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Darck Pleasure

Autor: Gleyce Macedo
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Capítulo 1 Verdade

KAY YAMAZAKI

"Eu vou fazer todos pagarem! vou tirar tudo dele até não restar mais nada que o torne humano, só assim ele saberá como eu me sinto"

12 Anos

Ser criança era uma droga, ainda mais quando você era obrigado a usa roupas apertadas e pentear o cabelo como um mane! Toda casa estava repleta de alegria, meu querido irmãozinho aquele que tirou tudo que deveria ser meu iria completar 10 anos. Eu não gostava de barulho, muito menos de pessoas desconhecidas transitando pelo meu quintal, mais infelizmente ainda era muito novo para fazer alguma coisa.

Minha mãe evitava olhar pra mim, na verdade, ela sequer falava comigo, eu ainda era muito novo para entender porque ela me odiava tanto, isso até ouvir ela falando para o meu pai que desejava que eu tivesse morrido no lugar dele. Minha mãe me culpava pela morte do meu irmão gêmeo, na verdade ela me culpava por ser parecido com meu avô, meu pai era um covarde que fugiu do nosso país de origem porque não queria envolvimento com a máfia.

Sendo assim, já que eu não poderia ter o amor ou atenção deles eu fazia de tudo para sempre ser melhor que meu irmão. Kaio teve tudo que deveria ser meu, meu pai até que tentava demostrar que me amava mais até isso se parecia forçado, vendo agora como eles olham para o filhinho querido me dá náuseas, eu sempre fui diferente e isso assustava minha mãe. Como se soubesse que estou os observando me encara, aqueles olhos verdes que não se parecem em nada com os meus devolve o olhar com desconfiança, desprezo, uma parte do meu cérebro gosta desse olhar, faz com que eu me sinta poderoso.

Eu me sentia cada vez mais distante de todos ao meu redor, de repente todo desejo de fazer com que meus pais me amassem se tornou sem sentido, eu queria que eles sofressem queria causar dor neles assim como me causaram, meu irmão Kaio sorrir do cachorro que ganhou da família Valentine, um casal de velhos que tinham uma garotinha de olhos grandes e pele pálida, era ridículo como eles tratavam aquela coitada, a menina não podia cair que a mãe já estava em prantos, eu me perguntava se todos os casais de gente velha que tinham filhos eram tão patéticos como eles.

Meu irmão sorria enquanto brincava com novo mascote, ele e a garota eram como um pequeno casal de revista mirim, perfeitos um para o outro. Talvez eu devesse me juntar a eles, me aproximo ainda com as mãos no bolso da calça, percebo que todos ao redor ficaram desconfiados, eu começo a gostar do que minha presença causava nas pessoas.

-- Kay, veja o que seu irmão ganhou! Meu pai diz, quebrando o clima tenso que estava. Dou alguns passos em direção ao pug pequenino que estava nos braços do meu irmão, o cachorrinho joga a cabeça para o lado quando afago seus pelos. Minha mãe respira aliviada, o que ela pensa que irei fazer? quebrar o pescoço do pulguento, talvez eu devesse fazer isso.

-- Que nome irá dar para ele Kaio? A garotinha Valentine sussurra com uma voz tão melosa que me dá vontade de gritar com ela só para ver como ficaria chorando.

-- Buck!! Meu irmão diz. O nome não poderia ser mais idiota, meu irmão era idêntico a minha mãe, a única coisa que tínhamos em comum era os cabelos negros, características orientais do meu pai, aquelas que ele queria esconder com tanto afinco. Cansado de todo clima meloso em volta do meu irmão me afasto sem me importar com meu pai me repreendendo.

Toda festinha idiota estava ocorrendo da maneira mais chata possível, crianças sorrindo e comendo doces, meu irmão correndo igual um bobo pelo jardim atras do pulguento sem rabo, meus pais rindo e conversando com seus amigos idiotas de como suas vidas eram perfeitas. Meus olhos procuram a pequena Valentine, era raro ver ela longe dos pais ou do meu irmão, avisto ela em um canto mais afastado olhando para as escadas da minha casa da arvore, em fim algo divertido.

-- Por que não sobe as escadas? Pergunto fazendo ela se assustar, me encara curiosa.

-- Eu tenho medo de altura. Rio em desdém, garota patética, sempre cercada em uma jaula dourada pelos pais, apostos que nunca soube o que é arranhar um joelho.

-- Eu te ajudo pequena Cassie! Ela me encara desconfiada, não era segredo que ela e meu irmão sempre tiveram medo de mim, aliás eu extirpei um filhote de pássaro que caiu de uma arvore no nosso jardim na frente deles a um tempo atras. Foi divertido, exceto pelo sermão que levei do meu pai e as visitas ao psicólogo toda semana. Ela olha ao redor finalmente consciente de que estamos sozinhos.

-- Eu acho melhor eu voltar. Diz sem olhar pra mim, a voz dessa garota me irritava, tudo nela me irritava, o laço gigante cor de rosa nos cabelos perfeitamente alinhados, o vestido impecável também na cor rosa, até os sapatos dourados, tudo nela gritava perfeição.

-- Tem medo? Você é uma bebe chorona, porque não corre para o colinho da sua mãe. Seus olhos azuis se enchem de lagrimas, e meu peito vibra com essa sensação.

-- Eu não sou uma bebe chorona! Ela grita. Ouvir sua verdadeira voz depois de anos era algo divertido, por um momento eu até achei ela bonitinha.

-- Então sobe. Ela me lança um último olhar e vai em direção as escadas, sobe devagar, sempre olhando para baixo.

-- Não olhe para o chão sua medrosa! Só suba. Eu grito logo atras, não perderia a oportunidade causar medo a ela por nada no mundo.

-- Se não andar mais rápido eu vou te pegar, e sabe o que eu vou fazer? Te jogar no chão. Ela arregala os olhos e começa a subir mais rápido, a adrenalina me consome, eu sempre gostei da sensação do perigo, o coração batendo mais rápido o sangue pulsando nas minhas veias, já estávamos na metade da escada eu já conseguia ver a casa da arvore a as argolas logo a frente.

-- Eu quero descer! Ela diz chorando. Empurro seu corpo para cima.

-- Suba pequena Cassie, a casa da arvore tem uma ótima vista.

-- Não! Eu já disse, quero descer. Bate o pé quase acertando meu rosto, seguro sua perna e começo a puxar, ela grita pedindo para que eu a solte mais eu estava me divertindo vendo seu medo.

-- Kay! Solte ela. Meu querido irmão intervém. Olho para baixo e já posso ver que os gritos da princesinha também chamaram atenção dos adultos.

-- Tudo bem! Só estávamos brincando não é Cassie. Ela não responde, apenas seca as lagrimas do rosto. Começo a descer devagar olhando para garota medrosa acima de mim, ela encara o chão em choque sua pele branca estava igual uma vela.

-- Eu... eu não consigo. A garota chorona murmura, meu irmão cheio de bondade se oferece para ajudá-la. Ele coloca o pequeno cachorro no chão e vem em direção as escadas, antes que se aproxime seguro na perna dela e a forço a descer, isso faz com que a idiota escorregue e caia em cima de mim. Empurro seu corpo para longe, ela me olhar em pânico enquanto chora por ter machucado o pé.

-- Qual é seu problema? Minha mãe diz se aproximando da princesinha que agora estava sendo consolada pelo meu irmão. ela segura meu braço forte o sulficiente para deixar uma marca, não digo nada, ou demostro qualquer coisa, meu pai segura em seu braço e ela me solta desconcertada.

Olho para o rosto da minha mãe com desinteresse e saio de perto daquele circo, pelo menos eu tinha ensinado ela perder o medo de altura.

UM ANO ANTES DO PLANO

Acendo o cigarro e dou uma ultima tragada antes de entrar na mansão dos meus queridos papais, desde que consegui a bolsa de estudo na Universidade Stanford decidi sair de casa, não que isso fosse uma opção meus pais já não estavam me aguentando mais. Eu particularmente não tinha qualquer interesse em me forma, mais desde que descobri que meu irmãozinho mais novo queria cursa medicina na Stanford, fiz disso minha meta.

Estou do jeito que minha mãe reprovaria, botas pretas assim como minhas vestimentas, e novas tatuagens no pescoço, e braço. Eles estavam na mesa como uma perfeita família feliz, minha mãe com seus cabelos loiros bem alinhados, combinando com seu vestido vermelho, e meu pai ao lado dela igual um bobo apaixonado. Se tornou um frouxo por causa de uma boceta.

E lá estava ele, meu querido irmãozinho, sua revolta e tristeza me davam combustível, era como uma coisa que eu precisava para viver, sentado na cadeira infeliz por mais uma vez ter seu pedido negado pela universidade, isso fazia meu peito vibrar.

-- Filho, que bom que você veio! Meu velho diz, ele tenta me abraçar meio sem jeito, meus braços permanecem nos bolsos, eu odiava demonstrações de afeto eles perderam esse direito há muito tempo. Isabela Yamazaki permanece imóvel, ela não conseguiu nem fingir que estava feliz por eu conseguir mais uma coisa que seu filhinho querido almejava.

-- Não vai me abraçar mamãe! Aliás, não é sua culpa que apenas o seu filho louco tenha cérebro. Os olhos verdes do meu irmão saltam de fúria enquanto marcha em minha direção, meu peito vibra ansioso para saber o que o pequeno merdinha irá fazer, suas mãos se fecham na gola da minha camisa, um sorriso se estende em meu rosto. Isso mesmo maninho libere esse gênio assassino que também habita em você.

-- Kay por favor! Minha querida mãe intervém, parabéns ela acabou de ganhar o prêmio de mamãe do ano por evitar que eu quebre todos os ossos da cara do meu querido irmão.

-- Por que não se entregou a morte mamãe? deveria ter feito um corte mais fundo, só assim não precisaria viver para ter que olhar pra mim todos os dias, e me culpar por ter deixado seu filhinho morrer. Antes que eu saboreei a dor que causei a ela meu corpo e jogado com força sobre a mesa. Um largo sorriso se estende em meu rosto quando sinto as mãos do meu pai segurando minha camisa e me prendendo no lugar.

-- Qual seu problema moleque? Você quer mesmo ser igual aquele bastardo do seu avô, um doente psicopata. Continuo indiferente, um, dois, socos no meu rosto,o gosto de sangue surge na minha boca, passo a língua nos lábios.

-- Kaito por favor! Solte-o. minha mãe diz em prantos, meu irmão idiota continua lá olhando incrédulo de mais para fazer qualquer coisa, nosso pai nunca havia levantado a mão para ele, já para mim, já tinha conhecido seus punhos algumas vezes.

Ainda com as mãos sobre mim ele respira fundo, por mais que tente negar ele era como eu.

-- Não ouse falar assim com sua mãe, você não pode ser concertado por mais que a gente tente, terapia, medico, nada. Seus olhos brilham de ódio. Isso mesmo papai, mostre quem você é de verdade.

-- Está se sentindo melhor? Pergunto olhando para sua mão que paira no ar, continuo encarando seus olhos escuros como os meus.

-- Eu não entendo, como você pode ser assim! Me solta indo para longe, ajusto minha camisa e olho em seus olhos.

-- Por que vocês me fizeram assim! Sempre me olhou como se eu fosse um assassino, sempre me culparam por não ter feito nada quando ele morreu, eu era uma criança, mas vocês não! Cuspo as palavras com ódio.

-- Você ficou parado Kay, você estava lá olhando enquanto ele se afogava, você o empurrou e ficou olhando. Minha mãe diz com os olhos cheios de lagrimas.

-- Eu tinha sete anos o que queria que eu fizesse? pulasse atras dele? Melhor. Queria que fosse eu no lugar dele. Quando vejo que acertei em cheio o que ela pensava me viro para sair.

-- É uma pena mamãe eu estou aqui.

Não olho para trás quando saio pela porta, eu iria destruir tudo até não restar nada.

            
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