Gênero Ranking
Baixar App HOT
Depois que eu te conheci
img img Depois que eu te conheci img Capítulo 5 Cinco
5 Capítulo
Capítulo 6 Seis img
Capítulo 7 Sete img
Capítulo 8 Oito img
Capítulo 9 Nove img
Capítulo 10 Dez img
Capítulo 11 Onze img
Capítulo 12 Doze img
Capítulo 13 Treze img
Capítulo 14 Quatorze img
Capítulo 15 Quinze img
Capítulo 16 Dezesseis img
Capítulo 17 Dezessete img
Capítulo 18 Dezoito img
Capítulo 19 Dezenove img
Capítulo 20 Vinte img
Capítulo 21 Vinte e um img
Capítulo 22 Vinte e dois img
Capítulo 23 Vinte e três img
Capítulo 24 Vinte e quatro img
Capítulo 25 Vinte e cinco img
Capítulo 26 Vinte e seis img
Capítulo 27 Vinte e sete img
Capítulo 28 Vinte e oito img
Capítulo 29 Vinte e nove img
Capítulo 30 Trinta img
Capítulo 31 Trinta e um img
Capítulo 32 Trinta e dois img
Capítulo 33 Trinta e três img
Capítulo 34 Trinta e quatro img
Capítulo 35 Trinta e cinco img
Capítulo 36 Trinta e seis img
Capítulo 37 Trinta e sete img
Capítulo 38 Trinta e oito img
Capítulo 39 Trinta e nove img
Capítulo 40 Quarenta img
Capítulo 41 Quarenta e um img
Capítulo 42 Quarenta e dois img
Capítulo 43 Quarenta e três img
Capítulo 44 Quarenta e quatro img
Capítulo 45 Quarenta de cinco img
Capítulo 46 Quarenta e seis img
Capítulo 47 Quarenta e sete img
img
  /  1
img

Capítulo 5 Cinco

- Não, o senhor é um homem que dá o melhor para sua filha e sua esposa, então acho que não seja de todo ruim - disse Clara, voltando a olhar para o copo com água, tentando esconder o desconforto que sentia diante da vulnerabilidade inesperada do pai.

- Sim, mas acho que ninguém verá o quão difícil é... eu preciso de investidores para manter a empresa em funcionamento. Sabe como eles são: arrogantes, se acham superiores, e é realmente complicado agradar cada um deles - respondeu Antônio, com a voz arrastada pelo álcool. Clara o observou e pensou que ele estava muito bêbado para falar com ela sobre sua vida. Acabou rindo baixinho, afastando aquilo de sua mente.

- Desculpa por ter lhe batido tão forte... eu não sei o que deu em mim - murmurou Antônio, surpreendendo Clara. Ela o encarou em silêncio, sem saber como reagir. Estava claro que ele não lembraria de nada na manhã seguinte, então não valia a pena dizer muito.

- O que você faz aqui a essa hora, Antônio? E você, Clara, amanhã iremos lhe levar a um lugar. Vá dormir, pois sairemos às sete horas em ponto - disse Rosana, surgindo repentinamente. Clara terminou sua água, deu boa noite e voltou ao quarto, tentando descansar.

- Olha seu estado... e ainda fica bebendo? - Rosana falou com o marido, segurando-o pelo braço e ajudando-o a subir para o quarto do casal.

- Rosana, não acho certo fazer isso com Clara. Ela também é jovem, é minha filha. Não deveria ser sacrificada, mesmo que eu não a trate bem. Não merece se casar com um homem inválido e viver cuidando dele sem nunca ser mãe - disse Antônio, revelando um raro lampejo de consciência.

- Ela é apenas uma bastarda. Você sabe que só está aqui porque implorei a meus pais para deixar você criar a criança. Mas ainda assim deve ser filial e ajudar o pai quando ele precisar - retrucou Rosana, antes de se deitar e adormecer, indiferente.

Na manhã seguinte, Antônio acordou cedo e foi até a cozinha. Encontrou Clara e Rosa preparando o café da manhã. Ficou parado, observando a filha, notando como se parecia com a falecida mãe.

- Bom dia. Desculpe não ver o senhor chegar - disse Clara, fazendo Antônio se endireitar e voltar a si.

- Bom dia, Clara. Vá arrumar suas coisas, estou te levando para um lugar - ordenou.

Obediente, Clara foi até o quarto e começou a juntar seus pertences. Colocou quase tudo na mala, deixando apenas algumas coisas. Olhou para trás: as duas camas divididas por um criado-mudo, a luminária antiga, o tapete comprido entre as camas, o guarda-roupa pequeno que dividia com Rosa, e a portinha que dava acesso ao banheiro minúsculo. Apesar da simplicidade, aquele era o único lugar que ela chamava de lar. Sentiria falta, principalmente de Rosa, que sempre esteve ao seu lado.

Fechou a porta e voltou à cozinha, onde encontrou Rosa chorando ao vê-la com a mala.

- Senhor Antônio, não leve minha menina para longe, por favor - implorou Rosa, desesperada. Não suportaria viver naquela casa sem Clara.

- Não se preocupe, Rosa. Clara não ficará muito longe. Apenas irá trabalhar com minha empresa - disse Antônio, deixando ambas confusas.

- Eu não vou mais. Quem deveria ir é Júlia. Ela é quem deve trabalhar com sua empresa - retrucou Clara, largando a mala e abraçando Rosa.

- Clara, se Rosana acordar, você não conseguirá sair desta casa sem arrependimento. Então ande logo - disse Antônio, revelando medo da própria esposa, algo incomum.

- Está bem... - respondeu Clara, pegando novamente a mala. Deu um beijo de despedida em Rosa e saiu pela porta dos fundos com o pai.

Durante o trajeto, permaneceu em silêncio. Entrou no carro e ficou olhando pela janela, segurando a mala com força.

- Clara, por que está em silêncio? Não precisa ter medo. Você só está indo a trabalho - tentou tranquilizá-la Antônio.

- Está bem - respondeu, com frieza. Foram suas únicas palavras durante toda a viagem. À medida que se aproximavam de uma vila luxuosa, o medo de Clara aumentava. O coração batia acelerado.

- Por que me trouxe para este lugar? O senhor não tem condição de viver em uma vila assim - perguntou, reunindo coragem.

- Você vai apenas ajudar a família Sue. Eu vou fazer um acordo. Fique em silêncio, não diga o que pensa, muito menos faça o que costuma fazer em casa. Além disso, ficará sozinha. Não se envolva com os jovens mestres ou qualquer outro homem enquanto estiver na mansão Lin - advertiu.

- Por quê? O senhor acha que eu sou capaz de qualquer coisa só porque pensa o pior de mim? - perguntou Clara, decepcionada.

- Não se envolva. Em breve você vai saber - respondeu Antônio. Clara assentiu e ficou em silêncio. Quando o carro parou, respirou fundo e abriu a porta. Antônio balançou a cabeça em reprovação, mas Clara estava encantada com o jardim da mansão e não percebeu.

Antônio caminhou até a porta. Antes que tocasse a campainha, a porta se abriu, revelando uma mulher de pele clara e sardas espalhadas pelo rosto.

- Você deve ser o senhor Antônio Sue. E esta deve ser a nova lavadeira que a família Lin contratou.

- Como assim, lavadeira? - bufou Clara, indignada.

- Desculpe, isso veio comigo - disse Antônio, tentando disfarçar.

A empregada ficou em silêncio, pensou por alguns instantes e resolveu liberar a entrada dos dois.

- Uau... - exclamou Clara, surpresa com o que via. Tentou explorar outros lados da casa, mas uma mão firme a puxou em direção às escadas. Ela não precisou olhar para saber quem era.

Anterior
                         
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022