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A Vingança Fria e Suprema da Esposa Genial do Bilionário
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Capítulo 4

O St. Jude's Private Recovery Center parecia mais um hotel cinco estrelas do que uma instalação médica. O saguão tinha uma cachoeira. As enfermeiras usavam uniformes que pareciam trajes de comissárias de bordo.

Emelie passou marchando pelo concierge, ignorando seu pedido por identificação. Ela sabia em que quarto Lily estava: quarto 402, a suíte VIP.

Ela empurrou a porta, abrindo-a.

O quarto estava banhado por uma suave luz da manhã. Lily estava sentada na cama, cercada por travesseiros.

Clifton estava sentado em uma poltrona de couro, lendo o Wall Street Journal.

E Eleanora estava sentada na beirada da cama, segurando uma colher.

"Abra o bocão para a titia El", Eleanora arrulhou, oferecendo a Lily uma colherada de mingau de aveia.

Lily deu uma risadinha e comeu.

A perfeição doméstica da cena - o pai, a "mãe", a criança - atingiu Emelie como um tapa no rosto. Era um retrato de uma vida que a havia apagado completamente.

"Lily", Emelie disse com a voz embargada.

Lily se virou. Seu sorriso desapareceu instantaneamente. Seus olhos se arregalaram de medo. Ela se encolheu contra os travesseiros, puxando o edredom até o queixo.

"Não...", Lily choramingou. "Não, mamãe."

Emelie paralisou na porta. "Querida, sou eu. A mamãe está aqui."

Ela deu um passo à frente.

"NÃO!", Lily gritou, chutando as pernas. "Vai embora! Mamãe má!"

Clifton largou o jornal. Eleanora pousou a tigela com um suspiro dramático.

"Lily, o que você está dizendo?", Emelie perguntou, com os olhos se enchendo de lágrimas. Ela estendeu a mão.

"A titia El disse que você me machucou!", Lily soluçou, apontando um dedo pequeno para Emelie. "Ela disse que você fez os médicos enfiarem agulhas em mim! Ela disse que você fez doer!"

O olhar de Emelie se voltou bruscamente para Eleanora.

Eleanora pressionou a mão contra o peito, o rosto uma máscara de choque. "Oh, meu Deus. As crianças têm uma imaginação tão fértil."

"Foi você", Emelie sibilou. "Eu salvei a vida dela! Aquela agulha salvou a vida dela!"

"Doeu!", Lily chorou. "Papai, faz ela ir embora!"

Clifton se levantou e foi até a cama. Ele pegou Lily no colo. "Shh, shh, o papai está aqui. Ninguém vai te machucar."

Lily enterrou o rosto no pescoço de Clifton, virando as costas completamente para Emelie.

"Emelie", disse Clifton por cima da cabeça de Lily, com a voz severa. "Você está a perturbando. Talvez devesse ir embora."

"Ela é minha filha, Clifton! Está sendo manipulada!"

"Ela está traumatizada!", Clifton retrucou. "E ver você está desencadeando isso. Você foi muito... agressiva no hospital. Ela se lembra do medo."

"Eu fui agressiva porque ela estava morrendo!", Emelie gritou.

"Emelie, por favor", Eleanora se levantou, caminhando em sua direção com um olhar de pena. Ela estendeu a mão para tocar o braço de Emelie. "Você está fazendo uma cena. Apenas vá para casa e descanse. Nós cuidaremos dela."

Nós.

Emelie olhou para a mão de Eleanora. Ela a afastou com um tapa violento.

"Não me toque."

"Emelie!", Clifton rosnou. "Peça desculpas a ela!"

Emelie olhou para o marido. Ele estava segurando a filha deles, protegendo-a da própria mãe, enquanto defendia sua amante.

"Não", disse Emelie.

Ela olhou para as costas trêmulas de Lily. "Eu te amo, Lily. Eu te amo tanto."

Lily não se virou.

Emelie saiu do quarto de costas. Sentia como se seu coração tivesse sido arrancado do peito e pisoteado.

Ela andou pelo corredor impecável e silencioso. Ela não pegou o elevador. Foi pelas escadas, descendo quatro lances aos tropeços, com a visão embaçada pelas lágrimas.

Ela irrompeu pela saída de emergência para o beco atrás da clínica.

Ela se encostou na parede de tijolos e deslizou até o chão, soluçando nas mãos. O som era cru, feio. Depois de cinco minutos, as lágrimas pararam.

Emelie enxugou o rosto com a manga da blusa. Ela se levantou.

A tristeza estava evaporando, substituída por uma raiva fria e calculista.

Eleanora havia usado a dor de um procedimento médico para transformar uma criança em uma arma contra a própria mãe. Isso não era apenas cruel; era patológico.

Emelie se lembrou de algo.

Quando Eleanora estendeu a mão para tocar seu braço, a manga dela subiu um pouco.

Na parte interna do cotovelo de Eleanora, havia um hematoma. Um pequeno hematoma roxo-escuro com uma marca de perfuração no centro.

E outro, mais antigo, um amarelo desbotado, a apenas uma polegada de distância.

Socialites saudáveis não tinham marcas de agulha na fossa antecubital.

Aquelas eram marcas de soro intravenoso. Ou de coleta de sangue. Frequentes.

Emelie pegou o celular. Ela discou para Harper.

"Preciso que você faça algo ilegal", disse Emelie.

"Estou ouvindo", Harper respondeu instantaneamente.

"Descubra onde Eleanora Hardy recebe seus cuidados médicos. Não o médico do botox dela. O médico de verdade. Ela tem marcas de agulha no braço. Ela está doente, Harper. Ou está usando alguma coisa."

"Vou colocar um detetive particular no caso", disse Harper. "Mas, Emelie... tome cuidado. Se você desenterrar podres da garota de ouro do Clifton, ele virá atrás de você."

"Pode vir", disse Emelie, olhando para a janela do quarto 402. "Cansei de me esconder."

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