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Uma década de amor equivocado, um mar de ódio e paixão
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Capítulo 6 Será que vou morrer

Nina estava deitada em um leito da UTI. Sob a máscara de oxigênio, cada respiração era como uma faca de ossos entrando nos seus pulmões.

Ela havia mal escapado das garras da morte. Os médicos disseram que, se ela tivesse chegado duas horas mais tarde, ninguém poderia tê-la salvo.

Mas, no momento em que recobrou a consciência, ouviu o choro fraco de Aria vindo do quarto ao lado. "Julian... estou com tanto frio... Será que vou morrer?"

A voz de Julian era baixa, mas firme. "Você não vai. Aguente firme, por favor. Vou providenciar alguém para fazer uma transfusão de sangue agora mesmo."

"Mas... o banco de sangue está com reservas baixas", disse a enfermeira, ansiosa.

O tom de Julian não deixava espaço para discussão. "Nina e Aria têm o mesmo tipo sanguíneo. Use o dela."

O corpo inteiro de Nina congelou.

Naquele momento, parecia que sua alma havia sido despedaçada.

Ele já havia se sacrificado por ela antes. Agora, estava disposto a drenar seu sangue para salvar outra mulher.

O médico responsável protestou imediatamente. "Senhor Blackwell! A doutora Avery acabou de sofrer uma perda massiva de sangue. Sua hemoglobina está em apenas sessenta. Se retirarmos mais sangue, ela pode morrer!"

"Não, ela não vai morrer." Os olhos de Julian estavam frios. "Ela é muito forte. Aria perdeu muito sangue. Não podemos esperar."

A voz do médico tremia. "Isso realmente não é possível!"

"Eu disse para tirar o sangue dela." Julian pronunciou cada palavra lentamente, carregando a pressão inconfundível de um herdeiro de uma família poderosa. "Se algo acontecer, eu assumo toda a responsabilidade."

Quando a agulha perfurou sua veia, mas Nina não resistiu.

Ela apenas olhou para o teto, deixando o sangue quente fluir gota a gota pelo tubo da transfusão.

Aos olhos dele, sua vida não passava de um recurso que podia ser medido e sacrificado. A transfusão durou quarenta minutos.

De repente, a pressão arterial de Nina despencou, e o monitor cardíaco disparou um alarme agudo.

A enfermeira gritou. "A paciente está entrando em estado de choque!"

Julian apenas lançou um olhar frio. "Estabilizem ela. Como está Aria?"

"A senhorita Monroe está fora de perigo."

"Ótimo", ele se virou e saiu sem olhar para trás.

Enquanto Nina deslizava para a inconsciência, ouviu aquelas palavras. Uma lágrima escorreu do canto de seu olho até seu cabelo.

Demorou um dia e uma noite inteiros até que ela acordasse novamente.

Seu corpo parecia como se tivesse sido esmagado e costurado de volta. Ela estava fraca demais até para levantar uma mão.

A porta do quarto do hospital se abriu. Aria entrou usando um avental de paciente, sua tez corada e um sorriso brilhante.

"Nina, muito obrigada por me salvar." Ela se sentou ao lado da cama, sua voz doce como mel. "Julian disse que seu sangue funcionou perfeitamente. Eu me senti melhor quase imediatamente."

Nina fechou os olhos e a ignorou.

Então, Aria se inclinou mais perto e abaixou a voz. "Você sabe o que você é? Apenas uma ferramenta, nada mais que isso. Eu sou a coisa mais importante da vida dele, que ele protege com carinho."

Nina abriu os olhos de repente, sua voz rouca. "Saia."

"Oh, ficou com raiva?", Aria zombou. "O que você acha que é?"

Nina a encarou. "Pelo menos eu não finjo estar doente para ganhar simpatia."

A expressão de Aria mudou. De repente, ela pegou o copo da mesa de cabeceira e o quebrou contra a própria testa.

"Ah!", ela gritou enquanto caía, sangue jorrando imediatamente de sua testa.

Julian entrou correndo ao ouvir o barulho. Ao ver Aria coberta de sangue, ele a pegou imediatamente nos braços. "Aria! Quem fez isso?"

Aria apontou para Nina com os olhos cheios de lágrimas. "Ela... ela gritou comigo... e me bateu..."

"Eu não fiz!", Nina protestou desesperadamente. "Ela fez isso sozinha!"

Julian nem sequer olhou para ela. "Tranque-a", ordenou aos seguranças. "Ninguém a vê sem minha permissão."

"Julian!", Nina gritou. "Você acredita nela? Será que está cego?"

Julian finalmente se virou, seus olhos gélidos. "Nina, eu já demonstrei mais misericórdia do que você merece. Não me force a fazer você desaparecer."

Ele carregou Aria para fora sem hesitação.

Nina desabou de volta na cama enquanto lágrimas silenciosas escorriam pelo seu rosto. Desta vez, nem mesmo a raiva restava.

Tudo o que permaneceu foi um silêncio desolador.

No dia seguinte, ela deu alta do hospital por conta própria.

Ao sair pela entrada do hospital, um Maybach preto parou à sua frente.

A janela se abaixou. Era o mordomo da propriedade da família Blackwell.

"Senhorita Avery, o senhor Blackwell gostaria que você fosse até a propriedade."

Nina sentiu um leve tremor percorrer seu corpo. Um pressentimento ruim tomou conta dela.

O carro seguiu em direção à propriedade histórica fora da cidade, o verdadeiro centro do poder dos Blackwell.

Os portões de ferro abriram-se lentamente, revelando fileiras de guardas de preto alinhados dos dois lados.

Edmund estava sentado na cadeira principal, sua expressão grave.

Julian estava perto da janela, o olhar por trás dos óculos de armação dourada era indecifrável.

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