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A Luna Sacrificada: Renascida nos Braços de um Rei
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Capítulo 4

Ponto de Vista de Alessandra:

Na semana seguinte, eu fui um fantasma.

Preparei o café da manhã. Passei camisas. Sorri quando Tiago me ignorou e quando Antônio mentiu na minha cara. Interpretei o papel da Ômega fraca e alheia perfeitamente.

Mas nos momentos ocultos - quando eles estavam no trabalho ou na escola - eu estava em guerra.

Meu celular vibrou. Uma mensagem de Zara, uma fêmea Beta que trabalhava no escritório administrativo da alcateia. Ela era uma das poucas que se lembrava que eu havia projetado a rede de segurança da alcateia.

Zara: *Enviei os arquivos. Você não vai acreditar nisso.*

Abri o anexo. Era um dossiê sobre "AspiranteALuna", uma conta privada de mídia social.

Kátia.

Percorri as postagens. Era um santuário ao seu narcisismo.

Vídeo 1: Kátia segurando uma pulseira de diamantes. Legenda: *"Meu Alfa me mima. A esposa velha acha que ele a perdeu na academia. KKK."*

Eu reconheci aquela pulseira. Era uma herança da minha avó. Antônio me disse que a havia vendido para pagar as aulas particulares de Tiago.

Vídeo 2: Kátia na academia da escola, usando equipamento tático de primeira linha. Legenda: *"Treinando o futuro Alfa. Tiago tem tanto potencial, ao contrário de sua doadora genética."*

Doadora genética. Era assim que ela me chamava.

Salvei tudo em um drive criptografado na nuvem.

Então abri os registros financeiros que havia puxado do servidor. Antônio achou que esconder as transações sob "Taxas de Consultoria" era inteligente, mas ele era preguiçoso. Ele usou o mesmo nome de empresa de fachada - "Sampaio Holdings" - para tudo.

Antônio não estava apenas me traindo; ele estava traindo a alcateia.

Ele vinha desviando fundos do fundo de auxílio para "Viúvas e Órfãos". Milhares de reais por mês. E para onde ia o dinheiro?

Pagamento de aluguel: Cobertura do Hotel Luar da Montanha.

Transferência: K. Sampaio - Taxas de Consultoria.

Compra: Porsche Cayenne (Registrado em nome de K. Sampaio).

Ele estava roubando dos membros mais vulneráveis da nossa alcateia para financiar o estilo de vida de sua amante. Isso era traição. Se o Conselho visse isso, ele não perderia apenas seu título. Ele seria exilado. Ou executado.

Ouvi a porta da frente se abrir. Era hora do jantar.

Entrei na sala de jantar. Antônio e Tiago já estavam sentados, esperando para serem servidos.

"O que tem para o jantar?", perguntou Tiago, sem levantar os olhos do celular.

"Frango assado", eu disse, colocando a travessa na mesa. "E eu tenho uma surpresa."

Antônio ergueu os olhos, desconfiado. "Que tipo de surpresa?"

"Eu estava pensando", eu disse, exibindo meu sorriso mais inocente e ingênuo. "Já que a Sra. Sampaio tem ajudado tanto o Tiago, deveríamos convidá-la para sentar em nossa mesa no Baile. Como um agradecimento."

O silêncio foi ensurdecedor.

Antônio e Tiago trocaram um olhar. Um olhar que dizia: *Ela é tão estúpida.*

"Isso... isso parece um gesto simpático", gaguejou Antônio, tentando esconder sua empolgação.

"É, mãe. Seria legal", acrescentou Tiago, com um sorriso de canto de boca.

"Ótimo", sorri radiante. "Vou enviar o convite esta noite. Quero que tudo seja perfeito."

"Você finalmente está se mostrando, Alessandra", disse Antônio, pegando uma coxa de frango. "Talvez você não seja tão inútil, afinal."

Eu o observei comer. Observei a gordura manchar seu queixo.

*Coma bem, marido*, pensei. *É sua última refeição como um Alfa.*

Mais tarde naquela noite, fiz uma ligação para um número descartável.

"Alô?", uma voz rouca atendeu. Era Marcos, o engenheiro de som chefe do local do Baile. Ele era um Gama de baixo escalão que eu ajudei anos atrás, quando sua filha estava doente.

"Marcos. É a Alessandra."

"Luna? Está tudo bem?"

"Não, Marcos. Mas vai ficar. Preciso de um favor. Um grande favor."

"Diga."

"Preciso de controle total do sistema de áudio e vídeo no Baile. Especificamente, o projetor principal e o controle do microfone."

Houve uma pausa. "Planejando um show, Luna?"

"Estou planejando uma revolução, Marcos."

"Considere feito."

Desliguei. Olhei para o vestido pendurado na porta do meu armário. Não era o modesto vestido bege que Antônio havia escolhido para mim.

Era vermelho carmesim. A cor do sangue. A cor da vingança.

Minha Loba Interior andava de um lado para o outro em minha mente, sua cauda balançando em antecipação.

*Em breve*, ela sussurrou.

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