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Sob o Domínio de Dante
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Capítulo 5 Helena

Capítulo 04

Helena

- Você entendeu? - minha mãe perguntou, me observando atentamente. Balancei a cabeça em confirmação.

- Sim, mãe.

- Ele é alguém muito importante para nós...

- Mãe, eu vou me atrasar para a aula - interrompi, pegando minha bolsa. - Você já repetiu isso várias vezes. Vou ser educada, respeitosa, chamá-lo de senhor e agir de forma adequada. Prometo.

Ela me analisou por um instante antes de assentir.

- Tudo bem. Vai voltar para casa hoje ou vai dormir na casa da Bianca?

- Ainda não sei...

- Não fique andando por aí sem motivo. Se não for ficar com ela, volte direto para casa, certo?

- Certo. Eu volto - respondi, inclinando-me para beijar suas bochechas antes de sair.

Saí apressada, segurando minha bolsa com firmeza. Era um novo dia, e eu estava me esforçando ao máximo para não pensar na noite anterior.

Minha mãe comentou que ele havia retornado ao país e estava se instalando na mansão em frente à nossa casa.

Levantei o olhar enquanto caminhava.

A mansão era enorme, elegante, quase intimidadora.

Só de olhar já dava para imaginar o tipo de poder que aquele homem tinha.

Afastei esse pensamento rapidamente e segui para a faculdade.

- O Leon terminou mesmo com você? - Bianca, minha melhor amiga, perguntou alto demais.

- Depois da aula eu te conto - sussurrei de volta.

- Que idiota... - ela murmurou, voltando a atenção para a frente.

A aula parecia não acabar nunca, mas finalmente o professor saiu da sala.

- Agora fala - Bianca virou-se imediatamente para mim.

Suspirei.

- Ele disse que eu sou fria... que não reajo... e que talvez eu devesse simplesmente desistir.

Bianca arregalou os olhos.

- Ele disse isso? Quem ele pensa que é?

Dei de ombros, tomando um gole do café.

- Já passou.

- Claro que passou. Foram poucos meses... mas você está diferente. Estava pensando em quê agora há pouco?

- Em nada - menti.

Ela me olhou desconfiada.

- Tenho uma ideia.

- Qual?

- Você precisa conhecer alguém novo. Alguém melhor. Talvez o problema nunca tenha sido você.

As palavras dela ecoaram na minha mente.

Alguém que me faça sentir algo...

E, contra minha vontade, pensei nele.

Balancei a cabeça levemente.

Não.

- Você está me ouvindo? - ela bateu na mesa.

- Estou... sim.

- Não parece.

- Só estou cansada.

Ela suspirou, depois sorriu.

- Então pronto. Vou te apresentar alguém amanhã. Um dos caras mais bonitos da faculdade.

- Mesmo?

- Você vai ver.

Forcei um sorriso.

- Espero que sim.

Mas, no fundo, eu já sabia que ninguém me afetaria como ele.

**

- Mãe, eu realmente preciso levar isso até ele? - resmunguei, segurando o prato de cupcakes.

- Sim. Precisamos ser gentis. Ele fez muito por nós. Entendeu?

Assenti, pressionando os lábios.

- Entendi.

Saí de casa, sentindo um leve desconforto no peito.

Depois do que tinha acontecido... aquilo seria estranho.

Quando cheguei ao portão, fui parada por homens de terno escuro. Não eram os mesmos de antes.

- Moro ali - apontei para trás.

- Seu nome?

- Helena.

Um deles se afastou para fazer uma ligação.

Alguns segundos depois, voltou e abriu passagem.

- Pode entrar.

- Obrigada - murmurei, entrando.

Enquanto caminhava, não pude deixar de me perguntar por que alguém já tão protegido ainda precisaria de mais segurança.

Afastei esse pensamento e parei diante da porta.

Respirei fundo antes de tocá-la.

Ela se abriu sozinha.

Entrei.

O interior era ainda mais impressionante do que o exterior.

Tudo parecia perfeitamente organizado, luxuoso demais para alguém que tinha acabado de chegar.

- Claro... ele pode pagar por isso - murmurei para mim mesma.

Parei na sala.

- Você veio.

A voz dele ecoou pelo espaço.

Levantei o olhar.

Ele descia as escadas, tranquilo... como se soubesse exatamente o efeito que causava.

Meu coração acelerou.

Respirei fundo, tentando me controlar.

Mas não era fácil.

Meu olhar falhou.

Passei pelos músculos bem definidos, tentando parecer indiferente, mas não consegui.

Quando percebi, já estava observando mais do que deveria. Forcei meus olhos a subir... mas era tarde demais.

Ele percebeu.

- Está olhando de forma inadequada, Helena.

Desviei imediatamente, sentindo o rosto queimar.

Juntei as pernas discretamente e virei o rosto, tentando recuperar o controle.

Fiquei assim até sentir a presença dele próxima o suficiente para perceber o cheiro da colônia.

Engoli em seco.

Virei-me devagar.

- Boa tarde, Sr. Riviera - disse, forçando um sorriso estranho.

- Minha mãe pediu para trazer isso... ela fez agora há pouco...

Minha voz falhou. Eu não sabia o que dizer perto dele.

Ele não pegou o prato.

Apenas me observou.

- O que aconteceu ontem foi um erro - disse, direto.

Dei um passo para trás.

Depois outro.

Precisava de espaço.

- Eu... sei.

- Eu a confundi com outra pessoa. E, mesmo sem entender por que você não corrigiu, quero esquecer aquilo. Como se nunca tivesse existido.

Assenti levemente, mesmo sabendo que era impossível esquecer.

- Eu não costumo agir daquela forma... - murmurei, sem entender por que sentia necessidade de explicar.

Ele suspirou.

- Aquilo não vai se repetir. Eu não estava no estado certo.

Meu olhar traiu novamente minha intenção... descendo por um segundo.

- Helena - ele disse, firme. - Olhe para mim.

Levantei os olhos imediatamente.

- Vamos deixar algo claro. Eu sou apenas alguém responsável por você. Nada além disso. Você me vê como uma figura de autoridade, e é assim que deve continuar.

As palavras dele ecoaram.

Mas, na minha mente, uma única palavra surgiu.

- Tá bom, Papai.

Antes que eu pudesse pensar melhor, falei:

- Então... posso te chamar assim?

O silêncio caiu pesado entre nós.

A reação dele foi imediata.

Ele avançou.

O prato escapou das minhas mãos, caindo no chão, mas eu mal percebi.

Ele segurou meu rosto e me beijou.

Forte.

Direto.

Intenso.

Por um segundo, fiquei imóvel.

Depois... reagi.

Era diferente de qualquer beijo que eu já tinha experimentado.

Mais firme, mais dominante... mais envolvente.

Minhas pernas fraquejaram.

Minhas mãos subiram automaticamente até seus ombros, buscando apoio.

Ele me puxou mais para perto, sem deixar espaço entre nossos corpos.

Minha respiração ficou irregular.

Quando percebi, já estava correspondendo.

Seguindo o ritmo dele.

Querendo mais.

O beijo aprofundou, e eu senti como se estivesse sendo completamente absorvida por ele.

Cada movimento parecia calculado para me deixar ainda mais perdida.

Um som baixo escapou de mim sem controle.

E foi o suficiente.

Ele se afastou.

Segurou meu queixo com firmeza.

- Não diga isso novamente.

A voz dele era baixa... tensa.

Mas havia algo mais ali.

Ele soltou meu rosto, afastando-se completamente.

- Vá embora.

Fiquei parada por um instante.

Confusa.

Desejando ficar.

Mas, ao mesmo tempo, entendendo que aquilo era perigoso demais.

Ainda assim... enquanto me virava para sair, uma única certeza permanecia:

Eu queria mais.

Muito mais.

E isso... era o verdadeiro problema.

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