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Como Não Ser A Mulher Perfeita
img img Como Não Ser A Mulher Perfeita img Capítulo 4 Ela Disse Sim
4 Capítulo
Capítulo 6 O Casamento img
Capítulo 7 Problemas no Aeroporto img
Capítulo 8 Eduarda é Muito Estranha img
Capítulo 9 A Primeira Briga img
Capítulo 10 Homens Não Choram img
Capítulo 11 Tô me Sentindo a Xuxa! img
Capítulo 12 Primeira Vez Juntos img
Capítulo 13 Apelidinhos img
Capítulo 14 Conhecendo Um Pouco Mais img
Capítulo 15 Se Gabando img
Capítulo 16 Palmeiras Vs Corinthians img
Capítulo 17 Saltando de Paraquedas img
Capítulo 18 Pancada de Amor Não Dói img
Capítulo 19 Nada Nunca Dá Certo Pra Mim img
Capítulo 20 Madu no Volante img
Capítulo 21 O Júnior img
Capítulo 22 A Saga da Casa Nova img
Capítulo 23 Meu Passado Me Condena img
Capítulo 24 Você é Muito Importante Pra Mim img
Capítulo 25 Aprendendo a Surfar img
Capítulo 26 Canção img
Capítulo 27 Japoneses em Lugares Errados img
Capítulo 28 Grávida img
Capítulo 29 Eu Te Amo img
Capítulo 30 O Perdão img
Capítulo 31 Comigo Não img
Capítulo 32 Desejos de Uma Madame Grávida img
Capítulo 33 Feliz aniversário, Eduarda! img
Capítulo 34 Você quer se casar comigo, Eduarda img
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Capítulo 4 Ela Disse Sim

Rafael estava tentando entender se o "depende" dela, indicava ou não uma esperança para ele. Ao ouvir o desabafo da estranha mulher de cabelos rosa, ele se viu decididamente interessado, e desejava muito que ela aceitasse seu pedido, por mais estranho e rápido que ele fosse.

- Eu sei cozinhar - o moreno respondeu tentando transmitir uma pose confiante, ele realmente sabia cozinhar.

Ela estava rindo por dentro, não estava acreditando que aquele homem qual ela nunca tinha visto, estava pedindo-a em casamento. Esse tipo de coisa só acontece nos livros, era loucura demais para estar acontecendo com ela.

- Sabe que por um segundo eu comecei a acreditar que você estava falando sério. - A rosada riu de si mesma, enquanto analisava se a mancha tinha saído ou não.

Já Rafael estava pensando na melhor forma de contar para ela que realmente ele estava falando sério. O pior que podia acontecer era ela dizer não, ou quem sabe o atingir com seu sapato.

- Mas eu estou falando sério - disse Rafael.

Ela riu.

- Tá brincando com a minha cara, não é? - A rosada já não sabia se ria ou se chorava, se batia na cara dele, ou se batia na própria cara para ter certeza de que estava acordada.

O moreno passou a mão entre os cabelos, nunca tinha pedido ninguém casamento e aquilo estava sendo mais difícil do que ele imaginava, acreditava que seria apenas pedir e a mulher aceitar, simples como um mais um é igual a dois.

- Não tô brincando com a sua cara, é sério, olha, eu sou um escritor e preciso terminar o último capítulo do meu livro, mas não posso terminar sem antes entender como funciona um casamento de verdade, eu só preciso de um ano! - Essa era a maneira de Rafael tentar convencer aquela mulher de que precisava o ajudar e que se casar com ele seria pelo bem da literatura.

Mas rosada não estava com cara de quem estava a fim de colaborar com os planos do Sr. Rocha, quando olhava para ele, era capaz de ver uma mistura de maluco fugitivo de um sanatório e um doido fugitivo de um hospício, se é que existe diferença nisso. Estava sem seus óculos, o via meio embaçado também, mas era um embaçado até que bem bonitinho.

Doidinho, mas bonitinho.

- Deixa eu ver se entendi. - A mulher balançava os braços toda cheia da razão, estava se sentindo por cima da carne seca depois desse pedido. - Você quer que eu me case com você, e quer que a gente fique casado por um ano, isso mesmo?

Rafael balançou a cabeça positivamente, e ela prosseguiu.

- E tudo isso para você terminar de escrever o seu livro? - Ela parecia aqueles promotores interrogando o réu.

E mais uma vez o moreno assentiu sorrindo tentando dar uma de bom moço.

- Ok, mas o que eu ganho com isso? - a rosada perguntou como quem estava esperando um lance em um leilão.

- Uma Lua de Mel em Paris e ainda vou te levar para morar comigo na cobertura de um dos melhores hotéis da cidade, além disso, quando o livro for lançado, te dou 10% de todo o lucro.

Aquela proposta realmente balançou seu coração, só de ouvir a palavra Paris, suas pernas tremeram, e só de imaginar em deixar o cafofo dela e ir morar em um hotel de luxo, seus olhos estavam começando a brilhar.

O que uma queda pelo luxo não faz?

- Quando casamos?

E ela nem tinha perguntado o nome dele.

[...]

- Como assim você vai se casar? - isso era Vivian gritando aos quatro ventos enquanto andava de um lado para o outro pela sala, se debatia tanto que já havia quebrado o abajur.

Eduarda coçava a cabeça como quem estava tentando disfarçar. Sabe aqueles momentos que você fala bem baixo e com uma voz bem fina, torcendo para outra pessoa demorar pra entender e, que durante esse tempo ela se acalme? Era o que a rosada estava fazendo.

- É só um casamentinho bobo, coisinha de nada. - E ela achava que essa era uma boa explicação.

Vivian quase jogou um vaso na cabeça da irmã, só não fez isso porque o vaso tinha sido caro demais e precisou brigar com uma velhinha por ele, o objeto que foi comprado em um bazar.

- Senhor dai-me paciência, porque se me der força eu vou matar essa infeliz agora! - foi o que Vivi disse quando se sentou no sofá tentando se acalmar, como se isso fosse possível.

Eduarda se encolheu onde estava sentada e abriu um daqueles sorrisos de quem está completamente perdido na vida. A mais velha se tremia e mudava de posição a cada segundo, esganava o ar e olhava para Eduarda com aquele sangue nos olhos. A rosada já estava esperando a irmã ter uma convulsão ou explodir a cabeça.

Vivian e seu caso de combustão espontânea.

- Eu já te falei com quem eu vou me casar? - parecia que ela estava falando de uma colcha de cama que tinha comprado.

Gente, sem noção.

A cacheada revirou os olhos e meneou a cabeça para trás, do jeito que ela estava ali, não tinha Tadeu que a acalmasse. Tadeu era seu marido.

- Com quem, Madu? - perguntou ela, pegando o copo com água que estava na mesinha ao lado do telefone.

- Um tal de Rafael Rocha, ele diz que é escritor.

Vivian cuspiu a água todinha na cara de Eduarda, vingança ou não, os olhos da cacheada estavam arregalados e ela olhava para a irmã, - que se limpava da cuspida, - com a boca aberta e uma expressão de quem iria dar um grito. A mais velha mexia a boca, mas não falava nada. Depois de alguns segundos ela só ficava fazendo uns barulhos meio sem sentido.

- Rafael Rocha? Como? Quando? Por quê? - a cacheada começou a fazer umas quinhentas perguntas, nem sabia em que ordem fazer. E com aquela cara de espanto, parecia que tinha visto um fantasma de calcinha.

- Você conhece? - Eduarda perguntou parecendo uma criança pedindo doce, estava mesmo sem entender nada da reação de Vivian.

E mais uma vez Vivi fez aquelas poses sem sentido que mulher faz quando quer falar alguma coisa, mas não sabe como. E Eduarda lá olhando para ela, enrolando o cabelo com o dedo e fazendo um cachinho, queria ter cachinhos como a irmã.

- A pergunta certa é: você não conhece? - Isso era Tadeu aparecendo do além na sala, segurando uma garrafinha de água gelada.

Eduarda olhou para o cunhado, estava tentando lembrar se conhecia Rafael de algum lugar do mundo, mas não conseguia lembrar de nada. Nunca vira mais gordo, ou mais magro, nunca vira de jeito nenhum.

- Todo mundo conhece esse cara, menos eu? - Eduarda perguntou fazendo aquela cara de monga que só ela sabia fazer.

- Ele é escritor, Dudoca, ele que escreveu aquele livro "É Ela Quem Manda", te demos um de aniversário no ano passado, você não leu? - Tadeu perguntou para a cunhada, ocupando lugar no chão próximo a TV.

A de cabelos cor de rosa começou a coçar a nuca disfarçando.

"Disfarça, Eduarda, disfarça".

E o casal lá olhando pra ela com aquela cara de "nunca mais te damos nada". Eduarda tentava fazer cara de pessoa muito ocupada e que por isso não tinha lido, mas sua irmã sabia que ela tinha tido tempo, mas a preguiça era maior que ela.

- Sabe, a vida é muito engraçada né, tanta coisa que acontece - ia ela comentando e disfarçando, mas no fundo esperava Vivi jogar a mesa em cima dela.

- Vai já acontecer a minha mão na sua cara! - Vivian já chegou na ameaça. - Você tem ideia da pessoa com quem você vai se casar? Eduarda, esse cara é rico, ele é famoso, ele é uma pessoa influente e ainda por cima foi eleito pela revista Caras, o escritor mais bonito da atualidade!

Eduarda só tinha ouvido a parte do rico, Vivian falava e ela só escutava ele é rico, ele é rico, ele é rico, ele é podre de rico!

- Ele é rico? - foi dito que ela só tinha escutado isso. - Por isso que me ofereceu uma Lua de Mel em Paris.

Para o mundo, que Vivian queria descer.

- Eduarda, agora você vai se casar com esse cara, querendo ou não querendo!

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