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De Bolsa de Sangue a Rainha Bilionária
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Capítulo 5 5

O ar do lado de fora do hospital tinha gosto de fumaça de escapamento e liberdade.

Ametista estava no meio-fio, esperando. A adrenalina estava desaparecendo, deixando seus joelhos trêmulos. Sentiu-se tonta novamente.

Um Lincoln Town Car preto parou. Era o carro secundário de Barro.

A janela baixou. O motorista, um homem chamado Agulhão que sempre a olhara com desprezo, zombou.

- O chefe disse para entrar - disse Agulhão. - Ele disse para parar de fazer cena e voltar lá para dentro pedir desculpas.

Ametista olhou para o carro. Era uma gaiola sobre rodas.

- Diga a ele para ir para o inferno - disse ela suavemente.

Agulhão riu.

- Você não tem carona, madame. Não tem dinheiro. Entre antes que eu...

Um estrondo baixo o cortou.

Começou como uma vibração no asfalto, crescendo para um rugido profundo e gutural que abafou o trânsito da cidade.

Agulhão parou de falar. Olhou pelo retrovisor, os olhos se arregalando.

Na esquina, uma falange de veículos apareceu.

Seis Mercedes-Maybach S650 customizados, pretos como azeviche, com grades cromadas que brilhavam como dentes expostos. Moviam-se em formação perfeita, um cardume predatório de tubarões deslizando pela água.

Não diminuíram a velocidade para o trânsito. Simplesmente tomaram a pista.

O carro da frente guinou, cortando o Lincoln, forçando Agulhão a frear bruscamente e subir no meio-fio. Os outros carros o cercaram, criando um semicírculo protetor ao redor de Ametista.

Os transeuntes pararam. Celulares foram sacados. Aquele era um comboio digno de um chefe de estado.

Clack-clack-clack.

As portas de todos os seis carros se abriram simultaneamente.

Doze homens saíram. Usavam ternos pretos idênticos, fones de ouvido e óculos escuros. Não eram seguranças de shopping. Eram segurança de nível militar.

Moviam-se com precisão fluida, formando um perímetro. A multidão engasgou.

O carro central - aquele com o suporte de bandeira no para-lama - abriu.

Um homem não saiu. Em vez disso, uma mão enluvada se estendeu.

O chefe da equipe de segurança, um gigante de homem chamado Malho, caminhou até Ametista. Ele ignorou completamente o motorista do Lincoln.

Curvou-se. Uma reverência profunda e respeitosa, a partir da cintura. Manteve seus movimentos formais, escondendo o calor familiar que sentia pela mulher que guardara desde que ela era criança.

- Senhorita Ametista - disse Malho, a voz estrondosa o suficiente para Agulhão ouvir. - O Presidente está esperando. É hora de ir para casa.

Senhorita Ametista. Não Senhora Barro.

Dentro do Lincoln, Agulhão deixou o telefone cair. Sua boca estava aberta.

Ametista notou que Malho usava um broche de lapela preto simples, sem o brasão da família Rocha. Bom. Eles estavam mantendo a discrição.

Lágrimas picaram seus olhos novamente, mas eram lágrimas de alívio.

Ela deu um passo à frente. Não lançou um olhar para o Lincoln. Deslizou para o banco de trás do Maybach.

O interior cheirava a couro envelhecido e sândalo. Era silencioso, hermeticamente selado do barulho de Nova York.

Uma tela desceu do teto. O rosto de um homem mais velho apareceu. Ele tinha cabelos prateados e olhos que combinavam com os de Ametista.

Rocha. O patriarca bilionário.

- Papai - sussurrou Ametista.

O rosto de Rocha suavizou.

- Você parece magra, querida. Aqueles bastardos te deixaram passar fome?

- Estou bem - disse ela, recostando-se no assento de massagem aquecido.

- Estamos indo para casa - disse Rocha com firmeza. - E então, nós os queimaremos até o chão.

Do lado de fora, Barro correu pelas portas do hospital. Chegou a tempo de ver as lanternas traseiras do comboio desaparecendo na avenida.

Ele encarou a cena.

- O que... quem era aquele? - perguntou Barro, perplexo.

Agulhão, o motorista, saiu do Lincoln, parecendo pálido.

- Chefe... eles a pegaram. Como se ela fosse da realeza. Eles a chamaram de "Senhorita Ametista".

Barro franziu a testa. Olhou para a rua vazia.

- Ela os alugou - murmurou Barro, tentando se convencer. - Ela gastou seu último centavo alugando um comboio falso para me deixar com ciúmes. É por isso que não havia logotipos nos carros. Apenas aluguéis genéricos de alto padrão. Deus, ela é patética.

Puxou o telefone para ligar para ela, para rir do golpe dela.

"Lamentamos, o número para o qual você ligou não existe."

Barro congelou. Não "desconectado". Não "ocupado". Não existe. Era como se a identidade digital do telefone tivesse sido apagada da rede inteiramente.

Ele baixou o telefone lentamente. Um arrepio desceu por sua espinha. Parecia que um fantasma acabara de caminhar sobre seu túmulo. Ele sacudiu a sensação.

- Telefone descartável barato - murmurou. - Ela provavelmente o jogou no lixo.

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