Gênero Ranking
Baixar App HOT
Após a Traição, Ela Reivindicou Seu Império
img img Após a Traição, Ela Reivindicou Seu Império img Capítulo 3
3 Capítulo
Capítulo 6 img
Capítulo 7 img
Capítulo 8 img
Capítulo 9 img
Capítulo 10 img
Capítulo 11 img
Capítulo 12 img
Capítulo 13 img
Capítulo 14 img
Capítulo 15 img
Capítulo 16 img
Capítulo 17 img
Capítulo 18 img
Capítulo 19 img
Capítulo 20 img
Capítulo 21 img
Capítulo 22 img
Capítulo 23 img
Capítulo 24 img
Capítulo 25 img
Capítulo 26 img
Capítulo 27 img
Capítulo 28 img
Capítulo 29 img
Capítulo 30 img
Capítulo 31 img
Capítulo 32 img
Capítulo 33 img
Capítulo 34 img
Capítulo 35 img
Capítulo 36 img
Capítulo 37 img
Capítulo 38 img
Capítulo 39 img
Capítulo 40 img
Capítulo 41 img
Capítulo 42 img
Capítulo 43 img
Capítulo 44 img
Capítulo 45 img
Capítulo 46 img
Capítulo 47 img
Capítulo 48 img
Capítulo 49 img
Capítulo 50 img
Capítulo 51 img
Capítulo 52 img
Capítulo 53 img
Capítulo 54 img
Capítulo 55 img
Capítulo 56 img
Capítulo 57 img
Capítulo 58 img
Capítulo 59 img
Capítulo 60 img
Capítulo 61 img
Capítulo 62 img
Capítulo 63 img
Capítulo 64 img
Capítulo 65 img
Capítulo 66 img
Capítulo 67 img
Capítulo 68 img
Capítulo 69 img
Capítulo 70 img
Capítulo 71 img
Capítulo 72 img
Capítulo 73 img
Capítulo 74 img
Capítulo 75 img
Capítulo 76 img
Capítulo 77 img
Capítulo 78 img
Capítulo 79 img
Capítulo 80 img
Capítulo 81 img
Capítulo 82 img
Capítulo 83 img
Capítulo 84 img
Capítulo 85 img
Capítulo 86 img
Capítulo 87 img
Capítulo 88 img
Capítulo 89 img
Capítulo 90 img
Capítulo 91 img
Capítulo 92 img
Capítulo 93 img
Capítulo 94 img
Capítulo 95 img
Capítulo 96 img
Capítulo 97 img
Capítulo 98 img
Capítulo 99 img
Capítulo 100 img
img
  /  4
img

Capítulo 3

Três Anos Depois.

O horizonte de Nova York brilhava como uma caixa de joias derramada sobre veludo preto. Era a primeira segunda-feira de maio. O Baile de Gala Beneficente Starlight no Metropolitan Museum of Art.

O ar estava elétrico. A umidade do dia havia se dissipado, deixando uma noite fresca e nítida, perfeita para alta-costura e apostas ainda mais altas.

Julian Sterling saiu de uma limusine preta. As câmeras dispararam instantaneamente, uma muralha de luz branca e ofuscante.

Ele parecia mais imponente do que há três anos. Seu maxilar estava mais marcado, seus olhos mais frios. Ele usava um smoking Tom Ford feito sob medida que lhe caía como uma armadura.

Elena Rose estava pendurada em seu braço. Ela usava um vestido que se esforçava demais para impressionar - um modelo transparente e de lantejoulas que deixava pouco para a imaginação. Era caro, mas nela, parecia vulgar.

- Julian! Julian! Por aqui! - gritavam os fotógrafos.

- Onde está a ex-esposa? - um repórter gritou, ousado e rude.

A expressão de Julian não vacilou. Ele ignorou a pergunta. Havia passado três anos ignorando perguntas sobre Serena. Ela havia desaparecido. Nenhuma foto de paparazzi. Nenhuma transação de cartão de crédito. Até mesmo seus investigadores particulares haviam chegado a um beco sem saída. Era como se a terra a tivesse engolido por inteiro.

Tecnicamente, ela não era sua "ex"-esposa. Os papéis do divórcio ainda estavam em seu cofre, assinados por ela, mas não por ele. Um joguinho de poder mesquinho do qual ele nunca havia abdicado.

- Ignore-os, querido - Elena ronronou, apertando seu bíceps. Suas unhas se cravaram no tecido. - Eles estão com inveja.

Julian sentiu uma onda familiar de exaustão. Ele soltou a mão dela, gentil mas firmemente.

De repente, um silêncio tomou conta da multidão caótica. Até os fotógrafos baixaram suas câmeras por uma fração de segundo.

Um carro havia parado. Não uma limusine. Um Rolls Royce Phantom antigo, pintado de um azul-meia-noite profundo. Era um carro que remetia à riqueza tradicional.

A porta se abriu.

Uma perna se estendeu.

Era longa. Esguia. Músculos tonificados envoltos em pele lisa e brilhante.

Uma mulher saiu.

Os flashes enlouqueceram. O barulho era ensurdecedor, como um enxame de gafanhotos mecânicos.

Ela era alta. Usava um vestido verde-esmeralda que parecia ser feito de seda líquida. Era um corte sereia justo que restringia seus passos a um deslizar elegante, com uma fenda alta que atiçava a imaginação. A cor fazia sua pele parecer alabastro.

Seu cabelo era de um mogno escuro e rico, estilizado em ondas clássicas de Hollywood que caíam em cascata sobre um ombro.

Ela se virou para a multidão. Seu rosto era... de tirar o fôlego. Maçãs do rosto altas, lábios carnudos pintados de um vermelho-amora profundo e olhos de um cinza surpreendente e penetrante.

Ela não sorriu. Não acenou. Apenas ficou ali, irradiando um tipo de poder frio e majestoso que fazia Elena parecer uma criança brincando de se fantasiar.

Um homem saiu do outro lado do carro. Era Sebastian Cole. O rival de negócios de Julian. O dono da Cole Pharmaceuticals.

Sebastian contornou o carro e ofereceu o braço à mulher. Ela o aceitou, seus movimentos fluidos e graciosos.

- Quem é ela? - O sussurro se espalhou pela multidão.

- É uma modelo?

- É a noiva do Sebastian?

Julian estava no topo da escada, olhando para baixo. Sentiu-se paralisado. Seu coração perdeu uma batida, e depois acelerou.

Ele não conhecia aquele rosto. Não de verdade. Era muito definido, perfeito demais.

Mas os olhos.

Ele conhecia aqueles olhos.

Eles o assombravam.

- Quem é aquela? - Elena sibilou, sua voz carregada de ciúme instantâneo.

- Eu não sei - murmurou Julian. Ele não conseguia desviar o olhar. Uma estranha sensação de déjà vu o invadiu, mas ele a reprimiu. Era impossível. A mulher que ele conhecia era suave, quebrada e sem graça. Esta mulher era aço e diamantes.

A mulher e Sebastian começaram a subir as escadas. Conforme se aproximavam, a mulher olhou para cima.

Seus olhos cinzentos se fixaram nos de Julian.

Por um segundo, o tempo se dilatou. O barulho da multidão desapareceu.

Julian esperava ver admiração. Desejo. O jeito que as mulheres geralmente olhavam para ele.

Em vez disso, ele não viu nada.

Seus olhos estavam vazios de calor. Olharam para ele da mesma forma que se olha para um móvel. Com desdém. Tédio.

Ela quebrou o contato visual sem vacilar e voltou sua atenção para Sebastian, rindo de algo que ele sussurrou. O som de sua risada era baixo, rouco e musical.

Julian sentiu uma pontada física de rejeição tão aguda que quase o deixou sem ar.

- Vamos entrar - disse ele abruptamente, virando as costas para a visão em verde.

Dentro do Met, o Grande Salão havia sido transformado em um jardim de rosas brancas. Garçons circulavam com champanhe. O ar cheirava a perfume caro e a dinheiro.

Serena Vance pegou uma taça de champanhe. Ela não bebeu. Apenas a segurou pela haste, girando-a contra a luz.

- Você está parando o trânsito - Sebastian murmurou em seu ouvido. - Acho que Julian parou de respirar.

- Deixe que ele sufoque - disse Serena. Sua voz estava calma, mas seu pulso estava acelerado. Vê-lo novamente... foi mais difícil do que ela pensava. Não porque o amava. Mas porque a raiva ainda era tão recente.

- Ele suspeita de algo - observou Sebastian. - Ele estava encarando.

- Ele está encarando porque é um narcisista e eu sou a única coisa na sala que ele não possui - corrigiu Serena. - Ele não me reconhece. Ele nunca realmente olhou para mim quando éramos casados.

Ela varreu o salão com o olhar. Viu os rostos das mulheres que costumavam zombar dela no clube de campo. A Sra. Van Der Woodsen. As irmãs Thorpe.

Todas estavam olhando para ela agora, sussurrando, morrendo de vontade de saber quem era a nova "It Girl".

- Serena! - Uma voz estridente.

Era Elena. Ela havia arrastado Julian até lá. Não conseguiu se conter. Tinha que marcar seu território.

Julian parecia relutante, mas seus olhos estavam grudados em Serena. Ele a estudava, procurando por algo que não conseguia nomear.

- Olá, Sebastian - disse Julian, com a voz tensa. Ele olhou para Serena. - Acho que não fomos apresentados.

Sebastian sorriu, um sorriso de tubarão. - Julian. Elena. Esta é minha convidada para a noite.

Ele fez uma pausa para efeito.

- Serena Vance, mas também pode me chamar de Serena Kensington.

Julian congelou.

O nome o atingiu como um golpe físico. Serena.

Ele a encarou. Procurou pela gordura. Procurou pela irritação na pele. Procurou pelo medo.

Nada disso estava lá. E ainda assim... o nome.

- Kensington? - repetiu Julian. - Parente de Lord Kensington?

- Afilhada dele - disse Serena. Sua voz era suave, desprovida da gagueira que costumava ter quando ele estava por perto.

- Serena - disse Julian novamente. Ele estava testando o nome na língua. Tinha gosto de cinzas e arrependimento.

- Um nome comum - disse Serena friamente. - Mas acredito que temos algo em comum, Sr. Sterling. Ou melhor... alguém.

Ela olhou para Elena. Seu olhar era cirúrgico. Dissecou a insegurança de Elena em um relance.

- Adorei seu vestido - mentiu Serena. - É tão... corajoso.

Elena ficou vermelha.

Julian não notou Elena. Ele estava encarando os olhos de Serena. Eram o mesmo cinza. Exatamente o mesmo tom de cinza dos olhos de sua ex-esposa.

Mas isso era impossível. Sua ex-esposa era um desastre. Esta mulher era uma rainha. E Kensington? A família Vance não tinha nenhuma conexão com a aristocracia britânica. Tinha que ser uma coincidência. Uma coincidência cruel e zombeteira.

- Nós já nos conhecemos? - perguntou Julian. A pergunta escapou antes que ele pudesse impedi-la. Ele não estava perguntando educadamente; estava sondando.

Serena sorriu. Não chegou aos seus olhos.

- Acho que não, Sr. Sterling. Eu me lembraria de um homem como o senhor.

Ela se virou para Sebastian. - Preciso de um pouco de ar. O desespero neste canto é um pouco sufocante.

Ela se afastou, deixando Julian parado ali, segurando sua bebida com tanta força que a haste de cristal corria o risco de se quebrar.

Anterior
            
Próximo
            
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022