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A noiva Fugitiva do CEO
img img A noiva Fugitiva do CEO img Capítulo 2 Seu decote
2 Capítulo
Capítulo 6 Os dois estavam brindando img
Capítulo 7 Máscara de frieza img
Capítulo 8 A dor aguda img
Capítulo 9 Perícia no contrato img
Capítulo 10 Podemos ser uma família img
Capítulo 11 Curativo no braço img
Capítulo 12 Medicina tradicional img
Capítulo 13 Obter lucro. img
Capítulo 14 Bastante embriagado img
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Capítulo 2 Seu decote

Fernando tentou erguer a mão para afastar Antonella, mas seus braços não obedeceram; estavam pesados como chumbo. Sua expressão, já gélida, tornou-se ainda mais sombria ao perceber sua vulnerabilidade.

Antonella percebeu a resistência e torceu os lábios em um desdém involuntário.

- Nenhuma boa ação fica impune, não é? Acabei de tratar seu ferimento e aplicar anestesia local. Não se mexa se não quiser que os pontos se abram.

Ela jamais teria trazido um estranho perigoso para seu refúgio se não tivesse sentido o cano de uma arma em sua testa momentos antes. Sentia que estava caminhando sobre cristais finos.

Ao ouvir a voz firme dela, Fernando estreitou os olhos e, pela primeira vez, olhou-a com atenção absoluta.

Ela estava concentrada, terminando de enfaixar o braço dele com movimentos precisos. Quando finalmente ergueu os olhos, deparou-se com o rosto pálido do homem. Era inegável: ele possuía uma beleza quase agressiva. Traços esculpidos, impecáveis, como uma obra de arte fria.

A memória daquela noite turbulenta voltou como um flash. Sua avó o havia drogado para forçar um encontro com a herdeira da família Lizz, mas ele escapou, sendo atacado logo em seguida. No meio do caos, essa "mulherzinha" surgiu em seu caminho como um bote salva-vidas inesperado.

Ao notar que ele encarava seu decote - o vestido de noiva tomara que caia estava amarrotado e revelador -, Antonella instintivamente cobriu o peito, lançando-lhe um olhar furioso.

Antes que o silêncio tenso pudesse ser quebrado, um celular tocou abruptamente. Ao ver o nome de Afrânio Ventura na tela, o coração dela disparou. Ela tentou recusar a chamada, mas seus dedos trêmulos deslizaram e acabaram atendendo.

- ANTONELLA VENTURA! - o grito de Afrânio ecoou, carregado de fúria. - Você foi longe demais! Como ousa fugir do seu próprio casamento? Volte aqui agora mesmo!

Nesse momento, uma tosse seca e masculina vinda da cama preencheu o ambiente e chegou aos ouvidos de Afrânio. O silêncio do outro lado da linha foi seguido por uma explosão de raiva.

- Onde você está?! Quem é esse homem?!

Antonella sentiu uma onda repentina de coragem ao encontrar o olhar profundo de Fernando.

- Não te interessa onde estou! E nem pense em me forçar a casar com aquele velho gagá. Eu já sou casada, Afrânio. Se tentar me vender de novo, será bigamia, e você sabe como preza pela sua preciosa reputação. Cancele esse casamento agora!

Ela desligou na cara do pai, o peito subindo e descendo. O pânico, porém, veio logo em seguida. Onde ela encontraria um marido de verdade para sustentar aquela mentira?

Foi então que um braço forte envolveu sua cintura. Com um puxão firme, ela foi arrastada para um abraço carregado de eletricidade.

- Case-se comigo!

Antonella arregalou os olhos, em choque. O tom dele não era um pedido; era uma proposta pragmática, tingida com a arrogância de quem costuma dar ordens.

- O que você disse?

- Você me salvou. Eu me casarei com você e assumirei a responsabilidade.

Horas depois... no Cartório

Antonella segurava a certidão de casamento vermelha, sentindo-se em um sonho febril. Ela havia acabado de se casar com um completo desconhecido. Ao assinar os papéis, finalmente descobriu o nome dele: Fernando Bakker.

Ao lado dela, Fernando parecia uma miragem de 1,90 metro de altura. Ele tirou uma foto do documento e enviou para a avó. Ele detestava as tentativas de controle da matriarca, mas os valores que recebera eram claros: um homem deve assumir suas responsabilidades. E ele sabia que Antonella era virgem. Além disso, tê-la como esposa oficial seria o escudo perfeito contra novos arranjos familiares.

- A propósito - Antonella começou, tentando soar casual enquanto guardava o documento. - Onde você mora e com o que trabalha? Se meu pai perguntar, preciso ter as respostas prontas.

Apesar da atração física inegável, ela não pretendia se apaixonar. Queria apenas paz.

Fernando ergueu uma sobrancelha, com um brilho indecifrável no olhar.

- Minha casa fica em outra cidade... e não tenho emprego no momento.

Ele não mentiu tecnicamente. A sede do império Bakker ficava em Leiden, e ele estava temporariamente afastado da linha de frente devido aos conflitos internos da família.

- Desempregado? - Antonella o examinou de cima a baixo. - Você vive às custas dos seus pais?

Ela sentiu um frio na barriga. Teria se casado com um gigolô preguiçoso?

- O quê? Acha que sou pobre? - Fernando sorriu, achando a situação curiosamente divertida. Ele, cujo patrimônio pessoal já ultrapassava os dez bilhões, estava sendo julgado por uma "médica de bairro".

- Não me importo se você é pobre - ela rebateu, mordendo o lábio. - Só não quero alguém preguiçoso. Homens com dinheiro demais tendem a se corromper, como o Afrânio. Eu só quero uma vida simples. Se está desempregado, pode trabalhar na minha farmácia. Melhor do que ficar vagando por aí.

Pela primeira vez, a máscara gélida de Fernando se quebrou com uma ponta de diversão. Fábio, seu fiel assistente que observava de longe, quase deixou cair o queixo. O "Grande Tubarão de Negócios" acabara de receber uma oferta de emprego em uma farmácia de esquina.

- Certo. E quanto será o meu salário? - ele perguntou, entrando no jogo.

- Salário base de três mil reais - respondeu ela, séria.

Fernando franziu a testa. Três mil não pagavam nem o vinho que ele costumava abrir no jantar. Mas, ao ver a expressão de preocupação dela, ele soltou um sorriso enviesado.

- Fechado. Mas não tenho onde cair morto no momento. Terei que me mudar para a sua casa.

- Então descontaremos o aluguel e seu salário líquido será de dois mil!

Fernando se aproximou, os dedos longos tocando o queixo de Antonella com uma possessividade que a fez estremecer.

- Minha cara esposa... já somos casados. É natural que vivamos juntos. Por que ser tão rigorosa com os detalhes?

O lampejo de perigo nos olhos dele deixou claro: ela podia até ser a dona da farmácia, mas ele, definitivamente, não seria um funcionário fácil de domar.

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