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Casando com o Pai Poderoso do meu Noivo Fugitivo
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Capítulo 5 5

A porta do Maybach preto bateu, selando-os dentro de uma cápsula de silêncio e couro. As janelas fumê transformaram o enxame caótico de paparazzi lá fora em formas mudas e fantasmagóricas.

A divisória entre os bancos traseiros e o motorista subiu com um zumbido suave.

Estela soltou um suspiro que sentia estar segurando há uma hora. Ela afundou no banco, o espartilho do vestido cravando nas costelas. Ergueu a mão e arrancou o véu pesado do cabelo, jogando-o no chão do carro como um lenço usado.

Fausto já estava afrouxando a gravata. Ele abriu um pequeno refrigerador embutido no console do assento e tirou uma garrafa de vidro de água Evian. Quebrou o lacre e entregou a ela.

Ele não olhou para ela. Olhava para o celular, rolando e-mails.

"Beba", disse ele.

Estela pegou a água. Suas mãos tremiam agora. A adrenalina estava despencando, deixando-a fria e vazia. Deu um gole, a água fresca contra a garganta seca.

A voz de Nininha crepitou pelo interfone do banco da frente. "Estamos a caminho da Fazenda na Boa Vista, Sr. Holanda. Chegada estimada em duas horas."

"Fazenda?" Estela perguntou, a voz rouca. "Não vamos... para uma lua de mel?"

No momento em que as palavras saíram de sua boca, ela se sentiu estúpida.

Fausto finalmente olhou para ela. Sua expressão era de leve incredulidade. "Tenho três reuniões de conselho amanhã e uma fusão para salvar. Paris está fora de cogitação."

Estela soltou uma risada curta e amarga. "Certo. Negócios."

"Tudo são negócios, Estela", disse ele, voltando para o celular. "Quanto mais cedo você aprender isso, mais fácil será."

A viagem foi longa e silenciosa. Estela observou o horizonte da cidade desaparecer nas árvores da estrada. Aquela era sua nova vida. Sem romance. Apenas um itinerário.

Quando o carro triturou o cascalho da entrada da Fazenda Holanda, o sol estava se pondo. A casa era uma monstruosidade de pedra e hera, agigantando-se contra o céu escurecendo.

Os enormes portões de ferro se abriram. Uma fila de funcionários esperava nos degraus. O mordomo, as empregadas, os jardineiros. Pareciam aterrorizados. Tinham ouvido as notícias.

Fausto saiu do carro. Não ofereceu a mão. Abotoou o paletó e caminhou em direção à casa.

Estela lutou com as pesadas camadas de tule, arrastando-se para fora do carro. Tropeçou levemente no cascalho.

Fausto parou no degrau inferior. Virou-se, sua silhueta nítida contra a luz do saguão.

"Acompanhe o ritmo", disse ele, a voz cortando o ar da noite. "Não deixe os funcionários verem você vacilar. Eles sentem cheiro de sangue."

Estela endireitou as costas. Ergueu o queixo. Reuniu o vestido com as duas mãos e subiu os degraus, os olhos fixos nos dele.

Entraram na casa. O saguão era frio, cheirando a cera de abelha e dinheiro velho. Fausto não parou para apresentações. Subiu direto a grande escadaria.

Ele a levou para a Suíte Master. Era um quarto cavernoso feito em tons de ardósia e carvão. Não havia fotos. Nenhum toque pessoal. Era um quarto de hotel onde alguém por acaso morava.

"O closet fica ali", Fausto apontou para uma porta à esquerda. "Está vazio. Encha-o."

Estela ficou no meio do quarto, segurando o véu. A cama era enorme. King size.

"Nós vamos..." Ela hesitou, o rosto esquentando. "Vamos dormir juntos?"

Fausto estava desabotoando as abotoaduras. Ele parou. Deixou os elos de ouro caírem na cômoda com um barulho seco.

Virou-se para encará-la. Seus olhos varreram o corpo dela, clínicos e distantes.

"Você pode dormir na ala de hóspedes", disse ele lentamente. "Se quiser que os tabloides publiquem uma história sobre nossa separação na terça-feira."

"Então dormimos aqui", disse Estela. "E quanto aos... deveres?"

Fausto caminhou em direção a ela. Parou a trinta centímetros, forçando-a a olhar para cima.

"O acordo não exige sexo", disse ele. "E não contém cláusula de infidelidade."

Estela piscou. "O quê?"

"Não coloquei uma restrição em você porque você não tem poder para me trair sem perder tudo", disse ele, a voz brutalmente calma. "E não coloquei uma em mim porque não me importo o suficiente para trair. Não tenho amantes, Estela. Não tenho tempo nem paciência para manutenção emocional."

Era um insulto e um conforto ao mesmo tempo. Ele estava dizendo que ela estava segura, mas apenas porque era insignificante.

Ele pegou um pijama de seda e caminhou em direção ao banheiro. "Não toque nos arquivos da mesa. Qualquer outra coisa é sua."

A porta do banheiro clicou ao fechar. O chuveiro ligou.

Estela ficou sozinha no quarto. Olhou para a mesa de cabeceira.

Havia um cartão preto ali. Um American Express Centurion. Titânio pesado.

Embaixo dele havia um bilhete na letra angulosa e afiada de Fausto.

Despesas domésticas. A senha é a data em que assinamos a fusão.

Estela pegou o cartão. Estava frio. Ele não tinha colocado o aniversário dela - ele não sabia o aniversário dela, e não se importaria em adivinhar. Ele tinha colocado a única data que importava para ele: o dia da transação comercial.

Ela olhou para a porta do banheiro. Traçou os números em relevo no cartão.

"Ótimo", sussurrou. "Você quer uma sócia? Acabou de financiar uma."

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