Eu não sabia que a faculdade poderia desencadear problemas que eu tinha quando era criança, não poderia admitir isso aos meus pais ou as minhas novas amigas, seria vergonhosos dizer que nunca havia pisado em uma boate na vida, já era bizarro demais dizer que estudei em casa isso só me faria ser uma paria.
-- Eu acho que esse vestido está decotado demais, eu deveria ter colocado uma jaqueta, não quero ser taxada como vulgar ou brega. Digo passando as mãos em volta dos braços.
-- Não seja boba! você está tudo menos prega, odeio como não precisa de muita coisa para fica incrível, olhe para você, tem uma pele linda e um rosto divino, sem falar do seu corpo. Além do mais, esse vestido ficou bem melhor em você do que em mim.
Kamille diz. Meu rosto fica vermelho em instantes, eu odiava receber elogios, nunca sabia como responder e isso acabava passando uma imagem de soberba as pessoas.
Agradeça!
Meus pais sempre me falavam o quanto eu era linda, e mesmo toda atenção que eu recebia das pessoas não me deixava mais segura de mim mesma, pelo contrario, me trazia mais inseguranças, eu queria saber como agir com garotos, queria me enturmar. Tinha que agir como se isso não fosse novidade, e a melhor forma era tentar não dar chilique com toda sujeira desse lugar.
A boate era em uma rua atras do campus, na verdade era um galpão bem grande com as paredes escuras e muitos estudantes ao redor, eu sempre vi como essas festas aconteciam pela tv, mas a realidade era ainda pior, tinha um grupo de pessoas bêbadas rindo e filmando um cara que dormia enquanto seu amigo desenhava um pênis em sua bochecha, havia um grupo de caras tatuados e assustadores sussurrando uns com os outros, meninas com roupas tão curtas que se eu olhasse muito tempo veria suas calcinhas.
-- Oi princesinha, e nova por aqui? Um cara alto sem camisa se aproxima de mim com um copo vermelho nas mãos.
-- Cai fora babaca! Isa diz empurrando seu peito musculoso para longe.
– Bêbados! Não aceite bebida de ninguém.
Me alerta, como se eu fosse encostar minha boca nesses copos nojentos. Kamille segura meus ombros e me empurra no mar de corpos dançantes, olhava horrorizada para os casais se comendo na frente de todos como se isso fosse a coisa mas normal do mundo, talvez para eles isso fosse, eu que era a estranha nesse mundo.
-- Cassie para de olhar tudo com cara de nojo! Se enturmar e fazer amigos é sua missão hoje.
Minha prima me lembra!
- Ali estão eles! Isa diz apontando para um grupo de pessoas ao redor de uma mesa, Kamille logo solta meu braço e se joga nos braços de um garoto moreno e os dois se beijam ali mesmo.
Vejo suas mãos indo para lugares que eu não ousava olhar, desvio a atenção constrangida e olho para o grupo. Havia uma garota baixa de olhos puxados e braços completamente tatuados, seu rosto era delicado o que não combinava com suas roupas de couro e pincings.
Ao lado dela havia um garoto loiro de pele bronzeada e olhos zuis, o tipico surfista encantador de firmes de comédia romântica.
A terceira pessoa do grupo era uma garota de cabelos vermelhos e olhos escuros, ela usava meias arrastão até as coxas e botas de couro de salto fino, seu rosto era bonito mas ficava escondido por detrás de tanta maquiagem e lápis de olho, o vestido vermelho que usava deixava seus seios quase saltando para fora. Só percebo que fiquei tempo demais encarando quando ouço sua voz.
- O que foi? Perdeu alguma coisa aqui? Fico sem palavras com sua grosseria, acabei de perder um ponto no quesito fazer amigos.
Percebendo o clima pesado Isa se apressa em dizer;
-- Pessoal, essa é Cassie. Prima da Kamille. Cassie, esses são Marcos, aponta para o garoto loiro de pele bronzeada, Lory a garota oriental sorrir, e Elisa a ruiva mau humorada.
Ela continua me olhando com hostilidade, seus olhos passeando por cada detalhe do meu corpo e rosto. Por fim volta a conversar com a garota oriental como se eu não estivesse aqui.
Eu estava fazendo tudo errado! Penso em me virar e sair mais minha prima passa os braços envolta dos meus ombros.
-- Não ligue para Lisa, ela precisa te conhecer primeiro, mais vai se acostumar, eu não estaria tão otimista assim, provando meu ponto Lisa mostra o dedo do meio para ela.
-- Cassie esse é o Alex, ele também faz medicina deve conhecer o Kaio. o garoto Alex me olha de um jeito estranho mais logo me estende a mão, eu penso em recusar e todo meu corpo luta para fazer isso, mas eu precisava me enturmar, não estava na condição de desperdiçar amigos.
-- Cassie! Aperto sua mão e puxo o mais rápido possível, ignorando sua sobrancelha arqueada.
-- Vocês querem beber alguma coisa? Marcos pergunta – Balanço a cabeça em negação mais Kamille fala por mim.
-- Pensei que não fosse perguntar nunca. Trais uma vodka para minha priminha aqui, e um vulcão pra mim.
-- Começando nas alturas isso aí. Ele diz indo em direção ao balcão – penso no que Isa me disse, sobre não aceitar nada de ninguém, mais pelo visto isso não se aplicava aos amigos dela. Quando ele retorna com a bebida eu aproximo do nariz e o cheiro forte de álcool quase me faz desistir, por isso tomo sem perder tempo.
-- Vai com calma lindinha– Lory diz rindo da minha careta.
Eca isso desceu rasgando na minha garganta.
-- Logo você se acostuma com o gosto. Isa diz me entregando uma garrafa de água.
-- Obrigada!
-- Com certeza as coisas ficaram bem mais divertidas.
Lisa diz apontando para um grupo de garotos altos que entram na boate, minhas mãos começam a suar sem controle, eu iria ter uma crise aqui, não era possível que em meio a tantas pessoas logo ele estaria aqui. Kay Yamasaki com sua pose de gângster. Não era só a pose de gangster, Kay realmente vinha de uma família de mafiosos. Ele era o mais alto do grupo, vestindo preto dos pés a cabeça, seus cabelos escuros escondiam aqueles olhos negros e assustadores, ele era o mau em pessoa, todas as vezes que tivemos que interagir havia pessoas ao nosso redor, penso que agora eu estava em seu mundo.
-- O que foi Cassie ficou branca? Isa me cutuca e todos os rostos se voltam pra mim, ótimo! Eu era o centro das atenções.
-- É, que, a Cassie e o Kay cresceram juntos, ela até namora o irmão dele. Kamille solta – eu queria matá-la, minha ideia de passar despercebida foi para o ralo.
-- Isso é interessante. – Lisa diz me encarando de uma forma estranha, ela olha para o Alex e os dois trocam sorrisos cúmplices.
-- Eu não namoro o irmão dele, e eu não gosto do Kay! Tento não soar afetada, tomo mais um gole da minha bebida dessa vez não sinto a queimação na garganta.
-- Bom saber, porque eu vi seu amiguinho subindo as escadas com a Stacy mais cedo. Lisa comenta.
– Meu rosto queima de vergonha, sinto uma pontada no peito e tento disfarçar, então era por isso que o Kaio não me respondia, estava com outra garota.
-- Ei pare de inventar histórias. – Minha prima diz. Lisa olha para Alex e sorrir.
-- Pergunte a ele, eles chegaram juntos. Olho para o garoto ao meu lado e ele apenas balança a cabeça em concordância.
-- Esses garotos Yamazaki são um lixo. – Isa resmunga. Eu tento sorrir mesmo que isso faça com que todas as minhas entranhas se revirem.
O clima fica pesado e tudo que eu queria era voltar para o quarto e me esconder.
-- Foda-se eles, vamos dançar. Kamille segura meu braço e me puxa para a multidão de pessoas, não demora muito pra que Isa se junte a nós, ela some por alguns minutos e quando retorna está discutindo com um dos garotos que veio com Kay.
Tento não olhar ao redor e encontrar seus olhos cruéis mais não consigo evitar, sua áurea diabólica está por todo ambiente. Tento acompanhar Kamille, mas ela dança como uma profissional, logos mãos grandes estão em volta da sua cintura e eu me sinto empurrada da roda.
Ela se vira e o beija, olho para o canto onde estávamos, e vejo Lory colocar algo branco sobre a mesa enquanto Lisa e Marcos cheiram, ela me olha e oferece, balanço a cabeça em negação, mas me dirijo até eles não queria segurar vela.
- Então o que está achando da festa? Marco pergunta enquanto as duas garotas me encaram.
- É diferente! É tudo que consigo dizer, Lisa sorrir com desprezo antes de se virar para mim.
- Fala sério! Olhe para ela está acostumada com festas de gala e champanhe, tá na cara que ela acha isso aqui desprezível. Está olhando pra gente como se fôssemos criminosos, aposto que nunca tomou um shot na vida.
Aperto os punhos tentando me controlar, eu estava sozinha no meio de pessoas que não me conheciam e já me julgavam.
- Lisa! Lory adverte a ruiva, ela apenas dar de ombros como se não tivesse acabado de me chamar de esnobe.
- Eu não acho isso! Eu apenas me sinto desconfortável no meio de pessoas que não conheço. Percebo pelos olhares que não foi algo certo a se dizer.
- Claro que não! Seu mundinho não é aqui. Lisa rebate virando as costas pra mim, percebo que era a deixar para sair da mesa, não dou atenção a voz de Lory me chamando, ou Marcos repreendendo Lisa por ser grosseira, apenas saio de perto daquelas pessoas.
Meus olhos procuram Kamille ou Isa mas não as encontro. Sinto uma queimação na minha nuca como se alguém estivesse me olhando, e faço o possível para não me virar, mas era como se eu estivesse sendo atraída para algo ruim e não conseguisse parar.
E era verdade, Kay estava do meu lado esquerdo jogado sobre um sofá de couro, seus olhos negros não desprendem dos meus enquanto leva um cigarro a boca. Eu luto contra a vontade de correr.
Não recue! A diabinha no meu ombro grita.
Eu não era mais uma criança que deixava ele me assustar, encaro de volta por mais que estivesse sentindo minha alma sair do corpo, seus olhos descem pelas minhas pernas e se prendem no meu decote, suas sobrancelhas se fecham, e seu corpo se eleva para frente, ele me encara como se quisesse me devorar. Desvio o olhar e pego meu telefone enviando uma mensagem a Kamille, depois de alguns minutos sendo pisoteada pela multidão resolvo sair.
Começo a me mexer em direção ao banheiro precisava tentar ligar para Kaio, foi um erro vir para este lugar, ele não estava com outra garota ele não faria isso comigo digo a mim mesma, as pessoas esbarram em mim e murmuram pedidos de desculpas desconexos, as luzes estroboscópicas estavam me dando dor de cabeça, a musica faz meus tímpanos latejarem meu sangue se torna quente de repente.
Procuro as cegas a porta do banheiro enquanto as luzes mudam de verde para vermelho, sinto um cheiro familiar perto de mim, um perfume amadeirado com algo cítrico e cigarro.
Penso em dar meia volta e fugir dele, mais seu corpo grande bloqueia minha passagem, os pelos do meu corpo se arrepiam com sua aproximação, e meu coração bate tão forte que posso ouvir.
-- Fique longe de mim! Fico feliz que minha voz sai firme dessa vez. Tento olhar firme em seus olhos mais falho miseravelmente, ele permanece em silencio enquanto me encara.
Kay era duas cabeças maior que eu, mesmo de salto alto seu corpo ainda ficava gigante perto de mim, como quando éramos crianças, ele da um paço e eu dou dois para trás.
-- Se chegar mais perto eu vou gritar!
- Grite pequena Valentine! Não sabe como senti saudades disso. - Sua boca se move em um sorriso sadico enquanto invade mais ainda, meu espaço pessoal.
- Pensei que éramos próximos. - seu hálito quente faz cócegas no meu rosto. -bem próximos eu diria, - minha pele arrepia com sua aproximação.
- Não somos próximos, você não me conhece então fique longe. - Minhas mãos empurram seu peito mais é como se fosse uma parede nem se move. Ele segura meu pulso e me empurra de encontro a parede da boate o baque é tão forte que me deixa sem fôlego.
- eu te conheço melhor do que ninguém, eu sei dos seus medos, sei o que você odeia, sei como se sente. Antes que eu diga ou faça algo ele puxa meu braço e me arrasta pelo mar de corpos, procuro desesperada um rosto familiar mais não vejo ninguém.
- Socorro!! Kamille, Isa. Eu grito feito uma louca, mas as pessoas não se importavam com o que estava acontecendo, um cara olha pra mim e uma pequena chama de esperança se ascende em meu rosto mais logo e apagado quando seus olhos se direcionam ao meu captor.
O que ele era? O dono no lugar, as pessoas olham mais não se atrevem a me ajudar. Sinto a rajada de vento frio quando estamos do lado de fora, eu tropeço nos meus próprios pés tamanha a brutalidade que ele estava me arrastando.
Sou jogada sem delicadeza nenhuma dentro de um BMW preto, assim que me joga no assento da a volta para o lado do motorista tento abrir a porta mas estava trancada.
- Onde está me levando? Me deixe ir Kay. Ele ignora todos os meus protestos e acelera o carro fazendo meu corpo grudar no banco.
Meu coração bate tão forte que penso que terei um ataque cardíaco, minha mãos soam sem controle eu estava apavorada, onde esse maluco estava me levando? Seu rosto estava frio enquanto dirigia em alta velocidade será se estava querendo nos matar?
Passo as mãos pela lateral do corpo e acho minha bolsa, aproveito que não está olhando e pego meu celular. Vejo duas chamadas perdidas de Kamille e uma de Kaio, retorno segunda mas não tenho tempo de concluir, meu telefone é arrancando das minhas mãos e jogado pela janela.
- Qual seu problema doente de merda! Porque jogou meu telefone pela janela? Seus olhos escuros se voltam para mim, e mesmo sendo um ser maligno sua beleza era surreal, Kay faria qualquer dorameira subir pelas paredes.
- Eu te dou outro! Diz seco.
- Não quero nada de você! Rebato. Um canto do seu lábio se move em um sorriso.
- Aprendeu a falar pequena Cassie, parece que minhas lições serviram de alguma coisa.
- Vai se foder seu maluco do caralho. Ele se diverte com meu linguajar Chulo, eu detestava me comportar dessa forma mas ele fazia meu lado sombrio vir a tona. Como se esse encontro já não fosse bizarro demais sua mão aperta minha coxa com força.
- Eu vou foder você pequena Cassie! Meu rosto esquenta, e sinto uma queimação estranha, me repreendo por deixar suas palavras me afetarem.
- Só nos seus sonhos. Me viro para janela e suspiro em derrota, para onde esse maluco está me levando?
Sou interrompida dos meus pensamentos quando paramos abruptamente, eu não tenho tempo de assimilar onde estamos porque sou puxada para fora sem qualquer delicadeza. Estava escuro mais eu poderia ver onde estávamos, começo a arfar e hiperventilar, meus pés travam.
- Kay por favor! Eu não estava mas me importando em ser forte, eu estava apavorada se a intenção dele era provar que eu ainda sentia medo dele, ganhou.
- Anda logo, se não vir eu vou te carregar até lá. Balanço minha cabeça em negação, não mesmo eu não pisaria nessa ponte por nada nesse mundo. Estávamos em um bairro que foi desabrigado por conta da represa de monticello. O local vivia tendo inundações e por conta do risco os antigos moradores se mudaram, ninguém vinha aqui a não ser pessoas mau intencionadas.
Na divisa da represa com o bairro tinha uma ponte bem alta devia ter uma 93 metros de altura e estava fechada assim como todo lugar.
- Kay! Olho para seu rosto em busca de alguma empatia, misericórdia, nada. Seus olhos eram como duas órbitas negras, não transmitem nada.
Eu grito e tento me debater mais ele era mas forte, me arrasta como seu eu fosse uma boneca, começo a ficar tonta e minhas pernas falham, quando estamos no meio da ponte ele me solta. Corro para seu braço de novo e isso faz ele abrir um largo sorriso.
- Não é lindo! Diz olhando para a vastidão de água abaixo da gente.
- Kay por favor! Eu estou passando mau. -
Lágrimas inundam meus olhos, e eu permaneço estática, a sensação de formigamento estava tomando todo meu corpo, era como se tivesse uma pedra no meu estômago. Ele segura minha cintura e me empurra até que minhas costas batam na grade de proteção, sinto o vento gelado bagunçar meus cabelos, eu não conseguia me mover e ele gostava disso, me deixar vulnerável, meu sofrimento alimentava seu lado sádico.
Grito de pavor quando ele me vira fazendo com que eu fique de frente para a queda d'água.
Sua mão sobe até minha garganta e ele aperta roubando meu ar, sinto seus lábios gelados beijando meu ombro nu.
- Você é minha desde que pus os olhos em você pequena Cassie, minha coisinha, meu brinquedo. Sua mão levanta a barra do meu vestido e seus dedos passeiam pela minha coxa até o cos da minha calcinha.
Ouço meu coração e minha pulsação tão fortes que sinto que irei desmaiar.
- Me de sua virgindade. - Diz apertando minha bunda.
- Nunca! Minha voz não passa de um sussurro, eu tento não olhar para baixo mais é impossível, meu maior medo era o de altura e ele sabia disso.
- Se não me der eu vou tomar de você. Ele chupa meu pescoço e por mais que eu o odeie sinto uma vibração estranha por todo meu corpo.
Eu não estava ficando excitada com esse doente.
- O que está fazendo? Minha voz sai trêmula, estava dando tudo de mim para não chorar e ajoelhar aos pés dele pedindo para que me levasse de volta.
Eu odiava fica a mercê dele, odiava essas sensações.
- Não acha excitante? A ideia de transar no local que te apavora. - Ele me vira até que seus olhos estejam sobre mim, então seus lábios tomam os meus em um beijo violento e cheio de posse, não era como eu imaginava que seria beijada, por mais ridículo que fosse eu estava guardando isso para outra pessoa.
Empurro seu peito, mais ele não se move, suas mãos apertam minha cintura e sua língua pede passagem chupando a minha, sua boca me devora, me consume, sua mão aperta meu pescoço roubando o pouco de ar que eu ainda tinha, minhas pernas ficam moles, e como se não fosse o bastante seus dedos brincam com elástico da minha calcinha até que sinto eles lá.
Uma onda de prazer sobe por todo meu ventre, seus lábios ainda esmagam os meus me devorando, me marcando, sem que eu me der conta minha perna é levantada me forçando a segurar seus ombros fortes, ele não me dá tempo de reagir, seus dedos brincam com minha intimidade. Lágrimas descem dos meus olhos e ele chupa todas elas.
- Kay por favor! Eu não sei mas o que eu estava pedindo, sua boca chupa meu pescoço, meu ombro, permaneço de olhos fechados enquanto seus dedos brincam com meu clítoris, minha intimidade estava molhada, meu rosto estava quente de vergonha, isso era tão melhor do que fazer sozinha, eu estava sentindo algo vindo, uma pontada aguda no meu âmago.
- Por favor! Eu choro quando ele morde o bico do meu peito por cima do vestido.
- Me dê o que eu quero pequena Cassie. Minha cabeça estava nas alturas, o medo e a excitação me deixavam a ponto de enlouquecer, mas eu me recusava a entrar em seus joguinhos doentis.
- Não! - eu grito sem fôlego. Seus dedos me abandonam e logo sou virada novamente de frente para represa, sinto vontade de chorar quando ele interrompe meu orgasmo, suas mãos me prendem mais próximo ainda das grades de segurança, um medo profundo me domina.
Meu rosto estava amolhado de lágrimas, não sei se era porque esse babaca me impediu de gozar, eu era medo.
- Kay por favor! Eu faço qualquer coisa. Minha voz sai miserável, eu me sentia humilhada, usada, tudo que eu queria era a segurança dos meus pais.
- É uma promessa que irei cobrar Cassie. Suas palavras são como agulhas me perfurando, ele me deixou em um estado vulnerável para conseguir o que queria.
Naquela noite quando Kay me deixou em frente ao alojamento ele me beijou mais uma vez, ferindo meu lábio, como se quisesse marcar nosso pacto eu tinha me entregado para o demônio