredor, através das luzes piscando e dos rostos atordoados, deixando os destroços da velha Estela para trás.

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