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O Pacto de Casamento Falso da Herdeira Muda
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Capítulo 5 5

O vento no terraço era cortante, chicoteando fios de cabelo no rosto de Brisa. Abrolho estava sentado na cadeira de rodas, de costas para a festa, a luz dos lustres projetando longas sombras no chão de pedra.

Ele enfiou a mão no bolso do paletó e tirou uma cigarreira de prata. Extraiu um cigarro e acendeu com um isqueiro de ouro. A chama iluminou seu rosto - duro, inflexível.

Deu uma tragada, as brasas brilhando em vermelho. Exalou uma nuvem de fumaça que flutuou em direção a Brisa.

- Volte para dentro - disse ele, sem olhar para ela. - Diga aos seus pais que não estou interessado. Diga que senti o cheiro da pobreza em você e isso me enjoou.

Brisa não se moveu. Observou a fumaça se enrolar na noite.

- Você é surda além de muda? - retrucou Abrolho, girando a cadeira para encará-la. Sua agressão era ensaiada, um escudo projetado para repelir.

Brisa enfiou a mão no bolso. Não tirou um celular ou um bloco de notas.

Ela simplesmente falou. Sua voz era rouca pelo desuso, mas firme.

- Cinco da manhã.

Abrolho congelou. O cigarro queimava esquecido em seus dedos.

- Acessei os feeds de segurança da Propriedade Abrolho através de uma porta dos fundos no servidor do perímetro - continuou Brisa, a voz clínica. - Ontem de manhã. Você corre na trilha privada atrás do mausoléu. Ritmo de quatro minutos e meio por quilômetro.

O silêncio que se seguiu foi pesado, sufocante. Os olhos de Abrolho se estreitaram em fendas. A máscara do inválido quebrado dissolveu-se. Em seu lugar estava um predador que havia sido encurralado.

- Você está alucinando - disse ele suavemente.

- Seu pé esquerdo atinge o chão com mais força que o direito - disse Brisa, ignorando a negação. - Você favorece o joelho esquerdo. Lesão antiga? Talvez. Mas o desenvolvimento muscular em seus quadríceps é simétrico. Você não está paralisado.

Abrolho não se levantou. Ele sabia que não devia. Em vez disso, rolou a cadeira para frente com uma velocidade repentina e aterrorizante, prendendo Brisa contra a balaustrada de pedra. Os apoios para os pés bateram em suas canelas.

Ele se inclinou para frente, invadindo o espaço dela, a voz caindo para um sussurro letal.

- Você quer morrer? - sibilou ele. - Para quem você está trabalhando?

Brisa não se afastou. Estremeceu com a dor nas canelas, mas sustentou o olhar dele.

- Preciso de uma saída daquela casa. Você precisa de um disfarce.

Abrolho a encarou. Vasculhou o rosto dela em busca de uma escuta, de decepção. Viu apenas uma inteligência desesperada e fria.

- Explique - comandou ele.

- Minha família quer me vender para você para garantir um acordo. Eles acham que sou uma idiota muda que vai sentar no canto enquanto você apodrece - disse Brisa. - Se você me rejeitar, eles enviarão Gema. Ou outra pessoa. Alguém que fala. Alguém que vai notar que você não precisa dessa cadeira.

O aperto de Abrolho nos braços da cadeira afrouxou ligeiramente. Ele estava ouvindo.

- Por que você está fingindo? - perguntou ela.

- Isso não é da sua conta - rosnou ele.

- Reestruturação do conselho da Corporação Abrolho - adivinhou Brisa. - Se você estiver incapacitado, os abutres aparecem. Você está esperando que eles mostrem as cartas antes de atacar.

Um sorriso lento e sombrio se espalhou pelo rosto de Abrolho. Não alcançou seus olhos, mas estava lá. Ele recostou-se na cadeira e ajustou as abotoaduras.

- Você é mais inteligente do que parece - disse ele. - O que não é dizer muito, dado o vestido.

- Case comigo - disse Brisa. - Eu farei o papel. A esposa silenciosa e aterrorizada. Não vou ficar no seu caminho. Em troca, ganho o nome Abrolho. Ganho proteção. E quando você terminar seu jogo, nos divorciamos. Pego metade do dinheiro do acordo e desapareço.

Abrolho deu outra tragada no cigarro. Olhou para a festa lá dentro - Cerne rindo, Ápice reinando.

- Um contrato - disse Abrolho. - Um ano. Você mora na minha casa. Não vê nada. Não diz nada.

- Fechado - disse Brisa.

- E se você me trair - acrescentou Abrolho, a voz caindo para um murmúrio que fez os pelos dos braços de Brisa se arreparem -, garantirei que você nunca mais fale. Permanentemente.

- Se eu te trair - respondeu Brisa -, você não precisará fazer isso. Eu mesma farei.

A porta de vidro se abriu. Cerne enfiou a cabeça para fora, o rosto corado de vinho.

- Tudo bem aqui fora?

Abrolho largou o cigarro e o esmagou sob a roda da cadeira. Seu rosto ficou flácido, os ombros caíram. Olhou para Cerne com olhos mortos e vidrados.

- Ela é quieta - murmurou Abrolho. - Gosto de silêncio.

Brisa olhou para os sapatos, encolhendo-se.

- Temos um acordo - disse Abrolho.

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