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Capítulo 5 Capitulo 5

Passei o resto da tarde fingindo normalidade.

Foi um fracasso humilhante.

Eu abria um documento e lia a mesma linha três vezes sem entender nada. Respondia e-mails no automático. Assinava papéis sem lembrar exatamente o conteúdo um minuto depois. Em algum momento, Clara jogou uma bolinha de papel na minha testa só para confirmar que eu ainda estava viva e não tinha sido sequestrada mentalmente por um CEO de olhar obsceno e problemas evidentes com limites.

- Você está surtando em silêncio - ela murmurou, encostada na divisória da minha mesa.

- Eu estou trabalhando.

- Não, você está encenando uma mulher funcional enquanto pensa em qual roupa vai usar para encontrar um homem que te deixa nervosa.

Levantei os olhos devagar.

- Eu não estou nervosa.

Clara sorriu com uma calma ofensiva.

- Você respondeu rápido demais.

Voltei a olhar para a tela do computador.

- Foi só um jantar.

- É assim que as mulheres entram em tragédias românticas lindas e péssimas.

- Obrigada pelo apoio.

- Sempre.

No fim do expediente, eu ainda estava me perguntando em que momento exato perdi o juízo. Talvez tivesse sido no portão da mansão. Talvez no corredor do meu prédio. Talvez no café, quando Lorenzo me olhou como se cada resposta minha valesse mais do que o resto do dia dele inteiro.

Talvez eu nunca tivesse tido juízo suficiente para um homem como aquele.

Fui para casa com o coração inquieto e uma irritação constante comigo mesma. Não era só pelo jantar. Era pela expectativa. Pela consciência latejante de que eu queria vê-lo de novo. Queria ouvir a voz baixa demais, o sarcasmo preciso, a forma como ele transformava cada pausa em alguma coisa perigosamente carregada.

Isso me incomodava mais do que deveria.

Abri o guarda-roupa e fiquei alguns segundos olhando para as roupas como se elas fossem me dar respostas. Não ia usar o vestido que ele tinha mandado. Nem morta. Eu não daria esse gostinho a Lorenzo. Também não queria parecer produzida demais, como se estivesse tentando impressioná-lo.

O problema era que, no fundo, eu sabia que impressioná-lo não era a questão.

Eu queria me proteger.

Acabei escolhendo um vestido preto simples, ajustado na medida certa para me fazer sentir bonita sem parecer que eu tinha me esforçado para isso. Deixei o cabelo solto, passei maquiagem leve e coloquei brincos pequenos. Nada exagerado. Nada que gritasse expectativa.

Quando terminei, encarei meu reflexo por um momento.

Parecia eu.

Só uma versão mais perigosa.

Peguei o celular e enviei o endereço do restaurante. Escolhi um lugar elegante, mas não inacessível, perto o suficiente da minha realidade para me dar a ilusão de que eu ainda controlava alguma coisa. Lorenzo visualizou a mensagem em menos de um minuto.

Pontualidade continua sendo uma qualidade atraente.

Revirei os olhos antes de responder.

Controle continua sendo um defeito insuportável.

A resposta veio segundos depois.

Então estamos equilibrados.

Meu estômago apertou.

Saí de casa vinte minutos depois.

Cheguei primeiro, o que me deu tempo para respirar, escolher uma mesa mais reservada e me convencer de que aquilo era só um jantar. Só duas pessoas sentando para conversar, comer e provavelmente se irritar mutuamente por algumas horas.

Nada demais.

Nada capaz de bagunçar a minha vida.

Eu estava repetindo essa mentira para mim mesma quando senti a mudança no ar antes mesmo de vê-lo.

Ergui os olhos.

Lorenzo tinha acabado de entrar.

Mesmo naquele ambiente discreto, ele parecia deslocado de um jeito quase ofensivo. Não porque estivesse inadequado. Era o contrário. Parecia certo demais. O terno escuro moldava os ombros largos com perfeição, a barba por fazer deixava seu rosto perigosamente mais atraente do que deveria ser permitido, e a forma como os olhos dele me encontraram no salão inteiro fez meu corpo inteiro despertar de uma vez.

Sem hesitação.

Sem dúvida.

Como se já soubesse exatamente onde eu estaria.

Ele veio até a mesa sem pressa, e cada passo dele só piorou o estrago no meu sistema nervoso.

Parou diante de mim e me olhou por um segundo longo demais.

- Você está linda.

A sinceridade simples da frase me pegou desprevenida. Nada de floreio. Nada de teatro. Só aquela voz baixa, firme, fazendo meu coração bater mais rápido do que eu gostaria.

- Você fala isso para todas? - perguntei, porque precisava reagir com alguma coisa além de ficar parada olhando.

Lorenzo puxou a cadeira à minha frente e se sentou.

- Não para as que sabem que estou falando a verdade.

O calor subiu pelo meu pescoço.

- Convencido.

- Observador.

- Arrogante.

- Ainda assim você veio.

Aquela resposta me arrancou uma exasperação silenciosa. O pior era que ele sabia exatamente o efeito que causava em mim. E, ainda assim, em vez de parecer satisfeito, Lorenzo parecia contido. Tenso de um jeito quase imperceptível. Como se o fato de eu estar ali também mexesse com ele mais do que gostaria.

O garçom apareceu, e por alguns minutos fomos salvos pela formalidade do menu, dos pedidos e da necessidade de parecer duas pessoas normais em um jantar perfeitamente normal.

Pedi massa. Lorenzo escolheu um prato que soava caro demais para o meu vocabulário cotidiano. Quando o garçom saiu, o silêncio voltou a se instalar entre nós.

Não era um silêncio vazio.

Era pior.

Era um silêncio vivo.

- Então - falei, cruzando uma perna sobre a outra. - Aqui estamos.

Os olhos dele desceram involuntariamente para o movimento antes de voltar ao meu rosto.

Eu percebi.

Ele percebeu que eu percebi.

E não pareceu minimamente arrependido.

- Aqui estamos - repetiu.

Apoiei os braços sobre a mesa.

- Isso normalmente funciona para você?

- O quê?

- Aparecer na vida de alguém como uma tempestade cara e insistente até que a pessoa aceite jantar com você.

O canto da boca dele se curvou.

- Ainda estou descobrindo.

- Péssima resposta.

- Honesta.

Suspirei.

- Você tem uma relação perturbadora com honestidade desconfortável.

- E você tem uma relação curiosa com fugir de qualquer coisa que possa mexer com você.

Fiquei em silêncio por um instante, observando-o.

- Você se acha muito bom em me ler.

- Sou bom em ler pessoas.

- E eu?

Lorenzo sustentou meu olhar com calma.

- Você é mais difícil do que a maioria. Mas não impossível.

Meu estômago apertou de leve.

- Que arrogância irritante.

- Você gosta quando eu acerto.

Aquilo me fez prender a respiração por um segundo.

Era insuportável o quanto ele tinha razão em pontos que eu não queria admitir.

- Você parece incapaz de deixar qualquer coisa passar - murmurei.

- Com você? Sou.

A resposta veio rápida, firme, sem espaço para dúvida.

Desviei os olhos por um segundo, fingindo interesse na taça de água à minha frente. Precisava de uma pausa. De ar. De qualquer coisa que me ajudasse a não reagir tão visivelmente a cada frase daquele homem.

- Você sempre foi assim? - perguntei, mais calma. - Tão... controlado?

Ele recostou na cadeira.

Pela primeira vez naquela noite, algo na expressão dele mudou. Não o bastante para ser vulnerabilidade aberta. Mas o suficiente para parecer menos armado.

- Não nasci assim.

- O que aconteceu no caminho?

Lorenzo ficou em silêncio por alguns segundos, como se estivesse decidindo quanto me daria.

- Aprendi cedo que perder o controle custa caro.

A frase veio simples, porém pesada.

Eu o observei com mais atenção.

- Isso tem a ver com sua família?

Os olhos dele voltaram para mim.

- Tem a ver com quase tudo.

Antes que eu pudesse insistir, o garçom trouxe os pratos. A interrupção quebrou a tensão, mas não apagou o que tinha sido dito. Fiquei pensando na resposta dele mesmo enquanto enrolava a massa no garfo.

Havia uma dureza em Lorenzo que não tinha nascido com ele. Tinha sido construída. Lapidada. Escolhida ou imposta, eu ainda não sabia. Mas estava ali, visível demais para quem prestasse atenção.

E eu estava prestando atenção demais.

- E você? - ele perguntou, depois de um tempo. - Sempre foi tão determinada a não depender de ninguém?

Levantei os olhos.

- Isso foi uma análise ou uma provocação?

- As duas coisas.

Quase sorri.

Quase.

- Eu não tive muita escolha.

- Explica.

Passei os dedos pelo copo de água.

Não gostava de falar de mim com facilidade. Muito menos com alguém que parecia registrar cada palavra como se fosse importante. Ainda assim, havia algo no olhar de Lorenzo naquela noite que não era só curiosidade. Era foco. Interesse real.

- Meu pai foi embora cedo - falei, por fim. - Minha mãe fazia o possível, mas o possível quase nunca era suficiente. Então eu aprendi rápido que esperar demais dos outros costuma terminar em frustração.

Lorenzo me ouviu em silêncio absoluto.

Sem interromper.

Sem posar de salvador.

- Quantos anos você tinha? - perguntou.

- O suficiente para entender que ele não voltaria. Jovem o bastante para fingir por um tempo que não ligava.

Os olhos dele escureceram.

- Ele foi um idiota.

A firmeza seca da resposta me pegou desprevenida.

Soltei uma risada baixa.

- Uau. Que análise sofisticada.

- Nem tudo precisa ser sofisticado.

- Vindo de você, isso quase soa revolucionário.

Dessa vez, ele sorriu de verdade. Pequeno, contido, mas real.

Aquela expressão transformava o rosto dele de um jeito perigoso demais. Lorenzo sorrindo parecia ainda mais homem. Mais quente. Mais fácil de imaginar sem aquela muralha toda que carregava.

O jantar seguiu entre farpas, pausas e perguntas que, contra todas as probabilidades, começaram a soar menos como duelo e mais como descoberta. Falamos do meu trabalho, do jeito como eu odiava café ruim, do fato de Clara ser incapaz de respeitar privacidade emocional, de como Lorenzo parecia não confiar em ninguém para dirigir nada na própria empresa.

- Eu confio em pessoas competentes - ele corrigiu.

- Não parece muito generoso da sua parte.

- Generosidade e administração raramente andam juntas.

- E afeto?

O silêncio caiu por um segundo.

Ele apoiou o talher no prato antes de responder.

- Afeto exige mais coragem do que liderança.

Meu coração tropeçou.

Aquilo não parecia uma frase decorada. Parecia experiência. Alguma coisa vivida e guardada atrás das costelas.

- Você fala como alguém que evita as duas coisas quando pode.

- Eu não evito liderança.

- Você entendeu o que eu quis dizer.

Lorenzo ficou me olhando por alguns segundos longos demais.

- Entendi.

A maneira como ele disse aquilo me deixou inquieta. Porque não houve brincadeira. Nem defesa. Só uma aceitação silenciosa que parecia rara vindo dele.

Quando terminamos de jantar, eu já estava muito mais confortável do que deveria. Esse era o verdadeiro perigo. Não a arrogância dele. Nem a insistência. Nem o modo como me olhava como se quisesse me desmontar peça por peça.

Era o fato de, por baixo de tudo isso, existir uma versão de Lorenzo que eu começava a querer conhecer.

Isso era imperdoavelmente pior.

O garçom trouxe a conta, mas Lorenzo sequer olhou para ela. Apenas resolveu tudo com a naturalidade de alguém que provavelmente nunca tinha dividido um jantar na vida.

- Eu podia pagar a minha parte - falei.

- Eu sei.

- E mesmo assim pagou tudo.

- Sim.

- Você adora tomar decisões pelos outros.

Ele se levantou.

- Só quando a decisão é óbvia.

Revirei os olhos, mas me levantei também.

Saímos do restaurante juntos, e a brisa da noite bateu na minha pele de um jeito agradável. A rua estava movimentada o bastante para eu me sentir segura, mas não caótica a ponto de quebrar aquela bolha estranha que parecia nos acompanhar.

Lorenzo caminhou ao meu lado em silêncio pelos primeiros metros. Não tentou tocar em mim. Não tentou me conduzir. E, por algum motivo, essa contenção mexeu ainda mais comigo.

- Você está quieto - observei.

- Estou tentando decidir se te levo para casa ou se fico aqui mais um pouco.

Meu coração acelerou.

- Isso parece uma decisão importante demais para estar sendo dita em voz alta.

- Com você, eu tenho tentado o método da honestidade inconveniente.

- Já percebi.

Paramos perto da esquina, onde a luz de um poste jogava um brilho suave sobre o rosto dele. Lorenzo me encarou em silêncio por um instante, e a rua inteira pareceu perder definição de novo.

- Vem cá - ele disse, baixo.

Eu não me movi.

- Isso foi um pedido? - murmurei.

- Foi o mais perto disso que você vai conseguir hoje.

O sorriso involuntário quase escapou dos meus lábios. Quase.

Dei um passo à frente.

Só um.

Mas foi o suficiente para mudar tudo.

Lorenzo abaixou um pouco o rosto. Eu ergui o meu. O ar entre nós ficou quente, estreito, denso demais. Eu podia sentir o cheiro dele, a respiração controlada, o esforço evidente para não ultrapassar alguma linha antes que eu permitisse.

- Você é perigoso - sussurrei.

- E mesmo assim veio.

- Você sempre responde isso.

- Porque continua sendo verdade.

Meu corpo inteiro estava atento. Vivo. Consciente demais de cada centímetro de distância entre nós. A mão dele subiu devagar, como da outra vez, me dando tempo para recuar.

Eu não recuei.

Os dedos de Lorenzo tocaram meu queixo com uma delicadeza que não combinava nada com o resto dele. O contraste me desmontou mais do que deveria.

- Me diz para parar - ele falou, a voz baixa, áspera.

Meu coração bateu forte.

Era isso, então.

A linha.

A escolha.

A última chance de recuperar o juízo.

Só que, olhando para aquele homem, sentindo meu corpo responder ao calor da mão dele, à tensão do silêncio, ao jeito como ele estava me dando espaço mesmo querendo claramente muito mais, eu já sabia que meu juízo tinha ido embora há algum tempo.

- Eu não quero que você pare - confessei.

A reação dele foi mínima por fora.

Mas eu vi.

Vi no escurecer do olhar.

Na respiração que pesou.

Na tensão dura da mandíbula.

Como se aquelas palavras tivessem acertado alguma coisa profunda demais.

Então Lorenzo me beijou.

Não foi um beijo hesitante.

Também não foi apressado.

Foi pior.

Foi preciso.

A boca dele encontrou a minha com uma firmeza controlada, como se estivesse se segurando e, ao mesmo tempo, deixando claro o que aconteceria se resolvesse parar de se segurar. Meu corpo inteiro reagiu no mesmo instante. O calor subiu rápido demais, forte demais. Levei uma mão à lapela do paletó dele sem perceber, precisando de algum ponto de apoio enquanto a outra foi para o braço firme sob o tecido caro.

Lorenzo soltou um som baixo, quase imperceptível, e aprofundou o beijo só o suficiente para transformar minhas pernas em um problema.

Não havia delicadeza frágil ali.

Havia intenção.

Fome.

Controle à beira do colapso.

E o pior de tudo era que meu corpo parecia entender perfeitamente a linguagem dele.

Quando ele se afastou, foi por centímetros.

Só o bastante para me deixar respirar.

A testa dele quase tocou a minha, e por um segundo ficamos ali, presos no mesmo ar, na mesma pulsação descompassada, no mesmo erro óbvio e inevitável.

- Isso foi uma péssima ideia - murmurei, sem convicção nenhuma.

- Foi - ele respondeu, olhando direto para minha boca.

- Você devia discordar.

- Eu prefiro ser honesto.

Soltei uma risada baixa, ainda sem recuperar o fôlego.

- Você realmente estraga qualquer chance de normalidade.

- E você ainda não foi embora.

Aquela resposta fez meu coração bater mais forte de novo.

Afastei um pouco o rosto, só o suficiente para olhá-lo direito.

- Não se acostume.

Os olhos dele subiram da minha boca para os meus.

- Tarde demais.

Meu estômago apertou.

Havia muitas formas de um homem dizer coisas que não deveria. Mas Lorenzo tinha o dom insuportável de fazer isso sem parecer barato. Sem parecer jogo. Era sempre como se estivesse apenas arrancando a verdade do próprio peito e colocando entre nós sem enfeite.

Isso era quase impossível de combater.

Eu dei um passo para trás, precisando de distância antes que fizesse algo ainda mais irresponsável. Lorenzo deixou. Claro que deixou. O controle estava de volta ao rosto dele, mas eu já tinha sentido o que existia por baixo. E isso tornava tudo pior.

- Eu vou pegar um carro - falei.

Ele assentiu.

- Eu espero com você.

- Não precisa.

- Eu sei.

Lá estava de novo. A maldita honestidade.

Peguei o celular com dedos que ainda não estavam totalmente firmes. Pedi o carro. O silêncio entre nós, dessa vez, era diferente. Menos agressivo. Menos tenso. Quase íntimo. O que talvez fosse ainda mais perigoso.

Quando o farol do carro surgiu na esquina, senti um aperto estranho no peito. Ridículo. Precoce. Inconveniente.

Olhei para Lorenzo.

Ele estava me observando com a mesma intensidade de sempre, mas havia algo novo ali. Algo mais escuro. Mais decidido.

- Boa noite, Aurora - disse ele.

A forma como falou meu nome fez meu corpo se arrepiar inteiro pela terceira vez naquela noite.

- Boa noite, Lorenzo.

Entrei no carro sem olhar para trás de imediato.

Mas olhei antes que ele sumisse da vista.

E ele ainda estava lá.

Parado na calçada.

Me observando ir embora como se isso não encerrasse nada.

Como se fosse apenas o começo.

Encostei a cabeça no banco e fechei os olhos por um segundo.

Minha boca ainda queimava.

Meu coração ainda batia rápido demais.

E, pela primeira vez desde que Lorenzo Ferraz tinha entrado na minha vida, eu soube com uma clareza assustadora que não era só ele quem estava em perigo.

Eu também estava.

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