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Depois que eu te conheci
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Capítulo 2 Dois

"Meu Deus do céu, você não está bem... como pode um pai ser tão cruel com um filho desta forma?" - Rosa estava pasma. Em todos os seus anos de serviço naquela casa, nunca presenciara tamanha brutalidade. O coração da mulher se apertava ao ver Clara tão frágil, marcada por hematomas e cortes.

- Vamos tomar um banho e fazer um curativo em suas feridas - disse, auxiliando a jovem a se levantar. Clara mal conseguia andar, mas se apoiava em Rosa como se fosse sua única âncora no mundo. A água quente escorria sobre suas costas doloridas, misturando-se ao sangue seco. Rosa aplicou pomadas e ataduras com cuidado, como se estivesse cuidando de sua própria filha. Depois, suspirou e foi terminar de preparar o jantar da família Sue, como se nada tivesse acontecido. Naquela casa, o sofrimento de Clara era invisível.

~~~

Do outro lado da cidade, em um ambiente completamente diferente, Marcos - um homem de bela aparência e muito famoso no mundo dos negócios - estava em uma sala VIP com amigos e sua noiva, Alana. O contraste era gritante: enquanto Clara sofria em silêncio, Marcos vivia cercado de luxo, risadas e taças de cristal.

- Então, quando vocês vão se casar? - perguntou Paulo, amigo de longa data.

- Em breve - respondeu Marcos, com um sorriso contido. Se dependesse dele, já estariam casados há dois anos. Mas Alana não compartilhava da mesma pressa.

- Daqui a dois anos, quando minha carreira estiver mais estável - disse Alana, dando um selinho rápido em Marcos antes de voltar a beber. Sua voz era doce, mas carregava uma firmeza que deixava claro quem ditava o ritmo da relação.

Os amigos riram, provocaram, mas Marcos apenas suspirou. Ele sabia que Alana não era como as outras mulheres de sua idade, criadas para cuidar da casa e do marido. Ela queria mais, queria independência, e ele aceitava isso, mesmo que lhe custasse noites de ansiedade.

A festa seguia animada até que um telefonema mudou tudo. Marcos saiu às pressas, deixando todos para trás. Apesar de ter bebido, estava sóbrio o suficiente para dirigir. Chegou à empresa e encontrou o pai, Acácio, com o semblante carregado de preocupação.

- Pai, o que aconteceu? - perguntou, já sentindo que algo grave havia ocorrido.

- Os papéis do projeto Verde Sustentável desapareceram - respondeu Acácio. O tom era grave. Se esse projeto vazasse, a empresa perderia milhões.

Marcos imediatamente pensou em soluções. Conferir câmeras, investigar funcionários. Mas ao assistir às gravações, viu apenas Gabriel, seu irmão, sendo o último a sair da sala. Não havia provas, mas a suspeita estava lançada.

- A última pessoa a sair foi Gabriel... - disse Marcos, com frieza. Para ele, negócios eram negócios, mesmo que envolvessem sangue da própria família.

- Não, seu irmão nunca faria isso. Esqueça - retrucou Acácio, confiando cegamente em Gabriel.

Marcos riu, amargo. - O senhor confia demais nele. Se é tão perfeito, por que não deu a empresa a ele? Afinal, ele nunca o tratou como pai verdadeiro.

A discussão escalou. Acácio acusou Marcos de viver em festas, de ser irresponsável. Marcos retrucou lembrando que foi ele quem tirou a empresa do vermelho. O clima ficou insustentável. Quando Pedro, o irmão mais novo, entrou, encontrou apenas silêncio carregado de raiva.

Enquanto isso, na mansão Sue, Clara tentava descansar. A febre queimava seu corpo, e cada movimento era uma tortura. Mas a paz durou pouco. Júlia entrou no quarto, carregando consigo a crueldade que parecia natural em sua alma.

- Clara... levante agora e vá limpar meu quarto - ordenou, jogando água fria sobre a irmã.

Clara abriu os olhos com dificuldade. - Você ficou doida, Júlia? Não percebe que estou doente? Sua mãe me deu um dia de folga...

- Ela não está em casa. Nem sua querida Rosa. Então trate de levantar e fazer seu trabalho antes que eu ligue para o pai e diga que você está me intimidando - ameaçou Júlia, com um sorriso perverso.

Clara sentiu o coração apertar. Sabia que se o pai acreditasse em Júlia, seria castigada novamente. Seu corpo não aguentaria outra surra. Mas também sabia que não podia se curvar para sempre. A raiva e a dor se misturavam dentro dela, criando uma força silenciosa.

Ela se levantou devagar, cada passo uma batalha contra a febre e a dor. Júlia observava, satisfeita, como quem saboreia a vitória sobre um inimigo indefeso. Mas Clara, mesmo frágil, carregava nos olhos algo que Júlia não conseguia compreender: uma chama de resistência, uma promessa silenciosa de que um dia tudo mudaria.

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